23.4 C
Mamanguape
domingo, 4 outubro 2026
Bayeux
Início Site Página 2696

Programa oferece bolsas de estudo em Mamanguape

As vagas são para diversas cidades brasileiras, Mamanguape é uma delas.
As vagas são para diversas cidades brasileiras, Mamanguape é uma delas.
As vagas são para diversas cidades brasileiras, Mamanguape é uma delas.

O Educa Mais Brasil, maior programa de inclusão educacional do país, está com inscrições abertas para 2016.1 e disponibiliza mais de 200 mil bolsas de estudo de até 70% para diversos cursos e instituições de ensino em todo o Brasil. 

O estado da Paraíba foi contemplado mais uma vez com o programa e está disponibilizando mais de 5 mil vagas. Na cidade de Mamanguape as oportunidades são para Educação Básica, Graduação, Pós-Graduação, Cursos Técnicos, Idiomas, Preparatório para Concursos, Cursos Profissionalizantes e Pré-Vestibular.

De acordo com Andréia Torres, Diretora de expansão e Relacionamento do Educa Mais Brasil, esse é o momento ideal para colocar em prática o desejo de impulsionar os estudos. “O papel do Educa Mais Brasil é oportunizar um sonho através da educação e fazer a diferença na decisão de milhares de pessoas em estudar e transformar suas vidas”.

Para se inscrever gratuitamente é preciso efetuar o cadastro no site oficial do programa www.educamaisbrasil.com.br, onde também é possível consultar as instituições e cursos, selecionando o estado e a cidade de interesse. Mais informações podem ser obtidas através da central de atendimento nos telefones 4007-2020 para Capitais e regiões metropolitanas ou 0800 724 7202 para demais localidades.

Da Redação, PBVale

Representantes da Paraíba debatem soluções para crise hídrica

Uma sessão temática no Plenário do Senado Federal foi realizada na quinta-feira (3) para debater a crise hídrica que afeta o Nordeste. Presidida pelo Senador Cássio Cunha Lima (PSDB), a reunião contou ainda com a participação dos Senadores José Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PMDB) e do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB).

Em sua fala, Romero Rodrigues cobrou a transposição do Rio São Francisco. “É essencial, é fundamental. Eu acho que a solução definitiva, pelo menos na nossa visão, para a questão do abastecimento de água em Campina Grande e toda região. E em um caso muito emergencial se estudar, urgentemente, a forma de implantação de uma adutora de engate rápido do Rio São Francisco”, propôs.

Já o peemedebista José Maranhão se mostrou preocupado com o solo de Campina Grande. “A cidade tá encravada em cima de um cristalino. Não tem água no subsolo. Não vejo outra solução que não seja o apressamento da implantação do projeto da transposição do Rio São Francisco”.

Presidindo a sessão, Cássio Cunha Lima falou em algumas soluções, como um ponto de água potável para as pequenas propriedades rurais, que ainda não dispõem dessa garantia, integração de bacias dos principais rios intermitentes que viabilizem o armazenamento e a distribuição de água entre outras propostas.

“Temos que mobilizar os representantes do Nordeste para fazer o que for preciso, a partir de obstrução de sessões no Senado e na Câmara para que possamos ser ouvidos”, afirmou o Senador.

Da Redação, com G1

Mais de 80 prisões foram efetuadas na Paraíba neste começo de dezembro

A Polícia Militar divulgou, nesta sexta-feira (4), o primeiro balanço das prisões e apreensões realizadas neste começo de dezembro, em todo o Estado. Foram 86 suspeitos detidos, a maior parte por roubo – 42 no total. Os outros suspeitos foram presos e apreendidos por tráfico de drogas (16), porte ilegal de arma (21), cumprimento de mandado de prisão (6) e tentativa de homicídio (1).

As prisões e apreensões de suspeitos de roubo foram realizadas em flagrante, nas cidades de João Pessoa, Sobrado, Sousa, Cajazeiras, Alhandra, Cubati, Campina Grande, Caaporã, Esperança, Patos, Bayeux, Puxinanã, Queimadas, Boa Vista, Santa Rita, Massaranduba e Cabedelo, durante o combate às ações criminosas contra pessoas, veículos, residências e estabelecimentos comerciais.

Do dia 1º até às 7h da manhã desta sexta-feira (4), foram recuperados 17 veículos roubados (10 motos e 7 carros) em João Pessoa, São Bento, Bananeiras, Campina Grande, Pilar, Soledade, Sousa, Massaranduba, Cuité de Mamanguape, Alhandra, Caaporã e Juazeirinho.

As abordagens a suspeitos em locais considerados como pontos de venda e consumo de drogas foram responsáveis pela apreensão de 226 pedras de crack, 179 papelotes de maconha e uma plantação do mesmo entorpecente. As mudas de maconha estavam sendo cultivadas na cidade de Puxinanã.

Armas apreendidas – Entre 0h do dia 1º e 23h59 da quinta-feira (3), a Polícia Militar apreendeu 33 armas de fogo nas cidades de João Pessoa, Sousa, Alhandra, Cubati, Campina Grande, Caaporã, Imaculada, Tenório, Imaculada, Bayeux, Esperança, Conceição, Sobrado, Sapé, Santa Rita, São Bentinho e Baía da Traição.

Da Redação, PBVale

TRE-PB ultrapassa 50% de atendimento no cadastramento biométrico

Biometria continua na PB mesmo com eleições sem urna eletrônica
Biometria continua na PB mesmo com eleições sem urna eletrônica
Biometria continua na Paraíba mesmo com eleições sem urna eletrônica

O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) registrou, na manhã desta sexta-feira (04), o percentual de 50,04%  do objetivo da revisão eleitoral com coleta de dados biométricos na Paraíba. Dos 910.459 mil eleitores que estão passando pelo processo, 455.587 foram cadastrados, restando 454.872.

O presidente do TRE-PB, desembargador João Alves da Silva, registra que a biometria nos 98 municípios do estado paraibano continua normalmente, independente da utilização de urnas eletrônicas nas eleições de 2016. A Paraíba é o quarto estado em percentual de eleitores recadastrados na biometria.

Na Paraíba, 26 Zonas Eleitorais estão envolvidas com a biometria, contemplando 98 municípios paraibanos, dos quais, 64 se destacam com mais de 50% de eleitores atendidos, são eles: Paulista, Teixeira, Aparecida, Assunção, Santo André, Lastro, Pilões, Caturité, São Mamede, Cabaceiras, Lagoa de Dentro, Alagoa Nova, São Domingos de Pombal, Cacimba de Areia, Areial, Curral de Cima, Livramento, São Vicente do Seridó, São José do Bonfim, São Francisco, São João do Cariri, Pedro Régis, Várzea, São José da Lagoa Tapada, Curral Velho, Algodão de Jandaíra, Camalaú, São José dos Cordeiros, Serra Branca, Gurjão, Barra de Santana, Jacaraú, Boqueirão, Junco do Seridó, Lagoa, Cubati, São João do Tigre, Cajazeirinhas, São José de Piranhas, Santa Teresinha, São Domingos do Cariri, Passagem, Amparo, Montadas, Areia de Baraúnas, Caraúbas, Zabelê, Lucena, Dona Inês, Maturéia, Borborema, São Sebastião do Umbuzeiros, Salgadinho, Bananeiras, Serra Grande, Mãe D’água, Matinhas, Quixaba, Parari, Marizópolis, Coxixola, Alcantil, Tenório e Riacho de Santo Antônio.

O eleitor deve comparecer ao Cartório Eleitoral ou Posto de Atendimento no seu município portando os seguintes documentos: título de eleitor, se houve, documento oficial com foto e comprovante de residência não inferior a três meses.

O cadastro leva cerca de 12 minutos para ser concluído no cartório ou no posto eleitoral. Mesmo quem não é obrigado a votar – pessoas com mais de 70 anos de idade, analfabetos e maiores de 16 e menores de 18 anos – devem fazer o cadastramento.

O cadastramento biométrico é obrigatório e gratuito, e aquele que não comparecer, terá o título eleitoral cancelado, não podendo votar nas Eleições 2016, estando sujeito à suspensão do CPF, bloqueios de conta bancária, de auxílios sociais, bolsa família, auxílio creche, dentre outros prejuízos.

Da Redação, PBVale

Atletas paraibanos de Handebol derrotam a Argentina em campeonato internacional

Handebol de praia
Handebol de praia
Handebol de praia

Os atletas do time de Handebol Masculino do Unipê derrotaram o time da Universidad Nacional de Río Negro – UNRN por 2 a 0 no Beach Games Internacional, em partida realizada nesta quinta-feira (3), às 15h, na Orla de Atalaia, em Aracaju (SE). A UNRN fica localizada na província de Río Negro, na Argentina. Os jogos terminarão neste sábado (5).

O Unipê venceu também na quarta-feira (2) o time da Universidade Federal de Sergipe – UFS por 2 a 0. Nesta sexta-feira (4), o time de handebol jogará novamente contra a UNRN, às 15h.

“Foi um jogo disputado, mas o entrosamento do nosso grupo é incomparável. Os atletas se comunicam dentro de quadra pelo olhar, só bastando olhar um para o outro”, Comentou o coordenador do curso de Educação Física do Unipê, prof. Felipe Brandão, sobre os atletas argentinos.

Da Redação, com informações do Portalcorreio

Revista francesa revê lista dos melhores do mundo e dá sete Bolas de Ouro a Pelé

Brasileiro 'destronou' o então recordista Lionel Messi
Brasileiro 'destronou' o então recordista Lionel Messi
Brasileiro ‘destronou’ o então recordista Lionel Messi

Lionel Messi não é mais o maior vencedor de Bolas de Ouro, prêmio criado pela revista France Football em 1956, que premia o melhor jogador de futebol de cada temporada. E o responsável por ‘destronar’ o argentino foi ninguém menos que o maior atleta do século XX: o Rei Pelé.

Em sua edição especial de 60 anos do prêmio, publicada na última terça-feira (1), a publicação revisou a premiação desde sua criação e resolveu homenagear o brasileiro. A análise acontece porque até 1995 só os jogadores europeus poderiam concorrer ao prêmio, e até 2010, quando o troféu foi unificado com a Fifa, apenas jogadores de times da Europa entravam na lista.

Com a revisão da France Football, Pelé, que é tricampeão mundial com a seleção brasileira, teria sido o melhor jogador do mundo em 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1965 e 1970. Ou seja, o Rei do Futebol somaria um total de sete troféus.

Além de Pelé, outros dois brasileiros foram lembrados na revisão de prêmios da revista France Football: Garrincha e Romário. O craque das pernas torta ficou com o prêmio em 1962, quando foi o melhor jogador da Copa do Mundo, quando o Brasil foi bicampeão mundial. Já Romário, que brilhou na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, também entrou na lista da revista francesa.

Lionel Messi, da Argentina, permaneceu com suas quatro taças da Bola de Ouro e agora ocupa a segunda posição do ranking. Em terceiro lugar, com três conquistas, está o português Cristiano Ronaldo. Quem também possui três conquistas é o francês Michel Platini e os holandeses Van Basten e Johan Cruyff.

Na lista dos craques que foram eleitos duas vezes os melhores do mundo, o brasileiro Ronaldo é um dos destaques. Acompanham o ‘fenômeno’ os alemães Franz Beckenbauer e Rummenigge.

Maradona também foi lembrado pela France Football e ficou com a Bola de Ouro de 1986, quando carregou a Argentina ao seu último título mundial, com direito ao gol mais bonito da história das Copas.

Da Redação, com R7

Casais sem filho são quase 20% dos arranjos familiares no país

A taxa de fecundidade continua em queda no Brasil. Em dez anos, o indicador recuou 18,6%, chegando a 1,74 filho por mulher em 2014. Os números estão na Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Com a redução, ganha importância o número de casais sem filhos e também cresce o número de pessoas que vivem sozinhas. O arranjo familiar formado por casal sem filho se tornou, nos últimos anos, o segundo em participação, chegando a 19,9% em 2014. No ano anterior, o número estava em 19,4% e dez anos antes, em 14,7%.

O primeiro ainda são casais com filhos, mas houve redução na proporção: de 51%, em 2004, passou a 42,9% do total, em 2014.

Em 2004, as pessoas que viviam sozinhas eram 10% dos arranjos familiares. No ano passado, eram 14,4%.

O IBGE considera ainda as famílias em que há mulheres sem cônjuge e com filhos (cuja proporção ficou em 16,3% em 2014), outros arranjos familiares com parentesco (6,3%) e arranjos sem parentesco (0,3%). Esses três tipos de família mantiveram-se praticamente estáveis em 2014. No caso das mulheres sem cônjuge e com filhos, houve ligeira redução (de 0,2 ponto) entre 2013 e 2014.

Além tendência de haver menos crianças na população, “o aprofundamento da modernização das relações sociais, o aumento da escolaridade e da inserção das mulheres no mundo do trabalho também são fatores que produzem alterações nos arranjos familiares”, diz a Síntese de Indicadores Sociais.

Filhos por mulher
Os estados com as maiores taxas de fecundidade no ano passado foram Acre (2,52 filhos por mulher), Amapá (2,34), Amazonas (2,32), Roraima (2,27), Maranhão (2,22) e Pará (2,15).

Os menores valores foram observados em Santa Catarina e Distrito Federal (1,57 filho por mulher), Rio Grande do Sul (1,58) e Rio de Janeiro (1,60).

As mulheres mais propensas a engravidar em 2014 tinham entre 20 e 24 anos, segundo o IBGE. 

Gravidez na adolescência
As adolescentes (de 15 a 19 anos) também estão tendo menos filhos, mas a participação delas na fecundidade total ainda é alta – passou de 18,4% para 17,4% do total em dez anos.

Na média, a taxa de fecundidade entre adolescentes passou de 78,8 para 60,5 por cada mil mulheres entre 2004 e 2014 no Brasil.

De acordo com o IBGE, esse índice é próximo ao nível observado para a região da América Latina e Caribe (66,5 por mil para o período 2010-15) e abaixo dos níveis africanos (98,5 por mil). No entanto, a taxa é elevada se comparada à Europa (16,2 por mil) e América do Norte (28,3 por mil). A comparação leva em conta dados reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

Maioria das adolescentes com filho não trabalha nem estuda (Foto: Victor Moryiama/G1)
Maioria das adolescentes com filho não trabalha nem estuda (Foto: Victor Moryiama/G1)

Perfis
O perfil das mães adolescentes é bem diferente das que não tiveram filhos, segundo dados da Pnad de 2014.

A maioria daquelas com ao menos um filho tinha 18 ou 19 anos de idade. Somente 37,1% estavam na condição de filha na casa e 34,2% estavam na condição de cônjuge. A escolaridade foi de 7,7 anos de estudo em média, sendo que somente 20,1% ainda estavam estudando. A maior parte (59,7%) não estudava e não trabalhava quando foi feita a pesquisa.

As meninas sem filhos tinham, em média, de 15 a 17 anos. 78,5% delas estavam na condição de filha na casa. A escolaridade foi de 8,9 anos de estudo, em média, sendo que 73,7% ainda estavam estudando e cerca de 14,7% não estudavam e não trabalhavam.

A proporção de jovens que cuidavam das tarefas domésticas era maior entre as com filhos do que entre as sem filhos, assim como o número médio de horas dedicado a isso.

Sobre a pesquisa
A Síntese de Indicadores Sociais é uma publicação anual que reúne pesquisas do IBGE sobre as condições de vida da população. Há dados sobre demografia, renda, trabalho, família, educação e saúde.

Médico da OMS recomenda que mulheres em área com surto de zika evitem engravidar

Segundo especialista, melhor garantia contra microcefalia para mulheres que querem engravidar é ter contraído zika no passado: 'é como rubéola'.
Segundo especialista, melhor garantia contra microcefalia para mulheres que querem engravidar é ter contraído zika no passado: 'é como rubéola'.
Segundo especialista, melhor garantia contra microcefalia para mulheres que querem engravidar é ter contraído zika no passado: ‘é como rubéola’.

O médico Jonas Schmidt-Chanasit, do Centro de Colaboração e Pesquisa para Arbovírus e Febre Hemorrágica da Organização Mundial de Saúde, disse à BBC Brasil que evitar a gravidez pode ser uma estratégia para mitigar os riscos de ocorrência de casos de microcefalia causada pelo zika vírus.

Em entrevista telefônica, o especialista, que leciona no Instituto Bernhard-Nocht para Medicina Tropical em Hamburgo, Alemanha, destacou que adotar políticas públicas de controle de natalidade é um assunto sensível, mas pode funcionar.

“Essa é uma questão complicada porque há muitos fatores.(…) É uma decisão muito difícil dizer: ‘Você não pode ficar grávida’. Eu não quero dizer isso às mulheres. Elas precisam saber por si só, mas isso foi recomendado”.

“Isso vai causar um grande problema, se muitas mulheres jovens não são permitidas ou são desaconselhadas a engravidar por causa desse risco. Eu seria cuidadoso em apoiar isso, pois sabemos muito pouco, mas se você quer algo decisivo, sim, eu aconselharia mulheres a não engravidarem neste momento para reduzir os riscos ao bebê. Isso seria uma estratégia.”

De acordo com o especialista da Organização Pan-Americana de Saúde Marco A. Espinal é preciso “acompanhar as mães com cuidado e fazer ultrassom no terceiro trimestre para garantir um diagnóstico o mais precoce possível”.

Espinal reconheceu que, caso muitas mulheres optem por não engravidar, isso poderá ter impactos demográficos como a diminuição da população.

Ele acrescentou que mesmo que uma mulher descubra estar infectada com o zika vírus no primeiro trimestre, isso não significa que o bebê desenvolverá microcefalia.

“Ainda não sabemos como o vírus passa pela placenta, ainda não sabemos a probabilidade de gerar uma má-formação. Só porque uma grávida tem o zika vírus não quer dizer que o bebê será microcéfalo”. Espinal ressalta ainda que o primeiro trimestre “é o mais delicado, quando mulheres podem adoecer muito facilmente”.

Ambos os especialistas afirmaram que microcefalia não é necessariamente causada apenas pela exposição ao zika vírus, pois não estaria claro o quanto outros agentes patogênicos contribuíram para a presente epidemia de más-formações.

“Pode ser que o citomegalovírus, que é um vírus de herpes, esteja agindo em conjunto com o zika. Ou ainda, pode ser um novo vírus que está emergindo e ainda não conhecemos. Realmente não sabemos”, disse Schmidt-Chanasit.

Epidemia
Em meio à epidemia de zika vírus, já foram constatados mais de 1.248 casos de microcefalia o Brasil. No último fim de semana, o Instituto Evandro Chagas estabeleceu a conexão entre o vírus e más-formações no feto ao encontrar a presença de zika em amostras de tecido e sangue de um recém-nascido microcéfalo.

A Organização Mundial de Saúde reconheceu a relação entre os bebês microcéfalos e a doença tropical, mas afirmou que não é possível confirmar se a relação entre eles seria de causalidade.

De acordo com Schmidt-Chanasit, o vírus é tão nefasto para as grávidas quanto a rubéola e a precaução deveria ser semelhante. “Antes de tentar engravidar você testa para ver se há anticorpos e aí toma a vacina, no caso da rubéola. Com o zika vírus é exatamente a mesma coisa, mas a diferença é que para ele ainda não há vacina”.

Conforme disseram ambos os especialistas, o exame ultrassom é útil para detectar a má-formação, mas isso acontece quando já “é muito tarde”. Dr. Schmidt-Chanasit ressalta que somente o teste de presença de anticorpos é realmente relevante para as mulheres que pretendem engravidar.

Schmidt-Chanasit explicou que futuras mães que já foram expostas ao vírus estão protegidas contra a microcefalia e, portanto, liberadas para engravidar: “A microcefalia é associada à infecção aguda, pelo o que sabemos atualmente. Não está relacionada a infecções passadas, que ocorreram há seis meses atrás. Apenas a presença de anticorpos contra o vírus poderá proteger as mulheres que querem engravidar”.

“Não é uma doença reincidente. O corpo desenvolve imunidade e supera o zika”, resumiu Espinal.

Os dois médicos, entretanto, ressaltaram que o vírus poderá vir a sofrer uma mutação, o que o tornaria perigoso mesmo para mulheres que já superaram a infecção.

Análise
A análise laboratorial específica para anticorpos do zica ainda é muito restrita e estaria disponível exclusivamente em centros de pesquisa internacionais, como no americano CDC, Centre for Control Disease and Prevention, no francês Institut Pasteur e no próprio Instituto Berhard-Nocht.

A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Renata Campos explicou que o Brasil possui exames de detecção do zika vírus, mas não de triagem de anticorpos refinada, que façam distinção ente a resistência à dengue, ao zika e a outros tipos de arboviroses.

Em parceria com o Instituto Bernhard-Nocht, a UFRJ desenvolve um estudo comparativo entre mulheres grávidas diagnosticadas com o zika. O laboratório carioca vai analisar amostras de mães com bebês microcéfalos e com bebês normais, para reconhecer as distinções entre as duas populações. O resultado deverá contribuir para o futuras pesquisas na criação de uma vacina ao vírus.

Recomendações
A médica infectologista Regina Coeli, do Hospital Oswaldo Cruz em Pernambuco, afirma que a gravidez é uma decisão de cada pessoa. “Não dizemos para as mães que não engravidem. Mas é muito importante fazer o pré-natal corretamente, fazer os exames. Muitas mães só descobrem (que a criança tem microcefalia) depois que nasce porque não fizeram o pré-natal.”

“Nossa orientação é que usem repelentes, elas podem usar desde o início da gestação. Devem usar na pele e também por cima da roupa. Repelentes caseiros, cujas receitas já circulam por aí, não têm embasamento científico e não são confiáveis.”

Já o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa afirma que a recomendação é clara para as grávidas: “que conversem com seus médicos sobre isso”.

“Para a gravidez não planejada, a mulher precisa se proteger, usar o repelente e roupas mais compridas, não se aproximar de pessoas que já estejam com exantema (manchas na pele) porque o mosquito pode estar próximo e ir de um para o outro.”

Fluidos
Além de ocorrer por meio de picada do mosquito Aedes aegypti, o contágio do zika vírus também pode se dar por contato com fluidos corporais, mas isso não é razão para pânico, salienta o Dr. Schmidt-Chanasit.

“Não podemos comparar o zika vírus ao HIV, por exemplo. Só pode se transmitir o zika quando o vírus está circulando no sangue e essa situação é breve. Dura apenas o período compreendido entre uns dois dias antes de você ficar doente e uns dois dias enquanto você já está doente. Somente então pode ocorrer a transmissão por relação sexual”, explicou.

“Mas eu acho que se você está doente, com febre e cansado, não vai tem vontade de ter relações sexuais, o que torna esse contágio bastante improvável”, concluiu.

Por Marina Wentzel

Número de estudantes no ensino superior aumenta; maioria ainda é branca e rica

Os dados do IBGE indicam que apesar da tendência de democratização no ensino superior, estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades
Os dados do IBGE indicam que apesar da tendência de democratização no ensino superior, estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades
Dados indicam que apesar da tendência de democratização no ensino superior, estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades

Os estudantes de 18 a 24 anos que frequentam ensino superior no Brasil somavam 58,5% do total de estudantes nessa faixa etária em 2014. O percentual é 25 pontos percentuais maior que o de dez anos antes. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e mostram que, em 2004, esse número era de 32,9%.

Os dados da pesquisa do IBGE foram calculadas com base no número de estudantes, e não no total de jovens – o que incluiria também os que não estudam. Apesar de o IBGE destacar a tendência de democratização do ensino superior nos últimos dez anos, os dados indicam que os estudantes brancos e da parcela mais rica da população ainda são maioria nas universidades do país.

De acordo a pesquisa, em 2004, 54,5% dos estudantes do ensino superior na rede pública pertenciam à parcela 20% mais rica da população brasileira – com renda média por pessoa da residência de R$ 2,9 mil. Dez anos depois, esse grupo ocupava 36,4% das vagas nas universidades públicas.

Já a proporção de estudantes pertencentes ao quinto mais pobre da população, com renda per capita média de R$ 192, era 1,2% em 2004 e chegou a 7,6% dos alunos de faculdades públicas em 2014.

Em 2004, 16,7% dos estudantes pretos e pardos com 18 a 24 anos frequentavam o ensino superior, segundo a pesquisa, número que cresceu para 45,5% em 2014. Apesar do aumento, os negros não chegaram a atingir o percentual que estudantes brancos já apresentavam em 2004: 47,2%. Para esse grupo, o aumento verificado nos últimos dez anos fez com que 71,4% dos estudantes brancos de 18 a 24 anos estivessem na universidade.

O percentual de estudantes jovens que cursam no nível superior já era maior entre as mulheres em 2004, e a distância se ampliou com um crescimento mais acelerado que elevou o percentual a 63,3% em 2014. Para os homens, o percentual chegou a 53,2%.

A alta no percentual de estudantes cursando nível superior aconteceu em todas as regiões brasileiras, que continuam a apresentar patamares desiguais. No Sul, a proporção subiu de 50,5% para 72,2% no período pesquisado, enquanto no Norte, o percentual subiu de 17,6% para 40,2%. O maior crescimento, de 29,1 pontos percentuais, foi verificado no Nordeste, onde a proporção passou de 16,4% para 45,5%.

Jovens que só estudam

O IBGE também comparou dados sobre a dedicação dos jovens ao estudo. O número de jovens brasileiros entre 15 e 29 anos que estuda e trabalha ao mesmo tempo caiu na década pesquisada. Em 2004, 22,6% das pessoas nessa faixa etária se dedicavam às duas atividades, proporção que chegou a 17,3% em 2014.

Como o grupo de jovens que não estuda nem trabalha se manteve praticamente estável, respondendo por cerca de um quinto da população de 15 a 29 anos, o IBGE destacou o crescimento no número de pessoas que se dedicam exclusivamente aos estudos, que subiu de 59,3% para 67%.

Nos dez anos pesquisados, o número de pessoas entre 20 e 22 anos que terminaram o ensino médio ou níveis de ensino superiores também cresceu. Na população geral, esse número aumentou de 45,5% para 60,8%, sendo mais expressivo entre negros que brancos.

Entre os pretos e pardos, o percentual da população nessa faixa etária que concluiu o ensino médio chegou a 52,6%, percentual menor do que já era constatado para brancos em 2004 (57,9%). Em 2014, os 71,7% dos brancos nessa faixa etária tinham terminado o ensino médio.

Por Vinícius Lisboa

Financiamento de países pobres pode ser chave do sucesso da COP21

Os países em desenvolvimento fizeram um alerta para o risco de fracasso das negociações na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), em Paris, se os países ricos não se envolverem no financiamento da luta contra o aquecimento global.

“Queremos novos compromissos em matéria de financiamento”, afirmou a embaixadora sul-africana Nozipho Mxakato-Diseko, presidente do grupo G77 + China (que deve o nome ao número inicial de países que o constituíam, tendo-se posteriormente alargado), um grupo de 134 países pobres ou emergentes que inclui aqueles que serão particularmente afetados pelas mudanças climáticas.

Os países-membros do G77 querem financiamento para suportar a transição para a energia verde, para se adaptar ao impacto das mudanças climáticas e para compensar os danos daí resultantes. Embora alguns dos seus membros, como a China e a Índia, estejam atualmente entre os maiores poluidores do planeta, o grupo tem, historicamente, pouca responsabilidade na emissão de gases de efeito estufa.

Em 2009, os países ricos prometeram aumentar a ajuda para chegar aos US$ 100 bilhões por ano em 2020. De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico, esse auxílio foi US$ 62 bilhões em 2014.

A questão do financiamento não é, contudo, a única em aberto, pois delegados de 195 países, que devem resolver o máximo de divergências até este sábado (5), divulgaram na quinta (3) um novo projeto de acordo com pouco mais de 50 páginas e alterações tidas como irrelevantes.

“O número de opções em aberto não foi reduzido” e permanece “perto das 250”, observou Matthew Orphelin, porta-voz da Fundação Nicolas Hulot, convidando os delegados a acelerar antes de passar os assuntos aos seus ministros, na próxima semana.

Por outro lado, Enele Sosene Sopoaga, o primeiro-ministro de Tuvalu, ilha do Pacífico ameaçada pela subida do nível do mar, lamentou o fato de os discursos dos 150 chefes de Estado e de governo que, na segunda-feira (30), afirmaram a sua determinação em agir, não terem uma “tradução concreta” em decisões e medidas.

“O texto está, em grande parte, inalterado”, acrescentou Tasneem Essop, da organização ambientalista internacional WWF, ironizando: “Ainda estão mudando o lugar das cadeiras no convés para ter uma melhor visão do icebergue”.

Para a ministra do Meio Ambiente da França, Ségolène Royal, “é normal que haja um ou dois dias para pôr em ritmo a máquina das conversações”, sendo este um “momento de maturação necessário”, mas “é impensável imaginar um fracasso”.

O objetivo da COP21 é alcançar, até 11 de dezembro, um acordo para limitar o aumento do aquecimento global a 2º Celsius, relativos aos níveis da era pré-industrial, levando em conta que já se verificou um aumento de 1 grau na Terra.

No total, 525 mil pessoas morreram devido a cerca de 15 mil fenômenos extremos, particularmente furacões, que causaram perdas estimadas em cerca de US$ 3 trilhões em 20 anos, tendo Honduras, Myanmar e Haiti sido os países mais afetados. Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, sem a redução das emissões de gases de efeito estufa, em 2080 mais 175 milhões de pessoas podem estar desnutridas.

Da Redação, com Agência Lusa

Últimas Notícias

BlogsOPINIÃO
Objetividade e clareza

WhatsappEnvie
Mande sua sugestão de pauta ou denúncia: (83) 9 8140-8425

Mais Lidas

TSE forma maioria para barrar candidatura de Cícero Lucena ao Governo da Paraíba

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria para indeferir o registro da candidatura de Cícero Lucena (MDB) ao Governo da Paraíba. O quarto voto foi proferido pela ministra Estela Aranha, que acompanhou o relator Ricardo Villas Bôas Cueva. O julgamento está suspenso por pedido de vista do ministro André Mendonça, mas a maioria já foi alcançada.
Foto: Reprodução

Nominata não reage e PDT de Denise Ribeiro pode ficar sem eleger deputados na...

Levantamentos internos e pesquisas apontam que o PDT da Paraíba chega à reta final da campanha com dificuldades para atingir o quociente eleitoral necessário para eleger deputados estaduais e federais. A única candidata da legenda citada nas pesquisas é Denise Ribeiro, primeira-dama de Sapé, mas o desempenho da chapa pode comprometer suas chances de eleição.