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Tubarão-lixa é encontrado na orla de Baía da Traição

Foto: faceboock Welando Costa
Animal foi fotografado por Lauro Padilha

Um tubarão-lixa foi fotografado na manhã desta quarta-feira (27), em Baía da Traição, no Litoral Norte da Paraíba. De acordo com informações, o animal foi pescado em alto mar e deixado morto na superfície dos arrecifes pelo pescador.

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Em contato com a reportagem do PBVale, o aluno e pesquisador do curso de pós-graduação em ecologia e monitoramento ambiental, Welando Costa, afirmou tratar-se de um tubarão jovem. Ainda segundo ele, “é uma espécie que não oferece risco aos banhistas.”

Segundo o pesquisador, é comum aparições dessa espécie em algumas praias do país. “Normalmente, aparecem em orlas com um bom número de corais e ambientes arrecifes”, frisou.

O tubarão (Ginglymostoma cirratum) de aproximadamente 1m60 costuma ter hábitos noturnos, durante o dia costumam ficar imóveis por longos períodos no fundo arenoso, em águas rasas. Enquanto dormem, ficam empilhados em grupos de até 30 indivíduos e se alimentam de forma cooperativa, em grupos de oito a dez, rodeando e concentrando cardumes.

O número de espécies de tubarão em risco de extinção cresceu 158,3% na última década no Brasil e, hoje, elas são 31. As principais causas são a pesca predatória, o aumento da poluição e da degradação dos habitats. A multa para o crime varia de R$ 700 a R$ 100 mil.

Os tubarões são importantes no ambiente marinho por estarem no topo da cadeia alimentar. Deixando de existir, ocorre uma desestabilização da fauna local.

Conforme diagnóstico do ICMBio, das 82 espécies de tubarões já identificadas na costa brasileira, duas foram extintas entre as décadas de 70 e 80. Ainda de acordo com o órgão, no Brasil, o tubarão-lixa é consumido por pescadores, que incidental ou ativamente capturam a espécie em razão da pesca costeira, pesca submarina e captura para o comércio ornamental.

Da Redação, PBVale

Organização internacional recomenda que Brasil combata abusos nas prisões

Prisões brasileiras abrigam mais de 600 mil pessoas, 61% acima de sua capacidade (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
Prisões brasileiras abrigam mais de 600 mil pessoas, 61% acima de sua capacidade (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)
Prisões brasileiras abrigam mais de 600 mil pessoas, 61% acima de sua capacidade (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O Brasil tem que combater os abusos cometidos nas prisões e pela polícia, recomenda a organização internacional Human Rights Watch (HRW), no Relatório Mundial 2016 divulgado nesta quarta-feira (27).

Em 2015, as mortes causadas por policiais – em serviço e fora de serviço – ultrapassarram 3 mil, com aumento de quase 40% em relação ao ano anterior.

No Rio de Janeiro foram 644 mortos no ano passado, um aumento de 10% em relação a 2014. Em São Paulo, os policiais em serviço mataram 494 pessoas em 2015, registrando aumento de 1%.

As prisões brasileiras abrigam mais de 600 mil pessoas, 61% acima de sua capacidade. A superlotação coloca os presos em situação de violência e vulnerabilidade, além de permitir o fortalecimento das facções criminosas.

De acordo com a HRW, o país precisa garantir que os responsáveis por torturas e execuções sejam responsabilizados, além de tomar medidas efetivas para aliviar as condições desumanas que atualmente existem nas prisões superlotadas.

Uma ação importante, incluída em um programa piloto iniciado em 2015, é a de permitir que os presos de todas as capitais do país sejam levados rapidamente a uma “audiência de custódia” com um juiz. A medida, além de permitir que o juiz decida se o detido deve permanecer preso ou se aguarda em liberdade, ainda reduz os casos de tortura, pois eles têm a oportunidade de denunciar rapidamente maus-tratos cometidos pela polícia.

No Rio de Janeiro, no primeiro mês do programa, quase 20% dos presos que participaram de audiências de custódia relataram maus-tratos por parte da polícia.

A HRW recomenda que essas audiências sejam instituídas em todo o país, além da aprovação pelo Congresso do projeto de lei que dificulta que policiais encubram evidências de execuções extrajudiciais (PL4471/12).

A organização se manifesta ainda contra a redução da maioridade penal (PEC 171/93) e da aprovação de projeto de lei de combate ao terrorismo (PL2016/2015) que, com uma linguagem vaga, poderia permitir que manifestantes e críticos fossem presos como terroristas.

O relatório, que é anual, avalia o respeito aos direitos humanos em mais de 90 países. Em uma análise global, a HRW afirma que a “política do medo” levou governos de todo o mundo a reduzir direitos em esforços equivocados de proteger a segurança nacional. Esse contexto permitiu também que governos autoritários intensificassem a repressão a opositores independentes.

O documento destaca a questão dos fluxos migratórios para a Europa, tanto de refugiados sírios quanto de civis vítimas dos ataques do Estado Islâmico, e condena a islamofobia e o fechamento das fronteiras europeias.

Segundo o relatório, o Reino Unido e a França, que buscaram expandir seus poderes de monitoramento dos cidadãos nesse contexto, estão restringindo direitos, como à privacidade, sem que se tenha a comprovação de que seja eficaz no combate ao terrorismo.

O documento cita a Rússia e a China como países que estão entre os mais repressores, com a desarticulação de grupos críticos ao governo e a prisão de advogados e ativistas de direitos humanos. A Etiópia e a Índia são apontados por restringir canais de financiamento internacional com o intuito de dificultar o monitoramento de violações cometidas pelo governo.

A Bolívia, o Camboja, Equador, Egito, Cazaquistão, Quênia, Marrocos, Sudão e a Venezuela aprovaram leis que permitem controlar ativistas e prejudicar grupos independentes.

O documento diz que, apesar de todas essas violações aos direitos humanos, houve avanços positivos. Moçambique descriminalizou a homossexualidade. A Irlanda, o México e os Estados Unidos legalizaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Por Marieta Cazarré

Secretário de Esporte confia em início do Paraibano 2016 ainda neste sábado

Tibério Limeira, secretário de esportes da Paraíba (Foto: Larissa Keren / GloboEsporte.com/pb)
Tibério Limeira, secretário de esportes da Paraíba (Foto: Larissa Keren / GloboEsporte.com/pb)
Tibério Limeira, secretário de esportes da Paraíba (Foto: Larissa Keren / GloboEsporte.com/pb)

Se a posição do Ministério Público é por adiar o início do Campeonato Paraibano, previsto inicialmente para este sábado, a do Governo do Estado é completamente diferente. Nesta quarta-feira (27), o secretário de Juventude, Esporte e Lazer da administração estadual, Tibério Limeira, disse que acredita sim que a tabela de jogos vai ser mantida como foi divulgada inicialmente. Tibério demonstrou até certa “estranheza” com o posicionamento da Comissão Permanente de Combate e Prevenção à Violência nos Estádios, coordenada pelo procurador Valberto Lira, que recomendou que a competição não começasse agora.

LEIA MAIS: FPF e clubes recorrem ao governador para iniciar Estadual

“Nós estamos acompanhando de perto essa situação do Campeonato Paraibano e até ficamos surpresos porque os estádios acabaram de ser reformados e no ano passado não tivemos nenhum problema para começar o campeonato. Respeitamos muito o trabalho do Ministério Público e estranhamos o fato de os profissionais do Governo do Estado estarem à disposição para fazer os laudos imediatamente e só não foi feito por orientação da comissão, adotando até uma metodologia diferente do que a gente já tinha visto. Mais uma vez, eu reitero meu respeito ao Ministério Público, mas no que depender do Governo do Estado e dos órgãos de segurança, o campeonato começa neste sábado”, comentou o secretário.

Tibério garantiu também que no prazo mais rápido possível os laudos de liberação dos estádios Amigão (Campina Grande), Almeidão (João Pessoa) e Perpetão (Cajazeiras), todos administrados pelo Estado, serão entregues e que as praças esportivas estariam aptas a receber os jogos de maneira normal. Durante boa parte da tarde desta terça-feira, dirigentes de todos os clubes da primeira divisão, assim como representantes da Federação Paraibana de Futebol (FPF), estiveram reunidos para discutir a problemática em torno da competição estadual e, inclusive, elaboraram um documento para ser entregue ao Governador Ricardo Coutinho, pedindo a liberação dos laudos desses estádios, os principais da Paraíba.

O Campeonato Paraibano tem sua rodada inicial marcada para este sábado (30), com os seguintes jogos: Auto Esporte x Atlético de Cajazeiras; Esporte de Patos x Sousa; Paraíba de Cajazeiras x Botafogo-PB; Campinense x CSP e Santa Cruz de Santa Rita x Treze. No entanto, oficialmente, ainda não há uma confirmação de que as partidas serão realizadas.

Por Silas Batista

Morre bebê de brasileira que foi jogada pela janela na Espanha

Uma menina de 17 meses, filha de uma brasileira de 18 anos, morreu depois de ter sido jogada por um homem da janela de um imóvel em Vitoria, no norte da Espanha, informou o governo regional.

A bebê, que sofreu traumatismo crânio-encefálico grave e politraumatismos na queda, faleceu em consequência dos ferimentos múltiplos nesta quarta-feira na Unidade de Terapia Intensiva de um hospital de Barakaldo, na região do País Basco.

A tragédia aconteceu na madrugada de domingo para segunda-feira, durante uma discussão entre a mãe e o agressor, um espanhol de 30 anos, que no meio da disputa pegou a menina e a jogou pela janela do imóvel, que fica no primeiro andar.

De acordo com a imprensa espanhola, a discussão entre os dois, que se conheceram na mesma noite, começou quando a mãe encontrou o homem abusando sexualmente da criança.

Os dois permanecem hospitalizados, por cortes e ferimentos provocados na briga com pedaços de vidro da janela quebrada pela qual a criança foi jogada, informou a porta-voz do governo regional.

O homem, acusado de homicídio e tentativa de homicídio, deve prestar depoimento à juíza de instrução do caso, que vai comparecer ao hospital quando receber a autorização dos médicos.

A tragédia provocou um grande choque na Espanha e o ministro da Saúde, Alfonso Alonso, ex-prefeito de Vitoria, expressou sua consternação.

“Muito triste com a morte de Alicia, a menina que foi jogada pela janela em Vitoria. A violência não tem cabimento em nossa sociedade”, escreveu no Twitter.

Tragédia provocou um grande choque na Espanha e o ministro da Saúde do país, Alfonso Alonso, expressou sua consternação no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter/Alfonso Alonso)
Tragédia provocou um grande choque na Espanha e o ministro da Saúde do país, Alfonso Alonso, expressou sua consternação no Twitter (Foto: Reprodução/Twitter/Alfonso Alonso)

via France Presse

Brasil piora 7 posições em ranking mundial de corrupção

Durante a Marcha Contra a Corrupcao, na esplanada dos ministerios em frente ao congresso nacional, em Brasilia (Foto: Nelson Antoine / Fotoarena)
Durante a Marcha Contra a Corrupcao, na esplanada dos ministerios em frente ao congresso nacional, em Brasilia (Foto: Nelson Antoine / Fotoarena)
Durante a Marcha Contra a Corrupcao, na esplanada dos ministerios em frente ao congresso nacional, em Brasilia (Foto: Nelson Antoine / Fotoarena)

O Brasil teve piora no ranking internacional de percepção da corrupção divulgado nesta quarta-feira (27) pela organização não-governamental Transparência Internacional. O país caiu sete posições em comparação ao ano anterior e ocupa o 76° lugar na lista de 2015. O Brasil foi o país que teve a maior queda, de acordo com a organização. O índice avalia a percepção sobre a corrupção do setor público em 168 países.

Na escala que vai de zero (mais corrupto) a 100 (menos corrupto), o Brasil aparece com 38 pontos. O país onde a população tem a menor percepção de corrupção é a Dinamarca, que aparece no topo da lista pelo segundo ano consecutivo. Em seguida estão a Finlândia e Suécia. Os países com piores avaliações são a Coreia do Norte e Somália.

“O Brasil foi quem teve a maior queda, perdendo 5 pontos e descendo 7 posições, para o 76º lugar. O escândalo da Petrobras, atualmente em curso, levou as pessoas às ruas em 2015 e o início do processo judicial poderá ajudar o Brasil a frear a corrupção”, registra o comunicado da ONG Transparência Internacional.

Segundo o relatório, os países com melhor desempenho têm características como alto nível de liberdade de imprensa, acesso a informação sobre orçamento público, sistemas judiciários que não diferenciam ricos e pobres, e que são realmente independentes das outras esferas do governo.

Os países que ocupam as posições mais baixas são caracterizados por conflitos e guerras, fraca governança, instituições públicas frágeis e falta de independência da mídia, segundo a organização.

A Transparência Internacional define a grande corrupção como “o abuso do poder ao mais alto nível para beneficiar uns poucos à custa de muitos, causando graves e generalizados danos aos cidadãos individuais e às sociedades. A grande corrupção, frequentemente, fica impune”, registra.

As maiores quedas dos últimos quatro anos incluem a Líbia, a Austrália, o Brasil e a Turquia. As melhorias foram registradas na Grécia, no Senegal e Reino Unido.

O Índice de Percepção da Corrupção baseia-se em opiniões especializadas sobre a corrupção do setor público. “Uma pontuação baixa é um sinal da prevalência de subornos, impunidade da corrupção e instituições públicas que não atendem às necessidades dos cidadãos”, diz o comunicado da organização.

De acordo com a Transparência Internacional, o ano de 2015 mostrou que cidadãos trabalhando em conjunto podem alcançar sucessos na batalha contra a corrupção. “Embora ainda haja muita corrupção a nível global, há mais países que melhoraram sua pontuação na edição de 2015 do Índice de Percepção de Corrupção, da Transparência Internacional, do que os que pioraram”.

Por Yara Aquino

Paraíba já contabiliza 709 notificações de microcefalia

De acordo com o novo boletim divulgado pelo Ministério da Saúde nesta quarta-feira (27), o número de casos suspeitos de microcefalia relacionado ao zika vírus notificados na Paraíba subiu de 665 para 709 casos. Os números são referentes a registros feitos de outubro de 2015 a 23 de janeiro deste ano. Segundo os dados do Ministério, dos casos notificados no estado, 497 estão sob investigação, 31 foram confirmados e 181 foram descartados.

No Brasil, 4.180 casos suspeitos de microcefalia foram notificados, no período, em 830 cidades de 24 unidades da Federação. Desses, 462 foram descartados. Foram notificadas ainda 68 mortes por malformação congênita após o parto (natimorto) ou durante a gestação (aborto espontâneo). Destes, 12 foram confirmados para a relação com infecção congênita, todos na Região Nordeste, sendo dez no Rio Grande do Norte, um no Ceará e um no Piauí. Continuam em investigação 51 mortes e outras cinco já foram descartadas.

A região Nordeste tem 86% das notificações, sendo que Pernambuco continua com o maior número de casos em avaliação (1.125). A Paraíba continua como sendo o segundo lugar na lista, com (497). Seguida por Bahia (471), Ceará (218), Sergipe (172), Alagoas (158), Rio Grande do Norte (133), Rio de Janeiro (122) e Maranhão (119).

Ainda nesta quarta-feira, o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou que mães de crianças diagnosticadas com microcefalia podem se inscrever no Benefício de Prestação Continuada (BPC). O auxílio tem o valor de um salário mínimo por mês e é normalmente concedido a idosos com mais de 65 anos que não recebem aposentadoria e a pessoas diagnosticadas com um algum tipo de deficiência.

A microcefalia é um quadro em que bebês nascem com o cérebro menor do que o esperado (perímetro menor ou igual a 32 cm para bebês a termo) e que compromete o desenvolvimento da criança em 90% dos casos. As causas exatas do surto no Brasil ainda estão sendo investigadas, mas há fortes evidências de que o zika vírus tenha relação com o surto.

Ele circula no país desde maio do ano passado e uma das hipóteses é que chegou aqui junto com turistas que vieram para a Copa do Mundo. Os casos de microcefalia coincidem com áreas em que o vírus circulou no ano passado.

O vírus zika é transmitido especialmente por mosquitos infectados, principalmente o mosquito da dengue, o Aedes aegypti. A maioria das pessoas não tem sintomas, mas quando surgem são principalmente erupções na pele, olhos vermelhos e dores no corpo. Eles desaparecem em até uma semana, em geral.

Em novembro, o governo declarou estado de emergência em saúde pública no país por causa do aumento de casos de microcefalia no Nordeste.

Da Redação, PBVale

Governo pagará bolsa mensal a famílias de bebês com microcefalia

Bebê com microcefalia aguarda atendimento em hospital em São Luís (MA) (Foto: Reprodução / TV Mirante)

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome informou nesta quarta-feira (27) que mães de crianças diagnosticadas com microcefalia podem se inscrever no Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O auxílio tem o valor de um salário mínimo por mês e é normalmente concedido a idosos com mais de 65 anos que não recebem aposentadoria e a pessoas diagnosticadas com um algum tipo de deficiência.

Desde o fim do ano passado, milhares de casos de microcefalia começaram a ser registrados no país. O governo aponta o mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue e da febre chikungunya, como responsável por transmitir o zika vírus, responsável pela microcefalia em bebês.

Conforme o Ministério do Desenvolvimento Social, o pagamento do BPC corresponde a um salário mínimo e só pode recebê-lo quem possui renda per capita familiar inferior a um quarto de salário mínimo, atualmente em R$ 220.

Segundo o MDS, o benefício também só é pago a quem for atestado pelo INSS com algum tipo de deficiência (que é o caso da microcefalia) e quando a família comprovar que tem dificuldades financeiras.

O BPC, no caso das crianças com microcefalia, é pago ao responsável pela criança, geralmente um dos pais. Se o menor de idade não tiver um responsável legal, um juiz deverá determinar quem receberá os recursos.

O benefício foi criado em 2007, no governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No comunicado em que anunciou a aplicação do BPC a casos de microcefalia, o MDS não divulgou o orçamento do programa previsto para este ano.

Repelente
Nesta quarta, os ministros Jaques Wagner (Casa Civil) e Marcelo Castro (Saúde) se reuniram no Palácio do Planalto com fabricantes de repelentes de mosquitos que podem ser usados contra oAedes aegypti. Segundo o governo federal, serão distribuídos repelentes a grávidas que sejam beneficiárias do Bolsa Família, estimadas em cerca de 400 mil mulheres.

Além da decisão relacionada aos repelentes, o governo também deve propor que os estados adotem o mesmo sistema que Goiás vem utilizando, por meio do qual é possível monitorar em tempo real casas, ruas e bairros visitados pelas equipes de vigilância.

Na última segunda, a presidente Dilma Rousseff discutiu com seis ministros no Palácio do Planalto campanhas publicitárias voltadas à conscientização da população sobre formas de combater oAedes aegypti e impedir sua proliferação.

Segundo o ministro da Saúde, Marcelo Castro, na próxima sexta (29), Dilma participará de videoconferência com governadores para discutir medidas de combate ao Aedes aegypti.

Por Filipe Matoso

Descubra qual o protetor solar ideal para cada tipo de pele

A exposição ao sol é uma prática que requer cuidado durante todo o ano, principalmente nos dias mais quentes. No verão, além da temperatura mais elevada, as idas à praias e piscinas são mais frequentes, deixando o corpo mais vulnerável ao surgimento de manchas, queimaduras e doenças mais graves.

De acordo com a dermatologista do Hapvida Saúde, Ismmaelli Veras, alguns cuidados são essenciais. “É importante evitar a exposição solar entre 10h e 16h (no Nordeste, entre 9h e 15h) devido a maior intensidade da radiação UVB nesse horário. Para a proteção ocular o método mais eficaz é o uso de óculos de sol. Segundo recomendações internacionais, os mais eficientes são aqueles que absorvem mais de 99% de todo e espectro UV”, alerta.

O protetor solar também é imprescindível, mas engana-se quem faz uso apenas aos fins de semana, nos momentos de lazer. A aplicação deve ser diária e, de preferência, com a formulação adequada para cada tipo de pele e ocasião. “Pessoas com pele oleosa devem utilizar protetores em gel, gel creme, sérum e, além disso, verificar no rótulo se há denominações como oil free, oil control, toque seco ou efeito matte. Enquanto que para peles secas, o ideal é que seja em creme”, esclarece Ismmaelli.

Além disso, a farmacêutica da Natura, Joana Miranda, afirma que o FPS varia de acordo com cada tipo de pele e necessidade. “O FPS 15/UVA 5 é indicado para pessoas que costumam se bronzear e, às vezes, ficam vermelhas. Já o FPS 30/UVA 10 deve ser a opção daqueles que se bronzeiam com frequência e quase sempre ficam vermelhas. Por fim, o FPS 60/UVA 20 é o ideal para pessoas que quase nunca se expõem ao sol e sempre ficam vermelhas”, explica.

As crianças também necessitam de produtos específicos devido à sensibilidade da pele. O ideal é procurar os que têm denominações de uso infantil ou kids, pois têm boa proporção de filtro físico, o que causa menos reação alérgica. “Como minha filha tem muita alergia, prefiro sempre os produtos para crianças e que não tenham nenhum componente de origem animal, como os da Natura, já que ela é alérgica a leite e ovo e qualquer contato pode desencadear uma forte reação”, comenta a relações públicas, Anita Luna.

A dermatologista Ismmaelli Veras lembra também que os negros têm maior adaptação aos efeitos nocivos da radiação UV, mas não devem deixar de se proteger, pois quando diagnosticados com doenças de pele, essas tendem a ser mais agressivas. “O ideal é que usem sempre um filtro solar. Em alguns casos com fator a partir de 15 e outros de 30”, revela.

Câmara Municipal aprova contas de 2012 do prefeito de Curral de Cima, Nadir Fernandes

Prefeito Nadir Fernandes (DEM)
Prefeito Nadir Fernandes (DEM)

Em sessão plenária realizada na última segunda-feira (25), a Câmara de Vereadores de Curral de Cima, no Vale do Mamanguape, aprovou as contas do exercício de 2012, do prefeito Nadir Fernandes (DEM). A votação para aprovação pelos pares foi de seis a favor e três contra.

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Nadir Fernandes se mostrou extremamente satisfeito com o resultado, dizendo que “acima de tudo prevaleceu o bom censo”. Para o prefeito, os gestores municipais têm tido várias dificuldades para que se tenha uma administração que não gere problemas financeiros, comprometendo o orçamento e dificultando a vida dos funcionários, fornecedores e da população.

Este mês de janeiro, o gestor reuniu sua equipe de trabalho na sede da Prefeitura para definir diretrizes na área financeira no ano de 2016, definindo o pagamento dos professores e o décimo terceiro dos agentes de saúde, além de projetar todos os restantes dos pagamentos para o mês de fevereiro. “Tivemos grandes problemas financeiros em 2015. Nossa equipe trabalha no sentido de até o segundo mês no ano, estarmos com todos os pagamentos em dia”, adiantou.

Os parlamentares que votaram pela aprovação das contas de Nadir foram: Ângelo Batista, Gil de Gracinha, Niltinho Ronaldo Dantas, Zito da Padaria e Biu de Beba. Já o vereador Almir Farias e as vereadoras Vanúbia, quanto Izabel foram contra.

Da Redação, com assessoria 

Paraíba é destaque na mídia nacional no tratamento do câncer

O Jornal Nacional, da Rede Globo, exibiu na edição dessa terça-feira (26), uma reportagem sobre o panorama do tratamento do câncer no Brasil e destacou que, dos estados do Norte e Nordeste, a Paraíba é o único que oferta melhores condições para quimioterapia e que está mais próximo de cumprir o cronograma de aquisição de equipamentos e medicações recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Na matéria, o jornal traz a dificuldade de outros estados que não possui equipamentos necessários, e a dificuldade enfrentada por pacientes que viajam para outras localidades a fim de conseguir atendimento ou ainda pagam para ter direito aos medicamentos que deveriam ser fornecidos pelo Governo.

Leia a reportagem na íntegra:

Os brasileiros que precisam de tratamento contra o câncer pelo SUS encontram uma sucessão de obstáculos que pode comprometer qualquer esforço deles – e dos médicos. Na segunda reportagem da série especial que o Jornal Nacional apresenta nessa semana, a Graziela Azevedo e o Ronaldo de Sousa que muitos não conseguem nem fazer quimioterapia.

“O Brasil precisa conhecer o estado de guerra que se dá aqui nessa luta contra a morte, em favor da vida”, diz o padre Paulo Roberto Matias.

“Tinha cinco pacientes, os quatro morreram e eu fiquei. Entrou mais quatro, os quatro morreram e eu fiquei”, conta uma paciente.

“Osvaldo tinha uma família, três filhos – 7, 9, 12 anos”, lembra um homem. 

O inimigo é poderoso. Nas estatísticas oficiais, o Brasil deve registrar cerca de 600 mil casos novos de câncer em 2016. Já é a segunda doença que mais mata no país e muitos brasileiros estão perdendo a batalha simplesmente porque não tem recursos, não tem proteção ou as armas necessárias para lutar contra ela.

Uma casa de apoio, com voluntários no atendimento. O padre de Macapá faz o que pode para ajudar os pacientes.

Consolar, arrumar dinheiro, tentar consulta pra quem não consegue. É o dia inteiro assim.

Osvaldo Lamarão Trindade. Operário da construção civil, 31 anos, casado, pai de três filhos. Era Osvaldo, o irmão que Reginaldo tentou ajudar.

“A gente vê o familiar sofrendo, sem poder fazer nada”, diz um homem.

Mas Reginaldo fez. Osvaldo estava com câncer no testículo e foi tratar no Hospital Geral de Macapá. O hospital é público, mas ele precisou se virar para arrumar dinheiro.

“Fizemos uma rifa, conseguimos o dinheiro, compramos a medicação, foi a partir daí que nós conseguimos marcar o dia pra fazer a quimioterapia. Só que foi tarde demais”, lembra Reginaldo Lamarão Trindade, irmão de Oswaldo.

Difícil de acreditar. Mas é a pura verdade.

O Jornal Nacional foi até a casa do Reginaldo pra mostrar o medicamento, a quimioterapia que ele comprou e o irmão nem chegou a usar. Está na nota fiscal: R$ 2.076, de 6 frascos de bliomicina.

Fica na geladeira. “Precisa guardar dentro do isopor com gelo, pra manter a temperatura e sobraram essas duas porque as 4 eu doei pra um sujeito que estava precisando da mesma medicação. A gente tira de onde não tem pra poder salvar uma vida né. E infelizmente não houve tempo de salvar a vida do meu irmão”, lamenta Reginaldo.

A secretária, que há cinco meses assumiu a saúde no estado, admite a falta de remédios para tratar o câncer. Reclama dos preços altos cobrados, do boicote às licitações planejadas para baixar preços e pede ajuda ao Ministério da Saúde.

“Tivemos um medicamento que o preço nacional é vendido a R$ 12 mil e para o Amapá foi ofertado o preço a R$ 24 mil. Acho que a Coordenadoria Nacional Farmacêutica junto ao Ministério da Saúde poderia articular uma licitação, como é feito pra pacientes hipertensos, diabéticos, pra pacientes oncológicos. Ainda que esses valores sejam descontados dos repasses aos estados”, aponta Renilda Nascimento da Costa, secretária de Saúde do Amapá.

O ministério da Saúde explica que centraliza a compra dos remédios considerados estratégicos e que não dá para comprar tudo. Por isso recomenda ações regionais para que os estados paguem menos.

“Como ele se defende disso? Juntando com outros gestores pra que façam uma compra conjunta. Essa é a melhor forma de enfrentar o poder econômico inclusive da imposição de preços maiores”, comenta Alberto Beltrame, secretário nacional de Atenção à Saúde.

Remédio não é o único problema. No Amapá equipamento de radioterapia não existe. Falta também em Roraima. O do Acre ficou quebrado sete meses ano passado. O Nordeste só tem 30% da cobertura de radioterapia recomendada pela Organização Mundial da Saúde. E a rádio é fundamental para tratar cerca de 60% dos casos de câncer, segundo a Sociedade Brasileira de Radioterapia. Em 2012, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 80 aparelhos.

“A hora que você vê no papel e como foi concebido é fabuloso”, diz Eduardo Weltman, presidente da Sociedade Brasileira de Radioterapia.

Mas para sair do papel, o programa de expansão da radioterapia precisaria de coordenação, do empenho de governos e hospitais. Além de físicos, médicos, técnicos, a instalação exige um local especial, protegido contra radiação.

Entre tantas dificuldades, há os custos em dólar, pesando contra os equipamentos novos e contra os antigos também. Até agora só a Paraíba está perto de cumprir o cronograma.

“Tem vários colegas meus que trabalham pro SUS, que trabalham em santas casas, hospitais beneficentes, onde os aparelhos deles estão se sucateando porque não tem como pagar as peças”, diz Eduardo Weltman.

“Isso não é um direito igualitário aos pacientes das diferentes camadas sociais. O paciente do SUS está com certeza sendo prejudicado”, afirma Robson Ferrigno, do Centro Oncológico Antônio Ermínio de Moraes.

“Na quimioterapia, nós aumentamos 34% se comparar com o ano de 2010. A cirurgia cresceu em torno de 30% mais ou menos. A radioterapia cresceu 20%. Nós precisamos crescer mais? Precisamos. E é o que estamos fazendo todo dia. Nossa preocupação diária é tornar isso viável”, comenta Alberto Beltrame.

Em meio às carências do Sistema Único de Saúde encontramos a resistência e a força de pacientes como dona Maria do Rosário da Silva.
  
“Sou do Laranjal do Jari, então lá não tem médicos assim especializados, só aqui em Macapá, são 6 horas, 7 horas de viagem, de ônibus, e a gente tem que dormir aqui na fila, pra pegar médico pra tal mês, entendeu?”, diz a dona de casa.

Há 12 anos ela teve que ir ainda mais longe, para Belém, por causa de um câncer no céu da boca. Há um ano trata, na Unacon de Macapá, um tumor na bexiga.

“Passei 1 mês na oncologia esperando medicamento, esperando material que não tinha, ia pra sala de cirurgia e voltava e o pessoal morrendo ali perto de mim e eu também achando que eu também ia entrar nessa”, conta.

Uma liminar na Justiça garantiu a transferência para a retirada da bexiga num hospital particular. A quimioterapia foi no SUS.

“A última sessão eu não fiz. Porque não tinha o remédio, é muito caro”, afirma.

A carteirinha de saúde mostra a última quimioterapia em branco, um vazio perigoso que ela preenche com um apelo.

“O governo deveria se preocupar mais com a área da saúde. Eu quero me cuidar, viver mais um pouco. Já estou vendo a minha terceira geração chegando, que são os bisnetos. Eu vou lutar”, afirma Maria do Rosário.

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