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quarta-feira, 6 maio 2026
                          

Estado vai à Justiça para garantir manutenção de placas contra homofobia em estabelecimento

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Redação PB Vale
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Reunião foi uma reivindicação das instituições que se organizaram para contestar a decisão da juíza

A Procuradoria-Geral do Estado ingressou com um Agravo de Instrumento no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) contra a liminar concedida pela juíza da 1ª Vara da Fazenda Pública da Capital, Flávia da Costa Lins Cavalcanti, que determinou que o Estado se abstenha de aplicar qualquer sanção aos autores da Ação de Obrigação de Fazer pela não aplicação das Leis nº 7.309/2003 e nº 10.895/2017, que defendem a cidadania e os direitos da população LGBT (lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais).

A decisão da magistrada desobriga cinco estabelecimentos de ensino privado a não usarem as placas afixadas em ambientes públicos e privados que orientam sobre a discriminação contra LGBT, o que causou uma mobilização de integrantes do movimento, que, juntamente com a secretária da Mulher e Diversidade Humana do Estado, Gilberta Soares, da defensora pública do Estado, Maria dos Remédios Mendes, se reuniram com procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, para discutirem a defesa das leis, e saber quais os encaminhamentos que vêm sendo dado com relação a esta liminar.

A reunião com o procurador Gilberto Carneiro foi uma reivindicação das instituições que se organizaram para contestar a decisão da juíza Flávia da Costa Lins Cavalcanti, publicada no dia 26 de junho determinando que o Estado da Paraíba se abstenha de aplicar, sobre cinco estabelecimentos requerentes, as sanções relativas às referidas legislações.

Durante a reunião, o movimento LGBT fez um relato sobre o diálogo que teve com parte dos estabelecimentos que protagonizaram o processo na Justiça, especificamente as instituições que trabalham com educação, e da decisão de manterem afixado o cartaz nas escolas, assumido em nota pública. Mas, afirmou, no entanto, que aguarda o recuo na posição dos autores da ação no sentido de retirar o processo, reconhecendo a constitucionalidade da lei, sua relevância e importância para reduzir a discriminação e minimizar a violência contra LGBT, promovendo uma cultura de respeito e paz.

Também foi abordada a importância do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público Estadual (MPE), entre outros órgãos, reativarem a campanha de esclarecimento sobre as Leis, veiculada na televisão. Desta vez com o objetivo de reforçar que a lei 10.895/2017 está em plena vigência e todos os estabelecimentos devem continuar cumprindo-a em toda a sua extensão, com a fixação dos cartazes, que foram afixados em mais de 10 mil estabelecimentos em todo o Estado.

O procurador-geral do Estado, Gilberto Carneiro, apresentou aos integrantes do movimento o procurador Lúcio Landim, corregedor da PGE-PB, que está responsável pelo recurso que será apresentado contra a liminar.  “Nós recepcionamos todas as informações prestadas pelos integrantes do movimento e pelos parlamentares que foram os autores das respectivas leis, consolidou todas as informações, e ajuizamos no Tribunal de Justiça o recurso agravo de instrumento, que visa suspender a decisão liminar em relação a esses seis estabelecimentos apenas que entraram com a ação”, informou.

Gilberto Carneiro lembrou que a iniciativa visa estabelecer minimamente uma proteção à diversidade sexual e garantir uma convivência saudável entre os diferentes. “Entendemos que a lei é constitucional, tem um caráter informativo e não vai ferir nenhum direito referente à iniciativa privada”, comentou.

Também estiveram presentes na reunião representantes das seguintes entidades: Associação Brasileira de Gays, Lésbicas e Transsexuais (ABGLT), Aliança Nacional LGBT, Movimento do Espírito Lilás (MEL), Movimento de Pessoas Bissexuais (MOVBI), Grupo de Mulheres Lésbicas da Paraíba (Mª Quitéria), Associação de Travestis e Transexuais da Paraíba (Astrapa), Grupo Diversidade e os Mandatos da deputa estadual Estela Bezerra e do deputado estadual Anísio Maia.

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