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quarta-feira, 6 maio 2026
                          

PSL lança candidatura de Jair Bolsonaro à Presidência e promete privatizar estatais

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Redação PB Vale
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Bolsonaro se emocionou durante evento e chorou.

Foi confirmado, na tarde deste domingo (22), o nome do deputado federal Jair Bolsonaro, de 63 anos, como candidato do Partido Social Liberal (PSL) à Presidência da República nas Eleições 2018. Bolsonaro foi escolhido por aclamação de correligionários no encontro nacional da legenda, que ocorreu no Rio de Janeiro.

Durante o evento, não foi definido ou anunciado um nome para disputar o cargo de chefe do Executivo como vice-presidente de Bolsonaro. Segundo comunicado durante a convenção, o partido irá definir quem será vice até o dia 5 de agosto.

A advogada Janaina Paschoal (PSL), cotada para ser vice de Bolsonaro, participou do evento, mas disse que ainda está “dialogando” com a campanha do presidenciável. Além da advogada, Jair Bolsonaro foi acompanhado pelos filhos Carlos, Eduardo e Flávio.

Agora candidato à Presidência, Bolsonaro chegou ao Centro de Convenções Sulamérica, na Cidade Nova, acompanhado pelo senador do Partido da República Magno Malta e também pelo general da reserva Augusto Heleno Ribeiro Pereira, do Exército.

Em sua primeira fala como presidenciável, Bolsonaro agradeceu a Deus e destacou que, embora o PSL não seja um partido considerado grande, a legenda conta com apoio do “povo brasileiro”.

“A partir desse momento, da confirmação da minha candidatura, passa a ser uma missão. Se estou aqui, é porque acredito em vocês. Se vocês estão aqui, é porque acreditam no Brasil. Não temos um grande partido, não temos fundo eleitoral, não temos tempo de televisão. Mas temos o que os outros não têm, que são vocês, o povo brasileiro.”

Também no discurso, Bolsonaro aproveitou para atacar o pré-candidato à Presidência Geraldo Alckmin, do PSDB. O candidato do PSL se referiu a suposta aliança de Alckmin com o “centrão” do Congresso, classificado pelo presidenciável como “nata do que há de pior do Brasil”.

Antes do encontro, o presidente do PSL em São Paulo, Major Olímpio, declarou que Bolsonaro é “a grande força geradora de votos do partido”. Outros representantes são, segundo ele, “figurantes”. “A grande força geradora de votos do partido é o Bolsonaro. Qualquer outro filiado é figuração”, disse.

Propostas

Alguma propostas apresentadas por Bolsonaro durante o discurso já como presidenciável:

  • “Tirar os sindicatos do Congresso Nacional.” Segundo ele, lideranças partidárias estão envolvidas com sindicatos.
  • Desburocratizar e tirar a “discricionariedade” das “multagens” aplicadas por órgãos de defesa do meio ambiente, como ICMBio ou Ibama.
  • Bolsonaro prometeu, também, “privatizar a maioria das estatais, se não todas”.
  • O chefe do Ministério da Defesa, caso seja eleito, será indicado pelo general da reserva Augusto Heleno e poderá ser um general de quatro estrelas.
  • Bolsonaro também promete fundir os ministérios da Fazenda e Economia, e que a partir de então serão indicados gestores do Banco do Brasiil e Caixa Econômica Federal. O presidenciável afirmou que não serão indicações políticas.
  • Saída do Acordo de Paris. O Brasil, como um dos 195 signatários do acordo, se comprometeu, em 2016, a reduzir a emissão de gases que intensifiquem o efeito estufa.
  • “Retaguarda jurídica” para militares e agentes da segurança pública. Bolsonaro disse esses grupos são “continuamente acusados dos maiores absurdos por essa esquerda porque são o último obstáculo para o socialismo”.

Trajetória

Jair Bolsonaro nasceu em 21 de março de 1955. É natural de Campinas, interior de São Paulo. Militar da reserva, o pré-candidato cumpre o sétimo mandato consecutivo como deputado federal. Em 5 de janeiro, o parlamentar deixou o Partido Social Cristão (PSC) e anunciou que se filiaria ao PSL.

Pouco depois, anunciou que pela sigla seria pré-candidato à Presidência, nona legenda à qual se filiou. Atualmente, o parlamentar é réu em ação penal no Supremo Tribunal Federal (STF) por suposto crime de apologia ao estupro e injúria.

Em 2014, Bolsonaro afirmou que não estupraria a deputada Maria do Rosário (PT-RS) porque ela “não merece”. Em razão do episódio, a Corte abriu, em 2016, a pedido da Procuradoria Geral da República ação penal contra o deputado.

Para rebater a denúncia, a defesa de Bolsonaro argumentou que ele tem “imunidade parlamentar”, que protege deputados e senadores por opiniões, palavras e votos. Advogados do parlamentar afirmaram, na época, que ele não incentivou outras pessoas a estuprar.

G1

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