
O primeiro dia de competições nos Jogos Pan-Americanos de Lima ficou um pouco longe de passar no teste. Mesmo com apenas dois esportes se iniciando (vôlei de praia e handebol), a organização sofreu bastante, chegou a deixar brechas na segurança e acabou escondendo as modalidades do mundo.
Ao contrário do Rio de Janeiro, a cidade de Lima espalhou bastante as sedes dos esportes pela cidade. Para isso, exigiu de si própria uma ótima organização com transportes, que ainda está longe de estar acontecendo.
O trânsito da cidade ainda é caótico, mesmo com a implementação de rodízio de carros e vias expressas. Para piorar, a organização ainda não sabe informar as rotas, os horários e o local dos ônibus oficiais do evento. Ao chegar nas arenas, os funcionários e voluntários também têm problemas para informar onde ficam as entradas.
Isso acabou gerando até uma brecha grave na segurança. A equipe da ESPN, por exemplo, acabou entrando no complexo esportivo de Videna, onde foi realizado o handebol, sem nenhuma checagem de segurança.
Curiosamente, só houve uma abordagem ao final, na hora de deixar o ginásio, quando os equipamentos eletrônicos foram registrados em um papel.
O problema mais grave do dia, porém, acabou vindo de uma forma um tanto inesperada: mesmo com apenas dois esportes em disputa, os jogos do dia acabaram ficando completamente escondidos.
Só havia câmera em uma das duas quadras do vôlei de praia. O handebol viveu uma situação bem pior: não contou com transmissão oficial do torneio. Sem a geração de imagens, as emissoras do Brasil não conseguiram mostrar a estreia da seleção feminina diante de Cuba.
A organização alegou que não conseguiu garantir a infraestrutura necessária a tempo para transmitir a primeira fase do handebol feminino – os jogos contra Canadá, nesta quinta, e Porto Rico, no sábado, também não serão transmitidos.
Pentacampeão do Pan, o time é favoritaço ao ouro.
Msn


