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sábado, 25 abril 2026
                          

MEC diz repudiar violência após discussão de Weintraub com manifestantes

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Redação PB Vale
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Foto: EngajaMundo

O Ministério da Educação divulgou nota, nesta terça-feira (23), após o bate-boca entre o ministro Abraham Weintraub e manifestantes na noite de segunda-feira, em Alter do Chão, no Pará, onde passa férias com a família. 

De acordo com a nota, o MEC “repudia os lamentáveis atos de violência sofridos pela pessoa do ministro da Educação, Abraham Weintraub, e seus familiares. O ministro, que está de férias, jantava com a esposa e seus três filhos (9, 12 e 13 anos de idade) na cidade de Alter do Chão, no Pará, quando foi hostilizado por manifestantes que o constrangeram em praça pública.”

O ministro foi abordado por ativistas do Engajamundo, uma rede de jovens organizados pelo Brasil. O grupo entregou a ele uma kafta, referência irônica ao episódio no qual ele errou a pronúncia do sobrenome do celebrado escritor Franz Kafka, chamando-o pelo nome da iguaria árabe.

O cartaz que uma manifestante segurava fazia referência também a outras polêmicas envolvendo Weintraub, como o anúncio de corte de verbas de três universidades por “balbúrdia” e a tentativa do ministro de explicar com chocolates o contingenciamento estendido a todas as federais.  

Weintraub reagiu. Pegou o microfone de músicos que faziam uma apresentação no local e disse que estava de férias com a família. Depois, disparou críticas contra o PT, Lula e até Che Guevara.

A um dos manifestantes, indígena, o ministro disse  “não é porque você está com um cocar que você é mais brasileiro do que eu, seu babaca”. 

Diz o comunicado do MEC: “O grupo, que se identificou como representante da comunidade indígena, alegou que não havia sido recebido pelo ministério. No entanto, no dia 5 de junho representantes de lideranças indígenas e quilombolas foram recebidos na sede do MEC, em Brasília.”

A pasta afirma que abriu mais de 4.000 bolsas de estudo para indígenas e quilombolas matriculados em cursos de graduação em instituições e universidades federais, entre outras iniciativas. 

“Entretanto, o ministério reitera que não há justificativa plausível para um ataque desta natureza a um brasileiro e seus familiares”, finaliza o comunicado do MEC.

Vaiado pela maior parte dos que estavam jantando nos restaurantes com mesas na calçada, o ministro acabou atraindo mais manifestantes além dos ativistas do Engajamundo. Alguns chegaram perto e bateram boca com ele e a sua mulher, que saiu da mesa para defendê-lo, aos gritos.

Após a discussão, o ministro foi convencido pela família a sair e deixa o local sob gritos de “fazendo balbúrdia” e “fascista”.

Folha 

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