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terça-feira, 12 maio 2026
                          

Viagens e foco em 2018 derrubam aprovação de Doria, diz Datafolha

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Redação PB Vale
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Para metade dos paulistanos, o prefeito viaja “mais do que deveria”. Na foto, viagem de Doria à China, em julho

A popularidade de João Doria, prefeito de São Paulo, despencou entre os paulistanos após o tucano passar a flertar com uma candidatura à presidência e intensificar viagens e articulações políticas para 2018.

Segundo levantamento Datafolha divulgado no domingo 8, a gestão Doria é considerada ótima ou boa por 32% da população, uma queda de nove pontos com relação à última pesquisa feita pelo instituto, em junho. Agora, Doria faz uma gestão regular para 40% e ruim/péssima para 26%. Em junho, os índices eram de 34% e 22%, respectivamente.

Conhecido pelo marketing agressivo, o receituário neoliberal combinado com antipetismo e pela íntima relação com empresários, Doria também vê subir a rejeição a uma possível candidatura em 2018. Mais da metade dos paulistanos (55%) não votaria no tucano “de jeito nenhum”, ante 42% registrados na pesquisa anterior. Votariam em Doria com certeza 18% (antes eram 26%) e 24% talvez optassem pelo prefeito.

Apresentando-se como o rosto da “nova política”, o tucano venceu a guerra dentro do próprio partido e desbancou o impopular ex-prefeito Fernando Haddad (PT) ainda no primeiro turno da disputa eleitoral. Nove meses após a posse, porém, a gestão Doria está sendo uma decepção para 64% dos entrevistados, que acreditam que o prefeito está fazendo menos do que o esperado pela cidade. Nos bairros, o índice sobe para 75%. A população também não vê com bons olhos a relação entre Doria e o empresariado, considerada não transparente para 46%.

A maratona de viagens também parece testar a paciência do paulistano. Para metade deles, o prefeito viaja “mais do que deveria”, outros 40% acreditam que a frequência é adequada ao cargo. O morador de São Paulo acha que a agenda de Doria fora do município traz mais prejuízos do que benefícios (49%) para a cidade e 77% avaliam que a “globalização da prefeitura” beneficiam o prefeito pessoalmente. Em agosto, com apenas 7 meses de gestão, o tucano já havia superado em três vezes o ritmo de viagens do ex-prefeito no mesmo período. 

Criticado, Doria chegou a afirmar em agosto que não via problemas com as suas ausências na prefeitura, já que a tecnologia o ajudaria a ficar “ligado” na gestão da cidade. A pesquisa, porém, indica que os paulistanos não concordam com essa visão. 

Além disso, para 58% o empresário deveria continuar à frente da prefeitura, apesar de apenas 25% acreditarem que ele cumprirá o mandato. 

Carta Capital

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