
O então secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, pediu exoneração do cargo nesta terça-feira (29), horas depois de ser alvo da Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal. A investigação apura uma suposta negociação de apoio político-eleitoral entre agentes públicos e integrantes de uma organização criminosa com atuação na Paraíba.
Mais cedo, a Justiça Eleitoral havia determinado o afastamento cautelar de Júnior Pires por 90 dias. Posteriormente, por meio de nota divulgada por sua defesa, ele anunciou a decisão de deixar o comando do órgão para se dedicar integralmente ao processo.
Segundo os advogados, a exoneração tem como objetivo permitir que o ex-secretário concentre todos os esforços na defesa e no esclarecimento dos fatos.
“Em face do compromisso com a sociedade paraibana e em busca da verdade real, comunicamos o pedido de exoneração do cargo de secretário para que possamos nos dedicar exclusivamente à defesa e restabelecer a dignidade e a inocência de Júnior”, informou a defesa.
A equipe jurídica também negou qualquer relação de Júnior Pires com facções criminosas e afirmou que ele está à disposição das autoridades para colaborar com a investigação.
Em nota, os advogados sustentam que o ex-secretário “recebe a decisão com serenidade e respeito às instituições”, reafirmam a confiança de que a inocência dele será comprovada durante a apuração e negam qualquer participação em eventual negociação de apoio político com organizações criminosas.
A defesa acrescentou ainda que Júnior Pires continuará colaborando com a Justiça e com a Polícia Federal durante o andamento das investigações.





