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sexta-feira, 30 outubro 2026
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Prevenir é preciso

Rir é bom para o coração

A estimativa mundial, inclusive a brasileira, é que 50% das mortes na população acima de 50 anos deve-se a doenças cardiovasculares.

Assim sendo, devemos incentivar campanhas de prevenção que tenham um amplo alcance. Para se ter uma idéia da dimensão do problema vejamos alguns dados estatísticos: A hipertensão arterial sistemica (HAS), muito prevalente no nosso meio, é a maior causa de insuficiencia cardíaca (coração crescido), insuficiencia coronariana (angina, infarto), acidente vascular encefálico (derrame, trombose), etc.

Em torno de 20% da população adulta brasileira sofre de pressão alta, sendo que apenas 50% sabe ser hipertensa. A HAS é mais prevalente no homem até os 50 anos de idade, depois torna-se maior na mulher. Além da HAS, temos outros fatores de risco para as doenças cardiovasculares.

A sociedade brasileira de cardiologia está implementado o projeto “Brasil-coração saudável 2020”, cuja população alvo é o adolescente de 11 a 20 anos, que serão assistidos juntamente com os seus familiares e acompanhados até o ano 2020.

Trata-se de um amplo projeto de prevenção que enfatiza os benefícios de uma vida saudável, através de uma alimentação balanceada, exercício físico orientado, utilizando como meio para atingir esse objetivo, publicações de boletins informativos, apresentações didáticas nas escolas, nas empresas, nos órgãos de classe, nas igrejas, nos clubes e de forma mais abrangente, na mídia.

Hodiernamente, os pais estão cada vez mais ausentes de casa, em exercício de atividades produtivas, transferindo à escola a difícil, árdua e gratificante tarefa de educar e formar cidadãos.

É necessário utilizar uma metodologia dinamica com profissionais de saúde  e professores engajados e comprometidos. Dessa forma descobriremos novos talentos e líderes para que sejam agentes multiplicadores. Prevenir é preciso!

Há 90 anos, Carlos Chagas em missão nas proximidades do rio São Francisco, observou insetos hematófagos (alimentam-se de sangue), chamados”barbeiros”. Esses insetos estavam presentes nas frestas das casas de pau-a-pique.

Descobria-se então o agente causador da doença de Chagas. A  sua descoberta saiu do cenário nacional e repercutiu no exterior. A doença ocorre quando:

1-o barbeiro pica uma pessoa infectada com o parasita
2-No seu intestino,os parasitas se reproduzem
3-O barbeiro deposita as fezes na pele da pessoa, que se infecta com o parasita quando se coça
4-Os parasitas ganham a corrente sanguínea
5-Os parasitas se alojam, por exemplo, em células do coração, causando a miocardiopatia chagásica (coração crescido).

Para Carlos Chagas, já naquela época, havia a necessidade de melhoramento de habitações rurais e de vontade política para desencadear e sustentar um programa de governo. Que se faça valer a expressão de Oswaldo Cruz: “Não esmorecer para não desmerecer”.

Por Valério Vasconcelos 

Homem é preso por porte ilegal de arma de fogo em Jacaraú

A Polícia Militar do destacamento de Jacaraú, no Vale do Mamanguape, prendeu na noite deste sábado (12), um homem por porte ilegal de arma de fogo.

Conforme Boletim Policial, a prisão aconteceu durante rondas no Centro da cidade. Segundo a PM, o homem estava em atitude suspeita e foi abordado pelos policiais. “No momento da abordagem, encontramos um revolver calibre 38 e municiado”, contou um policial.

Preso, o suspeito foi encaminhado até a 7ª Delegacia Seccional de Mamanguape para procedimento.

Concursos públicos em 2018 não terão salários acima de R$ 5 mil

Os concursos públicos para todas as carreiras do Executivo em 2018 não terão vagas com salários superiores a R$ 5 mil. A medida foi elaborada por técnicos do governo e garantirá, segundo os estudos, economia de aproximadamente R$ 70 bilhões em dez anos.

De acordo com o jornal Correio Braziliense, o governo deverá enviar um projeto de lei ao Congresso Nacional de modo a normatizar a decisão, que não afetará editais já publicados.

Ainda segundo a publicação, as vagas para nível médio terão remuneração de R$ 2,8 mil e as que exigem ensino superior chegarão a, no máximo, R$ 5 mil.

Um paraibano morre com AVC a cada 9 horas

A cada nove horas, um paraibano não resiste a um acidente vascular cerebral (AVC). Com uma assistência rápida e devida talvez muitos dos 967 óbitos no ano passado pudessem ter sido evitados. Na Paraíba, apenas cinco serviços são referência para estes casos (e para outras urgências e emergências), embora os pacientes sejam tratados em outros 85 serviços.

O estudo foi divulgado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) e não traz dados por Estado, mas também não poupa nenhuma unidade da Federação das críticas. As conclusões foram tiradas da percepção de neurologistas e neurocirurgiões, que atendem na rede pública, em todo o País.

Na Paraíba, apesar de a SES apontar apenas cinco serviços de referência para o atendimento de AVC, 90 hospitais no Estado realizaram mais de 13.500 internações de pacientes para tratamento da doença, nos últimos sete anos segundo dados encaminhados pela gestão. Então, se conclui que o atendimento de muitos pacientes se deram em condições não ideais na maioria das unidades.

O que dizem os gestores do Estado e de JP
O blog perguntou aos gestores de Saúde do Estado e da Capital se os os hospitais da Paraíba estavam adequados para receber pacientes com AVC para onde os pacientes com suspeita de AVC deveriam ser socorridos.

A secretária de Estado da Saúde, Claudia Veras, lembrou que as doenças cardiovasculares causam mais de 50% da mortalidade na Paraíba. “Nessa lógica de se adequar às necessidades de saúde da população, o Governo do Estado entregará, até o primeiro trimestre de 2018, o Hospital Metropolitano de Santa Rita, que será de urgência e emergência para causas cardiovasculares, a exemplo de infartos agudos, AVC, e outras”

Cláudia Veras acrescentou que há unidades federais, estaduais e municipais que pactuaram o atendimento a essas pessoas. “Os hospitais da rede estadual de saúde de referência para AVC são: Trauma de João Pessoa; Trauma de Campina Grande; Regional de Patos e Regional de Cajazeiras. Em João Pessoa, há uma pactuação que prevê o atendimento no Hospital São Vicente de Paulo (filantrópico), para os casos de AVC isquêmico”, disse.

A gestão de Saúde de João Pessoa não avaliou a qualidade dos serviços na Capital. A assessoria de imprensa informou que, de acordo com a direção de Gestão Hospitalar da SMS-JP, os casos de AVC ou suspeitos devem ser encaminhados para os hospitais Walfredo Guedes – São Vicente (filantrópico) e de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena (estadual).

DADOS DA PESQUISA DO CFM
39% disseram que a estrutura dos hospitais onde trabalham é pouco adequada
37% falaram que é totalmente inadequada
22% acham que os serviços onde atendem são adequados
3% acham que são muito adequada
87,9% disseram que faltam leitos de internação para os pacientes
93% relataram que exames de ressonância magnética não estão disponíveis em até 15 minutos
51,9% dos especialistas disseram que hospitais públicos onde trabalham não têm ressonância magnética
34,6% dos que trabalham em hospitais com ressonância disseram que a qualidade do equipamento era péssima ou ruim
32% falaram que inexiste tomogra­fia computadorizada
52,6% comunicaram que os hospitais carecem de medicamentos trombolíticos
57,5% reclamaram que as unidades não têm triagem para identi­ficar os pacientes com AVC
52,7% dos especialistas disseram que os estabelecimentos do SUS são péssimos (25,7%) ou ruins (27%)
8,3% disseram que faltam itens mínimos para o atendimento

Por Andréa Batista, do Blog Rubens Nóbrega 

Paulinho pode estar próximo de assinar pelo Barcelona

Paulinho é um dos destaques do futebol brasileiro
Paulinho é um dos destaques do futebol brasileiro

O volante brasileiro Paulinho, que veste atualmente as cores do Guangzhou, está perto de trocar a China pelo Barcelona. Segundo informações de diversos meios espanhóis nesse sábado (12), o valor da negociação seria €40 milhões.

Segundo o jornal esportivo Sport, o Barça e o Guangzhou teriam chegado a um acordo pelo pagamento da cláusula de rescisão. O diário Mundo Deportivo afirma que o jogador vai viajar para a Espanha nesta segunda-feira (14).

Paulinho é um dos principais jogadores da Seleção Brasileira atual, comandada pelo técnico Tite, e foi convocado para os jogos contra Equador e Colômbia, dias 31 de agosto e 5 de setembro, respectivamente, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018.

Ovos contaminados já foram identificados em 17 países

Ovos contaminados foram identificados em 17 países. Dezesseis deles na Europa: Bélgica, Holanda, Alemanha, França, Suécia, Reino Unido, Áustria, Irlanda, Itália, Luxemburgo, Polônia, Romênia, Eslováquia, Eslovênia, Dinamarca e Suíça. Na Ásia, Hong Kong também foi afetado pela contaminação de fipronil. A substância, liberada para uso em remédios anti-pulgas para bichos domésticos, tem o uso proibido em animais destinados ao consumo na União Europeia (UE).

Em doses altas, o fipronil está ligado a episódios de vômitos e até a problemas neurológicos. A Comissão Europeia informou que reunirá representantes dos países afetados em 26 de setembro. Conforme o comissário da Saúde da Uião Europeia, Vytenis Andriukaitis, a reunião terá a presença de “ministros e representantes das agências de segurança alimentar”. O comissariado resolveu agendar a reunião para setembro para “que sejam conhecidos os fatos relevantes”.

A “crise alimentar” começou em 20 de julho, quando a Bélgica alertou autoridades sobre ter detectado ovos contaminados. Em 3 de agosto, a Holanda emitiu alerta de que, em alguns lotes de ovos, a quantidade do pesticida era superior aos limites e poderia representar um perigo para a saúde dos consumidores.

94% dos eleitores não se veem representados por políticos

Demonstrators attend a protest against Brazil's President Dilma Rousseff, part of nationwide protests calling for her impeachment, at Esplanade of Ministries in Brasilia, Brazil, August 16, 2015. REUTERS/Ueslei Marcelino - RTX1OF6Q

Pouco mais de um ano das eleições para a Presidência, os governos estaduais e o Congresso Nacional, os brasileiros manifestam rejeição generalizada à classe política, independentemente de partidos, e ao atual modelo de governo. Segundo pesquisa do instituto Ipsos, apenas 6% dos eleitores se sentem representados pelos políticos em quem já votaram.

Desde novembro do ano passado houve queda de nove pontos porcentuais na taxa dos que se consideram representados. A onda de negativismo contamina a percepção sobre a própria democracia: só metade da população considera que esse é o melhor regime para o Brasil, e um terço afirma que não é. Quando os eleitores são questionados especificamente sobre o modelo brasileiro de democracia, a taxa de apoio é ainda mais baixa: 38% consideram que é o melhor regime, e 47% discordam.

Passado pouco mais de um ano das manifestações de massa que culminaram no fim do governo petista de Dilma Rousseff, nada menos do que 81% dos entrevistados pelo Ipsos manifestaram concordância com a afirmação de que “o problema do País não é o partido A ou B, mas o sistema político”.

Para 94%, os políticos que estão no poder não representam a sociedade. Apenas 4% acham o contrário. Quem está na oposição também é alvo de desconfiança. Quando a pergunta é sobre os políticos em quem os entrevistados já votaram em algum momento, 86% dizem não se sentir representados.

Distância

“Segundo a opinião pública, os eleitos não representam os eleitores”, observa Rupak Patitunda, um dos responsáveis pela pesquisa Ipsos. “A democracia no Brasil, desta forma, não é representativa.”

Somente um em cada dez cidadãos veem o Brasil como um país onde a democracia é respeitada. Para 86%, isso não acontece. “A própria democracia, o que se espera de seu conceito, não é respeitada”, avalia o pesquisador. “Existe uma expectativa sobre o regime que não é atendida pelos seus clientes.”

A percepção de desrespeito às normas democráticas pode estar relacionada à ideia de desigualdade. Para 96% dos entrevistados, todos devem ser iguais perante a lei, mas somente 15% consideram que essa regra é devidamente observada no Brasil.

É quase consensual a noção de que a corrupção é um entrave para que o País alcance um nível mais avançado de desenvolvimento. Nove em cada dez eleitores concordam com as avaliações de que “o Brasil tem riquezas suficientes para ser um país de primeiro mundo”, de que “o Brasil poderia ser um país de primeiro mundo se não fosse a ação da corrupção” e de que “o Brasil ainda pode ser um país de primeiro mundo quando acabar com a corrupção”.

Os dados do Ipsos mostram que, após um ciclo de acirramento da polarização política no País, há uma ânsia por iniciativas de conciliação. Nada menos do que 88% dos entrevistados concordam com a afirmação de que “as pessoas deveriam se unir em torno das causas comuns, e não brigar por partido A ou partido B”. Parcela similar considera que “brigar por partido A ou B faz com que as pessoas não discutam os reais problemas do Brasil”.

Os dados do Ipsos são parte de um levantamento chamado Pulso Brasil, realizado mensalmente desde 2005 para monitorar a opinião pública sobre política, economia, consumo e questões sociais. Foram ouvidos 1,2 mil entrevistados, em 72 municípios, entre os dias 1.º e 14 de julho. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos. Com informações do Estadão Conteúdo.

Corte de gastos enxuga PAC e pode afetar Minha Casa, Minha Vida

Os investimentos do governo federal no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) poderão cair em 2017 e chegar ao menor patamar em oito anos. Como pontua um estudo realizado pelo G1, o programa perdeu R$ 7,48 bilhões só na última revisão orçamentária. A redução de recursos pode afetar obras do Minha Casa, Minha Vida (MCMV).

Alguns dos principais investimentos públicos em infraestrutura, como obras em rodovias, no setor elétrico e habitação recebem orçamento do PAC para que sejam realizados.

No orçamento do PAC aprovado pelo Congresso para este ano, a previsão de gastos é de até R$ 36,07 bilhões, mas o governo federal bloqueou despesas e reduziu os recursos do programa em 45% por conta da arrecadação abaixo do esperado.

Como cita a publicação, os cortes devem afetar o programa habitacional MCMV. Contudo, especialistas do setor acreditam que o problema possa incentivar a parceria com o setor privado.

Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), José Carlos Martins, uma série de obras não deve ser retomada por falta de recursos. Números do Tesouro Nacional revelam que os gastos do governo com o MCMV somaram R$ 1,4 bilhão nos seis primeiros meses de 2017, contra R$ 2,99 bilhões no mesmo período do ano passado.

Já o Ministério das Cidades defende que o corte de gastos não afeta diretamente o programa habitacional, mas sim os investimento do PAC “de uma forma geral, sem distribuição prévia por programa ou por unidade da federação”. “Assim, o Ministério das Cidades, no uso de sua discricionariedade, vai alocando o orçamento disponível em conformidade com a execução das obras”, explicou a pasta.

O Ministério do Planejamento informou ao site que a reprogramação dos recursos do PAC não deve prejudicar o andamento das obras “uma vez que existe possibilidade de reposição desses recursos ao longo dos meses”.

Para que o orçamento do PAC seja recomposto, seria necessário encontrar novas fontes de receitas ou elevar o teto para o rombo das contas públicas, que está em R$ 139 bilhões.

O economista Raul Velloso, consultado pelo G1, explica que a revisão da meta fiscal que deve ser anunciada pela equipe econômica ainda para 2017 e que não deve ser liberado mais dinheiro para despesas do PAC.

Brasileiros consomem cinco litros de agrotóxicos por ano

Farmer spraying field

O Brasil não tem nenhum registro de ovo contaminado por finopril, como 16 países da Europa, além de Hong Kong. O brasileiro convive, no entanto, com a contaminação alimentar de uma maneira alarmante. Conforme estudos do Instituto Nacional do Câncer (Inca), cada brasileiro consome cinco litros de veneno por ano. A ingestão se dá por meio de alimentos carregados de agrotóxicos usados na agricultura.

A água também sofre o efeito do uso indiscriminado de pesticidas, herbicidas e inseticidas. Só em 2010, nas contas do Inca, o mercado brasileiro comprou US$ 7,3 bilhões em agrotóxicos. E, por meio das plantações com excesso destas substâncias, além do alimento, o ciclo de intoxicação acaba atingindo mamíferos, peixes, aves e insetos.

A Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco) estima que os alimentos que mais recebem agrotóxicos no Brasil são: soja (40%), milho (15%), cana-de-açúcar e algodão (10% cada), cítricos (7%), café, trigo e arroz (3 cada%), feijão (2%), batata (1%), tomate (1%) maçã (0,5%) e banana (0,2%). De acordo com a pesquisadora e professora de Geografia Agrária da Universidade de São Paulo (USP), Larissa Bombardi, o agrotóxico mais vendido no Brasil é o glifosato.

“Se a gente pensar na quantidade de toneladas de glifosato que é vendido no Brasil, é grave. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS) o glifosato pode vir a causar câncer. A gravidade da nossa permissividade é essa. Vejo como um atentado à saúde da população como um todo”, alertou a pesquisadora ao Correio da Bahia. Em um estudo de 2012, a pesquisadora já alertava que, no Brasil, entre 1999 e 2009, uma pessoa sofria intoxicação por agrotóxico a cada 90 minutos. Nas conta de Bombardi, foram mais de 60 mil pessoas intoxicadas em 10 anos.

Os índices ainda poderiam ser mais graves, já que, segundo o estudo, para cada notificação de intoxicação, 50 deixam de ser registradas. Dentre os principais perigos à saúde listados pela Abrasco, em dossiê, entre 2005 e 2015, estão alterações no cromossomo, lesões hepáticas, contrações musculares involuntárias, asma e arritmias cardíacas; fungicidas, doença de Parkinson e cânceres. Isso se forem listados apenas os males relacionados a agrotóxicos classificados como inseticidas. Já os herbicidas podem induzir a produção de enzimas hepáticas, de vários tipos de câncer, fibrose pulmonar, entre outras enfermidades.

EUA: manifestação da direita radical em Charlottesville termina em violência e um morto

© Fornecido por AFP Manifestantes saem em passeata em Charlottesville

Confrontos violentos foram registrados neste sábado entre militantes antirracistas e grupos da extrema direita americanos reunidos em Charlottesville, Virginia, obrigando o governador do estado a decretar estado de emergência e a polícia a proibir a manifestação.

Segundo o prefeito da cidade, Mike Signer, uma pessoa morreu no tumulto. No Twitter, ele pediu que as pessoas deixassem a manifestação.

Em meio a nuvens de gás lacrimogêneo, os confrontos entre manifestantes da direita radical e contramanifestantes se multiplicavam antes do início da mobilização, com brigas, lançamento de projéteis e pauladas.

Neste clima de alta tensão, o temor de acontecimentos mais graves aumentava, porque os manifestantes portavam armas, o que é permitido por lei no estado da Virgínia.

Mais tarde, testemunhas relataram que um carro investiu contra a multidão, ferindo várias pessoas. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, um automóvel escuro atinge violentamente a traseira de outro veículo e, em seguida, retrocede velozmente entre os manifestantes. Outras imagens mostram feridos no chão.

Membros das milícias de extrema direita assumiram uma postura paramilitar, carregando no ombro fuzis semiautomáticos, não muito distante das forças de segurança chamadas ao local.

Diante dos incidentes, o batalhão de choque decidiu proibir a manifestação prevista e esvaziou o parque público onde ela aconteceria. Os efetivos realizaram um número não divulgado de prisões durante a operação.

Os grupos da direita radical, entre os quais a Ku Klux Klan e neonazistas, queriam denunciar e se opor ao projeto de Charlottesville de retirar de um espaço municipal a estátua do general confederado Robert E. Lee, que lutou a favor da escravidão durante a Guerra Civil americana.

Casal Trump reage

O presidente americano, Donald Trump, pronunciou-se no Twitter sobre o episódio, pedindo união. “Todos devemos estar unidos e condenar tudo o que o ódio representa. Não há lugar para este tipo de violência nos Estados Unidos. Vamos nos unir como um só”, pediu.

A primeira-dama, Melania Trump, condenou o sectarismo. “Nada bom sai da violência”, tuitou.

Mais tarde, em Bedminster, Nova Jersey, onde passa férias, Trump voltou a criticar a violência em Charlottesville.

“Condenamos, nos termos mais fortes possíveis, esta exibição flagrante de ódio, fanatismo e violência em muitos lados. O ódio e a divisão devem parar agora. Temos que nos unir como americanos, com amor por nossa nação”, proclamou.

O governador democrata da Virgínia, Terry McAuliffe, decretou estado de emergência, o que lhe permite mobilizar mais policiais.

Alguns manifestantes, que defendem a supremacia da raça branca, chegaram agitando bandeiras confederadas, consideradas um símbolo racista por boa parte dos americanos.

McAuliffe havia pedido ontem aos moradores da cidade que não participassem da manifestação, motivo pelo qual um destacamento da Guarda Nacional foi colocado em estado de alerta.

“As numerosas pessoas esperadas em Charlottesville querem expressar ideias consideradas por muitos, inclusive por mim, desprezíveis. Enquanto o fizerem de forma pacífica, estão no seu direito”, assinalou o governador, que havia ordenado às forças de ordem “agir rapidamente e de forma decisiva” em caso de atos de violência.

‘Vitrine do ódio’ 

“Este evento poderia ser uma vitrine histórica do ódio, reunindo, em um só local, um número de extremistas inédito em uma década”, advertiu Oren Segal, diretor do Centro sobre Extremismo da Liga Antidifamação, associação que luta contra o antissemitismo.

A direita nacionalista esperava atrair bastante seguidores graças à presença de membros do movimento Alt-Right, que apoiou Trump durante sua campanha.

Os participantes, de várias partes do país, tiveram dificuldade para encontrar hospedagem. A plataforma de aluguel da apartamentos Airbnb cancelou um número desconhecido de contas ligadas à extrema direita, destacando seus princípios de hospedagem independentes de origens étnicas.

Jason Kessler, organizador da manifestação, estimou no Twitter que a medida equivalia a um “ataque à liberdade de expressão e aos direitos civis”.

MSN

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