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domingo, 1 novembro 2026
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Câmara aprova texto-base da reforma trabalhista

Após a conclusão da leitura do parecer do relator do projeto da reforma trabalhista, deputados de partidos de oposição ao governo retomaram a obstrução aos trabalhos no plenário Antonio Cruz/Agência Brasil
Após a conclusão da leitura do parecer do relator do projeto da reforma trabalhista, deputados de partidos de oposição ao governo retomaram a obstrução aos trabalhos no plenário Antonio Cruz/Agência Brasil
Após a conclusão da leitura do parecer do relator do projeto da reforma trabalhista, deputados de partidos de oposição ao governo retomaram a obstrução aos trabalhos no plenário Antonio Cruz/Agência Brasil

Depois de muitos protestos da oposição, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou hoje (26), por 296 votos a favor e 177 votos contra, o Projeto de Lei (PL) 6.787/16, que trata da reforma trabalhista. O projeto altera mais de 100 pontos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Entre as alterações, a medida estabelece que nas negociações trabalhistas poderá prevalecer o acordado sobre o legislado e o sindicato não mais precisará auxiliar o trabalhador na rescisão trabalhista.

A sessão que aprovou a reforma foi aberta na manhã desta quarta-feira e se estendeu até depois das 22h, com o final da votação do mérito da reforma. Ainda faltam votar os destaques que visam alterar pontos do texto do relator, deputado Rogério Marinho (PSDB-RN). Depois de votados os destaques, o texto segue para o Senado.

Pela oposição, PT, PDT, PSOL, PCdoB e Rede se posicionaram contra o projeto. O PSB, SD e PMB também orientaram suas bancadas a votar contra a aprovação do texto-base. O PHS liberou a bancada. Os demais partidos da base governista votaram a favor do projeto de lei.

Acordo

Antes da votação, o líder do governo, deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), anunciou um acordo de procedimento firmado com líderes da base governista e de oposição para que a votação do texto-base e de três destaques apresentados ao texto fosse feita pelo processo nominal.

De acordo com o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), o governo queria realizar votação simbólica e que, com a votação nominal, a população vai poder saber como votou cada deputado. “Nós queremos saber como pensa cada deputado sobre o texto principal e sobre os destaques apresentados”, disse.

Como contrapartida, a oposição se comprometeria a não obstruir mais as votações, limitando-se apenas a expressar sua opinião nessas votações. “Estou aqui anunciando e pedindo a concordância dos líderes que acordaram comigo”, disse Ribeiro.

Desde a abertura dos trabalhos, a oposição tentou impedir a votação do projeto, assim como fez ontem (25) na comissão especial quando foi aprovado o substitutivo apresentado por Marinho, mas sem a apreciação dos destaques. Durante a sessão, diversos requerimentos pedindo a retirada de pauta e o adiamento da votação foram apresentados, mas derrubados pela base.

Protestos

Em diferentes momentos a oposição protestou com cartazes com imagens de carteiras de trabalho rasgadas, cruzes e caixões contra o projeto, que, segundo a oposição, vai retirar direitos trabalhistas. Vestido de operário, o deputado Assis Melo (PCdoB-RS) entrou no plenário com um macacão branco e uma máscara de soldador e criticou a votação da reforma.

Irritado, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse que o deputado não poderia permanecer no plenário com o traje. “Só vai falar em plenário quem estiver vestido nos costumes da Casa. Só vai falar quem estiver de terno e bem-vestido”, disse.

Para o deputado Ivan Valente (PSOL-RJ), a medida, na prática, revoga a CLT. “Aí você pode revogar toda a CLT e todas as leis de proteção dos trabalhadores no momento da maior crise de todos os tempos, quando os trabalhadores estão vulneráveis e não estão em condições de negociar”, disse.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) também criticou o argumento usado pela base governista de que a CLT engessa a contratação de empregados e que as alterações na legislação ajudarão na geração de empregos. “Se fosse verdade que as leis trabalhistas causam desemprego, há quatro anos o Brasil não teria atingido o pleno emprego com essas mesmas leis. Portanto o projeto da reforma parte de uma mentira: que são as leis trabalhistas que geram desemprego”, disse Molon em referência a taxa de desemprego de 4,8% em 2014.

Segundo o deputado, a crise econômica é que agravou o desemprego no país. “O que gera desemprego é crise econômica, é ela quem gera demissão e ela não se resolve mudando as leis trabalhistas. O que essa reforma vai promover é a substituição de direitos trabalhistas”, disse.

Governo

Pelo lado do governo, o presidente Michel Temer exonerou quatro ministros para reassumirem as vagas de deputado federal e reforçarem a base governista na votação do projeto. Os ministros são Bruno Cavalcanti (PSDB-PE), do Ministério das Cidades; José Mendonça Filho (DEM-PE); do Ministério da Educação; Fernando Bezerra Filho (PSB-PE), de Minas e Energia, e Ronaldo Nogueira (PTB-RS), ministro do Trabalho.

Ao defender a necessidade da reforma trabalhista, o deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS) argumentou que ela sozinha não é o principal instrumento para enfrentar o desemprego, mas é um passo importante. “Essa reforma moderniza nossas relações de trabalho e acaba com a relação engessada da Consolidação das Leis do Trabalho [CLT] entre o patrão e o empregado”, disse.

Perondi também rebateu críticas baseadas na perda de direitos dos trabalhadores. Para ele, a tese de que a reforma fere direitos adquiridos é um mito. Ele citou trechos da Constituição que tratam de direitos dos trabalhadores urbanos e rurais para reforçar que conquistas como hora extra remunerada, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e 13º continuarão asseguradas.

O relator do projeto, Rogério Marinho acatou de forma parcial três das 32 emendas no plenário. Durante a leitura do relatório, Marinho disse que o projeto não retira direitos e que a resistência às alterações é “conservadorismo”. “O substitutivo não está focado na supressão de direitos”, responde, dizendo que a intenção é adaptar a Consolidação das Leis do Trabalho à “realidade”.

Agência Brasil

Bandidos invadem casa e roubam R$ 3 mil de agricultor em Marcação

A residência do agricultor João Paulo de Oliveira, de 50 anos, foi invadida por três homens armados na noite desta terça-feira (25) na Aldeia Três Rios, em Marcação, no Litoral Norte da Paraíba. A Polícia Militar realiza buscas para localizar os suspeitos.

Na ação criminosa, os bandidos levaram da vítima R$ 3,5 mil. A polícia já tem informações sobre um dos acusados, porém não revelou detalhes para não atrapalhar as investigações.

Conforme a PM, o agricultor contou que estava em casa com familiares e teria sido surpreendido pelos suspeitos. “A todo o momento eles perguntavam pelo o dinheiro”, contou o João Paulo.

O caso será investigado pela Delegacia de Polícia Civil de Rio Tinto, responsável por atender as ocorrências da região.  

Da Redação, PBVale 

Senado aprova projeto que tipifica os crimes de abuso de autoridade

Com 54 votos favoráveis e 19 contrários, senadores aprovaram há pouco o texto-base do substitutivo do senador Roberto Requião ao Projeto de Lei 85/2017, que define os crimes de abuso de autoridade. Com o resultado, o projeto segue agora para análise pela Câmara dos Deputados. O texto foi aprovado por unanimidade hoje (26) pela manhã na Comissão de Constituição e Justiça e seguiu para o plenário nesta tarde.

Polêmica

Durante a breve discussão e plenário, vários senadores questionam trechos do projeto e se posicionam contra a matéria.

“Eu quero me manifestar claramente, enfaticamente, contrário a esse projeto, sobretudo neste momento da história do Brasil. Claro que este país precisa de cinco séculos para acabar com o abuso de autoridade, mas não para cercear o trabalho de juízes, do Ministério Público, da polícia, o que tudo indica que é a finalidade neste momento. É um equívoco aprovarmos esse projeto neste momento”, declarou o senador Cristovam Buarque (PPS-DF).

O substitutivo de Requião só conseguiu consenso depois que senadores de vários partidos condicionaram o apoio ao texto à aprovação de uma emenda do senador Antonio Anastasia (PSDB-MG) que alterou a redação do Artigo 1º do texto, que trata do chamado crime de hermenêutica, que significa punir o agente por divergência na interpretação da lei. Para parte dos senadores, a redação anterior do projeto abria brecha para enquadrar juízes e promotores, por exemplo, no crime de hermenêutica. O tema também foi alvo de críticas de procuradores integrantes da Operação Lava Jato.

Para o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), as alterações acatadas por Requião na CCJ mais cedo representaram avanços importantes no projeto. Entretanto, na opinião dele, “o projeto ainda traz alguns dispositivos que trazem comprometimento à atuação, em especial, da magistratura”.

“Embora tenha melhorado, e muito, eu ainda considero que traz algumas distorções centrais. E eu lembro que estamos votando o substitutivo do senador Requião. É melhor que o primeiro texto? É, mas ainda traz graves ameaças ao funcionamento da magistratura e do Ministério Público. E o que eu considero mais grave: ele é inoportuno, porque o momento histórico que nós vivemos não impõe a necessidade desse debate neste instante”, afirmou Randolfe.

Outros senadores, no entanto, defendem o projeto e o acordo feito mais cedo em torno do texto aprovado na comissão. Para o senador Jorge Viana (PT-AC), o debate em torno da Lei de Abuso de Autoridade foi “manipulado”, para fazer a opinião pública crer que ela ocorre em situação de enfrentamento contra a Lava Jato.

“Foi muito difícil chegar a esse entendimento”, disse Viana. “Eu testemunhei o empenho nos últimos dias e semanas. Ontem a noite até hoje de manhã, procurando falar com líderes, ouvir membros do Ministério Público, do Judiciário, líderes desta Casa, para tentar alcançar uma mediação. Muita gente teve que ceder em suas posições”, completou, lembrando que a atual lei ainda em vigor foi feita durante o período da ditadura militar.

No mesmo sentido, o senador José Agripino Maia (DEM-RN), disse que o senador Requião produziu um texto “que traduz equilíbrio”. Antes da discussão foram apresentadas duas emendas que receberam parecer pela rejeição por parte do relator. Elas poderão ser analisadas após a votação do texto principal, caso sejam destacadas.

Da Agência Brasil

Justiça manda exumar corpo de Emílio Santiago em disputa de herança

Emílio Santiago
Emílio Santiago
Emílio Santiago

A juíza Monica Fabião, da 13ª Vara de Família, acatou um pedido de um suposto filho de Emílio Santiago para exumar o corpo do cantor, morto em 2013. A decisão é parte do processo que deve determinar com quem fica a herança avaliada em R$ 10 milhões. As informações são do jornal O Globo.

Além de Aleksander Nunes dos Santos, que afirma ser filho do cantor, também disputam o valor Márcio Tadeu, que alega ser ex-namorado, e uma suposta irmã, Hercília Santiago. 

Com a exumação do corpo, será possível realizar um DNA e verificar se Emílio é ou não pai de Santos. 

Do Notícias ao Minuto 

Atacante do Bota-PB é sondado por time da Série B

Rafael Oliveira
Rafael Oliveira

Artilheiro do Brasil e principal jogador do Botafogo-PB no Campeonato Paraibano deste ano. O filme que aconteceu em 2015 com o atacante Rafael Oliveira deve se repetir este ano: proposta de clube da Série B e possível adeus ao Belo.

Em 2015, Rafael Oliveira foi destaque do Belo no Paraibano e na Copa do Brasil, despertando interesse do Botafogo-RJ e indo atuar pelo ABC-RN. Neste ano, quem pode tirar o atacante do Botafogo-PB é o Paraná Clube.

Precisando de reforços para a Série B do Campeonato Brasileiro, o Paraná já teria sondado representantes de Rafael Oliveira para iniciar negociações sobre uma transferência.

Enquanto uma proposta oficial não chega ao staff do jogador, Rafael Oliveira segue com a cabeça no Belo, que disputará as finais do estadual a partir deste domingo (30), contra o Treze.

Por Redação, com informações do Voz da Torcida

Perigo de guerra na Coreia é ‘grande’, alerta China

O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, afirmou nesta quarta-feira (26), durante um encontro com seu homólogo alemão, Sigmar Gabriel, em Berlim, que é “grande” o perigo de uma guerra na Península da Coreia.

Em coletiva de imprensa, o chanceler chinês criticou tanto os Estados Unidos quanto a Coreia do Norte e pediu para os dois países “esfriarem” as tensões. “A segurança e a estabilidade estão muito frágeis agora, e o perigo de um novo conflito a qualquer momento é grande”, disse.

Na madrugada desta quarta, militares norte-americanos iniciaram a instalação de sistemas antimísseis em Seongju-gun, no centro da Coreia do Sul, provocando protestos de Pequim. “A China pede com força a EUA e Coreia do Sul que parem as ações que piorem as tensões regionais e danifiquem os interesses de sua segurança estratégica”, afirmou um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores.

Por outro lado, Wang Yi declarou que os recorrentes testes nucleares e balísticos de Pyongyang são uma “clara violação das resoluções das Nações Unidas”. “Por isso, convidamos todas as partes a serem prudentes”, acrescentou.

No último dia 14 de abril, o mesmo ministro havia dito que uma guerra na Península da Coreia podia “começar a qualquer momento”, após a escalada na tensão entre Washington e Pyongyang, com trocas de ameaças e exercícios militares em tom de intimidação.

Da ANSA

Eduardo classifica de “factoides” denúncias de deputado: “Fala sem conhecimento de causa”

Eduardo Brito, durante entrevista de “prestação de contas da gestão” na Rádio Correio do Vale FM, em dezembro passado

O ex-prefeito de Mamanguape, Eduardo Brito, classificou de factoides e levianas as denúncias feitas ao Ministério Público Federal (MPF) pelo o deputado estadual Ricardo Barbosa (PSB). O socialista acusa o ex-gestor de apropriação indébita previdenciária e peculato, além de uma denúncia de desvio de dinheiro público e dano ao erário.

Segundo Eduardo Brito, o deputado, desde que começou a frequentar a cidade de Mamanguape tem procurado fabricar “denúncias falsas e persegui-lo politicamente”. “Não existe apropriação indébita, nunca foi deixado de ser pago a contribuição do servidor. Na verdade, foi feito um parcelamento de débitos previdenciários antigos existentes no município na parte patronal. Tudo passa de factóides, acusações levianas. Ele esquece que tivemos nossas contas aprovadas pelo TCE da Paraíba e erra por não ter conhecimento de causa”, afirmou.    

Em relação às creches, o ex-prefeito esclareceu que foram executadas aproximadamente 80% das edificações. “A obra foi paralisada por falta do repasse das últimas parcelas. Faltaram recursos e as empresas abandonaram o canteiro. Parte da nossa prestação de contas foi ‘aprovada’ parcialmente, como consta no sistema do FNDE, basta acessar. Não existe prestação de contas final, devido à obra não ter sido concluída”, ressaltou Brito.

Eduardo disse, ainda, não temer as acusações do deputado Ricardo Barbosa. “Estou à disposição do MPF e de qualquer órgão fiscalizador para esclarecimentos, sempre que for requisitado. Nós temos tudo protocolado, arquivado e como desmenti-lo. Nossa defesa será feita com todas as provas e prestações de contas possíveis”, pontuou.    

O ex-prefeito também revelou que toda documentação da administração e finanças da Prefeitura foram entregues durante a transição de governo. “Essas pessoas estranhas, que não são de Mamanguape, esquecem que tudo foi explicado durante a passagem de gestão”, disse.

A assessoria jurídica do ex-gestor é sustentada pelos advogados Pedro Victor e Erilson Claudio, que o orientou a acionar na justiça o deputado estadual Ricardo Barbosa por “danos morais” e a provar as acusações.

Da redação, PBVale 

Senado aprova fim do foro privilegiado e texto vai a Plenário

A proposta seguirá para o plenário da Casa com calendário especial.

Em uma reviravolta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, os parlamentares aprovaram de maneira expressa o projeto que extingue o foro privilegiado para todas as autoridades, com exceção dos chefes dos Três Poderes. O texto não estava na pauta desta quarta-feira, 26, mas foi incluído a pedido do relator, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), e aprovado de maneira simbólica pelos integrantes do colegiado.

A proposta seguirá para o plenário da Casa com calendário especial.

Randolfe acatou uma emenda do senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES), que estabelece que os presidentes da República, da Câmara, do Senado e Supremo Tribunal Federal (STF) continuam sendo julgados pela Suprema Corte por infrações penais comuns.

Em casos de crime de responsabilidade, ministros de Estado, comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, membros dos Tribunais Superiores e do Tribunal de Contas da União e chefes de missão diplomática de caráter permanente também continuam com foro.

Do Estadão Conteúdo

Ministério da Justiça determina que Polícia Federal investigue o jogo ‘Baleia Azul’

O ministro da Justiça e Segurança Pública (MJSP), Osmar Serraglio, determinou, nessa terça-feira (25), que a Polícia Federal (PF) investigue o jogo virtual “Baleia Azul”. Em diversos estados brasileiros, a brincadeira está relacionada a registro de ocorrências por lesão corporal, automutilação e até morte de adolescentes.

A determinação do ministro surge após políticos solicitarem apuração da PF de casos do jogo no Brasil.

“Solicitamos apuração dos fatos pela PF e responsabilização dos organizadores desse jogo no Brasil”, informou o deputado Laudívio Carvalho, que também fez um alerta às famílias. “Eu sou pai. Temos de acompanhar as atividades dos filhos em tudo. Observar e ficar atentos”.

A última ocorrência registrada com relação ao ‘Baleia Azul’ aconteceu nesta quarta-feira (26), em Manaus, onde uma mãe comunicou ao Conselho Tutelar que identificou um grupo de 12 adolescentes, inclusive a filha, participando do jogo.

Do Portal Correio 

TCE emite 25 alertas às prefeituras municipais para corrigir irregularidades

Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB)

O Tribunal de Contas da Paraíba aprovou, na sessão desta quarta-feira (26), mais 25 alertas às prefeituras, em decorrência de falhas apontadas pela Auditoria nas contas municipais, especificamente nas leis orçamentárias e leis de diretrizes orçamentárias. As propostas foram levadas ao Pleno pelos conselheiros substitutos Oscar Mamede Santiago Melo e Antônio Gomes Vieira Filho e fazem parte do processo de acompanhamento das contas anuais em tempo real, sistemática que vem sendo implantada pelo TCE a partir de 2017.

Entre as inconformidades encontradas, segundo os relatores, destacam-se inconsistências na LOA e no LDO, a exemplo de ausências de anexos com despesas por fontes detalhadas nas áreas de educação e saúde, alíquotas de contribuição ao RPPS – Regime Próprio de Previdência Social – não informadas. Além, ainda, da falta de “Demonstrativo da Compatibilidade da Programação dos Orçamentos com os Objetivos e Metas”, cuja apresentação é exigência prevista no artigo 5º da Lei de Responsabilidade Fiscal.

O presidente do TCE-PB, conselheiro André Carlo Torres Pontes, explicou que o alerta é uma advertência do órgão fiscalizador, logo que detecta a falha nas contas e tem um papel pedagógico de auxiliar os jurisdicionados, que preventivamente podem regularizar as inconsistências e sanar possíveis irregularidades, sem a necessidade punitiva do Tribunal. “Ao invés de simplesmente punir os fiscalizados, o TCE emite alertas e orienta para evitar que as irregularidades aconteçam.”, disse.

Do TCE-PB

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