Para ela, decisão da Alerj que soltou deputados ofendeu lei e Constituição
Para ela, decisão da Alerj que soltou deputados ofendeu lei e Constituição
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, decidiu levar ao Supremo Tribunal Federal essa disputa entre o Legislativo e o Judiciário do Rio de Janeiro. E disse que o estado vive um clima de terra sem lei.
A procuradora argumentou que a decisão da Assembleia Legislativa foi uma ofensa à lei e à Constituição.
O MP pede para suspender e anular a decisão da Alerj que soltou os três deputados. Raquel Dodge afirmou que a decisão do Supremo sobre medidas cautelares a parlamentares, usada pelo Senado para devolver o mandato ao senador Aécio Neves, não se estende a deputados estaduais.
A Procuradoria informou que entrou com a ação no STF antes da decisão que já mandou os três deputados de volta à prisão. E reforçou: o fato de a Alerj ignorar os crimes atribuídos aos deputados indica o quadro de anomalia e excepcionalidade vivido nesse momento, o que, segundo a procuradora, exige uma resposta imediata e firme do Supremo.
Raquel Dodge disse que o fato de a resolução legislativa ter sido cumprida por ordem direta da Alerj, sem expedição de alvará de soltura pela Justiça, é prova eloquente do clima de terra sem lei que domina o estado. E que a resolução, ordenando aos carcereiros que soltassem os deputados não encontra respaldo ou paralelo, aproximando-se, pura e simplesmente, de um ato de força ilegal. O relator será o ministro Edson Fachin.
Herói da luta pela independência, Mugabe se tornou um ditador sanguinário
Herói da luta pela independência, Mugabe se tornou um ditador sanguinário
Uma multidão saiu, nesta terça-feira (21), às ruas da capital do Zimbábue para celebrar a renúncia do presidente Robert Mugabe, que estava afastado do poder desde quarta-feira (15).
Robert Mugabe caiu do poder e, dessa vez, não havia ninguém para amparar. O presidente do Zimbábue perdeu cada pilar do regime.
Os militares que apoiaram o ditador por 37 anos pediam sua saída. A influente Associação de Veteranos da Guerra pela Independência não queria Mugabe nem por mais 37 segundos.
Aquele homem um dia já foi herói: parou de dar aulas e liderou uma guerrilha pela independência. Assim como Nelson Mandela, ele lutou contra o colonialismo britânico e depois contra a segregação entre brancos e negros.
Mas, ao contrário do líder sul-africano, Mugabe se apegou ao poder e comandou um genocídio contra uma etnia rival: um massacre conhecido como Gukurahundi, a tempestade que separa o joio do trigo.
Robert Mugabe era um nome temido e reverenciado à frente de um governo desastroso. A corrupção e a expropriação de terras ajudaram a quebrar o país, que já enfrentou uma hiperinflação, com a famosa nota de 100 trilhões de dólares zimbabuanos.
O erro fatal foi o afastamento do vice-presidente Emmerson Mnangagwa. Mugabe quis como sucessora a esposa, apelidada de Gucci Grace pelos gastos extravagantes. O Exército não tolerou e manteve o presidente sob custódia em sua mansão na capital Harare. O ditador não resistiu à pressão. Nesta terça-feira (21), o presidente do Congresso leu a carta de renúncia de Mugabe.
O Reino Unido declarou que a renúncia é uma oportunidade para a ex-colônia encontrar um caminho livre de opressões. Mas o principal nome para a sucessão era o braço direito de Mugabe. Durante quase 40 anos de regime, Emmerson Mnangagwa passou por praticamente todos os cargos do governo.
O Zimbábue hoje importa a maior parte da comida que consome. Um país com enorme riqueza natural, mas com uma população muito empobrecida. O novo líder tem tudo para ser um velho conhecido, mas hoje o povo dança.
Os zimbabuanos têm um ditado para isso: “Ithemba alibulali”. Algo como: “A esperança não mata ninguém”.
Preocupação maior é com a reserva de oxigênio para 44 tripulantes
Preocupação maior é com a reserva de oxigênio para 44 tripulantes
Dez países estão empenhados na busca ao submarino argentino San Juan, que desapareceu há seis dias no Atlântico. A maior preocupação é com a reserva de oxigênio a bordo.
A terça-feira (21) começou com esperança para as famílias dos tripulantes do San Juan. Botes salva-vidas e sinalizadores foram encontrados na área de buscas pelo submarino, desaparecido há seis dias. Mas, logo depois, o porta-voz da Marinha argentina desmentiu que eles pertencessem ao San Juan.
Os parentes continuam acreditando que tudo vai acabar bem. O San Juan desapareceu no dia 15 de novembro quando navegava de Ushuaia para Mar del Plata. Na sua última posição conhecida, a embarcação estava no mar argentino, a 460 quilômetros de Puerto Deseado.
O San Juan é um dos três submarinos da frota argentina, de fabricação alemã. Tem 65 metros de comprimento, sete de largura e leva 44 tripulantes, entre eles, a primeira mulher submarinista da América do Sul, Eliana Maria Krawczyk, de 34 anos.
Navios e aviões da Argentina e de outros nove países participam das operações em uma área de aproximadamente 500 mil quilômetros quadrados: uma região com ondas de até sete metros e ventos de 80 quilômetros por hora.
Nesta terça-feira (21), o Jornal Nacional embarcou no submarino Timbira, da Marinha Brasileira, que é da mesma categoria do San Juan. O espaço interno de um submarino convencional é apertado, espremido. Por isso, em caso de emergência, a tripulação tem que estar muito bem treinada para evitar atropelos. E em uma grande emergência ou em uma situação de perigo real, o que a maioria das pessoas quer saber é quanto tempo de oxigênio a tripulação dispõe enquanto o submarino está no fundo do mar, e não consegue vir à tona. Nesse caso, a tripulação tem que ficar de olho em dois medidores, no de gás carbônico e no de oxigênio.
“Não é possível responder com exatidão. O que podemos inferir, a partir das experiências e dos projetos usuais nos padrões convencionais, é que esse parâmetro deve ser em torno de duas semanas”, explicou o comandante do submarino Timbira, capitão de fragata Leonardo Braga Martins.
Desastres com submarinos não são comuns. O último grande caso aconteceu há 17 anos. Em agosto do ano 2000, o submarino nuclear Kursk, considerado o orgulho da Marinha Russa, afundou no mar de mar de Barents depois de uma explosão interna, matando os 118 tripulantes a bordo.
Uma das maneiras de escapar de um submarino com problemas é usando uma roupa especial que ajuda a flutuar. Em maio de 2014, o repórter Ari Peixoto participou de uma operação simulada, em uma profundidade de 20 metros.
“Existem registros de escape durante exercícios que excederam a profundidade de 150 metros. Mas a medida em que o escape ocorra em profundidades maiores, os riscos das doenças descompressivas ao atingir a superfície se tornem maiores”, disse o comandante Leonardo Braga Martins.
O tempo na região das buscas está melhorando, o que pode facilitar a localização do San Juan.
“Sempre com a esperança de que eles possam ser salvos e possam regressar para suas casas em segurança”, declarou o comandante.
O Banco Mundial apresentou, nesta terça-feira (21) ao governo federal, um estudo sobre os gastos públicos no Brasil e apontou a Previdência como o motor do desequilíbrio das contas do país.
Um olhar que vem de fora: o Brasil gasta mais do que pode e gasta mal. Economistas do Banco Mundial constataram que mais de 90% do dinheiro do orçamento estão comprometidos, impedindo investimentos.
O estudo afirma que o sistema de aposentadorias do Brasil é injusto: 35% do dinheiro usado para bancar a Previdência beneficiam os 20% mais ricos, enquanto apenas 18% desse dinheiro chegam para os 40% mais pobres.
O Banco Mundial recomenda atacar privilégios. O valor dos salários pagos aos servidores públicos federais é muito mais alto que o valor pago pelo setor privado: 67% a mais, uma conta desigual e que tem consequências na Previdência.
Em 2016, o rombo do INSS atingiu R$ 150 bilhões para pagar 29 milhões de aposentados e pensionistas do setor privado. Nas aposentadorias públicas pagas pela União, o rombo alcançou R$ 77 bilhões para pagar menos de um milhão de beneficiários. O estudo do Banco Mundial sugere tributar as aposentadorias e pensões mais altas de servidores.
O Banco Mundial alerta que o rombo do sistema de aposentadorias cresce de maneira desenfreada e se tornou um fator de pressão para a saúde financeira do Brasil, e a única forma de fazer com que o dinheiro público possa ser investido também em outras áreas prioritárias, como saúde, educação e segurança, é uma reforma das previdências pública e privada.
O ministro da Fazenda voltou a defender os pontos da reforma, como o aumento da idade de aposentadoria que, na prática, vai diminuir a desigualdade.
“Hoje, os 20% de menor renda na população normalmente não conseguem se aposentar por tempo de contribuição por uma razão muito simples: eles não têm possibilidade, muitos deles, a maioria deles, de ter 35 anos com carteira assinada. O tempo todo. Então o que acontece? Aqueles 20% de renda menor tendem a se aposentar por idade”, disse Henrique Meirelles.
Em uma cerimônia no Palácio do Planalto, o presidente Michel Temer reforçou a necessidade de votar a reforma.
“Os dados todos indicam que, se não fizermos a reforma da Previdência, que vai permitir o pagamento das pensões, nós podemos entrar em climas de países da Europa que deixaram para muito tarde a reforma previdenciária e, quando tentaram fazê-la, tiveram que cortar 40% das aposentadorias, 40% dos salários, dos vencimentos dos funcionários públicos, um drama brutal”, afirmou.
O presidente da Câmara disse que só vai botar a reforma em votação quando houver acordo entre os partidos. O relator Arthur Maia prometeu apresentar o texto na quarta-feira (22), depois de um jantar com Temer e aliados no Alvorada.
A Prefeitura de Curral de Cima conseguiu liminar na Justiça para que a Energisa não suspenda o fornecimento de energia elétrica do município. A concessionária estava ameaçando interromper o serviço devido a dívidas no valor de R$ 2.759.727,68 deixadas pela gestão anterior. A decisão foi concedida nesta terça-feira (21), pelo juiz Perilo Rodrigues de Lucena, da Comarca de Jacaraú.
O município vem pagando mensalmente as contas de energia. Porém, encontra-se em dificuldade para quitar os débitos anteriores, principalmente porque o parcelamento negociado pelo antigo prefeito corresponde a cerca de 75% do valor mensal da conta que é de mais de R$ 60 mil, tornando-se inviável o pagamento. “O antigo gestor além de não ter pago os débitos de energia existente, transformando-se num verdadeiro caos, não se preocupou como o município diante da crise econômica vivenciada no país, poderia suportar a obrigação pactuada por ele”, ressaltou o advogado responsável pela ação, Marco Villar.
O atual prefeito de Curral de Cima, Totó Ribeiro, lamentou o descaso, mas garantiu que o município vai arcar com as dívidas herdadas, porém precisa haver uma renegociação para que a Prefeitura possa ter condições de pagar os débitos. “Do modo como foi feito é praticamente impossível um município pequeno, que já sofre com as finanças escassas em tempos tão difíceis, ter que pagar uma parcela tão alta”, comentou.
Na decisão, o juiz Perilo Rodrigues de Lucena reconheceu que o município vem arcando com as despesas mensais do fornecimento de energia e ainda determinou que a Energisa faça a cobrança das dívidas em faturas separadas, pois a concessionária estava realizando a cobrança da conta do mês e do parcelamento em uma única fatura.
“Na hipótese, vê-se que o município demandante busca a duras penas manter-se adimplente aos termos do contrato, todavia, demonstra-se absurda a inclusão dos parcelamentos nas faturas mensais, vez que desta forma a cobrança dos débitos de outros exercícios ultrapassa a própria manutenção do consumo mensal”, diz a sentença.
Confira os detalhes no http://festivaldemusica.pb.gov.br/
A curadoria do Festival de Música da Paraíba divulgou, nesta terça-feira (21), a lista de classificados para a disputa do evento. Vinte e quatro canções foram escolhidas para as duas eliminatórias (ver listagem ao final desse texto). A curadoria foi feita pela maestrina Priscila Santana (do projeto Prima), pelos cantores e compositores Pedro Osmar e Arthur Pessoa, pelo secretário estadual de Cultura, Lau Siqueira, e o produtor Dinarte Nóbrega.
“Não foi uma escolha fácil. A curadoria teve muito trabalho para chegar aos 24 selecionados, pois o nível está muito elevado”, disse Pedro Osmar, destacando satisfação com a pluralidade sonora dos candidatos.
Mais de 300 canções foram inscritas em diversas regiões do Estado. Ao todo, 303. Conforme edital do festival, serão apresentadas 12 canções em cada eliminatória e seis vão ser classificadas para a final. A primeira edição do festival acontece entre 13 e 27 de janeiro do ano que vem, homenageando a tocadora de pífano Zabé da Loca, que faleceu aos 93 anos de idade, no dia 5 de agosto deste ano. O evento ocorrerá em três etapas, sendo a primeira no dia 13 de janeiro de 2018, em Sousa, no Sertão; a segunda no dia 20 de janeiro, em Campina Grande, e a final no dia 27 de janeiro, em João Pessoa.
O secretário Lau Siqueira explica que a lista ainda pode sofrer alterações. Caso, por questões técnicas, algum dos selecionados seja eliminado já há uma lista de suplentes. “Foram selecionados 10 suplentes, que também estão com canções de nível muito elevado”, disse ele.
O evento, realizado pelo Governo do Estado (por meio da Rádio Tabajara, Secult e Funesc), pagará R$ 20 mil em premiações aos vencedores. A premiação para o primeiro colocado no festival é de R$ 10 mil. Também serão premiados o segundo e terceiro lugares, bem como o melhor intérprete.
“O governo faz história também na cultura paraibana pois enquanto no país as portas estão se fechando, na Paraíba o Governo abre as portas para novos talentos, inclusive com premiação em dinheiro”, disse Maria Eduarda Santos, diretora-presidenta da Rádio Tabajara.
Compositores de mais de 30 cidades paraibanas se inscreveram no Festival de Música da Paraíba. Maior parte das 303 inscrições veio de João Pessoa, Campina Grande, Sousa e Cabedelo. Mas, também há inscritos de Alagoa Grande, Aparecida, Areial, Araruna, Baía da Traição, Bananeiras, Bayeux, Cajazeiras, Catingueira, Cubati, Cuité, Galante, Guarabira, Igaracy, Itabaiana, Itaporanga, Lucena, Monte Horebe, Monteiro, Patos, Poço José de Moura, Pombal, Queimadas, Rio Tinto, Santa Rita, Sapé, Serra da Raiz, Solânea, Sousa, Uiraúna e umbuzeiro.
Para Nézia Gomes, presidenta da Fundação Espaço Cultural da Paraíba, o Festival atende a uma necessidade e está em sintonia com o explícito crescimento da cena paraibana. “Acompanho esta cena de perto, do Litoral ao Sertão. Conheço bem essa realidade. E estou certa de que esse festival apresentará aquilo que temos de melhor nas eliminatórias e na finalíssima”, garantiu Nézia.
Integrante da equipe de curadoria, o secretário Lau Siqueira enfatizou que esse não é um festival de João Pessoa ou Campina. “É um festival da Paraíba inteira. As inscrições mostram que há representatividade de diversas regiões. E isso é denotativo da riqueza musical de nossa Paraíba”, disse.
Lista de selecionados para o Festival de Música da Paraíba:
Aí é Pé de Serra (Fábio Smith)
Alfenim (Bruno Miranda)
Aos olhos de Zabé (Ulisses Barbosa)
Canário do Sertão (Gabriela Grisi)
Capitu (Tom Drummond)
Chica Negra Gata (Jonhatas Falcão)
Decolagem (Febuk)
Eu já tentei de tudo, nega (Aldeni Marques)
Engrenando (Pedro Henrique)
Flor da Luz (Luiz Carlos Lucas)
Imprópria (Chico Limeira)
Incerteza ((Jorge José Ferreira de Lima)
Lampejo (Lucas Dourado)
Lar de Encantos (Elosman Gondim)
Liberdade (Regina Limeira)
Mano Brown com Gonzagão ( João Jaguaribe)
Paraíba Mood (Levi Nascimento)
Sopro da Loca (Renato Anderson Lima)
Sonho de Cantador (Wagner Malta)
Tectônica (Aparecida Alves Siqueira)
Tanto (Wister)
Tua estrada (Daniel Pina)
Um samba à dois (Poty Holanda)
Zabé da Loca (Severino Floriano)
Lista de 10 suplentes para o Festival de Música da Paraíba:
01) Web Cam (Carlos Antônio Bezerra da Silva)
02) Cravar a lança (Jonas Epifânio)
03) Santo de Casa (Adeildo Vieira)
04) Chama pelo nome (Tiago Moura)
05) A poesia nua (Walter Emanuel)
06) Até quando o sertão virar mar e o mar virar sertão (Marcus Vinícius de Vasconcelos)
Até esta terça-feira (21) cerca de 70 mil servidores tinham feito cadastro no Bradesco
A nove dias do fim do prazo, previsto para o dia 30 de novembro, cerca de 52 mil servidores do estado da Paraíba ainda não realizaram o cadastro no Bradesco, novo banco responsável por gerir os pagamentos da folha do pessoal do estado. Até esta terça-feira (21), cerca de 70 mil dos 122 mil servidores estaduais tinham realizado o cadastro no novo banco.
De acordo com Francisco Aquilino, diretor-geral do banco, até a quinta-feira (23) o atendimento é voltado para os servidores com nome da letra M, mas o demais com nome entre A e L que ainda não foram, devem comparecer ao polos de atendimento do Bradesco ou às agências.
Os servidores devem levar RG, CPF e comprovante de residência aos locais de atendimento específicos em João Pessoa e Campina Grande, ou nas agências bancárias. De acordo com o Bradesco, o pagamento aos servidores referente ao mês de dezembro e ao 13º salário vai ser feito pelo banco.
Na capital o atendimento está sendo realizado no Espaço Cultural, em Tambauzinho, e no Centro Administrativo Estadual, no bairro Jaguaribe. Em Campina Grande o atendimento é no Hotel Garden, bairro Mirante, e no Hospital de Trauma, nas Malvinas. Nos outros municípios, os servidores devem buscar as agências do Bradesco.
A abertura das contas dos funcionários públicos continua até 30 de novembro, sendo os dias de atendimento divididos pela letra inicial do primeiro nome das pessoas.
O servidor deve acessar o site paraiba.bradesco, ligar para a central telefônica gratuita 3003-0330 (regiões metropolitanas) ou 0800 208 0330 (demais regiões) para saber da programação do atendimento.
Caso o servidor não tenha acesso à internet ou ao telefone, deverá comparecer em uma agência Bradesco ou ponto de atendimento mais próximo e falar com o gerente responsável para saber a programação.
Passam a valer a partir desta terça-feira, 21, novas regras do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para emissão de certidões de nascimento, casamento e óbito. Entre elas, está a regra que permite o reconhecimento da paternidade e da maternidade socioafetiva sem que seja necessária uma decisão judicial. Esse tipo de vínculo acontece, por exemplo, quando padrastos ou madrastas são responsáveis pela criação de um filho e querem a formalização disso. Esse reconhecimento estabelece os mesmos direitos e obrigações legais diante do filho, que passa a contar com os mesmos direitos de um filho biológico ou adotivo.
Até agora, era preciso recorrer à Justiça para ter o reconhecimento da paternidade ou maternidade socioafetiva – apenas alguns Estados previam a possibilidade sem judicialização. No caso de criança acima dos 12 anos, é preciso que ela dê consentimento para a efetivação desse vínculo. Para requerer o reconhecimento desse vínculo, o pai ou mãe precisa ter 18 anos de idade e ser pelo menos 16 anos mais velho que o filho.
A existência de uma discussão judicial sobre o reconhecimento da paternidade ou de procedimento de adoção impede o reconhecimento da paternidade socioafetiva. Agora, o reconhecimento voluntário da paternidade ou maternidade será irrevogável, somente podendo ser desconstituído pela via judicial.
Em caso de suspeita de fraude, falsidade, má-fé, vício de vontade, simulação ou dúvida sobre a configuração do estado de posse de filho, o registrador fundamentará a recusa, não praticará o ato e encaminhará o pedido ao juiz competente nos termos da legislação local.
CPF
As novas regras também incluem a exigência do número do CPF em cada certidão. Nos documentos emitidos antes deste provimento da Corregedoria Nacional de Justiça, publicado no dia 17 de novembro, o CPF poderá ser averbado de forma gratuita, bem como na emissão de segunda via das certidões.
A nova norma está atualizada de acordo com a garantia do casamento civil às pessoas do mesmo sexo e o reconhecimento da união contínua, pública e duradoura entre pessoas do mesmo sexo como família. No caso de um casal homoafetivo, deverá constar o nome dos pais ou mães sem referência quanto à ascendência paterna ou materna.
A nova certidão de nascimento não deve conter quadros preestabelecidos para o preenchimento dos genitores. Essa determinação visa a evitar que uma lacuna para identificação do pai fique em branco, no caso, por exemplo, de um pai desconhecido.
Em relação às crianças geradas por reprodução assistida, a nova norma retirou a obrigação da identificação do doador de material genético no registro de nascimento da criança.
Segundo a norma, os novos modelos deverão ser implementados até o dia 1º de janeiro de 2018. As certidões já expedidas seguem válidas, por tempo indeterminado, sem necessidade de substituição.
Uma outra novidade é que, a partir de agora, a naturalidade da criança na certidão de nascimento não precisará ser, necessariamente, o local em que ela nasceu. A cidade onde a mãe biológica ou adotiva habita poderá ser apontada como local de nascimento da criança – o que poderá ser feito, por exemplo, quando uma criança nascer durante uma viagem da mãe. Até então, o local de nascimento e a naturalidade de uma pessoa precisavam, necessariamente, ser o mesmo. Com informações do Estadão Conteúdo.
A direção do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-PB) informa que a liberação da numeração final das placas de veículos é prerrogativa do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). O Detran apenas recepciona as faixas de placas liberadas pelo órgão regulador. A informação foi prestada com o objetivo de esclarecer aos proprietários de veículos que requerem o primeiro emplacamento com final do mês em curso.
Por conta da política adotada pelo Denatran, de só repassar nova sequência de placas quando extinguir o estoque do Detran-PB (atualmente com mais de 90.000), os novos emplacamentos estão sendo feitos com terminação 3, o que acarretará o pagamento de 2/12 avos do IPVA, referente ao mês de novembro, e o consequente novo desembolso no início do próximo ano.
Com a finalidade de tentar solucionar o problema e evitar transtornos aos condutores, a Superintendência do Detran da Paraíba enviou ofício ao Denatran solicitando “os bons préstimos de liberação de finais de placa, a fim de solucionar a problemática apresentada e evitar que o veículo que seja registrado no último mês do ano tenha que ser licenciado novamente no mês seguinte”.
O fato é que a placa com final zero atende aos meses de outubro, novembro e dezembro, período em que há uma maior procura por parte dos condutores. Assim, quem pagar o primeiro emplacamento agora, obrigatoriamente terá que fazê-lo novamente, em breve, para o exercício de 2018. Consequentemente, o licenciamento seguinte só será pago um ano depois.
Maioria dos pacientes atendidos está na faixa etária de 45 a 65 anos
O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado da Saúde, realiza até a próxima semana, no Hospital Geral de Mamanguape, mutirão de cirurgias de catarata. A ação começou na segunda-feira (20) e a previsão é de que sejam realizadas 200 cirurgias, beneficiando pacientes de 11 municípios da região. O objetivo do mutirão de cirurgias é agilizar os procedimentos em pacientes que estão na fila de espera.
“O mutirão de cirurgias eletivas do Ministério da Saúde foi descentralizado para os municípios e será desenvolvido na Paraíba até o fim deste ano. Vale destacar que, quanto à seleção dos pacientes, foram levados em consideração critérios como: idade, condição cirúrgica e exames complementares”, informou o secretário de saúde de Mamanguape, Antônio Máximo Neto.
A maioria dos pacientes atendidos está na faixa etária de 45 a 65 anos. “Faremos por volta de 25 procedimentos por dia (manhã e tarde), para suprir a estimativa preconizada entre os órgãos envolvidos. Estamos felizes por participar, mais uma vez, deste projeto, onde o resultado é promover qualidade de vida para esses pacientes”, disse o enfermeiro coordenador setorial do Hospital Geral de Mamanguape, Jair Brito.
De acordo com o oftalmologista Leonardo Feitosa Filho, que participa do mutirão, a cirurgia realizada no projeto é a mesma de qualquer parte do mundo – com excelência.
“Estamos aqui para prestar o melhor serviço à população. Sabemos que a catarata é a principal causa de cegueira tratável no mundo, ainda mais num país de clima tropical, pois os raios ultravioletas aumentam os casos da doença. Contudo, a maior incidência ainda é na velhice e, como a população vem envelhecendo, o número de casos de catarata tende a aumentar. Daí a importância de ações como esse mutirão”, ressaltou Leonardo.
O trabalhador rural Antônio da Silva comemorou a chegada do mutirão de cirurgias de catarata em Mamanguape. “Há um ano vivo a expectativa desse dia. Já realizei uma cirurgia no olho direito na rede privada, mas estou feliz por ter esse serviço aqui num hospital público”, disse.
Números – Os mutirões ocorrem, anualmente, desde 2011, com recursos próprios do Governo do Estado. Já foram mais de 10 mil procedimentos e mais de R$ 7,5 milhões investidos. Para se cadastrarem, os usuários devem procurar as secretarias de Saúde dos seus municípios e, desta forma, realizar a cirurgia gratuita.
Este ano, as ações passaram pelos municípios de Princesa Isabel, Monteiro e Mamanguape. De 4 a 6 dezembro, as cirurgias serão realizadas no município de Pombal.
O empresário paraibano Bruno Roberto afirmou que se sente envergonhado por ter votado em Flávio Bolsonaro nas eleições de 2026. Em publicação nas redes sociais, ele disse continuar defendendo os princípios que motivaram seu voto, mas criticou a postura adotada pelo senador após a derrota.
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) abriu inquérito civil para investigar possíveis irregularidades nos gastos com combustíveis da Secretaria de Transportes de Jacaraú, no Litoral Norte. A apuração busca verificar a regularidade das despesas, contratos e uso de recursos públicos. Até o momento, não há conclusão sobre responsáveis ou prejuízos ao município
O cantor Chico César voltou a ser apontado como possível ministro da Cultura no próximo mandato de Lula. Além do artista paraibano, também são cotados Wagner Moura e Maria Marighella. Chico já comandou a Funjope e a Secretaria de Cultura da Paraíba.