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sábado, 31 outubro 2026
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Papa pede perdão em nome da Igreja por escândalos recentes em Roma

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Redação PB Vale
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Papa Francisco reza durante audiência na Praça São Pedro nesta quarta-feira (14) (Foto: Vincenzo Pinto/AFP)
Papa Francisco reza durante audiência na Praça São Pedro nesta quarta-feira (14).

O papa Francisco pediu nesta quarta (14) perdão, em nome da Igreja Católica, pelos “escândalos” que têm surgido nos últimos anos em Roma e no próprio Vaticano, sem os especificar.

O pedido de desculpas foi feito no início da audiência geral, na Praça de São Pedro, antes de começar a leitura de uma catequese sobre a família.

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“Sei que Jesus é realista e é inevitável que existam escândalos. Mas é o homem que provoca os escândalos. Em nome da Igreja, quero pedir perdão pelos escândalos que aconteceram em Roma e no Vaticano”, afirmou Francisco, com semblante preocupado, dando depois início à leitura do discurso.

Embora o papa não tenha se referido a nenhum caso em particular, nos últimos dias tem subido a tensão no Vaticano por causa da publicação de uma carta enviada por 13 bispos – alguns deles negaram ter assinado o documento -, em que denunciam a forma como está ocorrendo a reunião dos bispos. Alguns cardeais confirmaram a existência da carta, mas não souberam dizer o conteúdo e a lista dos que assinaram.

Diante do aumento da tensão provocado pela divulgação da carta, o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, disse, nessa terça-feira (13) que esse é “um ato de distúrbio”.

O cardeal alemão Ludwig Muller, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé (o antigo Santo Ofício) e que surge entre os signatários, também criticou a publicação do documento e disse que há um novo “Vatileaks”, após o de 2012, quando chegaram á imprensa documentos confidenciais da Santa Sé.

Na semana passada, o sacerdote polaco Krzysztof Charamsa, teólogo da mesma congregação, secretário adjunto da Comissão Teológica e professor da universidade pontifícia, admitiu ser homossexual e ter um companheiro.

Federico Lombardi considerou “muito graves e irresponsáveis” as declarações de Charamsa, sobretudo por terem sido dadas na véspera do início do Sínodo Ordinário para a Família e expulsou-o da congregação.

Rcentemente, a imprensa divulgou carta assinada por mais de 100 fiéis da Paróquia de Santa Teresa de Ávila, em Roma, em que denunciavam a presença um sacerdote em locais frequentados por homossexuais, onde era significativo o consumo de grande quantidade de droga e de bebidas alcoólicas.

Na carta consta também o testemunho de uma pessoa que afirmou ter mantido várias vezes relações sexuais com o religioso, em troca de dinheiro.

Da redação, com Agência Brasil 

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