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quarta-feira, 6 maio 2026
                          

Em jantar com Alckmin, Centrão indica apoio a Ciro

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Redação PB Vale
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Ciro Gomes

Sob o argumento de que o desgaste do PSDB após a Lava Jato atrapalha as alianças, dirigentes do Centrão – hoje rebatizado de blocão – indicaram ao pré-candidato tucano à Presidência, Geraldo Alckmin, que estão mais propensos a apoiar Ciro Gomes (PDT). Mesmo assim, não bateram o martelo sobre o aval a nenhum concorrente e ainda há divisões no grupo, principalmente na seara do DEM.

Embora nomes do Centrão também sejam investigados, a explicação dada a Alckmin para a falta de entusiasmo com sua campanha, na noite desta quarta-feira, 4, foi a de que o PSDB amarga índices de rejeição maiores do que os do PT.

Em jantar de três horas, presidentes dos partidos que compõem o bloco formado por DEM, PP, PRB, Solidariedade e PSC mostraram ao ex-governador de São Paulo preocupação com o seu imobilismo nas pesquisas. Até agora, Alckmin apresenta índices que variam de 4% a 6% das intenções de voto.

Deputados e senadores fizeram uma espécie de sabatina com Alckmin na sede do PRB, onde foi realizado o encontro. Perguntaram a ele, por exemplo, sobre a possibilidade de substituição de seu nome na chapa pelo do ex-prefeito João Doria, hoje pré-candidato do PSDB ao Palácio dos Bandeirantes. Lembraram que há articulações para isso nos bastidores, dentro do seu próprio partido, com a simpatia do Palácio do Planalto e da cúpula do MDB.

Presidente do PSDB, Alckmin assegurou não haver hipótese de troca, mas não escondeu a contrariedade com esse movimento. Disse já ter apoio de quatro partidos (PTB, PSD, PPS e PV) e demonstrou confiança em seu crescimento quando se iniciar o horário eleitoral. “A campanha começa em 31 de agosto, com a propaganda na TV e no rádio. Tem gente que ainda acha que sou governador de São Paulo”, afirmou ele.

Recém-saída do forno, uma pesquisa do DEM apresentada ali serviu de munição para os que já pareciam decididos a não chancelar o tucano, como o presidente do PP, senador Ciro Nogueira (PI). Segundo o levantamento, a rejeição de Alckmin aumentou por causa do PSDB e seu desempenho está aquém das expectativas até mesmo em São Paulo, Estado que ele administrou por quase 14 anos e maior colégio eleitoral do País. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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