
Um carpinteiro desacreditado de sua capacidade e do seu talento em criar bonitos móveis e entalhos. Do outro lado, uma rica senhora, arrogante, que provoca e esnoba das atividades exercidas pelo artesão. É neste enredo que nasce a história de superação e amor, através da fé de um ‘nordestino raiz’ que supera dificuldades e transpassa obstáculos em meio ao cotidiano de outras culturas.
“Somos madeira bruta, pela fé seremos talhados”, é o tema central apresentado pela nova “Quadrilha Junina Arraiá Potiguara” da cidade de Rio Tinto. O grupo nasceu em janeiro deste ano e promete um ‘grande espetáculo’ durante a apresentação na noite deste sábado (22), na Praça João Pessoa, na cidade de origem.

A “Junina Arraiá Potiguara” tem hoje 70 componentes, entre dançarinos, músicos, atores e equipe de suporte técnico. Seu nome é uma homenagem aos povos potiguaras que habitam há séculos a região do Litoral Norte paraibano.
O grupo já foi destaque este ano nas apresentações de festival de Quadrilhas paraibanas, nas cidades de Capim e Santa Rita, onde ficou em terceiro lugar e entre as 30 melhores do Estado, respectivamente.
Inclusão

A Junina Arraiá Potiguara teve a preocupação de promover acessibilidade ao público com deficiência auditiva. Para isso, a QJ conta com a participação durante toda a apresentação, de um intérprete de libras. – “Acreditamos que a inclusão social é uma forma humanizada de contemplar aqueles que por questões de saúde perderam sua audição. Além disso, despertamos a consciência de inclusão, como também o respeito pela comunidade surda da interação comunicativa (social e cultural)”, relatou um dos integrantes – Vaninho Ribeiro.
A ‘QJ Arraiá Potiguara’ conta com o importante apoio da Prefeitura de Rio Tinto e deve se apresentar logo após a inauguração do Sítio Vicente Elias Soares, previsto para as 20 horas deste sábado (22/06).

Por Felipe França


