
Um Boletim de Ocorrência registrado pelo vereador Luciano Castor (PSB), na Delegacia de Mamanguape, no dia 2 de outubro deste ano, trouxe a tona, informações que prometem deixar a Câmara de Vereadores de Mamanguape ainda mais no “olho do furacão”, do embate judicial sobre a eleição da mesa diretora para o biênio 2019/2020.
Diante do delegado Marcos Paulo, o vereador Luciano Castor revelou que, foi informado pelo vereador Vaugran Cornélio, que ele estaria sendo cobrado pelos vereadores de oposição, cuja bancada agora faz parte, que fosse “fabricado” alguma coisa para permitir a anulação da eleição da mesa diretora da Câmara municipal, do biênio 2019/2020.
Segundo consta no boletim, após o rompimento do vereador Vaugran com a gestão da prefeita Eunice Pessoa, a oposição estaria como votos suficientes para anular a eleição que elegeu Luciano Castor para o último biênio da atual legislatura.
Castor chegou a revelar que o teor de todas essas informações, foram confirmadas em outro momento, pelo vereador Lito de Pitanga.
No ‘B.O’ também consta a declaração de que o atual presidente, Joãozinho da estaca, estaria por trás de “toda articulação”, inclusive, oferecendo vantagens para alguns vereadores, como forma de se perpetuar na presidência. “Segundo comentários, o atual presidente disse que iria modificar ou alterar alguns documentos de forma que criasse uma suspeita sobre as regras que disciplinou a eleição do segundo biênio”, consta na conclusão da denúncia.

Tentativa de anulação
No último dia 16 de novembro, [45 dias após a denúncia registrada na Delegacia], a Câmara de Mamanguape aprovou por 7 votos a seis, uma resolução anulando a eleição do dia 1º de janeiro de 2017, que elegeu o vereador Luciano Castor, presidente da Casa Senador Ruy Carneiro. Os parlamentares que aprovaram o texto foram: Neto Belino (PTB), Vaugrhan da Padaria (PTdoB), Crisanto Cavalcante (PSB), Guilherminho Fernandes (PSDB), Maria da Saúde (PSDC), irmão Nestor (PSDC) e João da estaca (PSD). Na mesma sessão, o presidente Joãozinho convocou uma ‘sessão extraordinária’ para o dia seguinte, com o objetivo de eleger uma nova mesa diretora.
Mandado de segurança
Com menos de 24 horas da realização da sessão do dia (16), a juíza da 2ª Vara Judicial de Mamanguape concedeu mandado de segurança objetivando a suspensão da sessão extraordinária convocada, prevista para acontecer na noite da sexta-feira (17).
A juíza Kalina Oliveira, concedeu com base no art. 7º, II, da Lei 1.53/51, a suspensão da sessão, que objetivava a eleição da mesa diretora para 2019/2020.
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Redação PBVale


