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Senado adia para 17 de outubro votação sobre afastamento de Aécio

O Senado decidiu nesta terça-feira (3), por 50 votos a 21, adiar para o próximo dia 17 de outubro a votação sobre o afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG). O plenário aprovou, após três horas de discussão, um requerimento apresentado por Antônio Carlos Valadares (PSB-SE).

Aécio foi afastado do mandato parlamentar na semana passada, por determinação da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) e a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR).

Com base nas delações de executivos da J&F, o senador afastado é acusado pela PGR de ter cometido os crimes de obstrução de Justiça e corrupção passiva. Aécio, porém, nega as acusações e se diz “vítima de armação”.

A discussão sobre se o Senado deveria ou não manter a votação para esta terça dominou as conversas entre senadores desde o período da manhã.

Isso porque parte dos parlamentares defendeu ser preciso aguardar a decisão do STF, marcada para o próximo dia 11, sobre o procedimento a ser adotado quando parlamentares forem afastados do mandato por determinação judicial.

Em meio às discussões nas bancadas sobre adiar ou não a votação sobre o afastamento de Aécio, o líder do PMDB, Raimundo Lira (PB), disse no início da tarde que tinha ouvido 21 dos 23 integrantes da bancada e que havia uma “maioria consistente” para aguardar o julgamento no STF.

O líder da minoria, Humberto Costa (PT-PE), logo em seguida, afirmou que a bancada petista também era favorável ao adiamento.

Argumentos contra o adiamento

Alvos de inquéritos no Supremo, os senadores Renan Calheiros (PMDB-AL), Romero Jucá (PMDB-RR), Jader Barbalho (PMDB-PA) e Fernando Collor (PTC-AL) defenderam durante a sessão que a votação ocorresse ainda nesta terça.

“O STF não é maior do que o Senado. Temos a legitimidade do voto popular, obedecemos a Constituição e não aceitamos de forma alguma que a Constituição seja reinterpretada para diminuir o Senado.” – Jader Barbalho

Na sequência, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ex-presidente do Congresso Nacional e ex-líder do PMDB, afirmou: “Desfazer essa votação significa dissolver o Senado.”

As declarações dos senadores foram dadas no plenário, logo após o ministro do STF Luiz Edson Fachin rejeitar um pedido de Aécio para suspender o afastamento.

Ao saber da decisão do ministro Fachin, o presidente da legenda, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), desabafou: “Então, vamos votar”.

Em plenário, o líder do PSDB, Paulo Bauer (SC), criticou a tentativa de adiar a votação.

“Não é possível que, nesta Casa, ninguém mais queira cumprir o que a Constituição diz. Em algum lugar do país, essa Constituição tem que ser respeitada.” – Paulo Bauer

Argumentos pró-adiamento

Em meio à discussão sobre adiar ou não a votação no plenário, o líder do PPS, Cristovam Buarque (PPS-DF), declarou:

“Esta Casa não é menor que o Supremo, mas o Supremo não é menor que esta Casa. Nós fazemos a lei. Mas o Supremo interpreta a lei.” – Cristovam Buarque

Na mesma linha, o líder do PT, Humberto Costa, afirmou que o Senado deveria esperar a decisão do Supremo para que Aécio Neves não passe a ser um “privilegiado”, uma vez que decisões judiciais não retroagem.

“As decisões do Supremo valem é dali para frente, não dali para trás. Hoje dizer que o Supremo agiu errado, sem que haja pacificação da questão, significa dizer que um senador terá atendimento prioritário e será tratado como alguém que teve tratamento privilegiado.” – Humberto Costa.

Veja abaixo como votou cada senador:

Votos “sim” (pelo adiamento)

  • Acir Gurgacz (PDT-RO)
  • Alvaro Dias (Pode-PR)
  • Ana Amélia (PP-RS)
  • Ângela Portela (PDT-RR)
  • Antonio Carlos Valadares (PSB-SE)
  • Armando Monteiro (PTB-PE)
  • Cidinho Santos (PR-MT)
  • Cristovam Buarque (PPS-DF)
  • Dário Berger (PMDB-SC)
  • Eduardo Amorim (PSDB-SE)
  • Elmano Férrer (PMDB-PI)
  • Fátima Bezerra (PT-RN)
  • Fernando Coelho (PMDB-PE)
  • Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
  • Gleisi Hoffmann (PT-PR)
  • Hélio José (PMDB-DF)
  • Humberto Costa (PT-PE)
  • Ivo Cassol (PP-RO)
  • João Capiberibe (PSB-AP)
  • Jorge Viana (PT-AC)
  • José Maranhão (PMDB-PB)
  • José Medeiros (Pode-MT)
  • José Pimentel (PT-CE)
  • Kátia Abreu (PMDB-TO)
  • Lídice da Mata (PSB-BA)
  • Lindbergh Farias (PT-RJ)
  • Lúcia Vânia (PSB-GO)
  • Magno Malta (PR-ES)
  • Marta suplicy (PMDB-SP)
  • Omar Aziz (PSD-AM)
  • Otto Alencar (PSD-BA)
  • Paulo Paim (PT-RS)
  • Paulo Rocha (PT-PA)
  • Pedro Chaves (PSC-MS)
  • Raimundo Lira (PMDB-PB)
  • Randolfe Rodrigues (Rede-AP)
  • Regina Sousa (PT-PI)
  • Reguffe (Sem partido-DF)
  • Ricardo Ferraço (PSDB-ES)
  • Roberto Muniz (PP-BA)
  • Roberto Requião (PMDB-PR)
  • Ronaldo Caiado (DEM-GO)
  • Rose de Freitas (PMDB-ES)
  • Sérgio Petecão (PSD-AC)
  • Simone Teber (PMDB-MS)
  • Valdir Raupp (PMDB-RO)
  • Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)
  • Vicentinho Alves (PR-TO)
  • Waldemir Moka (PMDB-MS)
  • Wellington Fagundes (PR-MT)

Votos “não” (contra o adiamento)

  • Airton Sandoval (PMDB-SP)
  • Antonio Anastasia (PSDB-MG)
  • Ataídes Oliveira (PSDB-TO)
  • Benedito de Lira (PP-AL)
  • Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
  • Ciro Nogueira (PP-PI)
  • Dalírio Beber (PSDB-SC)
  • Davi Alcolumbre (DEM-AP)
  • Eduardo Lopes (PRB-RJ)
  • Fernando Collor (PTC-AL)
  • Flexa Ribeiro (PSDB-PA)
  • Jader Barbalho (PMDB-PA)
  • João Alberto Souza (PMDB-MA)
  • José Agripino Maia (DEM-RN)
  • José Serra (PSDB-SP)
  • Lasier Martins (PSD-RS)
  • Paulo Bauer (PSDB-SC)
  • Renan Calheiros (PMDB-AL)
  • Roberto Rocha (sem partido-MA)
  • Tasso Jereissati (PSDB-CE)
  • Zeze Perrella (PMDB-MG)

 G1

Prazo para produtores rurais aderirem ao Refis Rural foi prorrogado até 31 de outubro

O produtor rural que quiser aderir ao Programa de Regularização Tributária Rural (PRR), que possibilita a renegociação de dívidas rurais com boas condições de negociação, ganhou mais 30 dias. Isto porque, uma medida provisória, publicada em edição extra do Diário Oficial da União, da última sexta-feira, prorrogou o prazo para adesão ao Programa que findaria no dia 29, para o dia 31 de outubro.  

De acordo com a MP, quem aderir ao Programa em outubro, seja pessoa física ou jurídica, terá que pagar acumuladamente três parcelas do acordo. O programa, apelidado de Refis Rural, contempla pessoas físicas ou compradores de produção rural de pessoas físicas. Com a adesão ao programa, os débitos contraídos a partir de 2001 poderão ser refinanciados em até 180 meses (15 anos), das quais 176 prestações terão desconto nas multas e nos juros. O contribuinte já inscrito em outros programas de refinanciamento poderá permanecer neles – aderindo, ao mesmo tempo, ao PRR – ou concentrar todos os débitos no PRR.

O presidente da Associação dos Plantadores de Cana da Paraíba (Asplan), Murilo Paraíso, comemorou a prorrogação do prazo de adesão ao Refis Rural. “Essa elasticidade no prazo, com certeza, vai possibilitar que mais produtores e empresas possam aderir ao programa. Quem se adequar às condições do Programa, com certeza, deve renegociar seus débitos porque as condições são vantajosas”, afirma Murilo.

Jair Bolsonaro é condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais a comunidades quilombolas e população negra

Jair Bolsonaro durante seu discurso na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Jair Bolsonaro durante seu discurso na Câmara (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O deputado federal Jair Bolsonaro foi condenado a pagar R$ 50 mil por danos morais coletivos a comunidades quilombolas e à população negra em geral, a ser revertido em favor do Fundo Federal de Defesa dos Direitos Difusos.

O Ministério Público Federal do Rio de Janeiro entrou com um processo contra Jair Bolsonaro, em abril deste ano, depois que o deputado realizou uma palestra no Clube Hebraica, em Laranjeiras, Zona Sul do Rio, e lá ofendeu e depreciou a população negra e indivíduos pertencentes às comunidades quilombolas. O deputado pode recorrer da sentença. A assessoria do deputado disse ao G1, na tarde desta terça-feira (3), que Bolsonaro não vai se pronunciar sobre o caso.

Na ação, os procuradores da República sustentam que Bolsonaro distorceu informações e fez uso de “expressões injuriosas, preconceituosas e discriminatórias com o claro propósito de ofender, ridicularizar, maltratar e desumanizar as comunidades quilombolas e a população negra”.

No Hebraica, segundo MPF, o deputado afirmou, por exemplo, que visitou uma comunidade quilombola e “o afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”. Ainda citando a visita, disse também: “não fazem nada, eu acho que nem pra procriar servem mais”. Para os procuradores da República Ana Padilha e Renato Machado, as afirmações “desumanizam as pessoas negras, retirando-lhes a honra e a dignidade ao associá-las à condição de animal”.

“Com base nas humilhantes ofensas, é evidente que não podemos entender que o réu está acobertado pela liberdade de expressão, quando claramente ultrapassa qualquer limite constitucional, ofendendo a honra, a imagem e a dignidade das pessoas citadas, com base em atitudes inquestionavelmente preconceituosas e discriminatórias, consubstanciadas nas afirmações proferidas pelo réu na ocasião em comento”, concluem os procuradores na ação.

Na sentença, publicada nesta segunda-feira (2), a juíza Frana Elizabeth Mendes, da 26ª Vara Federal do Rio de Janeiro, afirma que está “evidenciada a total inadequação da postura e conduta praticada pelo réu, infelizmente, usual, a qual ataca toda a coletividade e não só o grupo dos quilombolas e população negra em geral”.

G1

STF mantém Fachin como relator de pedido para suspender afastamento de Aécio

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, decidiu hoje (3) manter o ministro Edson Fachin como relator do pedido do senador Aécio Neves (PSDB-MG) para que a Corte suspenda seu afastamento das atividades parlamentares.

Ontem (3), a defesa de Aécio pediu para que o mandado de segurança com pedido de liminar (decisão provisória) fosse redistribuído, argumentando que Fachin não poderia ser relator por ter sido o autor do primeiro afastamento do senador, em maio.

Em um segundo mandado de segurança, o PSDB fez pedido similar, no intuito de que o afastamento seja suspenso em definitivo. Por prevenção, Fachin também é o relator da solicitação do partido de Aécio.

Cármen Lúcia, a quem cabe decidir sobre redistribuição de processos, entendeu que o argumento da defesa não procede, pois o afastamento determinado na semana passada pela Primeira Turma do STF se trata de uma nova medida, em nada relacionada com qualquer decisão anterior de Fachin.

A ministra também escreveu que caso impedisse Fachin de participar do sorteio da relatoria, o plenário do STF ficaria sem o quórum mínimo de seis ministros para julgar o pedido do senador. Isso porque os cinco ministros da Primeira Turma já não poderão participar da análise sobre a suspensão do afastamento, uma vez que a decisão contestada partiu do colegiado.

Compõem a Primeira Turma os ministros Marco Aurélio Mello, Alexandre de Moraes, Luís Roberto Barroso, Rosa Weber e Luiz Fux.

Decisões anteriores

Em julho, o ministro Marco Aurélio Mello reverteu o primeiro afastamento de Aécio, que havia sido determinado por Fachin, devolvendo-lhe o exercício do mandato, mas na semana passada a Primeira Turma do STF decidiu restabelecer a medida, impondo ao senador a proibição de sair de casa à noite.

A decisão da Primeira Turma foi tomada no inquérito em que Aécio foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) por ter recebido R$ 2 milhões em propina do empresário Joesley Batista, do grupo J&F, em troca de sua atuação política. O senador tucano nega as acusações, afirmando que a quantia se tratava de um empréstimo pessoal, numa operação sem natureza ilícita.

Caberá agora a Fachin decidir se acata ou não a solicitação feita ontem (2) pelo advogado de Aécio, Alberto Toron, que em um mandado de segurança pediu uma liminar para que o STF suspenda o afastamento do senador. A suspensão aconteceria, segundo o pedido de Toron, ao menos até que seja julgada em plenário uma ação na qual os ministros da Corte devem decidir se precisam ou não de aval do Congresso para impor, contra parlamentares, medidas cautelares diversas da prisão.

A ação direta de inconstitucionalidade (ADI), protocolada por PP, PSC e Solidariedade, foi pautada por Cármen Lúcia para ser julgada no dia 11 de outubro, depois que o Senado aprovou um requerimento de urgência para que o plenário da Casa revise as medidas impostas contra Aécio.

A votação sobre o assunto no Senado deve ocorrer hoje, segundo o presidente do Senado, Eunício Oliveira, que disse ontem (2) a Cármen Lúcia ter dificuldades para adiar a análise do tema. A expectativa é de que Aécio tenha o exercício do mandato restabelecido por seus pares, desconsiderando uma decisão colegiada do STF.

Felipe Pontes – Repórter da Agência Brasil

Vice-prefeita de Mamanguape desabafa após polêmica com filho e defende perdão

Baby Helenita com o filho de 11 anos.

A vice-prefeita de Mamanguape, Baby Helenita(PRTB), voltou as redes sociais para anunciar o perdão ao filho de 11 anos, envolvido em polêmica na última semana. O menino foi flagrado dirigindo um carro com amigos e xingando policiais.

Na postagem, a vice-prefeita revela que já puniu o seu filho mas que acima de tudo o perdoou.

Veja a postagem:

Bandidos assaltam loja no centro de Rio Tinto; “veja vídeo da ação”

Criminosos fugiram numa moto.
Criminosos fugiram numa moto.

Dois homens ainda não identificados assaltaram uma loja no centro da cidade de Rio Tinto. O crime aconteceu por volta das 13h40 desta terça-feira (3).

Segundo informações repassadas ao Portal PBVale, os assaltantes chegaram armados e de capacetes, numa moto. No vídeo disponibilizado, é possível acompanhar a ação da dupla, um de camisa amarela retira uma quantia em dinheiro do caixa, e outro de camisa cor laranja, aponta uma arma para a atendente.

Ação durou cerca de um minuto. Eles levaram todo o dinheiro do caixa. Até o fechamento desta matéria, ninguém foi preso.

Da redação

Menino de 11 anos é encontrado dentro de cela de acusado de estupro

Os pais do menino contaram que deixaram a criança de propósito na unidade prisional
Os pais do menino contaram que deixaram a criança de propósito na unidade prisional

Um menino de 11 anos foi encontrado dentro de uma das celas da Colônia Agrícola Major César Oliveira, localizada na BR 343, a 38 quilômetros de Teresina, no Piauí. Segundo informações de sites da região, a criança foi “esquecida” por um adulto durante visita e foi encontrada posteriormente por um agente penitenciário.

Segundo o Sindicato dos Agentes Penitenciários do Piauí, que divulgou a imagem ao lado, a criança estava debaixo da cama de um dos detentos. Ainda segundo o sindicato, o menino não possui parentesco com o detento, que, segundo a Secretaria de Justiça do Piauí, está preso por estupro.

De acordo com informações da Sejus, a criança estava acompanhada dos pais durante a visita, mas, quando eles saíram da colônia, a gerência notou a ausência do menino, fizeram buscas e o localizaram.

A criança passou por exames e nenhum tipo de violência fio constatado, segundo laudo do Instituto Médico Legal. 

Ao site local Cidade Verde, o gerente da Colônia Agrícola Major César, Cleiton Lima, disse que os pais do menino contaram que deixaram a criança de propósito na unidade prisional. “A intenção era de evitar levar o menino para casa e trazer no outro dia, já que domingo também era dia de visita”, contou.

O preso visitado pelos pais do menino será punido e ficará na ala de triagem.

Governo decreta emergência em 196 municípios paraibanos afetados pela seca

O governador Ricardo Coutinho (PSB) decretou situação de emergência em 196 municípios paraibanos afetados pela estiagem. O decreto, que terá duração de 180 dias, foi publicado na edição desta terça-feira (3) do Diário Oficial do Estado.

Coutinho ressalta que a estiagem prolongada tem gerado prejuízos importantes e significativos às atividades produtivas do Estado, principalmente à agricultura e à pecuária dos municípios  afetados.

A partir do decreto o Poder Executivo fica autorizado a abrir crédito extraordinário e a convocar voluntários para reforço das ações de respostas ao desastre natural.

Considerando a urgência da situação, ficam dispensados de licitações, os contratos de aquisição de bens e serviços necessários às atividades de resposta ao desastre, locação de máquinas e equipamentos, de prestação de serviços e de obras relacionadas com a reabilitação do cenário do desastre, desde que possam ser concluídas no prazo estipulado em lei.

Veja lista dos municípios

MaisPB

Assembleia Legislativa alerta população sobre prevenção do suicídio

Segundo o deputado Raniery, o objetivo da Sessão Especial foi dar visibilidade ao tema e promover o debate
Segundo o deputado Raniery, o objetivo da Sessão Especial foi dar visibilidade ao tema e promover o debate

A Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) realizou, na última quinta-feira (28), Sessão Especial para alertar  a população sobre o suicídio, referente à Campanha Setembro Amarelo. A Sessão foi proposta pelo presidente da Casa, deputado Gervásio Maia, em conjunto com os deputados Artur Cunha Lima e Raniery Paulino.

De acordo com Gervásio, os crescentes registros de suicídios no estado da Paraíba motivaram o parlamento paraibano a discutir o tema com a sociedade. “As instituições e a sociedade civil devem continuar trabalhando no cuidado das pessoas, unindo forças e cobrando providências das autoridades paraibanas e no âmbito federal. Nós precisamos reduzir os índices de suicídio, que são assustadores na Paraíba e no Brasil de uma maneira geral. É importante aproveitar essa sessão de hoje para estabelecer um encaminhamento e nos mobilizar enquanto poderes constituídos, interagindo com as secretarias de saúde, poder executivo e participação das representações que aqui estão, para que possamos avançar no combate ao suicídio”, defendeu o presidente.

Segundo o deputado Raniery, o objetivo da Sessão Especial foi dar visibilidade ao tema e promover o debate, ampliando o trabalho da Assembleia, que, além de buscar melhores condições para a população, também está lutando pela preservação da vida. “O objetivo é debater e chamar atenção para as pessoas que sofrem de algum transtorno, alguma angústia, que pensam em tirar a sua própria vida. O setembro é o mês destinado ao chamamento desta atenção, e ao encorajamento para que elas a procurarem orientação. A Assembleia tem o papel de buscar, através das políticas públicas, a melhoria das condições de vida das pessoas, e esta sessão vai muito além disso, busca a preservação da vida” afirmou.

Preocupado com o aumento de casos de suicídios entre os jovens, o deputado Artur Cunha Lima ressaltou a depressão, os conflitos da atualidade e a necessidade do diálogo e do convívio familiar como fatores que causadores do suicídio. “A sociedade precisa se unir, repensar, estender a mão e abrir caminhos para o diálogo com a população para que venhamos amenizar índices alarmantes que têm crescido no país”, falou o parlamentar.

O deputado Aníbal Marcolino aproveitou a Sessão e chamou atenção para patologias como o Transtorno Obsessivo Compulsivo e a Síndrome do Pânico que, assim como a depressão, não fazem distinção de classe social e também podem levar o paciente a tentar contra a própria vida. “O suicídio, através das patologias psiquiátricas, atinge a todas as classes. Só neste ano, cinco médicos tiraram suas vidas. O acompanhamento é importante. Qualquer sinal de alguém da família, uma mudança no humor, na forma de agir é necessário que se busque ajuda”, destacou.

O presidente da Associação de Psiquiatria da Paraíba, José Brasileiro, parabenizou a iniciativa dos parlamentares de abordar a prevenção ao suicídio na Casa de Epitácio Pessoa. Segundo o psiquiatra a cada 40 segundos uma pessoa comete suicídio no mundo e mais importante do que falar sobre o assunto é a necessidade de criar políticas públicas para a prevenção. “O suicídio é uma epidemia silenciosa. Em 1985, os números de casos registrados eram de 3.5 pessoas para cada dez mil. Hoje, estes números são de 5.5 pessoas. O suicídio tem aumentado porque não temos políticas públicas para a prevenção. Temos poucos serviços de saúde, poucas estruturas para prevenir o suicídio”, argumentou. Ainda de acordo com o psiquiatra, tão importante quanto tratar da prevenção ao suicídio, é também necessário tratar do pós-suicídio e a maneira como o ato repercute na sociedade. “É preciso falar também da posvenção ao suicídio, que é o que acontece depois. As repercussões na sociedade e os efeitos. Tem que ser feito um trabalho com a família e com a sociedade após essa tentativa, após o suicídio”, explicou o presidente.

A professora doutora da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), Iracilda Cavalcante de Freitas Gonçalves, que já escreveu três livros sobre o tema, afirmou que o aumento de casos de suicídio na Paraíba é extremamente preocupante. Segundo ela, a pessoa que comete ou tenta o suicídio não sente o desejo de morrer, mas sim de livrar-se dos problemas que a aflige. “Essas pessoas querem sair de um sofrimento e sozinhas não conseguem, mas também silenciam e não dividem seus problemas. O aumento de casos preocupa principalmente porque o maior fator de risco do suicídio é a depressão e ela tem crescido bastante. As pessoas precisam ser ensinadas a resolver conflitos, lhe dar com problemas diários e a procura ajuda”, argumentou a professora.

A sessão também contou com a presença dos deputados Arnaldo Monteiro, Guilherme Almeida, Janduhy Carneiro, João Gonçalves, Raoni Mendes, Renato Gadelha, Tião Gomes e Trócolli Júnior. Além da presidente da Associação Promocional do Poder Legislativo, Manuela Maia, da diretora do departamento de saúde da Assembleia Legislativa, Deyse Queiroga, da diretora da Divisão de Psicologia da ALPB, Durvalina Rodrigues, da ouvidora geral da ALPB, Liliane Targino, da porta voz do Centro de Valorização da Vida (CVV), Aparecida Melo, do escritor e historiador José Otávio.

1 ano após vitória, Aurileide é a segunda vice a rachar com prefeito no Vale

Aurileide foi o primeiro vice a romper com o prefeito no Vale do Mamanguape.
Aurileide foi a segunda vice a romper com o prefeito no Vale do Mamanguape, 1 ano após vitória nas eleições.

Nesta segunda-feira (2), completou 1 ano da consagração das chapas vitoriosas nas eleições de outubro de 2016. No Vale do Mamanguape houve disputas históricas, desde a quebra de hegemonias políticas às oligarquias que se revezam no poder há 30 anos. Na região, Aurileide foi a segunda vice-prefeita a romper com seu companheiro de chapa. Sendo a primeira a romper, Adriana Catolé, vice-prefeita de Jacaraú. 

Em Mamanguape, ‘as mulheres’, Eunice e Baby, derrotou o tradicional grupo representado pelos Fernandes. Em Capim e Cuité de Mamanguape, ‘os lisos’, Tiago Lisboa e Jair da Farmácia, respectivamente, quebraram as regras das campanhas estruturadas.

Em Jacaraú, com Elias Costa, e Rio Tinto com Fernando Naia, também não foram diferentes. Ambos sustentaram o discurso de mudança e renovação sobre as velhas práticas políticas, adotadas por grupos tradicionais nessas cidades.

A exato 1 ano do resultado dessas eleições, surgem os primeiros desencantamentos e ‘rachas políticos’.

Na semana passada, a então vice-prefeita de Rio Tinto – Aurileide da Farmácia (PTC), oficializa seu rompimento com o prefeito Fernando Naia (PSB). Num discurso forte e em tom de desabafo, Aurileide revelou publicamente, durante sessão na Câmara dos vereadores, os motivos de seu desligamento com a gestão socialista. Confira o discurso de rompimento de Aurileide no áudio abaixo:

Entre encontro e desencontros, resta saber, qual será o próximo insatisfeito com os planos de governo defendido em palanque na última eleição.

Da redação

 

 

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