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sexta-feira, 6 novembro 2026
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Justiça manda policiais militares da Paraíba retomarem à função de motoristas de viaturas

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Redação PB Vale
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Tribunal de Justiça da Paraíba — Foto: Ednaldo Araújo/TJPB.

Policiais militares da Paraíba que estavam se recusando a atuar como motorista das viaturas de Rádio Patrulha vão ser obrigados a voltar imediatamente às respectivas funções. Eles alegavam que não estavam aptos para o trabalho, por não possuírem Curso de Condução de Veículo de Emergência, mas o estado acionou os policiais na justiça e conseguiu uma decisão favorável.

A peça judicial é assinada pelo juiz plantonista do Tribunal de Justiça da Paraíba, Fábio Leandro de Alencar Cunha, que definiu multa diária de mil reais até o limite de R$ 30 mil para cada um dos policiais militares que não retornarem à função como motorista da corporação.

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De acordo com o juiz, a “recusa põe em risco a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, bem como configura ofensa ao poder hierárquico e à disciplina militar”. Com a decisão, os policiais terão que continuar exercendo regularmente a função até a disponibilização do curso, sob pena da multa.

Para o magistrado, considerando principalmente o regime hierárquico existente entre militares, os policiais militares não podem simplesmente se recusarem a exercer a função de motoristas de viaturas, seja pela ausência de qualquer decisão judicial neste sentido, seja pelo risco de que tal omissão acarreta à segurança pública.

Protestos

Desde o início da semana, vários policiais militares aderiram a um de Operação Padrão, liderado pelo deputado estadual Cabo Gilberto (PSL), em protesto contra a “Lei de Proteção aos Militares”. A proposta (3.378/2021) foi aprovada na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) na semana passada, mas ainda não foi sancionada pelo governador João Azevêdo (Cidadania).

Os policiais alegam que a nova lei provoca redução de proventos para graduação superior, afeta o adicional de inatividade e revoga o artigo que aumenta a permanência dos coronéis na ativa, que poderia travar promoções. Os manifestantes também cobram paridade e integralidade, o PCCR e reajuste salarial, além da revogação da figura do militar temporário. Eles cobram também a implementação da Bolsa Desempenho, a paridade e integralidade, o PCCR e o reajuste salarial.

Em nota, o Governo da Paraíba explicou que o governador João Azevêdo deve receber representantes da categoria para uma reunião no próximo dia 4 de janeiro para discutir o reajuste salarial da Polícia Militar da Paraíba.

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