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quinta-feira, 29 outubro 2026
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Governo Bolsonaro negociou com empresa que denunciou propina de US$ 1 por dose da vacina

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Redação PB Vale
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Governo Bolsonaro negociou com empresa que denunciou propina de US$ 1 por dose da vacina.

Emails obtidos pela Folha mostram que o Ministério da Saúde do governo de Jair Bolsonaro negociou oficialmente venda de vacinas com representantes da Davati Medical Supply. Um representante da empresa afirmou à Folha que recebeu pedido de propina de US$ 1 por dose em troca de assinar contrato.

As mensagens da negociação foram trocadas entre Roberto Ferreira Dias, diretor de Logística do ministério, Herman Cardenas, que aparece como CEO da empresa, e Cristiano Alberto Carvalho, que se apresenta como procurador dela.

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O próprio Dias envia um email em que menciona uma reunião ocorrida sobre o tema. Ele é apontado como o autor do pedido de propina —sua exoneração do Ministério da Saúde foi anunciada na noite de terça (29) após as revelações da Folha.

Um dos emails foi trocado às 8h50 do dia 26 de fevereiro deste ano, por meio do endereço funcional de Dias, “roberto.dias@saude.gov.br”, e “dlog@saude.gov.br” —”dlog” é como o departamento de logística é chamado.

Na conversa, Cardenas informa da oferta de 400 milhões de doses da vacina Astrazeneca, citando Luiz Paulo Dominguetti Pereira como representante da empresa. “Fico no aguardo para ajudar a obter vacinas para seu país”, diz. (…)

DCM

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