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sábado, 5 abril 2025
                          

Iphan relança livro para marcar 70 anos da morte de Mário de Andrade

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Redação PB Vale
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Obra de Mário de Andrade é relançada em São Paulo (Iphan/Arquivo)
Obra de Mário de Andrade é relançada em São Paulo (Iphan/Arquivo)

Em homenagem aos 70 anos da morte do escritor Mário de Andrade, o livro O Turista Aprendizserá relançado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e pelo Instituto de Estudos Brasileiros (IEB), da Universidade de São Paulo (USP), na próxima quinta-feira (12), na biblioteca que leva o nome do escritor, na capital paulista.

Em O Turista Aprendiz, o autor narra duas viagens pelo Brasil, o que representa o descobrimento de um país pouco conhecido e de culturas locais pouco disseminadas. “Este é um livro composto por um conjunto de cartas, crônicas, ensaios, que o Mário de Andrade produziu ao longo de alguns anos sobre as viagens que ele empreendeu primeiro ao Norte do país, até a fronteira com Peru e a Bolívia, em 1927, e depois, em 1928, na viagem a alguns estados do Nordeste: Pernambuco, Rio Grande do Norte, Alagoas e Bahia”, contou Luiz Philippe Torelly, diretor de Articulação e Fomento do Iphan.

“Essa é uma obra muito importante do ponto de vista da preservação do nosso patrimônio cultural. Foi uma das primeiras obras que ensinou aos brasileiros a olhar para o seu próprio país, a valorizar a sua cultura, as suas manifestações e a mostrar que, embora estivéssemos tão distantes, tínhamos traços em comum muito fortes. Esse é o grande valor de O Turista Aprendiz”, disse Torelly.

Na primeira viagem, o escritor teve a companhia da aristocrata do café e mecenas dos modernistas Olívia Guedes Penteado, de sua sobrinha Margarida Guedes Penteado e da filha de Tarsila do Amaral, Dulce do Amaral Pinto. Durante três meses, a partir de maio de 1927, seguiram do Rio de Janeiro a Iquitos, no Peru, navegando pelos rios Amazonas, Solimões e Madeira.

Na segunda, o escritor partiu sozinho para o Nordeste, em novembro de 1928, onde permaneceu até fevereiro do ano seguinte. Lá, foi recebido por Ascenso Ferreira, Jorge de Lima, Cícero Dias e Câmara Cascudo, entre outros. O contato com a floresta e com o sertão, com as diversas pessoas e manifestações culturais, incluindo a religiosidade, os folguedos, as danças, as músicas, tiveram grande impacto em Mário e consolidaram sua visão de nacionalidade abrangente.

“Até a década de 20, os olhares sobre o país eram de duas naturezas. Primeiro, um olhar para a Europa, para além-mar, para os padrões e referências europeias e, segundo, um olhar regional, local. O país era muito grande e as comunicações eram difíceis, então não havia ainda um intercâmbio de valores, práticas e experiências culturais entre as diferentes regiões e estados”, disse Torelly. Segundo ele, as viagens e os escritos de Mário tiveram o papel de mostrar a cultura e as tradições locais aos brasileiros de todas as regiões.

A obra, que foi publicada pela primeira vez em 1976, não era reeditada há 32 anos. A publicação conta com um novo projeto editorial e dois materiais inéditos. O primeiro é um CD com o acervo fotográfico de Mário, o outro é um DVD com o curta A Casa Do Mário, de Luiz Bargmann.

Por Camila Boehm

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