
O secretário de Desenvolvimento e Articulação dos Municípios, deputado Buba Germano, representou o Governo do Estado, na última quinta-feira (24), em uma sessão especial da Assembleia Legislativa da Paraíba, promovida pelo presidente da casa, deputado Gervásio Maia. A sessão teve o objetivo de dar apoio ao movimento “Liberta Rio Tinto”, que defende os moradores do município na luta contra uma família suéca, que se diz dona das terras e das propriedades da localidade.
No início do século XX, a família “Ludgren” comprou um engenho no território e instalou-se no município, para a implantação da “Companhia de Tecidos de Rio Tinto”, gerando empregos na região. Na época o governo do estado doou uma grande faixa de terras à família. Só que na década de 80 a empresa faliu e passou a cobrar alugueis dos moradores da cidade. Ainda hoje as famílias são obrigadas a pagar alugueis, mesmo muitas delas habitarem na localidade antes da instalação da empresa.
“Nós temos a consciência de que essas terras pertencem ao nosso povo e vamos lutar com todas as forças para garantirmos nossos direitos”, disse o cacique Sandro Gomes, que também é vereador do município.
Segundo o procurador geral do Ministério Público Federal, José Godoy, que também participou da sessão, há suspeitas de que as terras nunca poderiam ter sido doadas à família Ludgren, porque já pertenciam à União. “Caso essas suspeita se confirme, nunca elas poderiam estar pagando aluguel para essa família”, disse o procurador.
Para o deputado e secretário Buba Germano, essa é uma luta que deve ser abraçada por todos os paraibanos. “Nós não vamos admitir nunca que essas famílias sejam despejadas de suas casas, porque foram elas que construíram a história de Rio Tinto”, declarou Buba Germano, que também fez questão de deixar claro seu apoio ao movimento.
“Minha parceria com o povo de Rio Tinto não é de hoje. Tenho uma história de apoio às causas daquela localidade, ao lado de Fernando Naia, que hoje é prefeito do município. Portanto, essa é uma luta que fazemos questão de integrar”, afirmou o secretário-deputado.
Por Wanderley Filho




