27.4 C
Mamanguape
sábado, 24 outubro 2026
Bayeux

Defesa de Lula recorre ao STF para que o ex-presidente possa disputar a eleição

Mais Lidas

Redação PB Vale
Redação PB Valehttp://www.pbvale.com.br
O PBVale é um veículo de comunicação ágil, com linguagem acessível e totalmente focada no digital. Informar, escutar, interagir, debater, denunciar, diversificar, entreter e prestar serviço à sociedade do Vale do Mamanguape e da Paraíba são especialidades do portal.
O ex-presidente Lula em 7 de abril, em São Bernardo (SP), horas antes de se entregar à Polícia Federal (Foto: Miguel Schincariol/AFP).

A defesa de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu nesta terça-feira (4) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para suspender a inelegibilidade do ex-presidente.

No documento, os advogados pedem que os efeitos da condenação de Lula sejam suspensos. Apresentam como argumento a decisão liminar (provisória) do Comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), que pediu ao Brasil para garantir os direitos políticos de Lula.

- PUBLICIDADE -

Na semana passada, por seis votos a um, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou a candidatura de Lula com base na Lei da Ficha Limpa.

De acordo com a lei, se torna inelegível a pessoa condenada por órgão colegiado da Justiça ou que tiver o processo transitado em julgado (situação em que não cabe mais recurso).

O que diz a defesa

A defesa pede que a ação seja distribuída ao relator da Lava Jato, Edson Fachin, por ter relação com a condenação. Os advogados pedem também que o caso seja analisado pela Segunda Turma do STF.

Conforme a ação, diante da “urgência”, Fachin poderia suspender a inelegibilidade em ação individual.

No julgamento sobre a candidatura de Lula, Fachin foi o único voto a favor da candidatura do ex-presidente. Para Fachin, a decisão da ONU é vinculante e permitiria a Lula concorrer mesmo preso.

O argumento principal da defesa é o mesmo: a decisão do comitê é de cumprimento obrigatório. A tese foi rejeitada pelo relator do registro de candidatura, Luís Roberto Barroso, e por mais cinco ministros do TSE.

A defesa de Lula também argumenta que a Constituição exige o cumprimento da decisão do comitê a ONU e defende que ela está em vigor. “Indiscutível, portanto, a necessidade de dar-se efetividade à decisão do Comitê de Direitos Humanos trazida à lume, de forma a afastar qualquer obstáculo à candidatura do requerente.”

Para os advogados, caso o STF entenda que a inelegibilidade não deve ser suspensa com base na decisão do comitê da ONU, o tribunal deve suspender os efeitos da condenação em razão da “plausibilidade” do recurso contra a condenação, ou seja, porque há argumentos aceitáveis de que pena pode ser reduzida ou derrubada.

De novo, a defesa questiona a atuação do juiz Sérgio Moro e do TRF-4 na condenação de Lula, apontando imparcialidade. E nega que Lula tenha obtido benefícios com o triplex. “Não há, de fato, uma única prova direta e insuspeita de que o requerente tenha recebido, aceitou ou solicitado tal triplex.”

Os advogados afirmam que a decisão do TSE que rejeitou a candidatura e o impediu de concorrer enquanto aguarda os recursos exige uma decisão urgente do STF e diz que o risco de dano é “irreversível”.

Com informações do G1

- Publicidade -

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

- Publicidade -
ESC

Últimas

Com gritos de “Fora PT”, multidão toma conta da Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, no Bloquinho 22

Uma multidão participou do Bloquinho 22, realizado nesta sexta-feira (23), na Avenida Epitácio Pessoa, em João Pessoa, em apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) à Presidência da República. O ato reuniu apoiadores vestidos de verde e amarelo, com a presença do candidato a vice-presidente Alfredo Gaspar e lideranças políticas da direita paraibana. O evento marcou a reta final da campanha antes do segundo turno.
- Publicidade -
ESC

Relacionados

- Publicidade -