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domingo, 30 agosto 2026
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FGTS poderá ser liberado para pagamento de dívida estudantil

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Redação PB Vale
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Congresso pode permitir que os recursos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) sejam usados para pagar dívidas contraídas pelos estudantes no Fies. O relator da medida provisória do novo Fies, deputado Alex Canziani (PTB-PR), antecipou à reportagem que incluirá essa proposta no parecer que apresentará à comissão na próxima semana.

A intenção do deputado paranaense é que a medida atinja não somente os estudantes que farão parte do programa, divulgado neste ano pelo governo, mas também aqueles que hoje já fazem uso do financiamento estudantil nos moldes antigos.

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Segundo ele, o texto permite até mesmo que o estudante recorra ao FGTS de familiares. “A pessoa que está estudando e que tem FGTS próprio ou de parente, como pai, mãe, avô, vai poder usar.” A proposta permite o uso tanto para quitar a dívida quanto para pagar de forma parcelada, de acordo com o deputado.

O FGTS é um recurso para ser “sacado em momentos especiais”, segundo a própria Caixa, que administra o fundo do trabalhador. A legislação atual prevê que o fundo pode ser usado na compra de imóveis ou no momento da aposentadoria, além de situações de dificuldade para o trabalhador, como demissão sem justa causa ou em caso de algumas doenças graves.

O recurso que vai para o FGTS é pago pelos empregadores e representa 8% do salário bruto pago ao trabalhador. Canziani nega que a proposta prejudique a poupança da população. “O principal investimento que uma pessoa pode fazer é na educação.”

O relatório com alteração na lei do FGTS foi enviado ao governo nesta sexta (29). O deputado ainda terá uma reunião com representantes da Casa Civil, Fazenda, Planejamento e Educação na segunda-feira (2). Canziani prevê a apresentação do parecer à comissão na terça-feira (3).

Neste ano, o governo já havia liberado o saque de R$ 44 bilhões em contas inativas do FGTS, o que injetou recursos extras e animou a economia. No ano passado, o fundo acumulou um patrimônio líquido de R$ 98,2 bilhões.

NOVO FIES

O governo do presidente Michel Temer anunciou em julho um novo modelo do Fies a partir do ano que vem, com cerca de 300 mil vagas. A principal novidade é que haverá um desconto no salário do recém-formado. A medida, segundo o governo, servirá para diminuir a inadimplência do programa. O argumento do Palácio do Planalto é que o atual modelo se mostrou insustentável.

O novo Fies terá três modelos. A inclusão dos alunos no que o governo chama de Fies 1, 2 e 3 dependerá da renda familiar dos estudantes e das regiões do país onde vivem. Para que o novo Fies seja implementado em 2018, a medida provisória deve ser aprovada por Câmara e Senado. O prazo da medida provisória já foi prorrogado. Agora, o texto tem de ser apreciado pelo Congresso Nacional até 17 de novembro. Com informações da Folhapress.

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