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segunda-feira, 2 novembro 2026
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CCJ do Senado libera compra de arma por morador de área rural

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou nesta quarta-feira, 29, projeto de lei que altera o Estatuto de Desarmamento e autoriza a aquisição de arma de fogo por moradores de áreas rurais. A medida ainda precisa passar pela Câmara antes de ser enviada para sanção presidencial.

A proposta, do senador Wilder Morais (PP-GO), tem como justificativa a segurança de moradores de áreas afastadas dos grandes centros urbanos.

“É nessa esteira que propomos este Projeto de Lei, visando a assegurar aos residentes em áreas rurais o direito de adquirir uma arma de fogo de uso permitido para utilização em suas propriedades, as quais, não raro, encontram-se a centenas de quilômetros de um posto policial, o que coloca inúmeras famílias à mercê do ataque de criminosos ou, até mesmo, de animais silvestres, não assistindo a elas quaisquer meios de defesa de sua vida e de sua propriedade”, afirma o senador ao justificar a proposta.

O projeto, porém, prevê apenas a posse da arma de fogo, não liberando o porte. Ou seja, o morador de área rural que comprar uma arma de fogo poderá mantê-la em sua casa, mas não poderá carregá-la quando se deslocar para outros locais. A condição para que a arma seja adquirida é de que a pessoa tenha mais de 21 anos.

Esta não é a primeira vez que um projeto que cria exceções ao Estatuto do Desarmamento é aprovado no Senado. No mês passado, proposta que autorizava o uso de armas por agentes de trânsito foi vetada pelo presidente Michel Temer. Na ocasião, Temer argumentou “contrariedade ao interesse público”.

Arma branca

Na mesma reunião, a CCJ também aprovou projeto que tipifica o crime de porte de arma branca (faca, canivete e estilete). A proposta prevê pena de até três anos de detenção.

“Constitui crime, punível com detenção, de um a três anos, e multa, o porte de artefato perfurante, cortante ou contundente com a finalidade de praticar crime”, diz o texto do projeto, que abre exceção para casos em que o artefato seja destinado para emprego em “ofício, arte ou atividade para o qual foi fabricado”.

O projeto ainda precisa ser analisado na Câmara dos Deputados.

Por Estadão Conteúdo

Saiba quanto as Prefeituras do Vale do Mamanguape irão receber em apoio financeiro em dezembro

A Confederação Nacional de Municípios (CNM) calculou quanto cada Município deve receber do Aporte Financeiro aos Municípios (AFM), no valor de R$ 2 bilhões. O repasse foi anunciado na noite da última quarta-feira, 22 de novembro, durante audiência do presidente da República, Michel Temer, com o com líder do movimento municipalista, Paulo Ziulkoski, e representantes das entidades estaduais municipalistas.

A entidade aguarda agora a publicação de medida provisória informando aos gestores municipais a data em que o valor será depositado nas contas das Prefeituras. De acordo com Temer, o valor será creditado ainda no mês de dezembro.

A CNM destaca, no entanto, que o valor será distribuído sobre a forma de Participação dos Municípios, porém, o valor será bruto, sem incidência do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). A entidade destaca ainda que o valor compõe a Receita Corrente Liquida (RCL) e por isso tem a mesma vinculação constitucional de gastos em saúde e educação que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Conquista

A conquista foi muito comemorada entre os gestores municipais que enfrentam sérios problemas para fechar as contas nas administrações municipais. A CNM reforça que a união, o engajamento e a mobilização dos gestores municipais mostrou que essa é a melhor forma de avançar nas pautas que trazem melhorias aos Municípios.

Confira aqui quanto cada Município do Vale do Mamanguape deve receber:

Itapororoca – R$ 343.542,17

Mamanguape – R$ 572.570,29

Cuité de Mamanguape – R$ 171.771,09

Rio Tinto – R$ 400.799,20

Baía da Traição – R$ 171.771,09

Capim – R$ 171.771,09

Jacaraú – R$ 286.285,15

Curral de Cima – R$ 171.771,09

Lagoa de Dentro – R$ 171.771,09

Pedro Régis – R$ 171.771,09

Mataraca – R$ 171.771,09

Marcação – R$ 171.771,09

Da redação

Por Napoleão Soares 

Escritores fundam Academia de Letras, Ciências e Artes do Vale do Mamanguape

O evento de posse aconteceu no auditório do Campus IV da UFPB em Mamanguape.
O evento de posse aconteceu no auditório do Campus IV da UFPB em Mamanguape.

O desembargador do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), Marcos Cavalcanti, tomou posse como presidente da Academia de Letras, Ciências e Artes do Vale do Mamanguape (ALCA-VM), na noite do último sábado (25). O evento aconteceu no auditório do Campus IV da UFPB em Mamanguape, e contou com a posse de mais 20 acadêmicos fundadores e escritores.

Leia também: “A ALCA é um marco de evolução para o Vale do Mamanguape”, avalia ex-juíz de Rio Tinto

Presidente Marcos Cavalcanti e o 1º secretário Cássio Marques.

Estiveram presentes autoridades como o desembargador José Aurélio, a Diretora do Centro de Ciências Aplicadas em Educação (CCAE) – Angeluce Soares, Presidente da Academia Paraibana de Letras, vice-reitora da UFPB e Presidente da Academia de Letras Feminina da Paraíba, Presidente do Instituto Geográfico e Histórico Paraibano, Presidente da Escola Superior da Magistratura, Gran Mestre da Maçonaria da Paraíba e prefeitos das cidades de Jacaraú e Mataraca.

População do Vale prestigiou solenidade de posse.

O novo presidente Marcos Cavalcanti, destacou que esta será uma instituição que irá congregar as pessoas que se dedicam as letras, ciências e artes da região do Litoral Norte. O desembargador lembrou que a Academia está em processo de formação, e atualmente está composta por um presidente, vice-presidente, 1º secretário e 2º secretário. A ALCA ainda acomodará mais 30 membros que deverão ser escolhidos a posterior.

A seguir, confira a entrevista completa do desembargador Marcos Cavalcanti:

Da redação

 

Cacique Cal declara apoio a João Azevedo: “temos que apostar nas coisas novas”, declarou

Vereadora Cal assinou ordem de serviço ao lado de Ricardo e João Azevedo.
Vereadora Cal assinou ordem de serviço ao lado de Ricardo e João Azevedo.

A cacique e vereadora Cal (PMDB), declarou após assinatura da ordem de serviço para construção de adutora de tratamento de água da Vila Regina, na tarde desta terça-feira (28), que seguirá a pré-candidatura do Secretário do Estado, João Azevedo, para governador em 2018.

Demonstrando satisfação pela conquista da obra, ao lado do governador Ricardo Coutinho e do prefeito de Rio Tinto, Fernando Naia, a cacique afirmou que o cenário político nacional requer pessoas do estilo de João Azevedo.

“A política velha e ultrapassada ela tem que dar um freio mesmo, e a gente tem que apostar nas coisas novas”, afirmou. Confira a seguir o áudio completo da entrevista:

Da redação

STJ concede habeas corpus e Berg Lima é solto

Berg Lima está preso e será afastado do cargo de prefeito

A Sexta Turma do Supremo Tribunal de Justiça (STJ) concedeu habeas corpus ao prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima (sem partido). Com a decisão, ocorrida no início da tarde terça-feira (28), o prefeito deixa o 5º Batalhão de Polícia Militar, onde está preso desde 5 julho, mas não retoma ao comando da Prefeitura.

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Durante o julgamento, três magistrados votaram a favor Berg Lima e outros dois foram contra. Foram a favor da liberdade os ministros Sebastião Reis Júnior, Rogério Schietti e Antônio Saldanha. Já a relatora do habeas corpus, Maria Thereza de Assis Moura, e Nesi Cordeiro votaram pela manutenção da prisão.

Para conceder a liberdade a Berg, os ministros entenderam que o prefeito afastado não integrava uma organização criminosa, mas que o recebimento de propina seria uma conduta individual. Com isso, eles decidiram aplicar uma série de medidas cautelares ao gestor.

O advogado Raoni Vita, um dos que atua na defesa do Berg Lima, explicou que a questão do retorno de Berg Lima ao comando da prefeitura será apreciado ainda pelo Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), e que a decisão do STJ se limitou a soltura imediata do gestor, que no máximo até esta quarta-feira (29) estará em casa.

“Agora é tudo uma questão burocrática e de trâmite interno. O STJ vai notificar o TJPB sobre a decisão, que por sua vez expedirá o alvará para soltura imediata dele”, explicou Vita, que considerou a decisão um alívio e a certeza que a verdade virá à tona.

Com informações de Adriana Rodrigues, do Jornal Correio da Paraíba

Polícia prende homem suspeito de estuprar criança de 11 anos

Sirene Policial

A Polícia Civil, por meio da Delegacia de Repressão aos Crimes Contra a Infância e Juventude (DRCCIJ) de Campina Grande, prendeu, nesta terça feira (28), Gilmar de Sousa Portela, 53 anos, pelo crime de estupro de vulnerável. As investigações mostram que no ano de 2012 o suspeito praticou diversos atos libidinosos contra a vítima, que na época tinha apenas 11 anos. O crime foi descoberto pela avó da vítima, que começou a perceber o comportamento diferente da menina, que estava apática, isolada, e contou o que estava acontecendo.

A criança afirmou que sempre era molestada por Gilmar quando ficava sozinha com ele. A menina disse ainda que era obrigada a beijar o suspeito na boca e praticar sexo. Ela também contou que o acusado a ameaçava para que não contasse nada disso a ninguém e ficava lhe dando dinheiro e presentes. As informações repassadas pela vítima foram investigadas e com a reunião das provas necessárias foi pedida a decretação da prisão preventiva ainda em 2014.

Mesmo sendo intimado, Gilmar não compareceu à Delegacia para prestar depoimento sobre o caso e foi considerado foragido. Várias diligências foram realizadas e informações anônimas sobre o paradeiro do suspeito foram investigadas, até que na manhã desta terça-feira (28) os agentes de investigação conseguiram capturar Gilmar próximo ao Distrito dos Mecânicos, em Campina. Ele foi encaminhado para Delegacia. Gilmar está recolhido na carceragem da Central de Polícia, onde vai aguardar pela audiência de custódia. 

Ricardo autoriza a construção de obras que vão levar água tratada para moradores de Rio Tinto

Ricardo lembrou que obras são resultado de um compromisso assumido ano passado

O governador Ricardo Coutinho assinou, nesta terça-feira (28), ordens de serviço autorizando a construção do sistema de captação e tratamento de água para abastecimento da Vila Regina e também a construção do sistema de captação e adutora de Barra de Mamanguape, ambas em Rio Tinto. As obras vão beneficiar cerca de 8 mil habitantes do município, que terão abastecimento de água tratada pela Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). Mais de R$ 1,1 milhão será investido nas obras.

Na oportunidade, Ricardo Coutinho lembrou que estas obras são resultado de um compromisso assumido ano passado, pelo Governo do Estado, com a população destas áreas de Rio Tinto. “Ano passado, visitamos estas áreas e vi a péssima qualidade da água que era consumida pelo povo. Então, resolvemos fazer essas obras com mais de R$ 1 milhão de investimento. O problema aqui não é a falta de água, mas a qualidade dela. Com essas obras será possível trazer água tratada pela Cagepa para os moradores”, garantiu o governador.

Ele ainda acrescentou que a ação representa a continuidade do esforço que o Governo tem feito para montar a maior rede de distribuição de águas na Paraíba. “É um grande desafio, mas, através da Secretaria de Recursos Hídricos, comandada por João Azevêdo, estamos conseguindo proporcionar segurança hídrica para todas as regiões”, pontuou.

“Água é fundamental para a população e significa desenvolvimento para as cidades. Ampliar a segurança hídrica é essencial para dar mais qualidade de vida ao povo paraibano. Com água tratada, os moradores destas áreas de Rio Tinto terão mais saúde”, comentou o secretário de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente, Ciência e Tecnologia, João Azevêdo.

O sistema de captação e tratamento de água para abastecimento da Vila Regina compreende a captação através de bomba submersível; estação de tratamento de água, tipo compacta, em resina poliéster estruturada em fibra de vidro, com capacidade para tratar uma vazão de 22,5 litros por segundo; estação elevatória de água tratada com vazão de 22 litros por segundo e reservatório apoiado com capacidade de 100 metros cúbicos.

Já o sistema de captação e adutora para abastecimento de água de Barra de Mamanguape terá captação em poço artesiano por meio de bomba submersa, com vazão de 4,3 metros cúbicos por hora; adutora em tubo PVC, PBA, com diâmetro de 50 mm e extensão de 4.000 metros.

De acordo com o prefeito de Rio Tinto, Fernando Naia, a vinda da água tratada para estas localidades do município era uma demanda antiga da população e vai melhorar a vida dos moradores. “Quando as obras ficarem prontas, essas áreas terão água tratada e mais dignidade. É um desejo do povo que se tornará realidade. Agradeço ao governador por tudo que tem feito aqui em Rio Tinto”, disse.

“Com todas as obras e ações pela Paraíba, o Governo do Estado está semeando o futuro do povo paraibano. Esta ação de hoje vai ampliar o abastecimento para essa região e será essencial para os moradores”, avaliou o presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Gervásio Maia.

A dona de casa Maria de Fátima comentou que a água chega nas torneiras das casas, porém a qualidade não é boa. “A água não deve ter gosto, cor, nem cheiro, mas essa que a gente consome muitas vezes chega amarelada e com gosto ruim. Tem dias que eu preciso ferver a água antes de beber para ver se fica melhor. Estou torcendo para que a obra fique logo pronta e a gente possa tomar água tratada”, falou.

Petrobras anuncia queda de 2,3% no preço da gasolina

A Petrobras anunciou um novo reajuste para os combustíveis, com recuo de 2,3% no preço da gasolina nas refinarias e alta de 0,30% no preço do diesel. Os novos valores valem a partir da quarta-feira (29).

A nova política de revisão de preços foi divulgada pela petroleira no dia 30 de junho. Com o novo modelo, a Petrobras espera acompanhar as condições do mercado e enfrentar a concorrência de importadores.

Em vez de esperar um mês para ajustar seus preços, a Petrobras agora avalia todas as condições do mercado para se adaptar, o que pode acontecer diariamente.

Além da concorrência, na decisão de revisão de preços, pesam as informações sobre o câmbio e as cotações internacionais. Com informações do Estadão Conteúdo.

TCE desmente fraude em edital de concurso público

O presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), conselheiro André Carlo Torres Pontes, emitiu nota, no início da tarde desta terça-feira (28), afirmando que não houve fraude na publicação, via Diário Eletrônico Oficial do TCE-PB, do edital do concurso público do órgão. O concurso foi suspenso pela juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Comarca da Capital, Flávia da Costa Lins Cavalcanti, que afirmou que o certame possuía indícios de crime.

De acordo com a nota, o Diário Eletrônico Oficial do TCE-PB é disponibilizado sempre no dia anterior, a exemplo do que acontece com outros diários oficiais, e isso não implicou em fraude.

“No final do expediente, no site tce.pb.gov.br já é possível consultar o diário do dia seguinte. A própria decisão realça que o conteúdo é idêntico, justamente pelo fato de ser o mesmo edital. A diferença entre a disponibilização e o dia de circulação é de algumas horas. No caso em tela, não se trata de fraude no concurso. Todas as devidas explicações serão prestadas à Excelentíssima Magistrada, respeitosamente”, diz a nota.

Determinação da juíza

A decisão ocorreu na tarde dessa segunda-feira (27). A magistrada fixou ao Estado o prazo de três dias para o cumprimento da decisão, sob pena de ser arbitrada multa diária.

A presente Ação de Anulação de concurso público, com pedido de antecipação de tutela, foi ajuizada por Kempler Ramos Brandão Reis em face do Estado, sob a alegação de que será publicado no Diário Oficial do Estado da Paraíba o edital para realização de concurso público para fins de provimento de cargos no TCE.

Todavia, segundo alega, já circula em grupos de WhatsApp o edital provisório do certame em tela, que possibilita a todos os possíveis candidatos o acesso a informações sigilosas, dentre as quais o conteúdo programático das disciplinas que serão cobradas nas provas do concurso, desequilibrando a paridade que deve existir no certame.

A autora da ação argumenta, ainda, que, nos termos do inciso I do artigo 311 do Código Penal, se constitui em crime o vazamento ou divulgação prévia de edital de concurso público, em virtude de sua sigilosidade. Afirma, também, que o bem violado é a fé pública, bem intangível e que corresponde à confiança que a população deposita nos certames de interesse público, conforme posição do Superior Tribunal de Justiça.

A juíza Flávia Cavalcanti afirmou que, de fato, houve a aludida divulgação e, sendo assim, se verifica que os conteúdos do edital provisório (objeto da suposta fraude) e o edital oficial, no que se refere ao conteúdo das provas a serem aplicadas, são exatamente os mesmos.

“Ou seja, resta comprovada a fraude alegada, ressaltando-se contudo que não se pode atribuir qualquer autoria ao suposto crime, eis que constatada, tão somente, a materialidade do mesmo”, enfatizou.

Empregado intermitente poderá ter de pagar para trabalhar

Criação de emprego com carteira assinada cai 64% no país; é pior balanço em 15 anos

A Receita Federal divulgou nessa segunda-feira (27) as regras para o recolhimento da contribuição previdenciária dos trabalhadores intermitentes cujo rendimento mensal ficar abaixo do salário mínimo. Esta é uma situação inédita no País que pode ocorrer com aplicação das normas previstas na reforma trabalhista. O próprio empregado poderá pagar a diferença entre a contribuição incidente sobre o contracheque e o mínimo exigido pela Previdência Social. A regra fará com que, no limite, alguns trabalhadores precisem pagar para trabalhar, caso optem pela contribuição previdenciária.

Como no contrato intermitente o empregado atua apenas quando é convocado, o salário varia conforme o número de horas ou dias trabalhados. Pela lei, deve-se receber, pelo menos, valor proporcional ao mínimo pela hora, R$ 4,26 , ou pelo dia trabalhado, R$ 31,23. Como o valor do contracheque é base de cálculo para os encargos sociais, os trabalhadores com salário inferior ao mínimo terão recolhimento abaixo do aceito pelo INSS para a contabilidade da aposentadoria.

Diante dessa situação inédita, a legislação prevê que trabalhadores “poderão recolher a diferença” entre a contribuição calculada sobre o contracheque e o mínimo exigido pelo INSS. Quem não recolher esse valor adicional por conta própria não terá acesso à aposentadoria nem a benefícios como a licença médica.

Nesta segunda-feira, a Receita explicou que esse recolhimento extra deverá ser feito pelo próprio trabalhador com base na alíquota de 8% sobre a diferença entre o que recebe e o salário mínimo até o dia 20 do mês seguinte ao salário.

A Receita confirmou a situação que tem gerado reações no mundo sindical e político porque, no limite, é possível que o empregado tenha de tirar dinheiro do próprio bolso para trabalhar. Como exemplo de situação extrema, pode ser citada uma das vagas anunciadas recentemente: operador de caixa intermitente de uma rede de supermercados em Fortaleza, no Ceará.

Para quatro horas por dia, seis vezes por mês, a empresa oferece salário de R$ 4,81 por hora. Com essa carga horária, o salário mensal chegaria a R$ 115,44. Com este valor no contracheque, a contribuição à Previdência paga diretamente pela empresa à Receita seria de R$ 23,09. A contribuição mínima exigida pelo INSS, porém, é de R$ 187,40. Para se adequar à regra da Receita, portanto, o empregado precisaria desembolsar R$ 164,31. Ou seja, mais que o próprio salário, de R$ 115,44. Nesse caso, o trabalhador terminaria o mês devendo R$ 65,03.

Essa possibilidade aberta pela reforma trabalhista gera reações em vários setores. Entre as quase mil emendas ao ajuste da reforma, que ainda será votado pelo Congresso Nacional, algumas tentam mudar radicalmente o funcionamento da Previdência dos intermitentes. O senador José Serra (PSDB-SP), por exemplo, propõe que empregados que receberem menos que mínimo “terão recolhidas pelo empregador a diferença entre a remuneração recebida e o valor do salário mínimo” para o INSS.

Na documentação entregue ao Congresso, o senador explica que a regra prejudicará exatamente trabalhadores de baixa renda. “É demasiado duro para um trabalhador pobre, que recebe abaixo do salário mínimo, contribuir para a Previdência de maneira desproporcional, com alíquotas efetivas maiores que a de trabalhadores mais ricos”, diz Serra. “Avaliamos que o trabalho intermitente não pode ser uma mera formalização do bico, da precarização, com papel passado. Temos de fornecer proteção efetiva para esses trabalhadores”, completa. Com informações do Estadão Conteúdo.

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