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sexta-feira, 30 outubro 2026
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Superlua e eclipse total ocorrem ao mesmo tempo na noite deste domingo

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Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como 'Lua de sangue', é observado de Echo Park, em Los Angeles, EUA, em abril (Foto: AP Photo/Damian Dovarganes)
Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como ‘Lua de sangue’, é observado de Echo Park, em Los Angeles, EUA, em abril (Foto: AP Photo/Damian Dovarganes)

Em seu ponto mais próximo da Terra, a Lua, que estará grande e luminosa, se vestirá de vermelho no final deste domingo (27) em um eclipse total, um fenômeno magnífico que só voltará a acontecer em 2033.

“As condições convergem para que seja um eclipse espetacular”, garantiu o astrônomo Pascal Descamps, do Observatório de Paris, à agência AFP.

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O eclipse total da Lua poderá ser observado durante mais de uma hora, por volta das 23h11 até 0h23 (horário de Brasília), do continente americano até o Oriente Médio. Segundo o astônomo Cassio Barbosa, autor do blog Observatório, o Brasil estará em situação privilegiada para acompanhar o evento.

A Lua não produz luz própria, aproveitando a que recebe do Sol. No domingo, o astro estará alinhado com o Sol e a Terra.

“Teremos um eclipse total porque a sombra da Terra engolirá toda a Lua”, explicou à AFP Pascal Descamps. “A circunferência de sombra da Terra mede aproximadamente três vezes o tamanho aparente de nosso satélite”, afirmou, podendo absorver a totalidade da Lua.

A Lua vai desaparecer do nosso campo de visão, privada dos raios solares, e reaparecerá pintada de vermelha – por isso, também é conhecida como “lua sangrenta” ou lua de sangue.

O vermelho se deve a um fenômeno luminoso. É pela refração dos raios solares que atravessam a atmosfera , com exceção dos vermelhos. Estes últimos sofrerão outro fenômeno: a atmosfera os desviará e iluminarão a superfície lunar.

“É interessante porque a cor da Lua vai depender do estado da atmosfera terrestre. Se está carregada de partículas, devido, por exemplo, à poluição, os raios vermelhos também serão refratados e não alcançarão a lua”, explicou o astrônomo.

“Se o astro é vermelho sangue, poderemos ficar tranquilos sobre o estado atmosférico da Terra. Se é muito escuro, ou quase invisível, é porque é realmente catastrófico”.

Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como 'Lua de sangue', é observado na cidade de Urasoe, em Okinawa, no Japão, em abril (Foto: AP Photo/Kyodo News)
Eclipse lunar total, fenômeno conhecido como ‘Lua de sangue’, é observado na cidade de Urasoe, em Okinawa, no Japão, em abril (Foto: AP Photo/Kyodo News)

Como apreciar o fenômeno
Segundo o astrônomo Cássio Barbosa, bastam céu limpo e horizonte aberto para que o espetáculo esteja garantido. “Esse é um dos eventos astronômicos em que não é preciso nenhum tipo de equipamento, basta que o céu esteja limpo e que você consiga ver a Lua no céu. Claro que a festa fica ainda melhor se houver uma luneta ou telescópio disponível. Nesse caso dá para ver a sombra da Terra percorrendo a superfície lunar, cobrindo as crateras, vales e montanhas conforme a Lua e a Terra se movimentam”, afirma.

Ele recomenda o uso de uma cadeira de praia ou espreguiçadeira para que a observação fique mais confortável.

Se chover, é possível acompanhar o eclipse na internet. Vários sites farão transmissão ao vivo do evento. Um deles é o site da revista Sky & Telescope, que começará a transmitir o evento às 22h deste domingo.

Da redação, com G1

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