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terça-feira, 5 maio 2026
                          

Em último dia de campanha, Marina Silva se reúne com familiares

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Redação PB Vale
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© Nacho Doce / Reuters
© Nacho Doce / Reuters

“A tia Marina quer tirar uma foto”, avisa um menino no lobby do hotel no centro de Rio Branco, capital do Acre, puxando os adultos para a escada da frente.

“Tia Marina” é a candidata da Rede à Presidência, Marina Silva, que em seu último dia de campanha decidiu fazer agendas privadas para encontrar a família na terra natal.

“Não tem nem a metade da metade da metade”, brinca a candidata, quando perguntada pela Folha sobre o tamanho da família, que enchia o saguão.

Uma caminhada no centro da cidade estava prevista, mas segundo dirigentes locais foi cancelada porque “não teria o impacto eleitoral desejado”. “No sábado à tarde aqui em Rio Branco não tem fluxo de pessoas”, diz Julio César de Sousa, porta-voz da Rede no estado.

Um grupo de cerca de 50 apoiadores e familiares da candidata se aglomerou no aeroporto para esperar a chegada da comitiva da campanha. Junto com Marina, vieram coordenadores, membros da equipe e o marido, Fábio.

Com a candidatura desidratada, tendo caído de 16% nas intenções de voto para 4%, segundo pesquisas Datafolha, o clima é de final de festa, apesar das afirmativas de que ainda espera chegar ao segundo turno.

O último ato público previsto da campanha de Marina Silva foi o encontro no aeroporto, em que deu breve entrevista coletiva.

“A população tem que ter a consciência de que uma eleição em dois turnos, no primeiro turno a gente vota em quem acredita”, afirmou. Em baixa nas pesquisas, a candidata sofre a migração do voto útil para candidaturas mais bem posicionadas.

“As pessoas não podem votar porque têm medo ou porque têm raiva”, disse. “Se a gente continuar dessa forma, a gente vai para um poço sem fundo.”

A candidata se emocionou as duas vezes que mencionou o pai, morto em janeiro deste ano, aos 90 anos. “É a primeira vez que eu vivo a experiência de chegar aqui e não encontrar meu pai”, disse.

Segunda mais velha de oito irmãos, todos ainda em Rio Branco, foi recepcionada por duas irmãs na chegada à cidade natal.

“O pessoal não entende o que é bom e o que é ruim”, diz Maria de Jesus, sobre o porquê de Jair Bolsonaro (PSL) ser o primeiro colocado nas pesquisas no Acre, com 53% de intenção de voto.

Mais baixinha que a candidata, a artesã de 57 anos é a quarta da família. Maria esperava com uma camiseta verde estampado com o 18, número de Marina nas urnas. Ela chama a irmã de corajosa, e diz que “toda campanha é difícil”. “É o sonho dela, então tem que ser o nosso.”

Já Maria Lúcia, a terceira, é um ano mais nova que Marina.

“Eu acho uma aventura muito grande da parte dela”, diz a irmã, sobre as sucessivas tentativas de Marina de chegar à presidência. A dona de casa tem de parecido com a candidata não apenas o físico e os cabelos arrumados em um coque, mas também a voz aguda.

Não à toa, durante a campanha de 2014, era confundida com a presidenciável nas ruas do estado -que, naquele ano, deu o primeiro lugar a ela, com 42% dos votos no primeiro turno.

Neste domingo (7) a candidata vota em Rio Branco e depois embarca para Brasília, onde mora, para acompanhar a apuração das urnas. Com informações da Folhapress.

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