O Ministério Público da Paraíba, através do Gaeco, apresentou uma nova denúncia dentro da Operação Indignus, que investiga irregularidades no Hospital Padre Zé. A ação aponta um suposto desvio de R$ 10,3 milhões no programa Prato Cheio, entre os anos de 2021 e 2023.
Entre os denunciados estão os ex-secretários estaduais Tibério Limeira e Pollyanna Werton, além do padre Egídio de Carvalho, ex-funcionárias do hospital, um servidor público e um empresário.
Segundo o MP, o programa previa a distribuição de refeições para pessoas em situação de rua em cinco cidades, movimentando cerca de R$ 21,6 milhões em contratos. Em João Pessoa, a previsão era de 4 mil refeições diárias, mas apenas 1.570 teriam sido entregues, conforme a investigação.
A denúncia também cita supostos pagamentos de propina e devoluções de dinheiro envolvendo integrantes da Secretaria de Desenvolvimento Humano e direção do Hospital Padre Zé.
Devoluções e propina
A denúncia também detalha um suposto esquema de pagamento de propina a pessoas ligadas à Secretaria de Desenvolvimento Humano e “devoluções” de fornecedores para a direção do Hospital Padre Zé.
Os investigadores citam supostos pagamentos de R$ 50 mil ao ex-secretário Tibério Limeira e R$ 70 mil à ex-secretária Pollyanna Werton, com base em anotações e conversas de aplicativo de mensagens apreendidas.
O Gaeco pede reparação de R$ 30 milhões. A denúncia ainda será analisada pelo Tribunal de Justiça da Paraíba.
Tibério Limeira afirmou que irá provar sua inocência. Já Pollyanna Werton disse que os fatos citados aconteceram antes da sua gestão.
PBVale






