
O senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) fez acordo de delação premiada perante o grupo de trabalho da Procuradoria-Geral da República na Operação Lava Jato. Ele detalhou os bastidores da compra da refinaria de Pasadena pela Petrobrás, entre outros assuntos. Revelações do ex-líder do governo fazem parte de um documento preliminar da colaboração. Nessa fase, o delator indica temas e nomes que pretende citar em seus futuros depoimentos após a homologação do acordo. Amaral teria ainda revelado um esquema de chantagem, que envolveria o então senador paraibano e atual ministro do TCU, Vital do Rêgo, acusado de extorsão contra empreiteiros.
Delcídio foi preso no dia 25 de novembro do ano passado acusado de tentar atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e solto no dia 19 de fevereiro. Desde que saiu da prisão, Delcídio nega ter feito delação premiada.
Confira postagem da IstoÉ:
Na delação, segundo IstoÉ, Delcídio Amaral também narrou a prática de extorsão de integrantes da CPI da Petrobras. Segundo ele, os senadores Gim Argello (PTB-DF) e Vital do Rego (PMDB-PB), além dos deputados Marco Maia (PT-RS) e Fernando Francischini (SD-PR) cobravam de empreiteiros para não serem convocados na CPI da Petrobras.
“A CPI obrigava Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa a jantarem todas as segundas-feiras em Brasília. O objetivo desses jantares era evitar que os empresários fossem convocados para depor na CPI. Os senadores Gim Argello, Vital do Rego e os deputados Marco Maia e Francischini cobravam pedágio para não convocar e evitar maiores investigações contra Léo Pinheiro, Júlio Camargo e Ricardo Pessoa.”
Gim, Vitalzinho e Marco Maia são figuras carimbadas. A surpresa é o envolvimento do nome de Francischini, que é ex-delegado da Polícia Federal e se notabilizou por discursos de combate à corrupção.
Da Redação, PBVale


