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Pai de Aylan Kurdi: “As mãos dos meus filhos se soltaram das minhas”

Abdullah Kurdi, o pai do menino encontrado morto na praia. / MURAD SEZER (REUTERS)
Abdullah Kurdi, o pai do menino encontrado morto na praia. / MURAD SEZER (REUTERS)
Abdullah Kurdi, o pai do menino encontrado morto na praia. / MURAD SEZER (REUTERS)

Sobreviveu às bombas e à guerra, mas não conseguiu vencer o mar e as barreiras geográficas e legais que separam o Oriente Médio em chamas da Europa. Aylan Kurdi é o nome do garoto sírio cuja fotografia se transformou no símbolo do drama dos refugiados —com sua camisetinha vermelha e sua bermuda azul, estendido sem vida na turística praia turca de Ali Hoca Burnu, as mesmas ondas que o mataram roçando seu rosto. Tinha somente três anos. Sua família tentou o asilo no Canadá, mas não conseguiu.

Leia mais: Foto de criança síria morta em uma praia: símbolo do drama migratório

O bote no qual viajavam a família de Aylan e outros refugiados sírios —seis pessoas no total— saiu na noite de terça para quarta-feira da península de Bodrum (sudoeste da Turquia) com destino à ilha de Kos. Mas jamais chegou ao seu destino. Junto com o pequeno sírio morreram seu irmão, Galib (de 5 anos), sua mãe, Rihan Kurdi (de 35 anos) e um jovem de 18 anos. Só duas pessoas, uma delas o pai da família Kurdi, Abdulá, foram resgatadas pela guarda costeira turca.

Abdulá Kurdi, o pai do menino afogado, relatou a tragédia: “A guarda costeira [turca] nos deteve e depois nos soltou. Nós mesmos conseguimos um bote e começamos a remar em direção a Kos”, explicou. “Depois que nos distanciamos uns 500 metros da costa, começou a entrar água no bote e nossos pés ficaram molhados. O pânico aumentava à medida que a água subia. Alguns ficaram de pé, e o bote virou. Eu segurava minha mulher com a mão. As mãos dos meus filhos se soltaram das minhas. Tentamos ficar no bote, mas quase não tínhamos ar. Todo mundo gritava na escuridão. Eu não conseguia que minha esposa e meus filhos ouvissem minha voz”.

“Quero que o mundo inteiro nos escute da Turquia, aonde chegamos fugindo da guerra da Síria. Estou sofrendo muito. Depois do que ocorreu, não quero ir. Vou levar os corpos primeiro a Suruç [cidade turca na fronteira com a Síria] e depois a Kobani [Síria]. Passarei o resto da minha vida ali”, afirmou.

De acordo com a imprensa local, os Kurdi fugiram de Kobane, a cidade curdo-síria na fronteira com a Turquia que, durante quase meio ano, foi duramente assediada pelo Estado Islâmico. Mas duas fontes do governo regional de Kobane consultadas por este jornal dizem que ainda não foi possível confirmar sua origem. “Estamos tentando identificar a família, mas seu sobrenome é muito genérico e, além de Kobane, existem Kurdi nas regiões de Raqqa, Alepo e Homs”, afirmou ao EL PAÍS o vice-ministro das Relações Exteriores de Kobane, Idris Nassan. Outra fonte governamental explicou que “pouco a pouco” a maioria dos refugiados que fugiram de Kobane “estão voltando” depois que as milícias curdas asseguraram o controle da região: “Mas alguns, que fugiram da Turquia antes do cerco do Estado Islâmico, que pretendem chegar à Europa, a maioria fala em ir para a Alemanha”.

Aparentemente esse não era o destino preferido pelos Kurdi, que tentaram obter visto para o Canadá, segundo a imprensa desse país. Em declarações citadas pelo jornal Ottawa Citizen, a tia do pequeno Aylan Kurdi, Teema Kurdi, moradora de Vancouver há mais de 20 anos, explicou que o Escritório de Cidadania e Imigração do Canadá recusou o pedido de asilo solicitado por seus parentes em uma representação consular canadense na Turquia.

“Eu tentei financiá-los, e meus amigos e vizinhos me ajudaram com os depósitos bancários, mas não conseguimos retirá-los de lá, por isso subiram no bote”, disse a tia ao jornal canadense. “Eu até mesmo pagava seu aluguel na Turquia, mas é horrível a maneira como os sírios são tratados lá”, acrescentou.

Aylan e Galib não foram as únicas crianças a morrer nessa fatídica noite. Outra embarcação naufragou enquanto seguia a mesma rota do bote dos Kurdi. Oito pessoas morreram, entre elas uma bebê de 9 meses, dois gêmeos de um ano e meio e dois irmãos de 9 e 11 anos. Nesse bote, com capacidade para 10 ocupantes, viajavam 17refugiados sírios, o que leva a crer que o excesso de peso afundou a embarcação. Somente sete pessoas sobreviveram e duas ainda não foram encontradas, mas um oficial da Armada turca citado pela Reuters reconheceu que quase não há esperança de encontrar com vida os dois desaparecidos. Um dos sobreviventes, entrevistado pela agência turca DHA, afirmou que pagaram 2.050 euros (8.660 reais) por cabeça aos traficantes que organizaram a viagem da costa turca à ilha grega de Kos.

Praticamente todas as capas da imprensa turca publicadas na quinta-feira vieram com a foto do pequeno Aylan Kurdi com grandes manchetes acusando a comunidade internacional de permanecer impassível diante do drama migratório que acontece no Egeu. “Em 2015, o número de refugiados sírios na Turquia chegou aos dois milhões; no Líbano, com uma população de 4,5 milhões, existe 1,1 milhão”, escreveu Celal Özcan no jornal Hürriyet. “Os 28 países da União Europeia, que se encontram entre os mais ricos do mundo, receberam 338.000 refugiados nos primeiros sete meses de 2015. A UE, que realizou reunião atrás de reunião para tentar tirar a Grécia da bancarrota, é por outro lado incapaz de entrar em um acordo sobre os refugiados”.

EL PAÍS

Foto de criança síria morta em uma praia: símbolo do drama migratório

Policial carrega corpo de um dos meninos. / FOTO: AP / VÍDEO: ATLAS
Aylan Kurdi é o nome do garoto sírio cuja fotografia se transformou no símbolo do drama dos refugiados
Aylan Kurdi é o nome do garoto sírio cuja fotografia se transformou no símbolo do drama dos refugiados

Pelo menos doze refugiados sírios – cinco deles menores de idade – perderam a vida em dois incidentes enquanto tentavam atravessar a estreita faixa de água que separa a península de Bodrum, na Turquia, da ilha grega de Kos, informou a imprensa local citando fontes das forças de segurança. Os cadáveres das crianças apareceram no início da manhã desta quarta-feira numa praia turca, o que levou a Guarda Costeira a mobilizar várias equipes de salvamento, que conseguiram resgatar seis pessoas das duas embarcações avariadas.

A foto de um dos meninos (não reproduzida nesta matéria para não ferir a sensibilidade do leitor), muito pequeno, foi distribuída pela agênciaReuters. Na imagem, a criança aparece de bruços numa praia de Bodrim, no sul da faixa asiática da Turquia. Na sequência da reportagem da agência britânica, aparece um policial turco carregando o corpo sem vida do menino. A foto está sendo replicada por muitos usuários das redes sociais com a hashtag #kiyiyavuraninsanlik, algo como “a humanidade se choca contra a costa”. Somente na noite desta terça-feira, os soldados turcos detiveram 100 pessoas que tentavam chegar às ilhas gregas, na maioria em botes infláveis, uma cifra que supera os 2.000 dos últimos sete dias.

O Governo interino da Grécia, presidido por Vassiliki Thanou, abordou esta manhã a crise dos refugiados e, segundo anunciou o vice-ministro de Política Migratória, Yannis Mouzalas, chegou-se a um acordo sobre diversas iniciativas para melhorar as condições de vida dos refugiados e “aliviar” os habitantes das ilhas que recebem o grosso desse novo fluxo migratório, embora sem detalhar que tipos de medidas são essas.

Policial carrega corpo de um dos meninos. / FOTO: AP / VÍDEO: ATLAS
Policial carrega corpo de um dos meninos. / FOTO: AP / VÍDEO: ATLAS

Mouzalas afirmou que um Executivo em funções, como o que dirige o país até as eleições do próximo 20 de setembro, não pode resolver a crise migratória enfrentada pela Grécia. Por isso, pediu a intervenção imediata da União Europeia e a “internacionalização” do problema para que seja tratado pela ONU.

EL PAÍS

Centenas de ‘Casas Lotéricas’ podem fechar as portas na PB

Apostadores fazem filas nas casas lotéricas para apostas da Mega-Sena da Virada
Apostadores fazem filas nas casas lotéricas para apostas da Mega-Sena da Virada
Apostadores fazem filas nas casas lotéricas para apostas da Mega-Sena da Virada.

O deputado federal, Benjamin Maranhão (SD), alertou, nesta quinta-feira (3), em entrevista ao Portal MaisPB, que centenas de casas lotéricas podem fechar as portas na Paraíba.

O motivo seria uma licitação de novas concessões para estabelecimentos que têm convênio com a Caixa Econômica Federal, que foi recomendada pelo  Tribunal de Contas da União (TCU).

O edital para novos contratos já foi editado pela Caixa. Para Benjamim Maranhão, fazer uma licitação agora vai trazer muitos  prejuízo para a população.

“Na Paraíba, centenas de casas lotéricas vão fechar se não for tomadas providências para resolver isso. Milhares de empregos serão perdidos e causar um desequilíbrio até nos programa  assistenciais que são feitos nestes locais”, destacou Benjamim Maranhão.

Para tentar solucionar o problema, Benjamim Maranhão se reuniu, na tarde de hoje, com o presidente do TCU, Haroldo Cedraz e deputados da Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público Câmara.

O paraibano disse que apresentou a Haroldo Cendraz um  Projeto de Lei 12869/2013, aprovado no Congresso, permitindo a prorrogação do prazo de concessão das casas lotéricas veiculadas à Caixa.

“Queremos que as pessoas que já estão prestando o serviço a muitos anos permaneçam mais algum tempo até que seja feito nova licitação”, disse Benjamin alegando que o edital para novas concessões foi lançado muito rápida.

Por Roberto Targino

Zé Lezin não comparece e turnê no interior de Sergipe é cancelada

Zé Lezin
Humorista desembarcou em Aracaju e retornou para João Pessoa de táxi.
Humorista desembarcou em Aracaju e retornou para João Pessoa de táxi.

O público que foi prestigiar o espetáculo de Zé Lezin na noite da quarta-feira (2) no município de Campo do Brito ficou decepcionado. O humorista não compareceu. De acordo com o produtor local, Luciano Oliveira, Zé Lezin chegou ao Aeroporto de Aracaju no fim da tarde e não foi encontrado pelo motorista da organização do evento.

Zé Lezin disse que aguardou o motorista durante duas horas, ficou chateado e decidiu retornar para João Pessoa em seguida.

“Tenho 30 anos de carreira e considero que houve um descaso muito grande. Cheguei em Aracaju e não tinha ninguém me esperando. Fretei um táxi e voltei para casa”, explica.

O produtor local, Luciano Oliveira, confirmou o atraso do motorista mas negou o tempo. “Ele [Zé Lezin] chegou 17h30 e o motorista atrasou 50 minutos porque ficou preso no trânsito. Liguei para ele e pedi para aguardar um pouco. Por volta das 18h20 o carro chegou e ele não foi encontrado no aeroporto. Fiquei bem surpreso com essa atitude dele”, desabafa.

Luciano disse que tentou entrar em contato com o humorista mas não conseguiu. “Ele não atendia e a família confirmava que ele viajou para Aracaju. Ficamos bem preocupados com o desaparecimento dele. Procuramos, ligamos, mas ele não foi localizado. Por volta das 21h ele mandou um torpedo falando que estava retornando para casa, mas sem detalhes. Tentei falar com ele mais uma vez e não consegui, o telefone continuava desligado. Ficamos sem entender nada e o público que comprou o ingresso para prestigiá-lo ficou decepcionado”, garante.

A turnê que começaria ontem estava prevista para seguir até a próxima segunda-feira (7) em seis municípios do interior sergipano e foi cancelada. “Assim como o público de Campo do Brito, todas as pessoas que compraram os ingressos vão receber o dinheiro de volta”.

Orientação
Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), depois de 24h do desaparecimento de alguém, os familiares devem buscar a delegacia da região do desaparecimento e prestar um boletim de ocorrência.

Por Fredson Navarro

Sorteio da Copa do Nordeste 2016 já tem data e potes definidos

Ao todo, a Copa do Nordeste terá 74 partidas, que acontecerão de 14 de fevereiro a 1º de maio de 2016.
Ao todo, a Copa do Nordeste terá 74 partidas, que acontecerão de 14 de fevereiro a 1º de maio de 2016.
A Copa do Nordeste terá 74 partidas, que acontecerão de 14 de fevereiro a 1º de maio de 2016.

Representantes da Paraíba pelo segundo ano consecutivo, Campinense e Botafogo-PB (atuais campeão e vice do Campeonato Paraibano) vão conhecer no próximo dia 24 os seus adversários na Copa do Nordeste 2016.

Esse ano a cidade de Natal foi escolhida para sediar o sorteio dos cinco grupos do maior certame regional do Brasil. A capital potiguar, depois de Fortaleza, Salvador e Recife, é a quarta sede da festa de lançamento da 13ª edição do torneio.

Baseados nas posições das 20 equipes participantes no ranking da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), os quatro potes estão definidos para o sorteio. Raposa e Belo estão no pote 3.

Como de praxe, o procedimento é dirigido, saindo um time de cada pote para formar as cinco chaves com seus respectivos quatro integrantes.

A fórmula de disputa será a mesma do ano passado, com fase de grupos, quartas de final (para onde se classificam os cinco líderes e os três melhores segundos colocados), semifinal e final.

O Nordestão 2016 chegará ao final após 74 jogos, de 14 de fevereiro a 1º de maio. Em relação à premiação, espera-se um aumento na verba total, que foi de R$ 11,14 milhões na edição vencida pelo Ceará em 2015.

Veja a formação dos quatro potes que definirão os cinco grupos da Copa do Nordeste do ano que vem:

Pote 1: Bahia (16º), Ceará (19º), Sport (20º), ABC (23º) e América-RN (28º).
Pote 2: Santa Cruz (36º), Fortaleza (41º), Sampaio Corrêa (42º), CRB (47º) e Salgueiro (49º)
Pote 3: Botafogo-PB (65º), Campinense (70º), Vitória da Conquista-BA (76º), Confiança-SE (82º) e Coruripe-AL (92º)
Pote 4: Flamengo-PI (132º), River-PI (152º) Juazeirense-BA (162º), Imperatriz-MA (s/r) e Estanciano-SE (s/r)

Da redação, com Voz da Torcida

Senado aprova fim da doação de empresas em campanhas eleitorais

Projeto, que veio da Câmara, tem de voltar para nova análise dos deputados.
Projeto, que veio da Câmara, tem de voltar para nova análise dos deputados.
Projeto, que veio da Câmara, tem de voltar para nova análise dos deputados.

O plenário do Senado aprovou nesta quarta-feira (2), por 36 votos a 31, o fim do financiamento por empresas de campanhas de partidos. A votação da proposta ocorreu minutos após a aprovação de texto-base que limitava a R$ 10 milhões a doação de empresas a partidos políticos.

Os senadores começaram a votar nesta quarta projeto de reforma política que foi encaminhado pela Câmara e alterado por comissão do Senado. Os senadores ainda precisam analisar outras propostas de alteração de trechos do texto-base. Em seguida, devido às mudanças sobre a proposta aprovada na Câmara, o texto voltará a ser analisado pelos deputados. O projeto foi aprovado como um complemento à proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma política.

O texto-base do projeto, aprovado menos de uma hora antes, previa R$ 10 milhões de limite de doação de empresas a partidos políticos, sem incluir a doação a candidatos. O projeto da Câmara previa limite de doação a empresas de R$ 20 milhões.

Depois da votação do texto-base, o próprio relator da proposta, senador Romero Jucá (PMDB-RR) apresentou uma proposta de alteração no texto, sugerindo acabar com a doação não só a candidatos, mas também a partidos.

A proposta, no entanto, não acaba com doações feitas por pessoas físicas a candidatos. “A minha subemenda permite só doação de pessoa física a candidato, com limite do rendimento que a pessoa teve no ano anterior. Votar sem limite poderia gerar distorção grave”, disse Romero Jucá, que minutos antes havia afirmado que não estabeleceria um limite.

Mudança de partido
Outro ponto aprovado pelos senadores na noite desta quarta-feira é a permissão para que políticos detentores de mandato possam se desfiliar de um partido no 13º mês antes da eleição sem perder o mandato – ou seja, um mês antes do fim período de filiação partidária. Para concorrer a cargo eletivo, a pessoa deve estar filiada ao partido há pelo menos um ano antes da data fixada para as eleições.

Na prática, se a regra entrar em vigor, um político que cumpre mandato poderá trocar de partido para concorrer na eleição seguinte pelo novo partido.

Atualmente, uma resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabelece que o detentor de mandato eletivo que se desligar do partido perderá o mandato, salvo nos casos de grave discriminação pessoal, mudança substancial ou desvio reiterado do programa praticado pela legenda ou quando houver “criação, fusão ou incorporação de partido”.

O texto aprovado nesta quarta também estabelece que, a partir de 2020, as emissoras de rádio e TV podem fazer transmissão de debate com candidatos de forma que seja assegurada a participação de candidatos dos partidos que tenham mais de nove deputados federais. Os senadores aprovaram, ainda, emenda que determina impressão dos votos da urna eletrônica, a serem colocados em recipiente lacrado.

Por Laís Alegretti

Presidente Dilma visita duas cidades paraibanas nesta sexta-feira (04)

Em Campina Grande ela entregará casas e na Capital lançará o 'Dialoga Brasil'
Em Campina Grande ela entregará casas e na Capital lançará o 'Dialoga Brasil'
Em Campina Grande ela entregará casas e na Capital lançará o ‘Dialoga Brasil’

A presidente  Dilma Rousseff  estará nesta sexta-feira (04) em duas cidades da Paraíba. Pela amanhã, ela participa, em Campina Grande, da solenidade de entrega de casas do programa “Minha Casa Minha Vida”. À tarde, a presidente estará no lançamento da plataforma “Dialoga Brasil”, a partir das 15h, no Centro de Convenções, em João Pessoa.

A última vez que esteve em João Pessoa, foi no ano passado, entre o primeiro e o segundo turno das eleições municipais. A equipe do cerimonial da Presidência já está no Estado para antecipar os preparativos, estrutura e segurança dos locais por onde a presidente deve passar. 

Sobre o Dialoga Brasil 

João Pessoa é a 5ª cidade que recebe o evento do “Dialoga Brasil”, que é um espaço de participação digital, e as ideias apresentadas no site www.dialoga.gov.br viram propostas que podem contribuir na melhoria das ações do governo, em torno de14 temas e 80 programas prioritários. 

Da redação, com Paraíba Total 

Deputados aprovam aumento da Contribuição sobre o Lucro Líquido

Pelo texto aprovado, as cooperativas de crédito terão um aumento menor, e irão pagar alíquota de 17%, em vez de 20%.
Pelo texto aprovado, as cooperativas de crédito terão um aumento menor, e irão pagar alíquota de 17%, em vez de 20%.
Pelo texto aprovado, as cooperativas de crédito terão um aumento menor, e irão pagar alíquota de 17%, em vez de 20%.

Por 277 votos a favor e 77 contra, deputados aprovaram hoje (3) a Medida Provisória 675/15, que eleva a alíquota da Contribuição sobre o Lucro Líquido (CSLL) de instituições financeiras de 15% para 20%. A nova alíquota será aplicada a bancos, seguradoras e administradoras de cartões de crédito, enquanto as cooperativas de crédito terão aumento de 17%. A votação foi marcada por divergências entre a oposição e a base aliada.

A MP é parte do pacote de ajuste fiscal defendido pelo governo. Pelas contas do governo, o aumento sobre o setor vai gerar R$ 900 milhões em arrecadação já neste ano. Em 2016, o volume chegaria a mais de R$ 3 bilhões, e, em 2017, atingiria R$ 4 bilhões.

O avanço da proposta ocorreu, mesmo sob protesto de parlamentares da oposição. Eles disseram que é uma “ingenuidade” não considerar que o aumento será repassado aos clientes. Para Mendonça Filho (PE), líder do DEM na Câmara, quem vai pagar a conta é o trabalhador, a classe média, o setor produtivo. “É muito bonito dizer que está taxando o banco quando, na prática, está onerando o setor financeiro, que vai repassar para o trabalhador”, disse o líder.

A deputada Jandira Feghali (RJ), líder do PCdoB rebateu: “Se for por esse raciocínio, tem que acabar com o Imposto de Renda também, porque qualquer tributação é deslocada para o consumidor. É uma boa máscara para partidos aqui que protegem o lucro de bancos”. A parlamentar lembrou que a MP deveria ter um prazo mais longo do foi estabelecido, se fosse acatada uma emenda apresentada ainda na comissão especial.

O deputado Afonso Motta (PDT-RS) chegou a defender um aumento ainda maior, “que chegue a 35%”. Segundo ele, os bancos desfrutam de grandes margens de remuneração e podem arcar com uma alíquota superior à proposta pela MP.

O texto enviado pela comissão especial, que foi analisado nos últimos meses, limita o aumento da alíquota a um período de três anos. O aumento valeria de 1º de setembro deste ano a 31 de dezembro de 2018, quando a alíquota terá que voltar à margem de 15%. No caso de cooperativas, o aumento vale a partir de 1º de outubro.

A restrição do aumento a um período definido atendeu a reivindicações do setor. Essa foi uma das bandeiras de instituições como a Federação Brasileira de Bancos. Durante a discussão da proposta no Congresso, o presidente da instituição, Murilo Portugal Filho, alertou que a MP poderia poderia tornar o crédito mais caro e mais difícil de ser obtido.

O plenário rejeitou o destaque do PDT, que aumentaria ainda mais a alíquota, mas aprovou outro destaque que tira da MP uma alteração prevista no texto sobre as regras de substituição de diretores de agências reguladoras. A proposta mudava o sistema de escolha de diretores e conselheiros dessas agências em caso de vacância. A regra atual prevê a nomeação pela Presidência da República, com sabatina do Senado.

Por Carolina Gonçalves

Presidente da Guatemala renuncia por acusações de corrupção

Juiz havia emitido ordem de prisão contra presidente Otto Pérez. Porta-voz diz que Otto vai apresentar às autoridades.
Juiz havia emitido ordem de prisão contra presidente Otto Pérez. Porta-voz diz que Otto vai apresentar às autoridades.
Juiz havia emitido ordem de prisão contra presidente Otto Pérez.

O presidente da Guatemala, Otto Pérez Molina, cedeu às pressões das ruas e renunciou ao cargo em meio às acusações de corrupção. Ele enviou uma carta ao Congresso comunicando a decisão, tomada poucas horas depois que a Justiça emitiu ordem de prisão contra ele. Pérez Molina é acusado de liderar um grupo que desviava recursos aduaneiros do país.

A notícia da renúncia causou surpresa. Na segunda-feira (31), o presidente havia declarado que não tinha a menor intenção de deixar o cargo e que estava muito seguro e tranquilo de que iria comprovar a falsidade das acusações.

Na terça-feira (1º), Pérez Molina se tornou o primeiro presidente da Guatemala a perder a imunidade. A renúncia dele está nas mãos do Congresso, que pode ou não aprovar o pedido.

De qualquer forma, com a decisão, tomada poucos dias antes das eleições gerais na Guatemala, marcadas para domingo (6), o vice-presidente Alejandro Maldonado assume a presidência interinamente até que seja anunciada a sentença definitiva sobre o futuro de Pérez Molina.

Por Da Rádio França Internacional

7 de setembro: o que significa ser um país independente?

Creative Commons - CC BY 3.0 - Dom Pedro I na proclamação da Independência do Brasil
Creative Commons - CC BY 3.0 - Dom Pedro I na proclamação da Independência do Brasil
Creative Commons – CC BY 3.0 – Dom Pedro I na proclamação da Independência do Brasil

A palavra independência é queridinha de todo mundo. As crianças querem ser independentes, os adolescentes, jovens, adultos, velhos; as famílias, escolas, empresas, órgãos públicos, grupos; os municípios, estados, países… A seu modo, cada um quer ser independente, pois a liberdade (autonomia) gera bem-estar, aquele sentimento de que se está por cima, dono da situação, de que se pode fazer as coisas sozinho.

Para uma criança, sair com os amiguinhos desacompanhada dos pais ou fazer os deveres de casa sozinha pode significar independência; alguns jovens se consideram independentes quando conquistam o direito de votar e de trabalhar; já muitos adultos só se consideram independentes quando têm condições suficientes para sustentar a família e ajudar a comunidade onde vivem. Parece que, em cada estágio da vida, a independência se manifesta de uma forma diferente, não é mesmo? E uma coisa legal de a gente perceber é que exercer a cidadania (ter nossos direitos respeitados e cumprir nossos deveres) também é ser independente. Mas que tal falar agora da independência de um país? Vamos lá:

Brasil livre de Portugal

Principalmente na Semana da Pátria, no início do mês de setembro, é importante falar de independência. Afinal, foi em 7 de setembro de 1822, com o grito de “Independência ou morte” de D. Pedro I, que o Brasil se tornou um país livre do domínio português.

A historiadora Isabel Lustosa, autora do livro Histórias de Presidentes – a República no Catete, destaca que o Sete de Setembro coroou uma seqüência de fatos que já faziam do Brasil um país independente de Portugal. “O mais importante foi a decisão, tomada em junho de 1822 pelo príncipe regente D. Pedro e seu Conselho de Estado, de que se fizessem eleições para deputados para compor uma Assembléia Constituinte, no sentido de que o Brasil tivesse sua própria Constituição”, declara.  

Mas, afinal, o que é ser um país independente?

Isabel tem a resposta na ponta da língua: Um país independente é aquele que tem total autonomia para cuidar de todas as coisas que acontecem nos limites geográficos de suas fronteiras. Ser independente é ser uma nação governada de acordo com o que foi definido pelo povo a partir de suas tradições ou convicções sem que o governo de qualquer outro país possa interferir. Ser independente é ser capaz de decidir sobre o regime político que lhe convém, sobre a maneira de organizar a administração, a economia, a política e as demais instituições sociais.

E o Brasil é plenamente independente?

Na opinião da historiadora, sim! Ele é um país com uma cultura própria, produto de sua história, que organiza sua vida interna de acordo com o que decidem os cidadãos brasileiros por meio de seus deputados e senadores, eleitos pelo voto direto em eleições livres.

E na área financeira? “O Brasil é um país com uma política econômica própria que, mesmo sendo guiada pelas regras do mercado, toma suas próprias decisões”, explica. E por fazer parte do corpo das Organização das Nações Unidas, a política externa do Brasil (relação do Brasil com os outros países) é orientada no sentido de preservar a harmonia entre as nações. “E mesmo essa alternativa é uma decisão do povo brasileiro através de seus governantes, escolhidos pelo voto direto em eleições livres”, conclui a professora.

As bandeiras de hoje

No início do século dezenove, a independência era uma bandeira fortíssima no nosso país. Muitos brasileiros, como Tiradentes e D. Pedro I, lutaram bravamente, guiados pela idéia fixa de livrar o Brasil do domínio português. Depois de o Brasil se tornar independente, as palavras de ordem já mudaram várias vezes, e hoje são outros os lemas que nos norteiam.

Por Plenarinho

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