Polícia desarticula esquema de produção de drogas, na Paraíba

Segundo a Polícia Civil, os locais possuíam climatização, iluminação e irrigação inteligentes para a produção de maconha modificada; drogas eram distribuídas no Norte e Nordeste.

Polícia desarticula laboratórios 'inteligentes' de maconha, em João Pessoa (Foto: Divulgação/Polícia Civil)

Após quatro meses de investigação, a Polícia Civil da Paraíba conseguiu desarticular na madrugada desta quarta-feira (13) um esquema de fabricação de maconha tipo “skunk” que operava em três bairros de João Pessoa. Dois laboratórios clandestinos usados para cultivo da droga foram descobertos em Valentina e Portal do Sol. Um galpão que armazenava a produção também foi localizado em Quadramares. Duas pessoas foram presas. Os trabalhos foram feitos por equipes da Delegacia de Repressão a Entorpecentes de João Pessoa (DRE/JP).

Segundo o delegado Bruno Germano, titular da DRE/JP, a maconha tipo ‘skunk” possui poder alucinógeno vinte vezes maior em relação à maconha comum. Por isso, seu preço no tráfico é maior. “Enquanto o quilo da maconha normal custa em torno de dois mil reais, a “skunk” chega a 30 mil”, afirmou o delegado.

Os policiais encontraram os imóveis com grande aparato para fazer o cultivo. O local estava climatizado, com estufas e controle de temperatura e irrigação. “Tudo para garantir uma excelência na qualidade do material. No galpão ainda existia grande logística  de armazenamento, com embalagens, betoneiras, maquinário industrial”, acrescentou.

Duas pessoas foram presas e autuadas em flagrante por crime de tráfico de drogas.

Danerson Lima Coutinho e Ícaro de Carvalho Henrique. Eles eram chamados pelos clientes como “reis do skunk”.

“Um dos locais tinha 200 metros quadrados de climatização, iluminação e irrigação inteligentes. Cerca de 200 pés de Skunk foram apreendidos. A produção era quase industrial”, afirmou Bruno.

Polícia desarticula laboratórios ‘inteligentes’ de maconha, em João Pessoa (Foto: Divulgação/Polícia Civil)