
Pelo menos doze refugiados sírios – cinco deles menores de idade – perderam a vida em dois incidentes enquanto tentavam atravessar a estreita faixa de água que separa a península de Bodrum, na Turquia, da ilha grega de Kos, informou a imprensa local citando fontes das forças de segurança. Os cadáveres das crianças apareceram no início da manhã desta quarta-feira numa praia turca, o que levou a Guarda Costeira a mobilizar várias equipes de salvamento, que conseguiram resgatar seis pessoas das duas embarcações avariadas.
A foto de um dos meninos (não reproduzida nesta matéria para não ferir a sensibilidade do leitor), muito pequeno, foi distribuída pela agênciaReuters. Na imagem, a criança aparece de bruços numa praia de Bodrim, no sul da faixa asiática da Turquia. Na sequência da reportagem da agência britânica, aparece um policial turco carregando o corpo sem vida do menino. A foto está sendo replicada por muitos usuários das redes sociais com a hashtag #kiyiyavuraninsanlik, algo como “a humanidade se choca contra a costa”. Somente na noite desta terça-feira, os soldados turcos detiveram 100 pessoas que tentavam chegar às ilhas gregas, na maioria em botes infláveis, uma cifra que supera os 2.000 dos últimos sete dias.
O Governo interino da Grécia, presidido por Vassiliki Thanou, abordou esta manhã a crise dos refugiados e, segundo anunciou o vice-ministro de Política Migratória, Yannis Mouzalas, chegou-se a um acordo sobre diversas iniciativas para melhorar as condições de vida dos refugiados e “aliviar” os habitantes das ilhas que recebem o grosso desse novo fluxo migratório, embora sem detalhar que tipos de medidas são essas.

Mouzalas afirmou que um Executivo em funções, como o que dirige o país até as eleições do próximo 20 de setembro, não pode resolver a crise migratória enfrentada pela Grécia. Por isso, pediu a intervenção imediata da União Europeia e a “internacionalização” do problema para que seja tratado pela ONU.
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