Marcelinho Paraíba tem contrato até o fim do ano e não ficará no Joinville (Foto: João Lucas Cardoso)
Marcelinho Paraíba tem contrato até o fim do ano e não ficará no Joinville (Foto: João Lucas Cardoso)
Marcelinho Paraíba puxa a fila dos jogadores que estão – ou estiveram – no Joinville com contrato até o final do ano. Na manhã desta sexta-feira, o superintendente João Carlos Maringá, em entrevista coletiva, anunciou que a maior parte dos atletas com vínculo até dezembro vai deixar o Joinville. O quarentão é um deles, ainda que o JEC tivesse vontade de continuar com o futebol dele.
– Ele está saindo. É um caso a parte, uma situação financeira diferente, de Série A mesmo. Está ganhando bem e não temos condições de pagar nem perto do que ganha hoje. Como tem sondagens e não teria condição de bancar, vamos ficar sem ele. Foi muito bem no campeonato, é excelente profissional e um jogador que cabe o agradecimento pelo que fez. Acho que joga mais dois anos, mas quem sabe em outras sérias. Aqui serviu exemplo para os mais novos, foi importante para meninos da base. Foi importante para eles a convivência com atletas na essência da palavra. E ele num padrão muito bom e vai seguir a vida dele. Torce para que ele feche com bom clube, um grande atleta. Mesmo que caindo para a Série B vamos ficar com ótima impressão. Não joga domingo e não seria coerente que jogasse – descreveu, especificamente sobre o meia, Maringá.
Apenas dois jogadores que estão no clube com empréstimo e estão nos planos para 2016 são os zagueiros Rafael Donato e o Domingues. JEC tenta prorrogar o empréstimo do primeiro com o Cruzeiro, e o segundo teria encaminhada a volta ao futebol paulista, para o Novo Horizontino. Maringá só aceita o jogador se ele seguir para o Catarinense. Outros emprestados, como os atacantes Edigar Junio e Silvinho, voltam aos seus clubes.
O goleiro Oliveira e o lateral-esquerdo Rogério, que têm contratos até o final do ano, vão deixar o Joinville. Este é o caso do meia Marcelo Costa. Capitão do título da Série B, com 134 jogos com a camisa do clube e 33 gols, o jogador será homenageado no domingo, quando o JEC recebe o Grêmio, em casa, pela rodada final do Brasileirão.
– Ele será reconhecido no jogo, vai receber um placar. Ele teve alguns problemas que o atrapalharam e o fez jogar pouco. O torcedor é grato pelo que ele fez ao clube, e possivelmente venha jogar contra nós na Série B. Acho que as mudanças são importantes para ele e para o Joinville. O Marcelo tem a admiração de ídolo do clube, foi um excelente profissional – falou Maringá.
COP21 reúne líderes mundiais em Paris para alcançar um acordo internacional a fim de limitar as emissões de gases de efeito estufa e reduzir a mudança climática (EPA/Yoan Valat/Agência Lusa/Direitor Reservados)
COP21 reúne líderes mundiais em Paris para alcançar um acordo internacional a fim de limitar as emissões de gases de efeito estufa e reduzir a mudança climática (EPA/Yoan Valat/Agência Lusa/Direitor Reservados)
Limitar o aquecimento global até 2100 a 2 graus Celsius em relação aos níveis pré-industriais implicaria um aumento massivo da energia nuclear, afirmou o climatologista James Hansen. O perito em mudanças climáticas disse que a energia nuclear – controversa por razões de segurança – deve se tornar um elemento central no sistema energético, lado a lado com as energias renováveis, para rapidamente reduzir os gases de efeito estufa que levam ao aquecimento global.
“Tudo o que é preciso é olhar para as emissões da China, Índia e dos países em rápido desenvolvimento. Sua energia é quase na totalidade baseada no carvão. A solução para o problema do clima tem que passar pela eletricidade livre de carbono. E simplesmente isso não vai acontecer na China e na Índia sem a ajuda do nuclear”, declarou Hansen, que esteve na 21ª Conferência das Partes das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21).
Atualmente, 80% da energia consumida no mundo tem por base combustíveis fósseis. A energia solar e eólica está em rápida expansão e atraindo investimentos, mas as renováveis ainda representam menos de 5% do setor energético, sem contar com a energia nuclear.
Ainda assim, de acordo com o especialista, mesmo que o objetivo das Nações Unidas seja atingido, e não se ultrapasse o limite de 2 graus Celsius no aquecimento global até 2100, provavelmente não será possível evitar catástrofes ambientais, sobretudo provocadas pelo aumento dos níveis dos oceanos.
“Se deixarmos as geleiras se tornarem instáveis, o mundo pode tornar-se ingovernável devido às consequências econômicas, que seriam enormes”, afirmou o climatologista, ao lembrar ainda que metade das grandes cidades mundiais está na linha costeira. As geleiras da Groelândia e da Antártida Ocidental contêm água congelada em quantidade suficiente para elevar o nível do mar em 13 metros.
Nasa
O cientista trabalhou em estudo de clima na Nasa, a agência espacial americana, entre 1981 e 2013. Ele se tornou ativista em prol de políticas que possam contrariar a ameaça climática e defende que sistemas como a compra de cotas de carbono pelas empresas “não funcionam” e já demonstraram “ser inadequados”. Hansen defende ainda que esse sistema levará à manutenção da dependência dos combustíveis fósseis.
Os cientistas calculam que pelo menos 60% das reservas de petróleo, gás natural e carvão ainda a serem exploradas devem permanecer debaixo do solo para evitar o sobreaquecimento do planeta.
A COP21, que ocorre até ao dia 11, reúne em Paris representantes de 195 países que tentarão alcançar um acordo legalmente vinculante sobre redução de emissões de gases de efeito de estufa que permita limitar o aquecimento da temperatura média global. Até agora, mais de 170 países já apresentaram suas contribuições para a redução de emissões, ainda insuficientes para alcançar a meta proposta.
Entre os assuntos pendentes estão a aceitação de um mecanismo de revisão periódica das contribuições nacionais e a existência de um só sistema, sem divisões entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, mas com flexibilidade no tratamento. O tema e a responsabilização histórica dos países mais emissores estão entre os aspetos mais difíceis de resolver na COP21.
As vagas são para diversas cidades brasileiras, Mamanguape é uma delas.
As vagas são para diversas cidades brasileiras, Mamanguape é uma delas.
O Educa Mais Brasil, maior programa de inclusão educacional do país, está com inscrições abertas para 2016.1 e disponibiliza mais de 200 mil bolsas de estudo de até 70% para diversos cursos e instituições de ensino em todo o Brasil.
O estado da Paraíba foi contemplado mais uma vez com o programa e está disponibilizando mais de 5 mil vagas. Na cidade de Mamanguape as oportunidades são para Educação Básica, Graduação, Pós-Graduação, Cursos Técnicos, Idiomas, Preparatório para Concursos, Cursos Profissionalizantes e Pré-Vestibular.
De acordo com Andréia Torres, Diretora de expansão e Relacionamento do Educa Mais Brasil, esse é o momento ideal para colocar em prática o desejo de impulsionar os estudos. “O papel do Educa Mais Brasil é oportunizar um sonho através da educação e fazer a diferença na decisão de milhares de pessoas em estudar e transformar suas vidas”.
Para se inscrever gratuitamente é preciso efetuar o cadastro no site oficial do programa www.educamaisbrasil.com.br, onde também é possível consultar as instituições e cursos, selecionando o estado e a cidade de interesse. Mais informações podem ser obtidas através da central de atendimento nos telefones 4007-2020 para Capitais e regiões metropolitanas ou 0800 724 7202 para demais localidades.
Uma sessão temática no Plenário do Senado Federal foi realizada na quinta-feira (3) para debater a crise hídrica que afeta o Nordeste. Presidida pelo Senador Cássio Cunha Lima (PSDB), a reunião contou ainda com a participação dos Senadores José Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PMDB) e do prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSDB).
Em sua fala, Romero Rodrigues cobrou a transposição do Rio São Francisco. “É essencial, é fundamental. Eu acho que a solução definitiva, pelo menos na nossa visão, para a questão do abastecimento de água em Campina Grande e toda região. E em um caso muito emergencial se estudar, urgentemente, a forma de implantação de uma adutora de engate rápido do Rio São Francisco”, propôs.
Já o peemedebista José Maranhão se mostrou preocupado com o solo de Campina Grande. “A cidade tá encravada em cima de um cristalino. Não tem água no subsolo. Não vejo outra solução que não seja o apressamento da implantação do projeto da transposição do Rio São Francisco”.
Presidindo a sessão, Cássio Cunha Lima falou em algumas soluções, como um ponto de água potável para as pequenas propriedades rurais, que ainda não dispõem dessa garantia, integração de bacias dos principais rios intermitentes que viabilizem o armazenamento e a distribuição de água entre outras propostas.
“Temos que mobilizar os representantes do Nordeste para fazer o que for preciso, a partir de obstrução de sessões no Senado e na Câmara para que possamos ser ouvidos”, afirmou o Senador.
A Polícia Militar divulgou, nesta sexta-feira (4), o primeiro balanço das prisões e apreensões realizadas neste começo de dezembro, em todo o Estado. Foram 86 suspeitos detidos, a maior parte por roubo – 42 no total. Os outros suspeitos foram presos e apreendidos por tráfico de drogas (16), porte ilegal de arma (21), cumprimento de mandado de prisão (6) e tentativa de homicídio (1).
As prisões e apreensões de suspeitos de roubo foram realizadas em flagrante, nas cidades de João Pessoa, Sobrado, Sousa, Cajazeiras, Alhandra, Cubati, Campina Grande, Caaporã, Esperança, Patos, Bayeux, Puxinanã, Queimadas, Boa Vista, Santa Rita, Massaranduba e Cabedelo, durante o combate às ações criminosas contra pessoas, veículos, residências e estabelecimentos comerciais.
Do dia 1º até às 7h da manhã desta sexta-feira (4), foram recuperados 17 veículos roubados (10 motos e 7 carros) em João Pessoa, São Bento, Bananeiras, Campina Grande, Pilar, Soledade, Sousa, Massaranduba, Cuité de Mamanguape, Alhandra, Caaporã e Juazeirinho.
As abordagens a suspeitos em locais considerados como pontos de venda e consumo de drogas foram responsáveis pela apreensão de 226 pedras de crack, 179 papelotes de maconha e uma plantação do mesmo entorpecente. As mudas de maconha estavam sendo cultivadas na cidade de Puxinanã.
Armas apreendidas – Entre 0h do dia 1º e 23h59 da quinta-feira (3), a Polícia Militar apreendeu 33 armas de fogo nas cidades de João Pessoa, Sousa, Alhandra, Cubati, Campina Grande, Caaporã, Imaculada, Tenório, Imaculada, Bayeux, Esperança, Conceição, Sobrado, Sapé, Santa Rita, São Bentinho e Baía da Traição.
Biometria continua na PB mesmo com eleições sem urna eletrônica
Biometria continua na Paraíba mesmo com eleições sem urna eletrônica
O Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) registrou, na manhã desta sexta-feira (04), o percentual de 50,04% do objetivo da revisão eleitoral com coleta de dados biométricos na Paraíba. Dos 910.459 mil eleitores que estão passando pelo processo, 455.587 foram cadastrados, restando 454.872.
O presidente do TRE-PB, desembargador João Alves da Silva, registra que a biometria nos 98 municípios do estado paraibano continua normalmente, independente da utilização de urnas eletrônicas nas eleições de 2016. A Paraíba é o quarto estado em percentual de eleitores recadastrados na biometria.
Na Paraíba, 26 Zonas Eleitorais estão envolvidas com a biometria, contemplando 98 municípios paraibanos, dos quais, 64 se destacam com mais de 50% de eleitores atendidos, são eles: Paulista, Teixeira, Aparecida, Assunção, Santo André, Lastro, Pilões, Caturité, São Mamede, Cabaceiras, Lagoa de Dentro, Alagoa Nova, São Domingos de Pombal, Cacimba de Areia, Areial, Curral de Cima, Livramento, São Vicente do Seridó, São José do Bonfim, São Francisco, São João do Cariri, Pedro Régis, Várzea, São José da Lagoa Tapada, Curral Velho, Algodão de Jandaíra, Camalaú, São José dos Cordeiros, Serra Branca, Gurjão, Barra de Santana, Jacaraú, Boqueirão, Junco do Seridó, Lagoa, Cubati, São João do Tigre, Cajazeirinhas, São José de Piranhas, Santa Teresinha, São Domingos do Cariri, Passagem, Amparo, Montadas, Areia de Baraúnas, Caraúbas, Zabelê, Lucena, Dona Inês, Maturéia, Borborema, São Sebastião do Umbuzeiros, Salgadinho, Bananeiras, Serra Grande, Mãe D’água, Matinhas, Quixaba, Parari, Marizópolis, Coxixola, Alcantil, Tenório e Riacho de Santo Antônio.
O eleitor deve comparecer ao Cartório Eleitoral ou Posto de Atendimento no seu município portando os seguintes documentos: título de eleitor, se houve, documento oficial com foto e comprovante de residência não inferior a três meses.
O cadastro leva cerca de 12 minutos para ser concluído no cartório ou no posto eleitoral. Mesmo quem não é obrigado a votar – pessoas com mais de 70 anos de idade, analfabetos e maiores de 16 e menores de 18 anos – devem fazer o cadastramento.
O cadastramento biométrico é obrigatório e gratuito, e aquele que não comparecer, terá o título eleitoral cancelado, não podendo votar nas Eleições 2016, estando sujeito à suspensão do CPF, bloqueios de conta bancária, de auxílios sociais, bolsa família, auxílio creche, dentre outros prejuízos.
Os atletas do time de Handebol Masculino do Unipê derrotaram o time da Universidad Nacional de Río Negro – UNRN por 2 a 0 no Beach Games Internacional, em partida realizada nesta quinta-feira (3), às 15h, na Orla de Atalaia, em Aracaju (SE). A UNRN fica localizada na província de Río Negro, na Argentina. Os jogos terminarão neste sábado (5).
O Unipê venceu também na quarta-feira (2) o time da Universidade Federal de Sergipe – UFS por 2 a 0. Nesta sexta-feira (4), o time de handebol jogará novamente contra a UNRN, às 15h.
“Foi um jogo disputado, mas o entrosamento do nosso grupo é incomparável. Os atletas se comunicam dentro de quadra pelo olhar, só bastando olhar um para o outro”, Comentou o coordenador do curso de Educação Física do Unipê, prof. Felipe Brandão, sobre os atletas argentinos.
Brasileiro 'destronou' o então recordista Lionel Messi
Brasileiro ‘destronou’ o então recordista Lionel Messi
Lionel Messi não é mais o maior vencedor de Bolas de Ouro, prêmio criado pela revista France Football em 1956, que premia o melhor jogador de futebol de cada temporada. E o responsável por ‘destronar’ o argentino foi ninguém menos que o maior atleta do século XX: o Rei Pelé.
Em sua edição especial de 60 anos do prêmio, publicada na última terça-feira (1), a publicação revisou a premiação desde sua criação e resolveu homenagear o brasileiro. A análise acontece porque até 1995 só os jogadores europeus poderiam concorrer ao prêmio, e até 2010, quando o troféu foi unificado com a Fifa, apenas jogadores de times da Europa entravam na lista.
Com a revisão da France Football, Pelé, que é tricampeão mundial com a seleção brasileira, teria sido o melhor jogador do mundo em 1958, 1959, 1960, 1961, 1963, 1965 e 1970. Ou seja, o Rei do Futebol somaria um total de sete troféus.
Além de Pelé, outros dois brasileiros foram lembrados na revisão de prêmios da revista France Football: Garrincha e Romário. O craque das pernas torta ficou com o prêmio em 1962, quando foi o melhor jogador da Copa do Mundo, quando o Brasil foi bicampeão mundial. Já Romário, que brilhou na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos, também entrou na lista da revista francesa.
Lionel Messi, da Argentina, permaneceu com suas quatro taças da Bola de Ouro e agora ocupa a segunda posição do ranking. Em terceiro lugar, com três conquistas, está o português Cristiano Ronaldo. Quem também possui três conquistas é o francês Michel Platini e os holandeses Van Basten e Johan Cruyff.
Na lista dos craques que foram eleitos duas vezes os melhores do mundo, o brasileiro Ronaldo é um dos destaques. Acompanham o ‘fenômeno’ os alemães Franz Beckenbauer e Rummenigge.
Maradona também foi lembrado pela France Football e ficou com a Bola de Ouro de 1986, quando carregou a Argentina ao seu último título mundial, com direito ao gol mais bonito da história das Copas.
A taxa de fecundidade continua em queda no Brasil. Em dez anos, o indicador recuou 18,6%, chegando a 1,74 filho por mulher em 2014. Os números estão na Síntese de Indicadores Sociais 2015, divulgada nesta sexta-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Com a redução, ganha importância o número de casais sem filhos e também cresce o número de pessoas que vivem sozinhas. O arranjo familiar formado por casal sem filho se tornou, nos últimos anos, o segundo em participação, chegando a 19,9% em 2014. No ano anterior, o número estava em 19,4% e dez anos antes, em 14,7%.
O primeiro ainda são casais com filhos, mas houve redução na proporção: de 51%, em 2004, passou a 42,9% do total, em 2014.
Em 2004, as pessoas que viviam sozinhas eram 10% dos arranjos familiares. No ano passado, eram 14,4%.
O IBGE considera ainda as famílias em que há mulheres sem cônjuge e com filhos (cuja proporção ficou em 16,3% em 2014), outros arranjos familiares com parentesco (6,3%) e arranjos sem parentesco (0,3%). Esses três tipos de família mantiveram-se praticamente estáveis em 2014. No caso das mulheres sem cônjuge e com filhos, houve ligeira redução (de 0,2 ponto) entre 2013 e 2014.
Além tendência de haver menos crianças na população, “o aprofundamento da modernização das relações sociais, o aumento da escolaridade e da inserção das mulheres no mundo do trabalho também são fatores que produzem alterações nos arranjos familiares”, diz a Síntese de Indicadores Sociais.
Filhos por mulher Os estados com as maiores taxas de fecundidade no ano passado foram Acre (2,52 filhos por mulher), Amapá (2,34), Amazonas (2,32), Roraima (2,27), Maranhão (2,22) e Pará (2,15).
Os menores valores foram observados em Santa Catarina e Distrito Federal (1,57 filho por mulher), Rio Grande do Sul (1,58) e Rio de Janeiro (1,60).
As mulheres mais propensas a engravidar em 2014 tinham entre 20 e 24 anos, segundo o IBGE.
Gravidez na adolescência As adolescentes (de 15 a 19 anos) também estão tendo menos filhos, mas a participação delas na fecundidade total ainda é alta – passou de 18,4% para 17,4% do total em dez anos.
Na média, a taxa de fecundidade entre adolescentes passou de 78,8 para 60,5 por cada mil mulheres entre 2004 e 2014 no Brasil.
De acordo com o IBGE, esse índice é próximo ao nível observado para a região da América Latina e Caribe (66,5 por mil para o período 2010-15) e abaixo dos níveis africanos (98,5 por mil). No entanto, a taxa é elevada se comparada à Europa (16,2 por mil) e América do Norte (28,3 por mil). A comparação leva em conta dados reunidos pela Organização das Nações Unidas (ONU).
Maioria das adolescentes com filho não trabalha nem estuda (Foto: Victor Moryiama/G1)
Perfis O perfil das mães adolescentes é bem diferente das que não tiveram filhos, segundo dados da Pnad de 2014.
A maioria daquelas com ao menos um filho tinha 18 ou 19 anos de idade. Somente 37,1% estavam na condição de filha na casa e 34,2% estavam na condição de cônjuge. A escolaridade foi de 7,7 anos de estudo em média, sendo que somente 20,1% ainda estavam estudando. A maior parte (59,7%) não estudava e não trabalhava quando foi feita a pesquisa.
As meninas sem filhos tinham, em média, de 15 a 17 anos. 78,5% delas estavam na condição de filha na casa. A escolaridade foi de 8,9 anos de estudo, em média, sendo que 73,7% ainda estavam estudando e cerca de 14,7% não estudavam e não trabalhavam.
A proporção de jovens que cuidavam das tarefas domésticas era maior entre as com filhos do que entre as sem filhos, assim como o número médio de horas dedicado a isso.
Sobre a pesquisa A Síntese de Indicadores Sociais é uma publicação anual que reúne pesquisas do IBGE sobre as condições de vida da população. Há dados sobre demografia, renda, trabalho, família, educação e saúde.
Segundo especialista, melhor garantia contra microcefalia para mulheres que querem engravidar é ter contraído zika no passado: 'é como rubéola'.
Segundo especialista, melhor garantia contra microcefalia para mulheres que querem engravidar é ter contraído zika no passado: ‘é como rubéola’.
O médico Jonas Schmidt-Chanasit, do Centro de Colaboração e Pesquisa para Arbovírus e Febre Hemorrágica da Organização Mundial de Saúde, disse à BBC Brasil que evitar a gravidez pode ser uma estratégia para mitigar os riscos de ocorrência de casos de microcefalia causada pelo zika vírus.
Em entrevista telefônica, o especialista, que leciona no Instituto Bernhard-Nocht para Medicina Tropical em Hamburgo, Alemanha, destacou que adotar políticas públicas de controle de natalidade é um assunto sensível, mas pode funcionar.
“Essa é uma questão complicada porque há muitos fatores.(…) É uma decisão muito difícil dizer: ‘Você não pode ficar grávida’. Eu não quero dizer isso às mulheres. Elas precisam saber por si só, mas isso foi recomendado”.
“Isso vai causar um grande problema, se muitas mulheres jovens não são permitidas ou são desaconselhadas a engravidar por causa desse risco. Eu seria cuidadoso em apoiar isso, pois sabemos muito pouco, mas se você quer algo decisivo, sim, eu aconselharia mulheres a não engravidarem neste momento para reduzir os riscos ao bebê. Isso seria uma estratégia.”
De acordo com o especialista da Organização Pan-Americana de Saúde Marco A. Espinal é preciso “acompanhar as mães com cuidado e fazer ultrassom no terceiro trimestre para garantir um diagnóstico o mais precoce possível”.
Espinal reconheceu que, caso muitas mulheres optem por não engravidar, isso poderá ter impactos demográficos como a diminuição da população.
Ele acrescentou que mesmo que uma mulher descubra estar infectada com o zika vírus no primeiro trimestre, isso não significa que o bebê desenvolverá microcefalia.
“Ainda não sabemos como o vírus passa pela placenta, ainda não sabemos a probabilidade de gerar uma má-formação. Só porque uma grávida tem o zika vírus não quer dizer que o bebê será microcéfalo”. Espinal ressalta ainda que o primeiro trimestre “é o mais delicado, quando mulheres podem adoecer muito facilmente”.
Ambos os especialistas afirmaram que microcefalia não é necessariamente causada apenas pela exposição ao zika vírus, pois não estaria claro o quanto outros agentes patogênicos contribuíram para a presente epidemia de más-formações.
“Pode ser que o citomegalovírus, que é um vírus de herpes, esteja agindo em conjunto com o zika. Ou ainda, pode ser um novo vírus que está emergindo e ainda não conhecemos. Realmente não sabemos”, disse Schmidt-Chanasit.
Epidemia Em meio à epidemia de zika vírus, já foram constatados mais de 1.248 casos de microcefalia o Brasil. No último fim de semana, o Instituto Evandro Chagas estabeleceu a conexão entre o vírus e más-formações no feto ao encontrar a presença de zika em amostras de tecido e sangue de um recém-nascido microcéfalo.
A Organização Mundial de Saúde reconheceu a relação entre os bebês microcéfalos e a doença tropical, mas afirmou que não é possível confirmar se a relação entre eles seria de causalidade.
De acordo com Schmidt-Chanasit, o vírus é tão nefasto para as grávidas quanto a rubéola e a precaução deveria ser semelhante. “Antes de tentar engravidar você testa para ver se há anticorpos e aí toma a vacina, no caso da rubéola. Com o zika vírus é exatamente a mesma coisa, mas a diferença é que para ele ainda não há vacina”.
Conforme disseram ambos os especialistas, o exame ultrassom é útil para detectar a má-formação, mas isso acontece quando já “é muito tarde”. Dr. Schmidt-Chanasit ressalta que somente o teste de presença de anticorpos é realmente relevante para as mulheres que pretendem engravidar.
Schmidt-Chanasit explicou que futuras mães que já foram expostas ao vírus estão protegidas contra a microcefalia e, portanto, liberadas para engravidar: “A microcefalia é associada à infecção aguda, pelo o que sabemos atualmente. Não está relacionada a infecções passadas, que ocorreram há seis meses atrás. Apenas a presença de anticorpos contra o vírus poderá proteger as mulheres que querem engravidar”.
“Não é uma doença reincidente. O corpo desenvolve imunidade e supera o zika”, resumiu Espinal.
Os dois médicos, entretanto, ressaltaram que o vírus poderá vir a sofrer uma mutação, o que o tornaria perigoso mesmo para mulheres que já superaram a infecção.
Análise A análise laboratorial específica para anticorpos do zica ainda é muito restrita e estaria disponível exclusivamente em centros de pesquisa internacionais, como no americano CDC, Centre for Control Disease and Prevention, no francês Institut Pasteur e no próprio Instituto Berhard-Nocht.
A pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro Renata Campos explicou que o Brasil possui exames de detecção do zika vírus, mas não de triagem de anticorpos refinada, que façam distinção ente a resistência à dengue, ao zika e a outros tipos de arboviroses.
Em parceria com o Instituto Bernhard-Nocht, a UFRJ desenvolve um estudo comparativo entre mulheres grávidas diagnosticadas com o zika. O laboratório carioca vai analisar amostras de mães com bebês microcéfalos e com bebês normais, para reconhecer as distinções entre as duas populações. O resultado deverá contribuir para o futuras pesquisas na criação de uma vacina ao vírus.
Recomendações A médica infectologista Regina Coeli, do Hospital Oswaldo Cruz em Pernambuco, afirma que a gravidez é uma decisão de cada pessoa. “Não dizemos para as mães que não engravidem. Mas é muito importante fazer o pré-natal corretamente, fazer os exames. Muitas mães só descobrem (que a criança tem microcefalia) depois que nasce porque não fizeram o pré-natal.”
“Nossa orientação é que usem repelentes, elas podem usar desde o início da gestação. Devem usar na pele e também por cima da roupa. Repelentes caseiros, cujas receitas já circulam por aí, não têm embasamento científico e não são confiáveis.”
Já o secretário de Saúde de Pernambuco, Iran Costa afirma que a recomendação é clara para as grávidas: “que conversem com seus médicos sobre isso”.
“Para a gravidez não planejada, a mulher precisa se proteger, usar o repelente e roupas mais compridas, não se aproximar de pessoas que já estejam com exantema (manchas na pele) porque o mosquito pode estar próximo e ir de um para o outro.”
Fluidos Além de ocorrer por meio de picada do mosquito Aedes aegypti, o contágio do zika vírus também pode se dar por contato com fluidos corporais, mas isso não é razão para pânico, salienta o Dr. Schmidt-Chanasit.
“Não podemos comparar o zika vírus ao HIV, por exemplo. Só pode se transmitir o zika quando o vírus está circulando no sangue e essa situação é breve. Dura apenas o período compreendido entre uns dois dias antes de você ficar doente e uns dois dias enquanto você já está doente. Somente então pode ocorrer a transmissão por relação sexual”, explicou.
“Mas eu acho que se você está doente, com febre e cansado, não vai tem vontade de ter relações sexuais, o que torna esse contágio bastante improvável”, concluiu.