
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Adriano Galdino (PSB), confirmou nesta terça (1º) que a Medida Provisória encaminhado pelo governo do Estado, que adia a data-base dos servidores e congela salários, será votada na próxima semana. “A maioria é quem vai decidir o destino que essa matéria vai ter”, disse.
Após uma reunião com uma comitiva de seis servidores, dos 15 que ocupam o plenário da ALPB, Galdino desceu do gabinete e foi conversar com os manifestantes. O presidente afirmou que eles poderiam ficar na sede do Poder Legislativo, desde que deixem o plenário da Casa.
O presidente da ALPB afirmou que ficou “frustado” porque abriu as portas da Assembleia Legislativa para fazer uma audiência pública e teve o plenário tomado. “Se eles quisessem fazer algum protesto, acho que o endereço deveria ser outro. Mas a gente entende, porque a Assembleia é a casa do povo”, argumentou.
Adriano Galdino frisou que não pode permitir que esses protestos parem os trabalhos da Casa. “Precisamos trabalhar. Infelizmente eles se acham no direito de interromper o trabalho da Casa. Isso é um absurdo. É preciso que haja bom senso e inteligência”, colocou.
Galdino informou que o governador Ricardo Coutinho está em Brasília, mas admitiu que pode fazer “a ponte” entre representantes dos servidores e o governo. “O protesto é legítimo, válido, mas não pode prejudicar todo o trabalho da Casa, achando que a luta deles é superior a toda obrigação do Poder. Não podemos permitir que o protesto paralise uma Casa”, disse.
O presidente da ALPB afirmou ainda que, caso a ocupação do plenário não acabe, terá que “tomar outras medidas, no sentido de permitir que os senhores deputados e todos os servidores o direito de trabalhar”. Segundo Adriano Galdino, o protesto deixa o Legislativo estadual “a mercê de 12 funcionários que ocuparam indevidamente a Casa, em detrimento do trabalho de todos”.
Por Hermes de Luna


