Por Felipe França – Pedro Cunha Lima está novamente fora do radar. Enquanto todos os pré-candidatos ao Governo da Paraíba aproveitaram o fim de semana para reforçar presença política nos municípios, Pedro manteve o já conhecido silêncio – nenhum registro de agenda, nenhuma visita, nenhum gesto político público. Para quem pretende disputar o comando do Estado em 2026, a ausência pesa. E muito.

Não é novidade para ninguém que Pedro adota um estilo cauteloso, quase retraído, quando se trata de articulação eleitoral. Mas a essa altura do jogo, o comportamento já ultrapassa a fronteira da “estratégia” e se aproxima da indefinição. É difícil sustentar a narrativa de uma candidatura firme quando o próprio pré-candidato parece não se colocar em movimento.

Nos bastidores, o que antes era especulação ganha contornos de verossimilhança: cresce a informação de que Pedro deverá se unir ao projeto de Cícero Lucena, que articula sua candidatura ao Governo do Estado pelo MDB. O silêncio de Pedro, nesse contexto, deixa de ser apenas um traço de personalidade e passa a ser um indicativo político. Não se constrói candidatura sem grupo.

É verdade que ele aparece com dois dígitos em todas as pesquisas. Mas política não se faz apenas com números — se faz com presença, articulação, simbolismo e disposição. E, nesse quesito, o deputado tem deixado um vácuo difícil de explicar, mas fácil de interpretar.

Para muitos, o comportamento de Pedro reforça a tese de que, embora tenha potencial, não irá — mais uma vez — a lugar nenhum. A pergunta que fica é simples: quem quer governar a Paraíba pode se dar ao luxo de estar sumido? Hoje, a resposta parece clara.