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Governistas e oposição divergem sobre como serão os próximos 180 dias no país

Deputados favoráveis e contrários ao impeachment protestam com cartazes em sessão da comissão (Foto: Alan Marques/Folhapress)
Deputados favoráveis e contrários ao impeachment protestam com cartazes em sessão da comissão (Foto: Alan Marques/Folhapress)
Deputados favoráveis e contrários ao impeachment protestam com cartazes em sessão da comissão (Foto: Alan Marques/Folhapress)

A expectativa que governistas e oposicionistas têm para os próximos 180 dias divergem, caso se confirme a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma Rousseff pelo Senado Federal. Para os senadores ligados ao governo, será um período de instabilidade, em função da “ilegitimidade” de um eventual governo Temer que, segundo eles, colocaria em risco não só direitos dos trabalhadores, mas também as riquezas que o país poderia obter com o pré-sal.  Já os oposicionistas acreditam que serão dias melhores: um período de transição em que propostas discussões significativas ajudarão o Brasil a crescer, se desenvolver e criar mais empregos.

O senador Lindbergh Farias (PT-RJ) prevê dias de instabilidade, caso Michel Temer assuma interinamente o governo do país. Lindbergh, no entanto, garante que os governistas “batalharão até o final”, mesmo após a admissibilidade ser aprovada. “Acho que um eventual governo Temer vai, inclusive, nos ajudar [politicamente], porque será um governo frágil, de crise, e com um presidente sem legitimidade, que vai tomar medidas que aumentarão a crise econômica, além de destruir o legado de Lula e de Getúlio Vargas”, disse, ao chegar para a sessão. Segundo o senador, os próximos 180 dias serão um “período de muita instabilidade, porque Temer virá com várias medidas para retirar direitos dos trabalhadores”. Diante disso, acrescentou, “as ruas virão com tudo, pedindo a saída dele, para preservar as conquistas”.

A senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) diz que o futuro imediato do país será ruim, porque será decidido por um “tribunal de exceção, nascido da sede nacional do PSDB, um partido político que perdeu as eleições e que, pela peça do processo, pagou R$ 45 mil para desestabilizar o país”. Para ela, há a possibilidade de, nos primeiros meses, um eventual governo Temer “até fazer alguma demagogia para não perder completamente o apoio”. Mas isso, segundo ela, terá vida curta, e o prognóstico é, portanto, muito ruim.

“O que está em curso não é um impeachment, mas um golpe para mudar o projeto político e econômico da nação. Esse projeto é de conhecimento público e está escrito com todas as letras no programa Ponte para o Futuro do PMDB que, já temendo uma grande oposição de trabalhadores e trabalhadoras, vem negando essa base de programa apresentada”, afirmou a senadora à Agência Brasil. Segundo ela, os partidos que estão ao lado do PMDB também defendem as mesmas coisas. “São forças políticas brasileiras que entendem que manter política de valorização do salário-mínimo, mesmo em momento de crise econômica, é inflacionário, e deveria acabar. Aqueles que acham que mulheres se aposentarem cinco anos antes dos homens, um dos poucos reconhecimentos que conquistamos perante a sociedade, pela tripla jornada de trabalho que exercemos sem remuneração, eles acham que é oneroso para o Estado brasileiro e para o setor produtivo. Vão querer entregar o pré-sal em um momento de baixa de preço e vão querer retirar direito dos trabalhadores.”

Já o senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB) diz que o país entrará em um período de “salvação nacional”, caso se confirme o novo governo. Ele aponta como uma de suas grandes preocupações para os próximos 180 dias a oposição que será feita pelo PT. “Por um lado teremos o PT, que é o grande responsável por essa crise, tentando aprofundar ainda mais a crise. Ele voltará a ser o velho PT de antigamente, da política de terra arrasada e do quanto pior melhor, para que eles, nesse ambiente de caos econômico, possam sobreviver politicamente. Do outro lado estaremos nós, os brasileiros desatrelados aos partidos políticos e desvinculados a qualquer governo, que querem o Brasil crescendo novamente e se desenvolvendo”, afirmou Cunha Lima.

Em relação a um eventual governo Temer, o senador paraibano diz esperar que o futuro presidente tenha a sensibilidade de compreender a mensagem que veio das ruas. “O que a população brasileira deseja nesse instante é uma mudança real. Uma transformação efetiva da forma de fazer política e da maneira de construir a coalizão partidária, para que acabe o balcão de negócio e o toma lá dá cá. Quer que mudanças estruturantes sejam feitas para a diminuição da máquina pública, e que ações sejam desenvolvidas para melhorar a produtividade e a competitividade da nossa economia, para que assim tenhamos novamente investimentos, desenvolvimento e emprego”.

O candidato derrotado nas últimas eleições presidenciais, senador Aécio Neves (PSDB-MG) disse à Agência Brasil esperar que “os próximos 180 dias sejam melhores do que os últimos 180 dias”. Em relação ao governo Temer, Aécio afirmou que caberá a ele o papel de ser um governo de transição. “Não pode ser visto como governo de um partido político, mas de coalizão em torno da qual deveremos nos esforçar para votar um conjunto de propostas, uma agenda corajosa e audaciosa de reformas estruturantes que permitam o resgate da credibilidade do país”, disse o senador tucano.

Para Aécio, o governo Dilma foi responsável por sucessivos erros de gestão pública. “Hoje é o dia em que o Brasil tem possibilidade de se reencontrar com seu próprio futuro. O mais grave é que o governo do PT retirou dos brasileiros a capacidade de sonhar com um futuro melhor. É um dia histórico, porque o Congresso não vai apenas dizer não à Dilma ou ao governo do PT, mas de dizer sim à democracia e a um novo futuro dos brasileiros.”

“O PSDB apoiou o impeachment por responsabilidade para com o Brasil. Não somos beneficiários do impeachment. Não indicaremos nomes para o governo, mas o presidente Michel Temer poderá buscar, onde achar mais adequado, inclusive no PSDB, os melhores quadros para fazer um governo à altura das expectativas do país. Tem de ser um governo qualificado e enxuto, para dar eficiência à máquina pública”, acrescentou.

Presidente da comissão que aprovou o parecer favorável à admissibilidade da denúncia contra Dilma, o senador Raimundo Lira (PMDB-PB) disse estar bastante otimista com o futuro do país. “Acho que vai melhorar, porque a economia vive de expectativas, e o novo governo vai trazer uma expectativa positiva. Aí, a crise política tende a amenizar, a ficar menor e com perspectiva de ser solucionada”, disse à Agência Brasil. “Não tenho nenhuma preocupação, porque tivemos toda essa experiência de um processo de crise política intensa, com uma crise econômica intensa e, mesmo assim, com todas as instituições funcionando perfeitamente”, acrescentou.

Outro senador que se disse otimista foi Ronaldo Caiado (DEM-GO). “Eu sou otimista. Acredito que neste momento o sentimento da sociedade é de dar apoio a um novo governo que chega com a pauta que foi produzida pelas ruas, porque os partidos foram caudatários de uma decisão que foi da sociedade brasileira, e como tal ele está alicerçado para fazer as mudanças que precisam ser feitas.”

Por Pedro Peduzzi

STF nega pedido do governo para anular o impeachment

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki - André Coelho / 10-02-2015 / Agencia O Globo

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Teori Zavascki, negou pedido apresentado pela Advocacia-Geral da União (AGU) para que fosse suspensa a validade da autorização concedida pela Câmara dos Deputados para abertura do processo de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff por crime de responsabilidade. 

Com isso, fica mantida sessão do Senado que irá decidir nesta quarta-feira (11) se acata o processo. Se os senadores aprovarem a admissibilidade do processo, a presidenta Dilma será afastada por 180 dias do cargo. 

No mandado de segurança, a AGU, que faz a defesa de Dilma, argumentava que o presidente afastado da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), conduziu o processo de impeachment com desvio de finalidade, pois queria se proteger de processo contra ele que tramita no Conselho de Ética da Câmara. De acordo com a AGU, o processo “foi caracterizado pela prática de diversas ilegalidades, que procuravam dar maior celeridade ao processo e cercear a defesa”.

Por Michèlle Canes – Repórter da Agência Brasil

Itália aprova lei que legaliza união homossexual

Balões em forma de coração na Parada Gay de 2015 em Roma; Itália foi um dos últimos países da Europa ocidental a aprovar casamento gay (Foto: Filippo Monteforte/AFP)

O Parlamento italiano aprovou nesta quarta-feira (11) a lei que legaliza a união civil entre casais homossexuais, um direito que já existe na maioria dos grandes países da Europa ocidental.

A lei foi aprovada por 369 votos a favor e 193 contra na Câmara dos Deputados, depois de ter sido aprovada em fevereiro pelo Senado, convertendo-se definitivamente em lei do Estado.

A nova lei estabelece um status para os que convivem — tanto heterossexuais quanto homossexuais — e cria para os casais homossexuais uma união civil particular classificada de “formação social específica”.

O texto estabelece ajuda recíproca moral e material, pensão de sobrevivência, visto de residência para o cônjuge estrangeiro e também a possibilidade de adquirir o sobrenome do companheiro.

Depois de dois anos de negociações e de semanas de intenso debate no Senado, o governo decidiu submeter a lei ao voto de confiança e evitar qualquer mudança no texto.

“Hoje é um dia de festa para muitas pessoas. Sobretudo para aquelas que se sentem finalmente reconhecidas, para todas aquelas que, depois de muitos anos, contam com direitos civis, de verdade civis”, comentou o primeiro-ministro, Matteo Renzi, no Facebook.

“Escrevemos outra página importante para a história da Itália que queremos. Por isso submetemos a lei ao voto de confiança, não era possível adiar novamente após anos de tentativas frustradas”, comentou.

O projeto foi impulsionado pelo governo de centro-esquerda liderado por Renzi, que se comprometeu a levar adiante a lei, mesmo com o preço de cortar a medida que permite que o casal gay adote filhos.

Da France Presse

Botafogo-PB enfrenta o River pela Copa do Brasil nesta quarta-feira

Estádio Albertão, em Teresina (Foto: Jorge Andrade / Creative Commons)

O Botafogo-PB enfrenta, nesta quarta-feira (11), fora de casa, o River-PI, pela segunda fase da Copa do Brasil. O jogo acontece a partir das 20h30, no Estádio Albertão, em Teresina. Se vencer por dois ou mais gols de diferença, o time paraibano evita a partida de volta.

Botafogo e River estão com caminhos bastante interligados nesta temporada. As equipes já se enfrentaram na Copa do Nordeste e vão se ver novamente na Série C do Brasileirão.

E o time paraibano não entra em campo com a estatística ao seu favor. Dos últimos quatros confrontos entre os times, os piauienses saíram vitoriosos. A partida mais recente terminou empate. Com informações do Voz da Torcida.

Médico diz que só um milagre pode salvar Schumacher

Michael Schumacher
Michael Schumacher
Michael Schumacher

Revelações alarmantes sobre o estado de saúde do ex-piloto Michael Schumacher deixaram o mundo esportivo e os fãs apreensivos. Um dos neurocirurgiões que operaram o heptacampeão da Fórmula 1 após o grave acidente que ele sofreu em 2013, em uma estação de esqui, disse que só uma situação milagrosa poderá salvar a vida dele.

“Ele não pesa mais do que 45 quilos e apenas um milagre pode mantê-lo vivo. Resta esperar. É uma questão de horas”, disse o médico ao site News Every Day.

Desde que Schumacher deixou o hospital para continuar sendo tratado em casa, junto à família, multiplicaram-se rumores sobre o estado de saúde do ex-piloto. Nada foi divulgado aos meios de comunicação. Ninguém sabe se ele voltou a se comunicar ou a andar. Todo o tratamento é feito em sigilo. As informações são do Portalcorreio.

Papa pede ao Brasil paz, oração e diálogo neste momento de dificuldade

Papa Francisco chega à Praça São Pedro para audiência semanal nesta quarta-feira (11) (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)
Papa Francisco chega à Praça São Pedro para audiência semanal nesta quarta-feira (11) (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)
Papa Francisco chega à Praça São Pedro para audiência semanal nesta quarta-feira (11) (Foto: Stefano Rellandini / Reuters)

O papa Francisco saudou nesta quarta-feira (11) os peregrinos de língua portuguesa, em particular, os fiéis brasileiros. Ele pediu, na audiência geral, na Praça São Pedro, oração e diálogo neste momento dificuldade por que passa o Brasil.

“Nestes dias em que nos preparamos para Pentecostes, peço ao Senhor que derrame abundantemente os dons do seu espírito para que, nestes momentos de dificuldade, o país caminhe pelas sendas da harmonia e da paz com a ajuda da oração e do diálogo. Que a proximidade de Nossa Senhora Aparecida – que como uma boa mãe jamais abandona os seus filhos – seja defesa e guia no caminho”, disse ao citar a padroeira do Brasil, Nossa Senhora Aparecida.

O plenário do Senado Federal vota nesta quarta-feira o relatório da Comissão Especial do Impeachment sobre a admissibilidade do processo de afastamento da presidenta Dilma Rousseff. O parecer do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) é favorável à continuidade do processo por considerar que há indícios de que Dilma praticou crime de responsabilidade. A sessão está prevista para começar às 9h.

Diversas manifestações dividem as discussões políticas no país. Há os favoráveis ao afastamento da presidenta e os que consideram o pedido de impeachment um golpe. Na parte externa do Senado, um corredor de 80 metros de largura por 1 quilômetro de comprimento separará os manifestantes que acompanharão a votação. Ao longo de toda extensão, haverá policiais militares, bombeiros, agentes de trânsito e de saúde.

Da Agência Brasil, com informações da Rádio Vaticano

Veja propostas e trajetória de Michel Temer, que assume Presidência nesta quinta

O vice-presidente da República, Michel Temer: articulador do rompimento do PMDB com Dilma

A partir desta quinta-feira (12), o atual vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), assume interinamente, por 180 dias, o cargo de presidente do Brasil. A possibilidade surgiu através do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) que foi votado no Senado. Antes mesmo de assumir, Temer já sinalizou propostas para tentar tirar o País da crise financeira, como a volta das privatizações, mais exportação de produtos e a revisão de programas sociais.

As primeiras propostas de Temer surgiram em novembro de 2015 com o lançamento do ‘Ponte para o Futuro’, um documento do PMDB explicitando o momento político do Brasil na época, além de possíveis soluções para que o País não se aprofundasse na crise financeira. Clique aqui e veja o documento na íntegra.

Neste ano, a Fundação Ulysses Guimarães lançou um novo documento, chamado ‘A Travessia Social’, que deve ser base para mudanças em programas sociais em um eventual governo Temer.

Programas Sociais

No novo documento, o principal programa social do PT, o Bolsa Família, vai passar por reformulação. A ideia é concentrar o foco nos 10 milhões de brasileiros considerados como a parcela de 5% mais pobre da população.

Outros 70 milhões de brasileiros atendidos pelo programa devem passar por programas de aprimoramento para ingresso no mercado de trabalho.

Além disso, a proposta é relançar o ‘Minha Casa, Minha Vida’, que seria focado na população mais carente, e o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), que deverá ser avaliado quanto ao impacto na melhoria do emprego e na renda do trabalhador.

Privatizações

O documento também quer mais proximidade do governo federal com os setores privados, com a privatização de “tudo o que for possível em matéria de infraestrutura (…) nas áreas de habitação popular, de saneamento e transporte urbano de alta qualidade”, segundo o programa.

Ainda segundo o documento, o governo deixaria de ser provedor de bens públicos, passando a responsabilidade para iniciativa privada, focando a administração nas áreas de saúde, educação, segurança pública e proteção social.

“É preciso identificar oportunidades de colaboração com o setor privado, para desenvolver parcerias público-privadas com compartilhamento de riscos operacionais e financeiros, para estimular aumentos de produtividade e ganhos de eficiência”, diz o documento.

Ajuste fiscal e mercado externo

A proposta também traz possíveis novas medidas fiscais aprovadas pelo Congresso Nacional para que o Brasil possa voltar à segurança econômica e deixe menos burocráticas algumas restrições.

“Sem o peso das atuais restrições estruturais, vamos poder aliviar a contração da economia, estimular a iniciativa privada e começar um longo esforço para proteger os mais vulneráveis dos efeitos da crise e começar a tornar mais suportável a vida das grandes maiorias nas cidades”, cita o texto proposto pelo PMDB.

Para as finanças do Brasil, o texto traz mais incentivo às exportações para garantir melhores remunerações e empregos permanentes aos brasileiros. Além disso, o documento também explana a necessidade de revisão do sistema tributária e atualização de regras trabalhistas.

“As exportações devem se tornar uma parte importante de nossa economia e uma fonte permanente de empregos bem remunerados para nossa população. Acordos regionais são uma arquitetura aberta, à qual podemos ou devemos aderir, com o pesado custo de ter que aceitar regras em cuja definição não tivemos qualquer participação. Vamos pagar o custo de ter chegado tarde por culpa exclusivamente nossa, e talvez venhamos a encontrar agora um ânimo mais protecionista nos países centrais”, diz o documento.

Trajetória de Michel Temer

Michel Temer nasceu em setembro de 1940 no município de Tietê, em São Paulo. Formado em Direito pela Universidade de São Paulo, Temer iniciou a carreira política em 1981, ao se filiar no PMDB.

O primeiro cargo público que ocupou foi de oficial de gabinete de Ataliba Nogueira, secretário de Educação no governo do Estado de São Paulo. Após isso foi secretário de Segurança Pública de São Paulo e foi deputado federal por seis mandatos (1987-1991, 1991-1995, 1995-1999, 1999-2003, 2003-2007 e 2007-2011).

Temer já assumiu a Presidência da República de maneira interina, entre 27 de janeiro de 1998 e 31 de janeiro de 1998; e em 15 de junho de 1999. É vice-presidente desde 2010, quando foi eleito na chapa com a presidente Dilma Rousseff e reeleito em 2014.

O vice-presidente tem perfis nas redes sociais no Facebook; Twitter; e Instagram, além do site oficial. Com informações do Portalcorreio.

PT articula oposição a Temer e pensa em nova ‘Diretas Já’

Certo de que foram inócuas as últimas cartadas do governo para sustação do processo de impeachment de Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se dedica à costura da estratégia de oposição ao governo de Michel Temer (PMDB).

Segundo seus aliados, Lula só viajou a Brasília em solidariedade a Dilma. Na quinta-feira (12), ele pretende estar ao lado dela na saída do Planalto, caso o Senado autorize seu afastamento.

Petistas, partidos e movimentos de esquerda estão em busca de um mote. Não está descartada a reedição da campanha “Diretas Já”. Mais provável, no entanto, é a defesa de um plebiscito para a convocação de novas eleições.

Lula tem incentivado a criação de uma frente inspirada no modelo uruguaio: uma grande coalização que reuniria sindicatos, associações, partidos, ONG e outros movimentos de esquerda. A defesa da frente não tem, porém, o mesmo apelo da convocação de eleições diretas.

PT e aliados discutem atualmente a intensidade de oposição a Temer. O partido teme ser responsabilizado por fracassos do futuro governo caso adote um tom muito pesado.

De acordo com interlocutores, Lula considerou desastrosa a articulação do governo para deter o prosseguimento do processo de impeachment pelas mãos do presidente da Câmara em exercício, Waldir Maranhão (PP-MA). Na segunda, Maranhão revogou a decisão da Câmara que deu andamento ao processo. Sob pressão, reviu sua posição em menos de 24 horas.

MORO

A cassação do mandato de Delcídio do Amaral (ex-PT-MS) pelo Senado deve levar a denúncia contra o ex-senador e Lula pela tentativa de compra de silêncio do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró para as mãos do juiz Sergio Moro.

O caso está no STF porque Delcídio tinha o chamado foro privilegiado. Sem mandato, não haveria mais justificativa para manter o processo no STF.

As informações são da Folha de São Paulo.

Saiba o que pode acontecer com Dilma Rousseff se ela for afastada da Presidência

Consultores do Senado Federal e o presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB), estão estudando quais direitos a presidente Dilma Rousseff (PT) poderá ter, a partir da quinta-feira (12), caso o processo de impeachment seja aprovado na Casa nesta quarta-feira (11) e ela seja afastada do cargo por 180 dias.

O pedido de análise dos direitos de Dilma em um provável afastamento foi feito pelo presidente do Senado, Renan Calheiros.

Segundo consultores legislativos, Renan Calheiros deve informa às prerrogativas que Dilma manterá se for afastado do cargo assim que a votação for consumada. Caso seja afastada, Dilma conhecerá os seus direitos através de uma resolução que virá da Mesa da Casa e será votada simbolicamente pelos senadores.

Entre as dúvidas que devem ser esclarecidas por esse projeto de resolução está, por exemplo, se Dilma poderá continuar ocupando o Palácio da Alvorada, residência oficial de presidentes da República. Também não se sabe como ficará a utilização, por ela, de helicópteros e aviões da Força Aérea Brasileira para viagens.

O único direito garantido por lei a um presidente afastado em processo de impedimento é a manutenção da metade de seu salário, o que corresponde a R$ 15,4 mil.

Outra possibilidade em caso de afastamento é de que Dilma fique com direitos garantidos a ex-presidentes, como seis servidores para segurança e apoio pessoal. Desses, quatro com salários até R$ 8,5 mil e dois de R$ 11,2 mil. Também custeados pela Presidência da República, ex-presidentes têm direito a dois motoristas com carros oficiais. As informações são da Agência Brasil.

Litoral da Paraíba pode ter ressaca e ondas de até 2,5 m até noite de quinta

O tenente Hebert França, da Capitania dos Portos, explicou que o prolongamento do alerta aconteceu após um estudo técnico do Centro de Hidrografia Marinha sobre as marés para esta quarta e a previsão da quinta-feira (12). “Podemos ter uma previsão de ondas de até 2 metros para o dia, mas a condição de ressaca, uma anomalia da natureza, gera um agravante que pode ocasionar ondas de 2,5 metros”, explicou.

De acordo com as previsões de maré divulgadas pela Capitania dos Portos da Paraíba, com base em dados coletados no porto de Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, as duas marés mais altas até o final da noite de quinta-feira devem acontecer às 20h19 desta quarta e às 8h41 de quinta-feira. A tábua completa de marés pode ser conferido no portal da Capital dos Portos da Paraíba.

“Pedimos cautela, ainda que tenha um efeito menor, aos banhistas e surfistas que queriam aproveitar o litoral nesse período. A gente sabe que a ressaca gera ondas altas que os surfistas, principalmente na praia do Bessa [em João Pessoa], gostam de aproveitar, mas o cenário é preocupante e merece cautela. João Pessoa é privilegiada pela barreira de arrecifes, que impede a força do mar, mas mesmo assim podemos ter 2,5 metros”, concluiu.

A Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa) prevê mais chuvas para todas as regiões do estado nesta quinta-feira (12). Para a região do Litoral, por exemplo, a Aesa prevê nebulosidade variável com chuvas. Para as demais regiões que compõem o setor leste, Agreste e Brejo, a previsão é de nebulosidade variável com chuvas esparsas. Para a região do Semiárido, Cariri-Curimataú, Alto Sertão e Sertão, nebulosidade variável com possibilidade de chuvas isoladas. As informações são do G1.

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