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sexta-feira, 6 novembro 2026
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PF cumpre mandados da 7ª fase da Operação Zelotes na Paraíba

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Redação PB Vale
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PF em condomínio de João Pessoa (Foto: Reprodução/ WhatsApp)
PF em condomínio de João Pessoa (Foto: Reprodução/ WhatsApp)

Dois mandados foram cumpridos pela Polícia Federal na manhã desta segunda-feira (9), em João Pessoa, relativos à Operação Zelotes, que nesta etapa investiga fraudes em decisões do Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf), ligado ao Ministério da Fazenda. Na capital paraibana, foram cumpridos um mandado de busca e apreensão e outro de condução coercitiva.

Os dois mandados foram cumpridos em um condomínio residencial horizontal no bairro do Altiplano. De acordo com delegado da Polícia Federal na Paraíba, Raoni Aguiar, o homem conduzido coercitivamente durante a ação estava sendo ouvido na sede da Polícia Federal na Paraíba na cidade de Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, até as 10h25 desta segunda-feira.

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A 7ª fase da Operação Zelotes foi deflagrada no início da manhã e, além da Paraíba, ocorre no Distrito Federal e nos estados de São Paulo e Pernambuco. Cerca de 30 mandados judiciais devem ser cumpridos. Não há mandados de prisão, apenas de condução coercitiva (quando a pessoa é levada a depor e depois é liberada) e de busca e apreensão.

Um dos principais alvos desta etapa é a empresa Cimento Penha, suspeita de ter comprado decisões do Cart. O órgão é uma espécie de tribunal administrativo onde empresas recorrem de multas aplicadas pela Receita.

A última fase da Zelotes, deflagrada em fevereiro, teve com um dos principais alvos o grupo siderúrgico Gerdau. A suspeita é que o grupo, com atividades em 14 países, tenha tentado interferir no Carf no pagamento de multas que somam R$ 1,5 bilhão.

Na época, a empresa divulgou nota em que afirmou que colabora integralmente com as investigações da Polícia Federal e que não concedeu qualquer autorização para que seu nome fosse utilizado em pretensas negociações ilegais.

Histórico
A Zelotes foi deflagrada há um ano, em março de 2015. Inicialmente, o alvo da operação era o esquema de fraudes nos julgamentos do Carf. Segundo as apurações, conselheiros suspeitos de integrar o esquema criminoso passavam informações privilegiadas de dentro do Carf para escritórios de assessoria, consultoria ou advocacia.

Esses escritórios, de acordo com os investigadores, procuravam empresas multadas pela Receita Federal e prometiam controlar o resultado dos julgamentos de recursos. O esquema teria movimentado R$ 19 bilhões em irregularmente. A PF diz que ficou “comprovado” que conselheiros e funcionários do órgão “defendiam interesses privados, em detrimento da União”, “valendo-se de informações privilegiadas”.

Segundo a PF, mesmo depois do início da operação, as investigações encontraram indícios de que os crimes continuaram a ser cometidos. Num segundo momento, a Zelotes passou a apurar também um suposto esquema de venda de medidas provisórias. A PF descobriu que uma das empresas que atuava no órgão recebeu R$ 57 milhões de uma montadora de veículos entre 2009 e 2015 para aprovar emenda à MP 471 de 2009, que rendeu a essa montadora benefícios fiscais de R$ 879,5 milhões. Junto ao Carf, a montadora deixou de pagar R$ 266 milhões.

Em 4 de dezembro, 16 pessoas suspeitas  se tornaram réus na Zelotes depois que a Justiça Federal aceitou denúncia do Ministério Público Federal no Distrito Federal. As informações são do G1.

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