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segunda-feira, 4 maio 2026
                          

Hospital de Trauma é referência no atendimento de violência contra mulher

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Redação PB Vale
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O Hospital Estadual de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, em João Pessoa, é referência em todo o Estado para mulheres vítimas de violência, recebendo diariamente casos envolvendo agressão, abuso sexual, arma branca e de fogo. Geralmente as ocorrências de teor passional é a maior causa de lesão feminina, perdendo apenas para casos envolvendo acidentes de trânsito. Em 2018, 1.115 mulheres vítimas de violência foram atendidas na instituição. Nos dois primeiros meses de 2019 foram 332 casos.

A coordenadora do Serviço Social, Neuma Ribeiro, afirmou que o Hospital de Trauma, além de ser referência no Estado para pessoas vítimas de violência, também tem profissionais preparados para assistir ao paciente desde o momento da sua entrada na unidade de saúde até o período da sua alta hospitalar. “As mulheres que chegam à nossa instituição, vitima de qualquer tipo de violência, recebem atendimento imediato, por ter classificação vermelha. Passam pelo atendimento médico, depois recebem ajuda psicológica e do Serviço Social. Além disso, prestamos todos os esclarecimentos necessários para que ela possa sair da situação de vulnerabilidade”, explicou.

No ano de 2018, deram entrada na instituição, aproximadamente 300 mulheres por agressão física, 60 arma branca, 55 arma de fogo, 103 tentativa de suicídio, 80 envenenamento, 15 paulada, 5 abuso sexual e queimadura 639. Situações de violência contra mulher são comuns na unidade de saúde, como confirma as pacientes Paloma e Carla (nomes fictícios), que relataram suas experiências no serviço de psicologia da instituição.

Para a coordenadora do Núcleo de Vigilância Hospitalar de Epidemiologia (Setor responsável pelas notificações de violência), Leina Guerra, as violências psicológicas são as mais difíceis de detectar, para isso se exige uma sensibilidade maior do profissional. “Tivemos um caso recente de uma vítima oriunda do município de Rio Tinto, que deu entrada por envenenamento. Ela relatou que não aguentava mais as agressões verbais que sofria do companheiro. Graças à sensibilidade da médica que a acompanhava pudemos proporcionar o tratamento adequado para paciente”, ressaltou.

De acordo com a auxiliar administrativa do Núcleo de Vigilância Hospitalar de Epidemiologia, Adeires Costa, a falta de comunicação da vítima com o profissional de saúde contribui para as subnotificações. “A representação da violência contra a mulher podia ser muito maior, se elas falassem sobre o ocorrido. Mas, apesar desta problematização, já conseguimos perceber que as mulheres estão rompendo com o medo e tabu, e consequentemente, denunciando mais os companheiros ou alguém próximo que pratica violência”, frisou.

Mão de Obra feminina – No Hospital de Trauma a mão de obra feminina é grande maioria, com mais de 60% dos trabalhadores da instituição. As mulheres ocupam os mais diversos cargos: médicas, enfermeiras, técnicas de enfermagem, nutricionistas, cozinheira, fisioterapeutas, apoio (segurança), fonoaudiólogas, auxiliar de serviços gerais, radiologistas, psicólogas, assistentes sociais, dentre inúmeras outras.

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