Os atletas do time de Handebol Masculino do Unipê derrotaram o time da Universidad Nacional de Río Negro – UNRN por 2 a 0 no Beach Games Internacional, em partida realizada nesta quinta-feira (3), às 15h, na Orla de Atalaia, em Aracaju (SE). A UNRN fica localizada na província de Río Negro, na Argentina. Os jogos terminarão neste sábado (5).
O Unipê venceu também na quarta-feira (2) o time da Universidade Federal de Sergipe – UFS por 2 a 0. Nesta sexta-feira (4), o time de handebol jogará novamente contra a UNRN, às 15h.
“Foi um jogo disputado, mas o entrosamento do nosso grupo é incomparável. Os atletas se comunicam dentro de quadra pelo olhar, só bastando olhar um para o outro”, Comentou o coordenador do curso de Educação Física do Unipê, prof. Felipe Brandão, sobre os atletas argentinos.
Brasileiro 'destronou' o então recordista Lionel Messi
Brasileiro ‘destronou’ o então recordista Lionel Messi
Lionel Messi não é mais o maior vencedor de Bolas de Ouro, prêmio criado pela revista France Football em 1956, que premia o melhor jogador de futebol de cada temporada. E o responsável por ‘destronar’ o argentino foi ninguém menos que o maior atleta do século XX: o Rei Pelé.
Em sua edição especial de 60 anos do prêmio, publicada na última terça-feira (1), a publicação revisou a premiação desde sua criação e resolveu homenagear o brasileiro. A análise acontece porque até 1995 só os jogadores europeus poderiam concorrer ao prêmio, e até 2010, quando o troféu foi unificado com a Fifa, apenas jogadores de times da Europa entravam na lista.
Com a revisão da France Football, Pelé, que é tricampeão mundial com a seleção brasileira, teria sido o melhor jogador do mundo em 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1965 e 1970. Ou seja, o Rei do Futebol somaria um total de sete troféus.
Além de Pelé, outros dois brasileiros foram lembrados na revisão de prêmios da revista France Football: Garrincha e Romário. O craque das pernas torta ficou com o prêmio em 1962, quando foi o melhor jogador da Copa do Mundo, quando o Brasil foi bicampeão mundial. Já Romário, que brilhou na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, também entrou na lista da revista francesa.
Lionel Messi, da Argentina, permaneceu com suas quatro taças da Bola de Ouro e agora ocupa a segunda posição do ranking. Em terceiro lugar, com três conquistas, está o português Cristiano Ronaldo. Quem também possui três conquistas é o francês Michel Platini e os holandeses Van Basten e Johan Cruyff.
Na lista dos craques que foram eleitos duas vezes os melhores do mundo, o brasileiro Ronaldo é um dos destaques. Acompanham o ‘fenômeno’ os alemães Franz Beckenbauer e Rummenigge.
Maradona também foi lembrado pela France Football e ficou com a Bola de Ouro de 1986, quando carregou a Argentina ao seu último título mundial, com direito ao gol mais bonito da história das Copas.
A taxa de fecundidade continua em queda no Brasil. Em dez anos, o indicador recuou 18,6%, chegando a 1,74 filho por mulher em 2014. Os números estão na Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a redução, ganha importância o número de casais sem filhos e também cresce o número de pessoas que vivem sozinhas. O arranjo familiar formado por casal sem filho se tornou, nos últimos anos, o segundo em participação, chegando a 19,9% em 2014. No ano anterior, o número estava em 19,4% e dez anos antes, em 14,7%.
O primeiro ainda são casais com filhos, mas houve redução na proporção: de 51%, em 2004, passou a 42,9% do total, em 2014.
Em 2004, as pessoas que viviam sozinhas eram 10% dos arranjos familiares. No ano passado, eram 14,4%.
O IBGE considera ainda as famílias em que há mulheres sem cônjuge e com filhos (cuja proporção ficou em 16,3% em 2014), outros arranjos familiares com parentesco (6,3%) e arranjos sem parentesco (0,3%). Esses três tipos de família mantiveram-se praticamente estáveis em 2014. No caso das mulheres sem cônjuge e com filhos, houve ligeira redução (de 0,2 ponto) entre 2013 e 2014.
Além tendência de haver menos crianças na população, “o aprofundamento da modernização das relações sociais, o aumento da escolaridade e da inserção das mulheres no mundo do trabalho também são fatores que produzem alterações nos arranjos familiares”, diz a Síntese de Indicadores Sociais.
Filhos por mulher Os estados com as maiores taxas de fecundidade no ano passado foram Acre (2,52 filhos por mulher), Amapá (2,34), Amazonas (2,32), Roraima (2,27), Maranhão (2,22) e Pará (2,15).
Os menores valores foram observados em Santa Catarina e Distrito Federal (1,57 filho por mulher), Rio Grande do Sul (1,58) e Rio de Janeiro (1,60).
As mulheres mais propensas a engravidar em 2014 tinham entre 20 e 24 anos, segundo o IBGE.
Gravidez na adolescência As adolescentes (de 15 a 19 anos) também estão tendo menos filhos, mas a participação delas na fecundidade total ainda é alta – passou de 18,4% para 17,4% do total em dez anos.
Na média, a taxa de fecundidade entre adolescentes passou de 78,8 para 60,5 por cada mil mulheres entre 2004 e 2014 no Brasil.
De acordo com o IBGE, esse índice é próximo ao nível observado para a região da América Latina e Caribe (66,5 por mil para o período 2010-15) e abaixo dos níveis africanos (98,5 por mil). No entanto, a taxa é elevada se comparada à Europa (16,2 por mil) e América do Norte (28,3 por mil). A comparação leva em conta dados reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Maioria das adolescentes com filho não trabalha nem estuda (Foto: Victor Moryiama/G1)
Perfis O perfil das mães adolescentes é bem diferente das que não tiveram filhos, segundo dados da Pnad de 2014.
A maioria daquelas com ao menos um filho tinha 18 ou 19 anos de idade. Somente 37,1% estavam na condição de filha na casa e 34,2% estavam na condição de cônjuge. A escolaridade foi de 7,7 anos de estudo em média, sendo que somente 20,1% ainda estavam estudando. A maior parte (59,7%) não estudava e não trabalhava quando foi feita a pesquisa.
As meninas sem filhos tinham, em média, de 15 a 17 anos. 78,5% delas estavam na condição de filha na casa. A escolaridade foi de 8,9 anos de estudo, em média, sendo que 73,7% ainda estavam estudando e cerca de 14,7% não estudavam e não trabalhavam.
A proporção de jovens que cuidavam das tarefas domésticas era maior entre as com filhos do que entre as sem filhos, assim como o número médio de horas dedicado a isso.
Sobre a pesquisa A Síntese de Indicadores Sociais é uma publicação anual que reúne pesquisas do IBGE sobre as condições de vida da população. Há dados sobre demografia, renda, trabalho, família, educação e saúde.
Segundo especialista, melhor garantia contra microcefalia para mulheres que querem engravidar é ter contraído zika no passado: 'é como rubéola'.
Segundo especialista, melhor garantia contra microcefalia para mulheres que querem engravidar é ter contraído zika no passado: ‘é como rubéola’.
O médico Jonas Schmidt-Chanasit, do Centro de Colaboração e Pesquisa para Arbovírus e Febre Hemorrágica da Organização Mundial de Saúde, disse à BBC Brasil que evitar a gravidez pode ser uma estratégia para mitigar os riscos de ocorrência de casos de microcefalia causada pelo zika vírus.
Em entrevista telefônica, o especialista, que leciona no Instituto Bernhard-Nocht para Medicina Tropical em Hamburgo, Alemanha, destacou que adotar políticas públicas de controle de natalidade é um assunto sensível, mas pode funcionar.
“Essa é uma questão complicada porque há muitos fatores.(…) É uma decisão muito difícil dizer: ‘Você não pode ficar grávida’. Eu não quero dizer isso às mulheres. Elas precisam saber por si só, mas isso foi recomendado”.
“Isso vai causar um grande problema, se muitas mulheres jovens não são permitidas ou são desaconselhadas a engravidar por causa desse risco. Eu seria cuidadoso em apoiar isso, pois sabemos muito pouco, mas se você quer algo decisivo, sim, eu aconselharia mulheres a não engravidarem neste momento para reduzir os riscos ao bebê. Isso seria uma estratégia.”
De acordo com o especialista da Organização Pan-Americana de Saúde Marco A. Espinal é preciso “acompanhar as mães com cuidado e fazer ultrassom no terceiro trimestre para garantir um diagnóstico o mais precoce possível”.
Espinal reconheceu que, caso muitas mulheres optem por não engravidar, isso poderá ter impactos demográficos como a diminuição da população.
Ele acrescentou que mesmo que uma mulher descubra estar infectada com o zika vírus no primeiro trimestre, isso não significa que o bebê desenvolverá microcefalia.
“Ainda não sabemos como o vírus passa pela placenta, ainda não sabemos a probabilidade de gerar uma má-formação. Só porque uma grávida tem o zika vírus não quer dizer que o bebê será microcéfalo”. Espinal ressalta ainda que o primeiro trimestre “é o mais delicado, quando mulheres podem adoecer muito facilmente”.
Ambos os especialistas afirmaram que microcefalia não é necessariamente causada apenas pela exposição ao zika vírus, pois não estaria claro o quanto outros agentes patogênicos contribuíram para a presente epidemia de más-formações.
“Pode ser que o citomegalovírus, que é um vírus de herpes, esteja agindo em conjunto com o zika. Ou ainda, pode ser um novo vírus que está emergindo e ainda não conhecemos. Realmente não sabemos”, disse Schmidt-Chanasit.
Epidemia Em meio à epidemia de zika vírus, já foram constatados mais de 1.248 casos de microcefalia o Brasil. No último fim de semana, o Instituto Evandro Chagas estabeleceu a conexão entre o vírus e más-formações no feto ao encontrar a presença de zika em amostras de tecido e sangue de um recém-nascido microcéfalo.
A Organização Mundial de Saúde reconheceu a relação entre os bebês microcéfalos e a doença tropical, mas afirmou que não é possível confirmar se a relação entre eles seria de causalidade.
De acordo com Schmidt-Chanasit, o vírus é tão nefasto para as grávidas quanto a rubéola e a precaução deveria ser semelhante. “Antes de tentar engravidar você testa para ver se há anticorpos e aí toma a vacina, no caso da rubéola. Com o zika vírus é exatamente a mesma coisa, mas a diferença é que para ele ainda não há vacina”.
Conforme disseram ambos os especialistas, o exame ultrassom é útil para detectar a má-formação, mas isso acontece quando já “é muito tarde”. Dr. Schmidt-Chanasit ressalta que somente o teste de presença de anticorpos é realmente relevante para as mulheres que pretendem engravidar.
Schmidt-Chanasit explicou que futuras mães que já foram expostas ao vírus estão protegidas contra a microcefalia e, portanto, liberadas para engravidar: “A microcefalia é associada à infecção aguda, pelo o que sabemos atualmente. Não está relacionada a infecções passadas, que ocorreram há seis meses atrás. Apenas a presença de anticorpos contra o vírus poderá proteger as mulheres que querem engravidar”.
“Não é uma doença reincidente. O corpo desenvolve imunidade e supera o zika”, resumiu Espinal.
Os dois médicos, entretanto, ressaltaram que o vírus poderá vir a sofrer uma mutação, o que o tornaria perigoso mesmo para mulheres que já superaram a infecção.
Análise A análise laboratorial específica para anticorpos do zica ainda é muito restrita e estaria disponível exclusivamente em centros de pesquisa internacionais, como no americano CDC, Centre for Control Disease and Prevention, no francês Institut Pasteur e no próprio Instituto Berhard-Nocht.
A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Renata Campos explicou que o Brasil possui exames de detecção do zika vírus, mas não de triagem de anticorpos refinada, que façam distinção ente a resistência à dengue, ao zika e a outros tipos de arboviroses.
Em parceria com o Instituto Bernhard-Nocht, a UFRJ desenvolve um estudo comparativo entre mulheres grávidas diagnosticadas com o zika. O laboratório carioca vai analisar amostras de mães com bebês microcéfalos e com bebês normais, para reconhecer as distinções entre as duas populações. O resultado deverá contribuir para o futuras pesquisas na criação de uma vacina ao vírus.
Recomendações A médica infectologista Regina Coeli, do Hospital Oswaldo Cruz em Pernambuco, afirma que a gravidez é uma decisão de cada pessoa. “Não dizemos para as mães que não engravidem. Mas é muito importante fazer o pré-natal corretamente, fazer os exames. Muitas mães só descobrem (que a criança tem microcefalia) depois que nasce porque não fizeram o pré-natal.”
“Nossa orientação é que usem repelentes, elas podem usar desde o início da gestação. Devem usar na pele e também por cima da roupa. Repelentes caseiros, cujas receitas já circulam por aí, não têm embasamento científico e não são confiáveis.”
Já o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa afirma que a recomendação é clara para as grávidas: “que conversem com seus médicos sobre isso”.
“Para a gravidez não planejada, a mulher precisa se proteger, usar o repelente e roupas mais compridas, não se aproximar de pessoas que já estejam com exantema (manchas na pele) porque o mosquito pode estar próximo e ir de um para o outro.”
Fluidos Além de ocorrer por meio de picada do mosquito Aedes aegypti, o contágio do zika vírus também pode se dar por contato com fluidos corporais, mas isso não é razão para pânico, salienta o Dr. Schmidt-Chanasit.
“Não podemos comparar o zika vírus ao HIV, por exemplo. Só pode se transmitir o zika quando o vírus está circulando no sangue e essa situação é breve. Dura apenas o período compreendido entre uns dois dias antes de você ficar doente e uns dois dias enquanto você já está doente. Somente então pode ocorrer a transmissão por relação sexual”, explicou.
“Mas eu acho que se você está doente, com febre e cansado, não vai tem vontade de ter relações sexuais, o que torna esse contágio bastante improvável”, concluiu.
Os dados do IBGE indicam que apesar da tendência de democratização no ensino superior, estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades
Dados indicam que apesar da tendência de democratização no ensino superior, estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades
Os estudantes de 18 a 24 anos que frequentam ensino superior no Brasil somavam 58,5% do total de estudantes nessa faixa etária em 2014. O percentual é 25 pontos percentuais maior que o de dez anos antes. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que, em 2004, esse número era de 32,9%.
Os dados da pesquisa do IBGE foram calculadas com base no número de estudantes, e não no total de jovens – o que incluiria também os que não estudam. Apesar de o IBGE destacar a tendência de democratização do ensino superior nos últimos dez anos, os dados indicam que os estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades do país.
De acordo a pesquisa, em 2004, 54,5% dos estudantes do ensino superior na rede pública pertenciam à parcela 20% mais rica da população brasileira – com renda média por pessoa da residência de R$ 2,9 mil. Dez anos depois, esse grupo ocupava 36,4% das vagas nas universidades públicas.
Já a proporção de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da população, com renda per capita média de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades públicas em 2014.
Em 2004, 16,7% dos estudantes pretos e pardos com 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior, segundo a pesquisa, número que cresceu para 45,5% em 2014. Apesar do aumento, os negros não chegaram a atingir o percentual que estudantes brancos já apresentavam em 2004: 47,2%. Para esse grupo, o aumento verificado nos últimos dez anos fez com que 71,4% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos estivessem na universidade.
O percentual de estudantes jovens que cursam no nível superior já era maior entre as mulheres em 2004, e a distância se ampliou com um crescimento mais acelerado que elevou o percentual a 63,3% em 2014. Para os homens, o percentual chegou a 53,2%.
A alta no percentual de estudantes cursando nível superior aconteceu em todas as regiões brasileiras, que continuam a apresentar patamares desiguais. No Sul, a proporção subiu de 50,5% para 72,2% no período pesquisado, enquanto no Norte, o percentual subiu de 17,6% para 40,2%. O maior crescimento, de 29,1 pontos percentuais, foi verificado no Nordeste, onde a proporção passou de 16,4% para 45,5%.
Jovens que só estudam
O IBGE também comparou dados sobre a dedicação dos jovens ao estudo. O número de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos que estuda e trabalha ao mesmo tempo caiu na década pesquisada. Em 2004, 22,6% das pessoas nessa faixa etária se dedicavam às duas atividades, proporção que chegou a 17,3% em 2014.
Como o grupo de jovens que não estuda nem trabalha se manteve praticamente estável, respondendo por cerca de um quinto da população de 15 a 29 anos, o IBGE destacou o crescimento no número de pessoas que se dedicam exclusivamente aos estudos, que subiu de 59,3% para 67%.
Nos dez anos pesquisados, o número de pessoas entre 20 e 22 anos que terminaram o ensino médio ou níveis de ensino superiores também cresceu. Na população geral, esse número aumentou de 45,5% para 60,8%, sendo mais expressivo entre negros que brancos.
Entre os pretos e pardos, o percentual da população nessa faixa etária que concluiu o ensino médio chegou a 52,6%, percentual menor do que já era constatado para brancos em 2004 (57,9%). Em 2014, os 71,7% dos brancos nessa faixa etária tinham terminado o ensino médio.
Os países em desenvolvimento fizeram um alerta para o risco de fracasso das negociações na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris, se os países ricos não se envolverem no financiamento da luta contra o aquecimento global.
“Queremos novos compromissos em matéria de financiamento”, afirmou a embaixadora sul-africana Nozipho Mxakato-Diseko, presidente do grupo G77 + China (que deve o nome ao número inicial de países que o constituíam, tendo-se posteriormente alargado), um grupo de 134 países pobres ou emergentes que inclui aqueles que serão particularmente afetados pelas mudanças climáticas.
Os países-membros do G77 querem financiamento para suportar a transição para a energia verde, para se adaptar ao impacto das mudanças climáticas e para compensar os danos daí resultantes. Embora alguns dos seus membros, como a China e a Índia, estejam atualmente entre os maiores poluidores do planeta, o grupo tem, historicamente, pouca responsabilidade na emissão de gases de efeito estufa.
Em 2009, os países ricos prometeram aumentar a ajuda para chegar aos US$ 100 bilhões por ano em 2020. De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, esse auxílio foi US$ 62 bilhões em 2014.
A questão do financiamento não é, contudo, a única em aberto, pois delegados de 195 países, que devem resolver o máximo de divergências até este sábado (5), divulgaram na quinta (3) um novo projeto de acordo com pouco mais de 50 páginas e alterações tidas como irrelevantes.
“O número de opções em aberto não foi reduzido” e permanece “perto das 250”, observou Matthew Orphelin, porta-voz da Fundação Nicolas Hulot, convidando os delegados a acelerar antes de passar os assuntos aos seus ministros, na próxima semana.
Por outro lado, Enele Sosene Sopoaga, o primeiro-ministro de Tuvalu, ilha do Pacífico ameaçada pela subida do nível do mar, lamentou o fato de os discursos dos 150 chefes de Estado e de governo que, na segunda-feira (30), afirmaram a sua determinação em agir, não terem uma “tradução concreta” em decisões e medidas.
“O texto está, em grande parte, inalterado”, acrescentou Tasneem Essop, da organização ambientalista internacional WWF, ironizando: “Ainda estão mudando o lugar das cadeiras no convés para ter uma melhor visão do icebergue”.
Para a ministra do Meio Ambiente da França, Ségolène Royal, “é normal que haja um ou dois dias para pôr em ritmo a máquina das conversações”, sendo este um “momento de maturação necessário”, mas “é impensável imaginar um fracasso”.
O objetivo da COP21 é alcançar, até 11 de dezembro, um acordo para limitar o aumento do aquecimento global a 2º Celsius, relativos aos níveis da era pré-industrial, levando em conta que já se verificou um aumento de 1 grau na Terra.
No total, 525 mil pessoas morreram devido a cerca de 15 mil fenômenos extremos, particularmente furacões, que causaram perdas estimadas em cerca de US$ 3 trilhões em 20 anos, tendo Honduras, Myanmar e Haiti sido os países mais afetados. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sem a redução das emissões de gases de efeito estufa, em 2080 mais 175 milhões de pessoas podem estar desnutridas.
A presidente Dilma Rousseff (Foto: Jorge William / Agência O Globo)
A presidente Dilma Rousseff (Foto: Jorge William / Agência O Globo)
Se a votação sobre o impeachment no plenário da Câmara fosse hoje, a presidente Dilma Rousseff manteria seu mandato, caso os deputados votassem segundo a avaliação das lideranças de seus partidos. O GLOBO ouviu os líderes dos 17 maiores partidos da Casa. Segundo esse levantamento, Dilma teria hoje o respaldo de pelo menos 258 dos 513 deputados, 86 votos a mais do que os 172 necessários para se manter no poder.
Segundo esse levantamento, a oposição contaria com 182 adeptos. Os votos dos 17 partidos cujos líderes aceitaram falar somam 454 parlamentares.
Embora os números sejam absolutos, as certezas, como disse um deputado, são voláteis. Pelos cálculos dos líderes partidários, toda a oposição votará a favor do impeachment: DEM, PSDB, Solidariedade e PPS somariam 99 votos. Dos partidos governistas, PT, PCdoB e PSOL já se posicionaram em sua totalidade contra o impeachment. Junto com PDT e Rede, que disseram que vão caminhar na mesma direção, Dilma já tem cem votos garantidos.
PMDB ESTÁ DIVIDIDO
De todos os partidos ouvidos, só o PRB não quis fazer nenhum cálculo. Embora tenha um ministério desde o início do segundo mandato de Dilma (Esporte, ocupada por George Hilton), a infidelidade tem sido uma marca recorrente da sigla. A maior incógnita é o PMDB do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ). O líder do partido na Câmara, Leonardo Picciani (RJ), embora reticente em falar em números, tem uma estimativa:
— Eu diria que 60% dos peemedebistas são contra o impeachment, 20% a favor e outros 20% indefinidos.
No PR, outro partido da base aliada, mas cujos representantes votarão contra a admissibilidade do processo para cassação do mandato de Cunha no Conselho de Ética, o líder Maurício Quintela Lessa (AL) disse que encaminhará o voto da bancada, de 34 parlamentares, contra o impeachment, mas já adianta que pelo menos seis parlamentares devem se manifestar a favor.
No recém-criado Partido da Mulher Brasileira (PMB), o líder Domingos Neto (CE) estimou que dois terços da bancada de 20 deputados serão contra o impeachment, o que garantiria 12 votos para Dilma.
O PSD, outro partido que comanda um ministério (Gilberto Kassab, das Cidades), calcula que um terço de seus representantes votarão contra a presidente. Mas um deputado da legenda tem outro cálculo. Na opinião dele, quando o processo chegar ao plenário, 80% do partido devem se posicionar a favor do impeachment.
— Quem vai querer salvar o mandato da Dilma e depois nunca mais ser eleito? — questiona o parlamentar.
O PDT, que ganhou o Ministério das Comunicações na reforma ministerial para garantir uma base mais sólida, disse que votará em peso com o governo. A bancada pedetista tem 18 deputados.
— Vamos encaminhar para que o PDT feche questão — disse o ministro André Figueiredo.
COMISSÃO ESPECIAL É CRIADA
A Rede, com cinco deputados, também fechou questão contra o impeachment. Há siglas divididas, caso do PTB (que na campanha presidencial apoiou o tucano Aécio Neves) e do PSB, com 33 parlamentares. A tendência da maioria do PSB é votar a favor do impeachment. Há, porém, cerca de 12 deputados ligados ao governo que devem fechar com Dilma. Eles são de redutos do Nordeste, como Bahia e Pernambuco.
Ontem, foi criada a Comissão Especial que analisará o processo de impeachment. Com 65 membros, será convocada, em sessão extraordinária, segunda-feira. PT e PMDB indicarão oito membros cada. O bloco da oposição (PSDB, PPS, SD e PSB) indicará 11 deputados. As bancadas terão até as 14h de segunda-feira para indicar os membros da comissão. No mesmo dia, às 18h, haverá sessão extraordinária para a votação dos membros. Uma vez ratificada pelo plenário da Câmara, a comissão escolherá, por voto secreto, o presidente e o relator.
Não haverá expediente na Defensoria Pública da Paraíba na próxima segunda-feira (7) e nem na terça-feira (8), feriado religioso do Dia de Nossa da Conceição e também Dia da Justiça. Na segunda-feira, o ponto será facultativo em todas as unidades do Estado, conforme determinação do defensor público geral Vanildo Oliveira Brito, uma vez que o Poder Judiciário Estadual não vai funcionar nesses dois dias.
Dia da Justiça – Trata-se de um feriado forense, por isso as instituições da Justiça não trabalham neste dia. Instituído no ano de 1951, pelo então presidente Getúlio Vargas, através do Decreto de Lei nº 1408, essa data objetiva homenagear os profissionais que atuam no Poder Judiciário do Estado Brasileiro. A origem do Dia da Justiça está ligada ao dia em que é homenageada a santa católica Imaculada Conceição e foi celebrado oficialmente pela primeira vez em 1950 pela Associação de Magistrados Brasileiros, apesar de já ser comemorado desde 1940.
Por ser dia de pagamento, a agência estava lotada. Imagem G1PB
Por ser dia de pagamento, a agência estava lotada. Imagem G1PB
Dois homens não identificados assaltaram por volta das 8h30 de ontem (3), a agência dos Correios e Telégrafos da cidade de Baía da Traição e levaram todo o dinheiro que estava nos caixas. A arma do vigilante também foi roubada.
De acordo com relato policial os bandidos chegaram a pé, ambos armados de revolver, entraram na agencia, um rendeu o vigilante e tomou o revolver taurus, com dez munições, e o outro rendeu o gerente e levou uma quantia em dinheiro não revelada.
Testemunhas informaram ainda que eles pegaram uma moto Honda fan de cor preta que haviam deixado á aproximadamente 100 metros dos Correios e fugiram com destino incerto.
Baby Helenita ao lado de Hugo Malta (camisa azul).
O empresário do ramo imobiliário e filiado do (PSB) de Mamanguape, Hugo Malta, declarou no último domingo (30), que vai defender até as convenções partidárias em 2016, o nome de Baby Helenita (PRTB), na composição da chapa socialista, que terá o apoio do governador Ricardo Coutinho, na disputa pela Prefeitura da cidade.
Segundo Hugo, Baby tem espírito público e já mostrou sensibilidade as causas sociais. Para o empresário, Helenita tem mostrado ser uma grande articuladora política dentro do grupo socialista e, entre outros valores, vai poder agregar o seu jeito jovem e comunicativa de ser com as pessoas.
Hugo Malta fez discurso em sua Granja em Camaratuba
O nome de Hugo Malta já chegou a ser cogitado para disputa da Prefeitura de Mamanguape nas eleições de 2012. De acordo com informações repassadas ao PBVale, Malta vai está empenhado nas articulações políticas de bastidores em prol da candidatura de Eunice Pessoa no próximo ano.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para indeferir o registro da candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. O quarto voto foi proferido pela ministra Estela Aranha, que acompanhou o relator Ricardo Villas Bôas Cueva. O julgamento está suspenso por pedido de vista do ministro André Mendonça, mas a maioria já foi alcançada.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) suspendeu o julgamento do recurso contra o registro da candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba após pedido de vista do ministro André Mendonça. Antes da interrupção, o placar era de 3 votos a 0 pelo indeferimento da candidatura, com manifestações dos ministros Ricardo Villas Bôas Cueva, Floriano de Azevedo Marques Neto e Dias Toffoli.
O candidato a deputado federal Samuka Duarte (PSD) anunciou apoio ao governador e candidato à reeleição Lucas Ribeiro (Progressistas) e aos candidatos ao Senado João Azevêdo (PSB) e Nabor Wanderley (Republicanos). Com a decisão, ele deixa o palanque de Cícero Lucena (MDB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB). O anúncio foi feito em vídeo ao lado dos candidatos, que comemoraram a adesão à campanha.