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Fachin nega pedido de prisão e caso de Aécio não irá a plenário

© Lula Marques / AGPT

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de prisão do senador Aécio Neves (PSDB-MG) e não levará para o plenário a decisão sobre o assunto, informou o gabinete do ministro.

O plenário só avaliará o caso se o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, autor do pedido, decidir recorrer da decisão de Fachin.

A decisão de Fachin afastou Aécio Neves do mandato. Ele pode ir ao Congresso, mas não pode votar nem fazer nenhum ato como parlamentar. Fachin apreendeu o passaporte do senador e o proibiu de ter contato com outros investigados.

Para a tarde desta quinta, está marcada sessão do Supremo. Entre os 11 ministros, só não deverão participar Luís Roberto Barroso, que está em Londres, e Gilmar Mendes, que chega a Brasília na noite desta quinta, vindo de São Petersburgo, na Rússia.

Na manhã desta quinta, Fachin conversou por cerca de uma hora com a presidente do Supremo, ministra Carmen Lúcia, no gabinete dela. Na reunião, eles conversaram sobre as decisões do ministro que autorizaram as diligências desta quinta da Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato.

Além do afastamento de Aécio, foram autorizadas outras diligência para serem executadas durante o dia. Na noite desta quinta, o ministro Edson Fachin deverá analisar as provas coletadas durante o dia e também avaliará se manterá ou retirará o sigilo das delações dos donos da JBS, Joesley e Wesley Batista.

Operação Patmos

Endereços ligados a Aécio Neves foram alvos de mandados de busca e apreensão na manhã desta quinta-feira (18) no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte e em Brasília.

A operação foi batizada pela Polícia Federal de Patmos, em referência à ilha grega onde o apóstolo João teve visões do Apocalipse.

O acesso aos corredores dos gabinetes dos senadores Aécio Neves e do deputado Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) no Congresso Nacional foram bloqueados pela manhã.

Os agentes da PF chegaram ao Congresso pela Chapelaria, o acesso principal às duas Casas legislativas. Eles carregavam malotes para apreender documentos e possíveis equipamentos eletrônicos.

No Rio, foram cumpridos mandados de busca e apreensão em três endereços: os apartamentos de Aécio e da irmã dele e o imóvel de Altair Alves Pinto, conhecido por ser braço direito de do ex-deputado Eduardo Cunha. A irmã do senador, Andrea Neves, foi presa em Belo Horizonte.

Por Renan Ramalho, G1, Brasília

Operação da PF faz busca na casa de Aécio Neves

Aécio Neves © Reuters
Aécio Neves © Reuters
Aécio Neves © Reuters

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal realizam operação da força-tarefa da Lava Jato desde o início da manhã desta quinta-feira (18), no Rio de Janeiro.

O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a PF a cumprir mandados de busca a apreensão nos apartamentos de pelo menos três alvos: o senador Aécio Neves; a irmã dele, Andrea Neves; e Altair Alves, conhecido por ser braço direito do deputado Eduardo Cunha.

De acordo com o G1, a operação teve início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões.

Os agentes começaram a deixar a sede da PF, na Zona Portuária do Rio, por volta das 5h30, para se dirigir até a casa dos alvos.

[Notícia em atualização] 

Aprovados com fraude em concursos podem ter que devolver salários, afirma MPPB

Os servidores públicos aprovados em concursos por meio de forma fraudulenta, poderão ter outros problemas além da perda do emprego. De acordo com o coordenador do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Octávio Paulo Neto, o Ministério Público irá pedir para que estas pessoas, investigadas na Operação Gabarito, devolvam os salários recebidos no tempo em que estiveram ilegalmente nos postos de trabalho. As informações são do Correio Online. 

“A gente há de convir que o Estado investiu nestas pessoas e elas ocuparam vagas irregulares, tomando o lugar de outras pessoas. A gente vai se esforçar para que isto (o ressarcimento) ocorra”, explicou.

Segundo o promotor, as pessoas que alegarem que não têm recursos, poderão ter seus bens penhorados.

“Compete aos órgãos do estado levantar patrimônio que venham a ressarcir os erários pelos eventuais custos. Logicamente, dentro do aspecto proporcional e garantido a ele a ampla defesa”, disse.

Reposição das vagas abertas

Ainda de acordo com o promotor, as vagas que ficaram abertas por conta da exoneração das pessoas que ingressaram no posto por meio de fraude poderá ser reposta de acordo com a necessidade do órgão em questão. Segundo ele, cabe à repartição ver o orçamento e definir se há a possibilidade de um novo concurso.

O promotor explicou ainda que as pessoas que ficaram em listas de espera e estão esperançosas de entrar nestas vagas, devem ficar atentas ao fato do concurso já ter se encerrado ou não.

“SÓ poderá ocorrer (a chamada destas pessoas, se eventualmente o concurso estiver aberto. Por exemplo, o concurso vale por dois anos, prorrogáveis por mais dois. Se já tiver passado este prazo, infelizmente não há muito o que se fazer”, finalizou.

PRF emite nota sobre prisão de agente

Na noite desta terça-feira (16), o policial rodoviário federal Marcus Vinícius Pimentel apresentou-se à Justiça, acompanhado de seu advogado, para que fosse cumprido um mandado de prisão preventiva decretado contra o mesmo. 

Em nota, a Polícia Rodoviária federal (PRF) afirmou que “tão logo tomou ciência dos fatos, através da Polícia Civil, pôs-se à disposição e forneceu todas as informações que foram solicitadas. Equipes de policiais rodoviários federais foram imediatamente acionadas para que o denunciado fosse encontrado e capturado. Ao mesmo tempo, deu início a um procedimento administrativo investigativo, aberto pela Corregedoria Regional da PRF na Paraíba, para que seja apurado o envolvimento do agente no fato,onde será garantido o direito do contraditório e a ampla defesa”.

Por fim, ainda na nota, a Polícia Rodoviária Federal afirmou que “atua pela Incolumidade Pública e reitera à sociedade o compromisso com os valores da Transparência, da Moral, da Ética e da Responsabilidade Social, não compactuando assim com quaisquer desvios de conduta que venham de encontro aos princípios que pautam as atividades da PRF como órgão de segurança pública.”

A Operação Gabarito investiga a atuação de uma quadrilha que fraudava concursos públicos em várias cidades. Os candidatos interessados na fraude pagavam valores equivalentes a dez vezes o salário que iriam receber, no cargo para o qual estavam concorrendo. Com isso, cada candidato recebia o gabarito da prova, passado por meio de ponto eletrônico, no dia da avaliação, além de diplomas e outros títulos que fossem necessários para assumir o cargo.

Gabarito: Último suspeito de integrar esquema de fraude é preso em Maceió

O funcionário do Departamento Estadual de Trânsito da Paraíba (Detran-PB), Erideywyd Henrique Omena Ferreira da Silva, último foragido da segunda etapa da Operação Gabarito, foi preso no final da tarde desta quarta-feira (17), no Estado de Alagoas. Com ele, os investigadores cumpriram os seis mandados de prisão expedidos na semana passada e chegou ao total de oito presos na segunda fase, considerando que um casal de policiais militares foi preso em flagrante, por posse de drogas, quando os agentes da Delegacia de Defraudações de João Pessoa (DDF-JP) cumpriam apenas um mandado de busca na residência. As informações são do Correio Online. 

Erideywyd é um dos concursados, aprovados por meio da fraude investigada pela polícia e estava foragido desde a semana passada. Atendendo ao pedido de apoio da polícia paraibana, os policiais civis alagoanos foram até o bairro do Eustáquio Gomes, em Maceió. O suspeito estava escondido na casa de um irmão e deve chegar hoje a João Pessoa. Além da aprovação no concurso do Detran, ele também é suspeito de dar apoio logístico à quadrilha, dando treinamento aos candidatos, sobre o uso do ponto eletrônico, além de fazer serviço de motorista para o bando.

Com a conclusão da segunda fase, a polícia aguarda pela decisão judicial sobre novos pedidos de prisão que já foram feitos, de outros aprovados em concursos por meio da fraude, para deflagrar uma nova etapa. O delegado Lucas Sá, chefe da DDF, não especificou quantos pedidos foram feitos, mas afirmou que já passa de 100 o número de suspeitos identificados, desde o início da investigação.

Divisão da investigação

Enquanto aguardavam pelos novos mandados de prisão e pela captura do último foragido, os investigadores da Gabarito usaram a quarta-feira para dar andamento aos procedimentos administrativos da investigação. Ao longo do dia, delegados e auxiliares começaram a separar as provas referentes a concursos de outros estados, para enviá-las para as polícias de cada local. “Como somos uma polícia estadual, só podemos investigar os concursos realizados na Paraíba. Nos outros estados, cada polícia terá que abrir seu inquérito e investigar seus concursos”, explicou Lucas Sá.

A coordenação da operação também decidiu fatiar a investigação em vários inquéritos, tratando também de forma separada os concursos municipais e os estaduais. “Se fôssemos concentrar tudo em um inquérito só, não haveria tempo hábil para tanta coisa. Separando em inquéritos menores, cada um terá uma tramitação mais célere e não teremos problema com o tempo”, acrescentou o delegado.

Manifestantes protestam em frente ao Palácio do Planalto

Ato foi promovido após denúncias sobre compra do silêncio de Cunha
Ato foi promovido após denúncias sobre compra do silêncio de Cunha

Manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto, em Brasília, na noite desta quarta-feira (17), para protestar contra Michel Temer. O ato é uma reposta a denúncia de que o presidente teria incentivado a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha. 

De acordo com o ‘Jornalistas livres’, a manifestação está sendo contida com o uso de spray de pimenta. 

Enquanto o presidente Michel Temer está reunido com aliados em seu gabinete para definir a estratégia de manifestação em resposta às acusações de Joesley Batista, diversos carros que passam em frente ao Palácio do Planalto fazem um buzinaço. De acordo com o Estadão Conteúdo, muitos gritam “Fora Temer”.

Do Estadão Conteúdo 

Faculdade de JP lança edital para contratação de professores

O Centro Universitário de João Pessoa (Unipê) lançou, nesta quarta-feira (17), edital com 28 vagas para contratação de professores para 13 cursos nas áreas de Exatas e Saúde. Veja aqui o edital.

Os novos contratados vão lecionar na instituição no semestre 2017.2 nos cursos de Administração, Arquitetura e Urbanismo, Ciências Contábeis, Design de Moda, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Fisioterapia, Gestão Financeira, Gestão de Recursos Humanos, Gestão Ambiental, Marketing e Psicologia.

As inscrições podem ser feitas até o dia 4 de junho, através de formulário disponível no portal Unipê. A seleção dos profissionais será feita por meio de prova de desempenho, que será baseada nas áreas e unidades curriculares escolhidas no ato de inscrição. As informações são do Portal Correio.

Aliados de Aécio choram após denúncia contra o senador

Integrantes da campanha presidencial do tucano ficou surpresa com a revelação © Reuters
Integrante da campanha presidencial do tucano ficou surpresa com a revelação © Reuters

A delação dos donos da JBS trouxe à tona duas fortes revelações: uma gravação na qual o presidente Michel Temer aparece autorizando que se compre o silêncio de Eduardo Cunha e, ainda, a informação de que Aécio Neves pediu R$ 2 milhões ao empresário, para pagar sua defesa na Lava Jato.

As gravações pegaram os aliados de Aécio de surpresa, segundo a coluna Painel, da Folha de S. Paulo. Os aliados do senador choraram com o relato que ele pediu o montante a Joesley Batista, um dos donos da JBS.

Integrantes da campanha presidencial do tucano, em 2014, afirmam que não há clima para ele permanecer no posto de presidente do PSDB.

Do Notícias ao Minuto 

Imprensa europeia fala de caso Temer e diz que ele pode sair do cargo

Jornal francês Le Figaro diz que Temer está "em meio a uma tormenta" © Reuters
Jornal francês Le Figaro diz que Temer está “em meio a uma tormenta” © Reuters

A imprensa europeia dá destaque nesta quinta-feira (18) à notícia de que o presidente Michel Temer foi gravado por um empresário dando aval para uma suposta compra de silêncio do ex-presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) na Operação Lava Jato. Os casos de corrupção no País vêm tendo bastante repercussão nos veículos de comunicação locais e o tom na região é o de que Temer pode ter de sair do cargo pouco depois de um ano de assumir.

O jornal francês Le Figaro diz que Temer está “em meio a uma tormenta”. A publicação traz informações do Brasil, contando que, em 7 de março, o presidente se reuniu com um dos proprietários da JBS, Joesley Batista. O periódico explica que, antes de ser condenado final de março a 15 anos de prisão por corrupção, Cunha, um dos políticos mais influentes do Brasil, tinha trabalhado para o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff.

O Le Figaro também registra a negativa da Presidência: “O presidente Michel Temer nunca pediu pagamento para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Ele não participou ou autorizou qualquer operação com o objetivo de evitar uma confissão ou uma colaboração na Justiça do ex-presidente da Câmara”, diz comunicado do Planalto.

O português Diário de Notícias traz a informação de que Batista entregou à polícia uma gravação onde o presidente incentiva o pagamento pelo silêncio de Cunha. “Fala-se em queda do governo e eleições antecipadas”, cita o jornal. A publicação detalha que o empresário também mandou para a polícia um vídeo em que Rodrigo Loures (deputado do PMDB ligado a Temer) recebe uma mala com R$ 500 mil para resolver assuntos ligados à JBS.

Em outro áudio, o candidato à presidência derrotado em 2014 por Dilma, conforme o jornal lusitano tratou o senador e presidente do PSDB, Aécio Neves, teria pedido R$ 2 milhões para Batista. A entrega também teria sido filmada com a autorização da polícia. “As consequências destes áudios e vídeos, segundo as primeiras análises da imprensa (brasileira), podem ser a demissão de Temer e a precipitação de eleições. Mas como estamos a menos de dois anos da data marcada para a realização do próximo sufrágio, marcado para outubro de 2018, a eleição teria de ser, segundo a Constituição brasileira, feita pelos congressistas, na sua maioria apoiantes do governo de Temer.”

Na capa do site do Le Monde, uma foto de Temer também chama para a notícia: “apenas um ano após assumir o cargo, os dias do presidente Michel Temer parecem contados”, traz a manchete. O jornal francês cita a existência de uma “informação mais embaraçosa” para o chefe de Estado. “Em São Paulo, na Avenida Paulista, onde há um ano os manifestantes gritavam ‘Fora Dilma’, uma multidão explodiu de alegria, gritando: ‘este é o fim do governo golpista Michel Temer”. No Rio de Janeiro, reportou o jornal, houve um panelaço.

O espanhol El País diz que “um novo choque político colocou Brasil de cabeça para baixo em questão de minutos”. A publicação também relatou a manifestação popular na Avenida Paulista, local emblemático da capital financeira do País. O jornal diz que ninguém ainda ouviu a gravação e que o governo nega a sua existência. O El País salienta que a Procuradoria-Geral da República se recusou a confirmar ou negar sua existência. Na reunião com Temer, reproduz o periódico, Batista teria dito que pagava uma taxa mensal a Cunha, que teria um “conhecimento quase enciclopédico da rede de corrupção” no caso Petrobras.

O britânico The Guardian também mantém na capa a notícia sobre o Brasil: “gravações explosivas ligam presidente Michel Temer a suborno”. A publicação fala do pedido de impeachment de Temer nas ruas e entre alguns congressistas. O jornal lembra que Cunha é do mesmo partido de Temer, o PMDB. Com informações do Estadão Conteúdo.

Resumão da rodada: Fla eliminado, Chape respira, Juve campeã e mais

© Staff Images/ Flamengo
© Staff Images/ Flamengo

A rodada do futebol desta quarta-feira (17) foi de muita emoção, no Brasil, na América do Sul e na Europa. A eliminação do Flamengo na Libertadores 2017 foi o destaque do dia. O rubro-negro do Rio de Janeiro perdeu de virada para o San Lorenzo, em Buenos Aires, e deixou a competição, mais uma vez, na fase de grupos, para desespero da maior torcida do país.

Mas enquanto o rubro-negro carioca amarga a dor da eliminação, o rubro-negro do Paraná comemora a classificação à próxima fase do torneio continental. O Atlético Paranaense venceu a Universidad Católica por 3 a 2 e está nas oitavas de final.

Quem também avançou na Liberta foi o Santos, que conseguiu um empate heróico na altitude diante do The Strongest. Já a Chapecoense, que começou a rodada numa situação delicada, venceu o Lanús por 2 a 1, fora de casa, e passa à próxima fase até com um empate no próximo e último jogo da fase de grupos.

Pelas oitavas da Copa do Brasil, o Palmeiras venceu o Internacional por 1 a 0 e o Grêmio derrotou o Fluminense por 3 a 1. As equipes ainda terão um segundo duelo.

Europa

Na Europa teve grito de “é campeão” na super quarta-feira. O Monaco derrotou o Saint-Étienne por 2 a 0 e confirmou o título do Campeonato Francês. Já Juventus do brasileiro Dani Alves superou a Lazio também por 2 a 0 e levantou o caneco da Copa da Itália.

Confira abaixo os principais resultados do dia:

Campeonato Inglês

Southampton 0 x 0 Manchester United

Campeonato Espanhol

Celta 1 x 4 Real Madrid

Campeonato Francês

Monaco 2 x 0 Saint-Étienne

Copa da Itália

Juventus 2 x 0 Lazio

Libertadores

Sporting Cristal 0 x 2 Santa Fe

The Strongest 1 x 1 Santos

San Lorenzo 2 x 1 Flamengo

Lanús 1 x 2 Chapecoense

Universidad Católica 2 x 3 Atlético-PR

Copa do Brasil

Grêmio 3 x 1 Fluminense

Palmeiras 1 x 0 Internacional

Sport 1 x 1 Bahia

Temer diz que “jamais solicitou pagamentos para obter silêncio de Cunha”

Michel Temer

A Presidência da República divulgou nota na noite desta quarta-feira (17) na qual informa que o presidente Michel Temer “jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha”, que está preso em Curitiba, na Operação Lava Jato. 

A nota diz que o presidente “não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.”

De acordo com a Presidência, o encontro com o dono do grupo JBS, Joesley Batista, foi no começo de março, no Palácio do Jaburu. “Não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República”.

O comunicado diz ainda que Temer “defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos e que venham a ser comprovados.”

No início da noite, o jornal O Globo publicou reportagem, segundo a qual, em encontro gravado, em aúdio, pelo empresário Joesley Batista, Temer teria sugerido que se mantivesse pagamento de mesada ao ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e ao doleiro Lúcio Funaro para que esses ficassem em silêncio. Batista, conforme a reportagem, firmou delação premiada com o Ministério Público Federal (MPF) e entregou gravações sobre as denúncias. Segundo o jornal, ainda não há cionfirmação de que a delaçãodo empresário tenha sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Temer estave reunido hoje com governadores da Região Nordeste. O encontro terminou às 19h50. O presidente, então, iniciou uma reunião com os ministros Antonio Imbassahy, da Secretaria de Governo; Eliseu Padilha, da Casa Civil; Moreira Franco, da Secretaria-Geral da Presidência da República, após a divulgação da reportagem. Também estiveram presentes assessores da Secretaria de Comunicação da Presidência. A nota do Planalto foi enviada à imprensa cerca de uma hora e meia após o início da reunião no terceiro andar do Planalto, onde fica o gabinete de Temer.

Por volta das 21h, cerca de 50 manifestantes se reuniram em frente ao Palácio do Planalto com buzinas para protestar contra o presidente. A Polícia Militar reforçou a segurança no local.

Congresso

As sessões da Câmara dos Deputados e do Senado foram suspensas depois da divulgação da reportagem. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), encerrou a sessão que analisava medidas provisórias (MPs) que trancam a pauta da Casa, sem concluir a votação da MP 755/16, que trata dos repasses de recursos do Fundo Penitenciário Nacional (Funpen) a estados e municípios. Maia disse que “não havia mais clima para a continuidade dos trabalhos”. Ele saiu apressadamente, falando ao telefone, e admitiu que as denúncias são graves. 

Após a divulgação da reportagem, o líder do PSOL, Glauber Braga (RJ), foi à tribuna. “Acaba de sair uma revelação, a notícia de uma gravação onde [o presidente] Michel Temer dá orientações para manter Eduardo Cunha calado na unidade prisional em que se encontra”, disse Braga, e deputados da oposição passaram a gritar palavras de ordem pedindo a saída de Temer.

O deputado Alessandro Molon (Rede-RJ) informou que protocolou um pedido de impeachment de Temer. “As denúncias mostram um comportamento incompatível com a função de presidente, com o decoro do cargo. […] Não há outra saída para o presidente [da Câmara] Rodrigo Maia a não ser receber esse pedido.”

Segundo o líder da minoria, José Guimarães (PT-CE), os partidos de oposição vão trabalhar em três direções: a renúncia, “que deixaria o país mais tranquilo, com a convocação de novas eleições”, o impeachment e a realização de novas eleições.

De acordo com a reportagem, outra gravação da delação de Batista diz que o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), teria pedido R$ 2 milhões ao empresário. O dinheiro teria sido entregue a um primo de Aécio. A entrega foi registrada em vídeo pela Polícia Federal. A PF rastreou o caminho do dinheiro e descobriu que o montante foi depositado numa empresa do senador Zezé Perrella (PSDB-MG). 

O líder do DEM, Efraim Filho (PB), disse que as denúncias são graves e que precisam ser analisadas de forma serena. “É preciso buscar, de forma rápida, respostas para a sociedade brasileira”, disse. “A investigação dos fatos irá dizer se houve qualquer infração à Constituição. Em se configurando qualquer infração à Constituição, o rito tem que ser seguido como foi com a presidente Dilma, de impedimento.”

Outro lado

Em nota, a assessoria de Aécio Neves disse que o senador “está absolutamente tranquilo quanto à correção de todos os seus atos. No que se refere à relação com o senhor Joesley Batista, ela era estritamente pessoal, sem qualquer envolvimento com o setor público. O senador aguarda ter acesso ao conjunto das informações para prestar todos os esclarecimentos necessários”.

O senador Zezé Perrella publicou uma mensagem em seu Twitter por volta das 22h50 de hoje em que diz que nunca conversou com Wesley Batista, não conhece ninguém do grupo Friboi (uma das marcas da JBS) e que nunca recebeu, “oficial ou extraoficial”, nenhuma doação da empresa. “Estou absolutamente tranquilo”, disse o senador, que acrescentou que espera que todos os citados na matéria de O Globo tenham a oportunidade de esclarecer sua participação. “O sigilo das minhas empresas citadas, dos meus filhos estão absolutamente à disposição da Justiça, onde ficará comprovado que eu não tenho nada a ver com essa história”, disse Perrella.

A assessoria do deputado federal Rodrigo Rocha Loures (PMDB-PR) informou que o deputado está em Nova York, onde proferiu palestra sobre a política brasileira a um grupo de investidores internacionais. Rocha Loures tem retorno programado para amanhã. Em seu retorno, o deputado deverá se inteirar e esclarecer os fatos divulgados. De acordo com o jornal O Globo, o deputado foi indicado por Temer como interlocutor para solucionar um problema da JBS. Posteriormente, Rocha Loures teria sido filmado recebendo R$ 500 mil.

Íntegra da nota da Presidência da República

“O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.”

Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República

Agência Brasil

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