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PRF registra 84 mortes e autua 45 mil por excesso de velocidade no feriado

PRF registra 84 mortes e autua 45 mil por excesso de velocidade no feriado
Polícia Rodoviária Federal (PRF)
Polícia Rodoviária Federal (PRF)

A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou hoje (3) o balanço da Operação Finados, realizada entre a sexta-feira (30) e ontem (02), nas rodovias federais do país. Foram mais de 45 mil motoristas autuados por excesso de velocidade e quase 25 mil multados por outras irregularidades, como falta de uso do cinto de segurança, dirigir pelo acostamento, embriaguez ao volante e ultrapassagens indevidas.

Segundo os dados da PRF, 104.540 pessoas foram fiscalizadas; 32.198 testes de bafômetro foram realizados; 805 motoristas foram flagrados dirigindo após ingerir bebida alcoólica, dos quais 107, além de autuados, foram presos e encaminhados à delegacia.

A Polícia Rodoviária registrou 1.141 ocorrências de acidentes de trânsito: 690 foram graves, com 1.066 pessoas feridas e 84 mortes.

Apesar do aumento do rigor na penalidade para quem faz ultrapassagens irregulares, mais de 4 mil motoristas foram flagrados e autuados cometendo este tipo de infração, número considerado elevado pela PRF.

No ano passado, o Dia de Finados foi um domingo e, portanto, não houve feriado prolongado. Desta forma, a PRF afirmou que não é possível fazer uma comparação direta com os dados de 2014.

Por Marieta Cazarré

DPU reabre inscrições para concurso com 143 vagas e remuneração de mais de R$ 5 mil

A Defensoria Pública da União reabriu o prazo de inscrições para concurso público com 143 vagas para cargos de níveis médio e superior, além de formação de cadastro reserva. Há oportunidades para analista técnico-administrativo, arquivista, assistente social, bibliotecário, contador, economista, psicólogo, sociólogo, técnico em assuntos educacionais, técnico em comunicação social – jornalismo e agente administrativo. As remunerações oferecidas são de R$ 3.817,98 ou R$ 5.266,18, de acordo com a formação educacional. Confira o edital de abertura e o de reabertura da prova.

As inscrições devem ser feitas no site da organizadora entre os dias 9 e 22 de novembro de 2015. O pagamento da taxa de inscrição deve ser efetuado em qualquer agência bancária. Os valores são de R$ 70 ou R$ 100. O documento que trata da reabertura também orienta os candidatos que não desejam mais concorrer neste certame a solicitarem a devolução do valor já pago.

A etapa de avaliação dos participantes é composta por Prova Objetiva, cuja data prevista de aplicação foi alterada para 24 de janeiro de 2016, por conta da reabertura das inscrições. A validade da classificação final será de um ano, podendo ser prorrogada, uma única vez, por igual período.

Da Redação, com assessoria 

Custo adicional por fraude em licitações pode chegar a 50%, diz OCDE

Custo adicional por fraude em licitações pode chegar a 50%, diz OCDE

O secretário-geral da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), Ángel Gurría, disse hoje (3) que, no Brasil, as licitações públicas representam pouco mais de um quarto das despesas totais do governo, ao mesmo tempo em há evidências que as fraudes licitatórias podem adicionar 20% ou mais nos preços dos contratos.

“Em alguns casos, o custo adicional pode chegar a 50%”, afirmou Gurría. De acordo com Gurría que, na maioria dos países, o maior gasto governamental vai para as concorrências públicas e que, só em 2013, os membros da OCDE gastaram 4,3 trilhões de euros em licitações.

“Em um momento em que as finanças públicas estão sob imensa pressão, não é justo esperar que os contribuintes aceitem compensar os encargos financeiros impostos pela cartelização e a corrupção nas licitações e contratos públicos”, disse o secretário-geral da OCDE. Para Gurría, neste momento em que o governo brasileiro pretende mobilizar investidores privados para melhorar a infraestrutura do país, são “urgentes e essenciais” avanços nos mecanismos usados para fortalecer a concorrência em concessões e obras públicas.

Segundo Gurría, o Instituto Mexicano de Seguridade Social estima que a economia na compra de medicamentos naquele país, resultante de reformas em processos licitatórios, equivale a US$ 700 milhões por ano.

Para o secretário da OCDE, as licitações públicas no Brasil são, atualmente, sujeitas a entraves, tais como preferência por conteúdo nacional ou encargos administrativos das empresas. “A promoção de licitações mais amplas e mais competitivas estimularia os investidores brasileiros a investir em pesquisa e melhorar sua eficiência, aumentando assim sua competitividade nos mercados domésticos e de exportação”, disse ele. Dessa forma, as licitações poderão ainda contribuir para melhorar os padrões de serviços públicos prestados por meio de aquisição de materiais de melhor qualidade.

Além da redução de custos para o governo, Gurría destaca que a melhoria nas políticas de concorrência e licitações públicas pode aumentar a produtividade e propiciar um crescimento mais inclusivo do ponto de vista econômico e social. “Pode ajudar a fomentar o desenvolvimento de um setor privado com base em boas práticas, de um setor privado menos protegido pela corrupção e mais exposto a concorrência nacional e internacional.”

Gurría participou hoje (3) da abertura do seminário OECD-Cade Competition Summit: Public Procurement & Fighting Bid Rigging, que discutiu os cartéis e a corrupção em licitações públicas.

Para o presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinicius Marques de Carvalho, as instituições brasileiras, como o Cade, a Controladoria-Geral da União (CGU), o Ministério Público e o Judiciário, estão reagindo de maneira adequada aos desafios de combater as fraudes em licitações.

“São desafios que vão testar a capacidade e a maturidade dessas instituições para trabalhar em conjunto. O Brasil é um país que está muito acostumado a ter instituições que se desenvolvem como pontos de excelência, mas sempre de maneira meio isolada. Esse tipo de molde não cabe mais diante dos desafios que temos hoje, agora temos um país em que as instituições estatais têm que conversar e a boa notícia é que estamos conversando”, afirmou Carvalho.

O secretário executivo da Controladoria-Geral da União, Carlos Higino de Alencar, disse que é preciso criar uma noção de risco nas empresas e ser efetivo no combate à corrupção para mudar essa cultura de violação de concorrências. “Às vezes, é difícil encarar o fato de fazer um acordo com alguém que foi corrupto ou que violou uma lei de concorrência. Tendemos a ter uma ideia de justiça no sentido de vingança, quando não é esse o processo, porque ele envolve o setor produtivo. Então precisa ser um processo inteligente que permita às empresas terem mecanismo de desincentivo real à prática do ilícito”.

Por Andreia Verdélio –Repórter da Agência Brasil

Conselho de Ética abre processo para investigar Eduardo Cunha

Conselho de Ética da Câmara se reúne para instaurar processo para investigar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Conselho de Ética da Câmara se reúne para instaurar processo para investigar o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Conselho de Ética da Câmara se reúne para instaurar processo para investigar o presidente da Câmara

Os deputados Zé Geraldo (PT-PR), Vinícius Gurgel (PR-AP) e Fausto Pinado (PRB-SP) foram sorteados para um deles ser escolhido relator do processo no qual é pedida a cassação do mandato do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), por quebra de decoro parlamentar. O sorteio foi feito durante a instalação do processo.

O presidente do Conselho de Ética, José Carlos Araújo (PSD-BA), pretende escolher um nome até amanhã (4). “Quero conversar com os três sorteados, para que apresentem seu plano de trabalho. Somente a partir daí escolherei um dos três nomes [para a relatoria]”, disse.

O processo envolvendo Cunha foi aberto após representação do PSOL e da Rede. O pedido foi assinado, também, por 46 parlamentares de outros cinco partidos. Entre os argumentos está a contradição entre a declaração feita por Cunha no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – apontando a existência de uma conta-corrente no nome dele – e a declaração da Procuradoria-Geral da República de que há contas no nome de Cunha em bancos suíços.

Por meio de nota, Eduardo Cunha negou as acusações, dizendo ter sido escolhido para ser investigado como parte de uma tentativa do governo de calar e retaliar a sua atuação política.

Por Pedro Peduzzi

José Maria Marin pode ser extraditado para os Estados Unidos nesta terça

José Maria Marin
José Maria Marin
Ex-presidente da CBF, José Maria Marin

O cartola deve deixar Zurique, na Suíça, sem passar por controles de imigração e seguirá para os Estados Unidos em um avião comercial e com escolta policial.

Ao chegar a Nova York, ficará à disposição para interrogatórios até o fim desta semana e depois irá para seu apartamento na Trump Tower, na Quinta Avenida, onde cumprirá prisão domiciliar.

Marin é o último dos sete altos dirigentes da Federação Internacional de Futebol (Fifa) a deixar a Suíça após ter decretada sua prisão. No dia 27 de maio, uma ação conjunta das autoridades dos dois países prendeu líderes do futebol de diversas nações, especialmente latino-americanas, sob a acusação de corrupção, lavagem de dinheiro e recebimento de propina.

A negociação do ex-presidente da CBF seguiu os moldes que o FBI utilizou com o ex-dirigente da Confederação de Futebol da América do Norte, América Central e Caribe (Concacaf) Jeffrey Webb. Ambos têm apartamentos em Nova York, dinheiro e bens suficientes para pagar uma fiança de cerca de R$ 38 milhões para não ir para um presídio.

Até que seus julgamentos sejam feitos, eles aguardarão o processo em suas residências.

Segundo a investigação da Procuradoria de Nova York, o brasileiro seria um dos cinco beneficiários de uma esquema de propina de US$ 110 milhões paga para garantir os direitos de transmissão da Copa América 2015 e da Copa América Centenário, que será disputada no ano que vem.

Da Redação, com Agência Ansa 

Mercado financeiro volta a reduzir projeção do crescimento da economia para 2015

Sede do Banco Central do Brasil
Sede do Banco Central do Brasil
Sede do Banco Central do Brasil

A projeção de instituições financeiras para o encolhimento da economia este ano passou por mais um ajuste. Desta vez, a estimativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, passou de 3,02% para 3,05%, informou o boletim Focus, publicação semanal elaborada pelo Banco Central (BC), com base em projeções do mercado financeiro para os principais indicadores da economia. 

A expectativa de retração do PIB em 2016 também foi alterada: de 1,43% para 1,51%. Na avaliação do mercado financeiro, a produção industrial deve apresentar retração de 7%, este ano. Em 2016, projeção de queda da industria ampliou-se de 1,5% para 2%.

Na previsão das instituições financeiras, a recessão da economia vem acompanhada de inflação acima da meta, este ano. A meta é 4,5%, com limite superior de 6,5%. A estimativa das instituições financeiras para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), este ano, foi ajustada de 9,85% para 9,91%. Para o próximo ano, a expectativa é que a inflação fique abaixo do limite superior, mas ainda distante do centro da meta, em 6,29%. Na semana passada, essa projeção estava em 6,22%.

Para tentar trazer a inflação para a meta, o BC tem mantido a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano. Para as instituições financeiras, a Selic deve permanecer em 14,25% ao ano até o fim de 2015, mas essa projeção deve cair para 13% em 2016. A projeção mediana (desconsideros os extremos da estimativa) para o fim de 2016 é esperada em 13% ao ano.

A taxa é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve como referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o BC contém o excesso de demanda que pressiona os preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Quando reduz os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas alivia o controle sobre a inflação.

Ao manter a Selic, o BC indica que ajustes anteriores foram suficientes para produzir os efeitos esperados na economia. O BC costuma dizer que os efeitos de elevação da Selic se acumulam e levam tempo para aparecer.

A pesquisa do BC também traz a projeção para a inflação medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), que subiu de 8,42% para 10,11%, este ano. Para o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), a estimativa passou de 8,34% para 9,59%, em 2015. A estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (IPC-Fipe) foi alterada de 9,66% para 9,86%, este ano. A projeção para a cotação do dólar, ao final deste ano, foi mantida em R$ 4. Para o fim de 2016, a projeção está em R$ 4,20.

Por Daniel Lima, da Agência Brasil 

Aumento da gasolina fez inflação avançar em outubro

Aumento da gasolina fez inflação avançar em outubro

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) encerrou outubro com alta de 0,76%, informou o Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas (FGV).

A taxa é 0,09 ponto percentual superior ao resultado do último dia 22 quando a variação atingiu 0,67% e ficou bem acima da taxa do fechamento de setembro (0,42%). No acumulado desde janeiro, o índice teve elevação de 8,48% e, nos últimos 12 meses, a alta atinge 10,01%.

O levantamento mostra que sete dos oito grupos pesquisados tiveram aumento de preços na comparação com a semana terminada em 22 de outubro. O destaque foi o grupo transportes: este índice subiu de 1,57% para 1,92% sob a influência da gasolina. Este combustível avançou de 3,15% para 5,27%.

Em saúde e cuidados pessoais, a variação passou de 0,54% para 0,65% e entre os itens que mais causaram impacto nesta classe de despesa foram os artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,17% para 0,68%). No grupo habitação, o índice aumentou de 0,68% para 0,73% com a elevação, principalmente, dos eletrodomésticos e equipamentos (de 0,19% para 0,7%).

Por Marli Moreira

OAB cobra rigor na punição de crime de racismo nas redes sociais

Presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado
Presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado
Presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) quer rigor na apuração e identificação de autores de racismo nas redes sociais. Em nota, o presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, diz que o racismo não deve ser tolerado e que é preciso punições alternativas ao simples encarceramento, que possam educar a população.

No último sábado (31), a atriz Taís Araújo foi alvo de mensagens racistas nas redes sociais. A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, por meio de nota, informou hoje (2) que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) vai instaurar inquérito para apurar o crime. A atriz será ouvida e os autores identificados serão intimados a depor. O racismo é crime no Brasil e, por lei, quem praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional pode ser condenado a reclusão de um a três anos e pagamento de multa.

“Devemos combater o racismo para que possamos edificar uma nação livre, plural, democrática e verdadeiramente igualitária. Este crime deve causar indignação sempre, não apenas quando grandes ícones fossem alvos, mas pessoas simples de todo o país”, ressaltou o presidente da OAB.

“Este é um crime que reflete o pensamento autoritário que ainda povoa certos setores da sociedade brasileira, incapazes de aceitar e compreender o outro em sua integralidade e de respeitar a diversidade do ser humano”, acrescentou Marcus Vinicius.

Hoje (3), em cerimônia na Universidade Presbiteriana Mackenzie, em São Paulo, a OAB prestará uma homenagem a Luiz Gama (1830-1882), negro liberto que se tornou libertador de negros, e foi responsável por alforriar, pela via judicial, mais de 500 escravos.

Da Redação, com Agência Brasil 

Conflito entre Israel e Palestina provocou 83 mortes em um mês

Conflito entre Israel e Palestina provocou 83 mortes em um mês

Um mês de violência entre Israel e Palestina já provocou a morte de 73 palestinos e 10 israelenses, sem que os esforços internacionais tenham conseguido frear a escalada de violência, a pior desde a guerra de Gaza, em 2014.

Ontem (2) mesmo, ações violentas no Norte do território ocupado da Cisjordânia e nas cidades israelenses de Rishón Letzión e Natania mostram que a paz está longe e que o número de mortos e feridos não para de aumentar.

Um palestino morreu, atingido por soldados israelenses na área de fronteira de Yalame, no extremo Norte da Cisjordânia, segundo os militares, depois de ter apunhalado um de seus colegas.

Os outros dois casos deixaram quatro israelenses feridos, três deles com gravidade, esfaqueados por palestinos em centros urbanos no sul e no norte de Telavive. Os atacantes seriam residentes dos territórios ocupados, mas a polícia não informou se estavam em Israel legal ou ilegalmente.

Mais de 150 mil palestinos trabalhavam em Israel até o dia 1º de outubro, com autorização ou sem, mas os acessos foram restringidos de forma dramática com o início da nova onda de violência, em setembro, após uma série de confrontos entre manifestantes palestinos e a polícia israelense na Esplanada das Mesquitas, em Jerusalém.

Lugar sagrado para judeus e muçulmanos, o controle do local sempre foi motivo de conflito entre as duas partes. Os palestinos acusam Israel de ter mudado ostatus quo que imperava no recinto desde 1967, algo que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nega.

Apelidado pelos palestinos de “intifada de Jerusalém”, o conflito já provocou dezenas de mortes e mais de 2.240 feridos, cerca de 2 mil feridos por balas disparadas pelo Exército durante os protestos, que desde então não pararam na Cisjordânia, Jerusalém e Gaza, de acordo com dados do Ministério da Saúde, em Ramallah.

Do lado israelense o número de feridos é muito mais baixo, contabilizando-se 140 de acordo com o serviço de emergência Maguen David Adom, equivalente à Cruz Vermelha.

Os esforços de mediação, desde há duas semanas, do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e depois do secretário de Estado norte-americano, John Kerry, conseguiram um acordo mínimo para a instalação de câmaras na Esplanada (ainda não instaladas), para verificar o cumprimento do status quo.

Da Redação, com Agência Lusa 

Cerca de 600 milhões de pessoas poderão ficar subnutridas até 2080, diz ONU

Fenômenos climáticos afetam de forma negativa as plantações, o gado, a pesca e o meio de subsistência de muitas pessoas. Foto: John Hogg/ Banco Mundial

A relatora especial das Nações Unidas sobre o Direito à Alimentação declarou esta terça-feira que a “mudança climática impõe sérias e diferentes ameaças à segurança alimentar”.

Pelos cálculos de Hilal Elver, essa situação pode fazer com que um adicional de 600 milhões de pessoas fiquem subnutridas até 2080. A especialista explica que a frequência e a intensidade do clima extremo, o aumento da temperatura e do nível do mar, enchentes e secas têm um grande impacto no direito à alimentação.

Gado e Pesca

Segundo Elver, esses fenômenos climáticos afetam de forma negativa as plantações, o gado, a pesca e o meio de subsistência de muitas pessoas. A relatora acredita que a produção de comida em larga escala não é a melhor resposta para a demanda alimentar mundial.

Para a especialista, é preciso substituir a agricultura industrial por modelos transformadores, como a “agro-ecologia que apoie produção local de comida, proteja os pequenos agricultores, respeite os direitos humanos e as tradições culturais”.

Políticas Públicas

A relatora da ONU também defende a necessidade de se manter a sustentabilidade ambiental e facilitar o acesso a uma dieta saudável. Na avaliação dela, os que menos contribuíram para o aquecimento global são os que mais sofrem com os efeitos.

Hilal Elver diz que para responder aos desafios da mudança climática, é necessária ação urgente, com políticas que respeitem o direito à comida e outros direitos fundamentais.

COP 21

As recomendações da relatora são feitas em antecipação à Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, COP 21, que ocorre em Paris entre 30 de novembro e 11 de dezembro.

A meta da reunião é conseguir com que os países assinem um acordo universal para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa. Para a relatora Hilal Elver, esse acordo precisa incluir um “compromisso claro com justiça climática e segurança alimentar para todos”.

Por Leda Letra

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