
A Polícia Federal (PF) concluiu o primeiro inquérito que investiga a suposta compra de medidas provisórias para que algumas empresas do setor automotivo fossem beneficiadas por incentivos fiscais, um dos focos de apuração da Operação Zelotes. A negociação envolveria políticos.
Ao todo, 19 pessoas foram indiciadas pela PF, entre os quais o empresário paraibano Carlos Alberto de Oliveira Andrade, presidente da montadora de veículos Caoa, e os executivos Eduardo Ramos e Paulo Ferraz, ambos da MMC Automotores do Brasil – fabricante dos veículos Mitshubish no Brasil.
No entanto, o indiciamento não comprova que o paraibano realmente participou do esquema, mas sim que a polícia encontrou indícios suficientes para recomendar que o Ministério Público o investigasse. As provas reunidas pela Polícia Federal serão analisadas pelo Ministério Público Federal, que pode ou não apresentar a denúncia ao Judiciário.
Outras 18 pessoas foram indiciadas, entre elas o ex-diretor de comunicação do Senado Fernando Cesar Mesquita, a ex-secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e da Receita Federal, Lytha Spíndola, bem como os dois filhos dela.
Também estariam envolvidos no esquema, conforme apontaram as investigações, o ex-diretor de comunicação do Senado Fernando Cesar Mesquita, a ex-secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) e da Receita Federal, Lytha Spíndola, bem como os dois filhos dela.
Todos os indiciados negam envolvimento no esquema, que, segundo a Polícia Federal, envolveu crimes de corrupção passiva e ativa, lavagem de dinheiro, e associação criminosa.
Da Redação, PBVale


