31.5 C
Mamanguape
quinta-feira, 8 outubro 2026
Bayeux

Chama olímpica chega ao Brasil e Mamanguape recebe em junho o revezamento da tocha

Mais Lidas

Redação PB Vale
Redação PB Valehttp://www.pbvale.com.br
O PBVale é um veículo de comunicação ágil, com linguagem acessível e totalmente focada no digital. Informar, escutar, interagir, debater, denunciar, diversificar, entreter e prestar serviço à sociedade do Vale do Mamanguape e da Paraíba são especialidades do portal.
Carlos Arthur Nuzman desembarca com o fogo olímpico: dirigente se emocionou antes de descer (Foto: Raphael Andriolo)
Carlos Arthur Nuzman desembarca com o fogo olímpico: dirigente se emocionou antes de descer (Foto: Raphael Andriolo)

Foram dias de espera. Desde o dia 21 de abril, quando foi acesa, a chama olímpica circulou por Grécia e Suíça. Por volta das 7h30 desta terça-feira (3), um dos principais símbolos dos Jogos Olímpicos desembarcou em Brasília após um esquema especial de transporte de Genebra para o Distrito Federal. Agora, tem a missão de percorrer 327 cidades e transmitir o espírito olímpico a um país abalado por crises política e econômica às vésperas dos Jogos.

Caças acompanharam a chegada do avião com a chama olímpica (Foto: João Gabriel Rodrigues)
Caças acompanharam a chegada do avião com a chama olímpica (Foto: João Gabriel Rodrigues)

A chama olímpica deixou Genebra na noite de segunda-feira, horário local. Durante o voo, as quatro lamparinas acesas com o fogo olímpico foram cuidadas por guardiões treinados anteriormente. No avião, estavam Carlos Arthur Nuzman, presidente do Comitê Olímpico do Brasil e do Comitê Rio 2016; Giovane Gávio, bicampeão olímpico com a seleção de vôlei; convidados de patrocinadores e da organização, como as celebridades de redes sociais Maju Trindade e Thainara OG; os criadores da tocha, Gustavo Chelles e Romy Hayashi, e jornalistas. Durante a parte final do viagem, a aeronave foi acompanhada por dois aviões de caça da Força Aérea Brasileira.

- PUBLICIDADE -

Antes de descer do avião com as lamparinas, Nuzman fez um discurso emocionado para todos presentes no voo. Do aeroporto, o dirigente seguiu para o Palácio  do Planalto, onde chegou pouco antes das 9h para participar de uma cerimônia com a presença da presidente Dilma Rousseff. A governante acendeu a tocha na pira olímpica e passou para as mãos de Fabiana, capitã da seleção brasileira de vôlei e bicampeã olímpica. A jogadora foi escolhida pela própria presidente, que desejava que a primeira atleta a carregar a tocha fosse uma jogadora da equipe que buscará o terceiro ouro seguido no Rio.

O caminho da tocha rumo ao Brasil foi marcado pela esperança de que o símbolo poderá unir um país dividido. Presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach afirmou esperar que o símbolo ajude a melhorar os ânimos da população. Carlos Arthur Nuzman adotou o mesmo discurso.

“Os índices que temos de popularidade dos Jogos no Rio de Janeiro estão na faixa de 75%, que é superior a outros Jogos. A chegada da chama e da tocha certamente vai trazer um interesse maior, porque a população começa a vivenciar não só notícias, mas também as emoções daqueles que participam, que vão contar suas histórias. É uma alegria muito grande começar a caminhada em direção ao Brasil, onde vamos poder oferecer a 12 mil condutores da tocha momentos de enorme felicidade e poder unir o Brasil todo em torno dos Jogos Olímpicos. É um dos momentos especiais que estamos vivendo”, disse Nuzman.

Apesar de todo o esquema especial, o caminho até o Brasil foi tranquilo. Sem grandes turbulências, a maior parte dos passageiros aproveitou o tempo para descansar. Os guardiões se mantiveram sentados nas primeiras fileiras da classe econômica. Após o assédio para fotos e filmagens no início da viagem, foram poucos os que se levantaram para acompanhar a chama durante o voo. Durante todo o tempo de viagem, as quatro lamparinas foram cuidadas pelos guardiões Humberto Freire, Alice Cardoso, Marco Elias e Marcelo Barros, escolhidos após um processo de seleção.

Além deles, outros três guardiões foram treinados para o percurso entre as 327 cidades pelo Brasil. Eles terão a missão de acompanhar os 12 mil condutores da tocha no país. Por isso, entre as exigências do comitê, estavam a boa forma física e a capacidade de correr longas distâncias todos os dias.

Chama teve proteção especial ao longo do voo de Genebra para Brasília (Foto: Divulgação/Rio 2016)
Chama teve proteção especial ao longo do voo de Genebra para Brasília (Foto: Divulgação/Rio 2016)

Pelas normas de segurança da aviação, apenas quatro lamparinas eram permitidas no voo. Outras cinco serão usadas no percurso em solo brasileiro. Por proibição, não houve o abastecimento das lanternas durante o percurso. Os guardiões, então, precisaram se preocupar com o tamanho da chama para que o querosene durasse toda a viagem. Estavam treinados também para reacender a chama caso uma delas se apagasse. Não foi necessário.

Todos os guardiões passaram por treinamento específico da LATAM antes do voo. Apenas dois, porém, têm o certificado da companhia aérea para efetuar os procedimentos necessários durante a viagem de pouco mais de 11 horas entre Genebra e Brasília. Por isso, precisaram se revezar nas idas ao banheiro e nas horas de descanso rumo ao Brasil.

Giovane Gávio e os caças da escolta: chegada da Chama Olímpica foi cercada de emoção (Foto: João Gabriel Rodrigues)
Giovane Gávio e os caças da escolta: chegada da Chama Olímpica foi cercada de emoção (Foto: João Gabriel Rodrigues)

Entre os presentes no voo, Giovane já havia vivido uma experiência parecida, durante o transporte da chama pan-americana para o Rio de Janeiro, antes do Pan de 2007. Primeiro brasileiro a carregar a tocha dos Jogos, durante a cerimônia de acendimento em Olímpia, no dia 21 de abril, o bicampeão olímpico se mostrou empolgado por fazer parte da viagem. Espera, porém, que o povo brasileiro saiba separar a tensão diante dos problemas políticos e econômicos do país da emoção de viver a experiência de sediar as Olimpíadas pela primeira vez.

No voo, também esteve presente a carioca Lara Leite de Castro, primeira brasileira a conduzir a tocha olímpica na história, antes dos Jogos de Barcelona. Agora, ela, que mora em São Lourenço, em Minas Gerais, terá a chance de reviver o momento ao participar do revezamento nesta terça-feira, em Brasília.

Mamanguape recebe em junho o revezamento da tocha olímpica

A chama olímpica passará ao todo por mais de 300 cidades, espalhadas pelas cinco regiões do país. No estado da Paraíba, 07 (sete) cidades receberão o revezamento da tocha. No dia 02 de junho ela passará por Pedras de Fogo, Itabaiana e Campina Grande. No dia 03 de junho segue por Guarabira, Sapé e João Pessoa. A cidade de Mamanguape fecha o revezamento no estado com a passagem da Tocha Olímpica no sábado, dia 04 de junho.

Da Redação, com Globoesporte

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -
ESC

Últimas

Veneziano critica senadores de oposição ao governo Lula que querem barrar votação do fim da escala 6×1

O senador Veneziano Vital do Rêgo criticou a articulação de parlamentares da oposição para adiar a votação do projeto que acaba com a escala de trabalho 6x1 sem redução salarial. Segundo ele, a proposta beneficia os trabalhadores e quem for contrário deve assumir publicamente essa posição. Veneziano também associou a oposição ao voto contra pautas como a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, o reajuste do salário mínimo, investimentos em universidades, expansão dos Institutos Federais e o programa Pé-de-Meia.
- Publicidade -
ESC

Relacionados

- Publicidade -