22.9 C
Mamanguape
sábado, 24 outubro 2026
Bayeux

STF dá foro privilegiado a Sarney e nega benefício a Lula

Mais Lidas

Redação PB Vale
Redação PB Valehttp://www.pbvale.com.br
O PBVale é um veículo de comunicação ágil, com linguagem acessível e totalmente focada no digital. Informar, escutar, interagir, debater, denunciar, diversificar, entreter e prestar serviço à sociedade do Vale do Mamanguape e da Paraíba são especialidades do portal.
© Antonio Cruz/ABr
© Antonio Cruz/ABr

Os ex-presidentes José Sarney (PMDB) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) têm seus nomes envolvidos em inquéritos da operação Lava Jato. Porém, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tratam as ex-autoridades de forma distinta.

Enquanto Sarney será julgado pela Corte, por suas investigações, de acordo com o entendimento de ministros da 2ª Turma, estarem ligadas a suspeitos com foro privilegiado, Lula será julgado em primeira instância, pelo célere e rígido magistrado responsável pela força-tarefa, Sérgio Moro.

- PUBLICIDADE -

A decisão relacionada a Sarney foi tomada na última semana, quando o relator da operação, Edson Fachin, votou a favor da manutenção dos quatro inquéritos contra ele na primeira instância, mas foi derrotado pelos votos de Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello, que concordaram com a tese da defesa do peemedebista.

A situação ainda expõe os entreves que Fachin deve enfrentar para emplacar sua tese dentro do colegiado, já que foi voto vencido.

Segundo informações do jornal El País, as suspeitas contra Sarney surgiram após grampos clandestinos feitos contra ele pelo ex-presidente da Transpetro e ex-senador Sergio Machado, que também envolveram outros dois senadores, os também peemedebistas Romero Jucá e Renan Calheiros. Na ocasião, veio a público a tentativa dos peemedebistas de frearem a Lava Jato.

No caso de Lula, seus advogados já tentaram elevar os casos para o STF, mas não conseguiram porque a Corte entendeu que, até o momento, não foi comprovado o envolvimento de autoridades com essa prerrogativa.

“O problema do STF é que ele nunca estabeleceu um padrão. O Supremo não definiu esse padrão porque sabe que há um custo político por trás disso e, agora, parece que ele não quer pagá-lo”, afirmou o professor de Direito da Fundação Getúlio Vargas, Ivar Hartmann. Coordenador do projeto Supremo em Números, da FGV, Hartmann diz que a tentativa de manter os casos nesta Corte tem ao fundo uma esperança de que os crimes prescreverão com maior facilidade.

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -
ESC

Últimas

Lucas Ribeiro assina aditivo de R$ 6,7 milhões para ampliar capacidade operacional do Porto de Cabedelo

O governador Lucas Ribeiro e o ministro de Portos e Aeroportos, Tomé Franca, assinaram um aditivo de R$ 6,7 milhões para as obras de dragagem e ampliação da bacia de evolução do Porto de Cabedelo. Com isso, o investimento total chega a R$ 71 milhões, permitindo a ampliação da capacidade do porto para receber navios de maior porte, incluindo cruzeiros turísticos, e fortalecer a economia e o turismo da Paraíba.
- Publicidade -
ESC

Relacionados

- Publicidade -