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segunda-feira, 11 maio 2026
                          

Polícia descobre que riotintense preso por estelionato já praticou o golpe da troca do cartão

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Redação PB Vale
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José Hilton Barros Silva, 36 anos, foi transferido para o Roger
José Hilton Barros Silva, 36 anos, foi transferido para o Roger

O trabalho investigativo da Delegacia de Defraudações e Falsificações (DDF) de João Pessoa apurou que José Hilton Barros Silva, 36 anos, preso em flagrante na tarde da última segunda feira (23) com outras três pessoas suspeitas de praticar fraudes em transferências bancárias em vários estados, já foi preso por estelionato na cidade de Teresina, no Piauí.

Leia também: Presos suspeitos de aplicar golpe de R$ 200 mil em empresa do ES

“Descobrimos que, em 2012, José Hilton foi preso com mais três pessoas, praticando o golpe da troca do cartão. Os criminosos abordam as vítimas em caixas eletrônicos, geralmente fora do horário de expediente oferecendo uma suposta ajuda. Eles simulam os procedimentos bancários, trocando os cartões das vítimas por cartões de outras pessoas”, explicou o delegado Lucas Sá.

Depois de trocar os cartões, o grupo criminoso efetuava compras. Os produtos preferidos deles eram equipamentos eletrônicos. A vítima só descobre o golpe quando vai usar o cartão outra vez e nota que não é o seu. Para a Delegacia de Defraudações e Falsificações esta modalidade de crime é muito difícil de ser descoberta porque os suspeitos não deixam pistas e raramente são flagrados pelo circuito de imagens dos bancos.

José Hilton foi encaminhado para o Presídio do Roger junto com Alan Paolo Chagas do Nascimento, 31 anos. Eles e Antonia Andrade Marques, 28 anos e Débora Kelly Olegário Barreto, 30 anos, que estão recolhidas no Presídio Julia Maranhão vão aguardar presos pelo julgamento dos crimes de fraudes em transferências de dinheiro praticados em contas de empresas. A polícia já descobriu que, com a fraude, o grupo aplicou golpes de mais de R$ 250 mil só neste mês.

Como o golpe é praticado – A organização criminosa possui integrantes com conhecimento avançado na área de informática, responsáveis por hackear as contas bancárias e senhas de sistemas internos de grandes empresas. Parte do grupo transfere valores para contas de terceiros ‘laranjas’, enquanto outros são responsáveis por recrutar pessoas que fornecem suas contas pessoais para a realização das operações. Os valores das transações bancarias variam entre R$ 30 e R$ 40 mil. Quando o processo é concluído o dinheiro é imediatamente retirado pelos titulares das contas e repassado mediante o pagamento de comissões.

As investigações mostram que as fraudes só eram descobertas depois da retirada dos valores transferidos pela organização criminosa, dessa forma os donos das empresas lesadas continuavam com o prejuízo e os suspeitos não eram identificados, porque não deixavam nenhum rastro para a apuração dos fatos.

Além das quatro pessoas presas na segunda (23) a Delegacia de Defraudações e Falsificações também identificou Maria Luiza Vicente da Silva que está foragida como suspeita de envolvimento com o grupo criminoso.

As informações são da Central de Polícia Civil

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