A definição do nome do vereador Edglêi Ramalho (Solidariedade) como candidato a vice-prefeito na chapa encabeçada por Edvaldo Neto para as eleições suplementares de abril, em Cabedelo, é resultado de uma articulação política que envolve rearranjos na Câmara Municipal e alianças estratégicas no tabuleiro estadual.

Com a cassação do mandato do vereador Márcio, em decorrência da operação En Passant, houve a recontagem dos votos das eleições proporcionais. Esse novo cenário retirou Saulo Dantas, filho de Sales Dantas — assessor do deputado estadual Eduardo Carneiro — da titularidade do mandato, deixando-o na primeira suplência. A escolha de Edgley Ramalho para compor a chapa majoritária cria, portanto, um efeito direto no Legislativo: ao se afastar da Câmara para disputar a vice-prefeitura, Edglêi abre espaço para que Saulo Dantas reassuma a condição de vereador titular.

O jornalista Felipe França apurou, que, a decisão também revela um movimento de alinhamento político mais amplo. Ao optar por um vereador do Solidariedade para a vice, o prefeito Edvaldo Neto incorpora à sua chapa um nome indicado por Eduardo Carneiro, deputado com forte articulação política no estado e homem de boa relação com o grupo do deputado federal Aguinaldo Ribeiro (Progressistas). O gesto sinaliza a busca por apoio e convergência com forças influentes da política paraibana, reforçando a musculatura da candidatura no contexto da disputa suplementar.

Nos bastidores, a leitura é de que a escolha de Edglêi Ramalho equilibra interesses locais e estaduais, recompõe espaços de poder na Câmara Municipal e consolida alianças consideradas estratégicas para o projeto eleitoral de Edvaldo Neto em Cabedelo.