
O cacique geral dos Potiguaras na Paraíba, vereador Sandro Gomes (PP), saiu na noite desta quarta-feira (19), em defesa de várias demandas que estariam sem solução dentro das aldeias indígenas, de competência do Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI-PB). De acordo com o cacique, o atual coordenador do órgão, o segundo tenente do Exército – Roberto Ortiz, não está correspondendo a altura dos anseios da população indígena, e quer implantar uma ditadura dentro do Distrito Sanitário, afirmou.
“É muita perseguição, já hoje eu dei entrada de novo, ao Ministério Público por assédio moral com funcionário, a situação é muito precária com esse cidadão hoje. Ele está querendo colocar na nossa instituição, no nosso DSEI como se ele fosse capitão do Exército. Colocar uma ditadura lá dentro, e não é assim que se trabalha com índio, ele tem que ter respeito as lideranças”, afirmou Gomes.
Segundo o cacique, o coordenador vem tomando decisões de forma isolada, sem consultar os conselhos de lideranças, o que vem provocando uma onda de insatisfações entre caciques indígenas.
“Ele quer fazer do jeito dele, e a gente não aceita. Se não tiver um diálogo com a população indígena a gente não vai aceitar tudo o que eles querem fazer”, pontuou.
Para Sandro, o segundo tenente do Exército chegou no órgão com muitas promessas de investimentos, mas até o momento a situação é de frustração com as demandas da população indígena.
“Nós fizemos uma reunião com os 27 caciques, e cada um tinha uma insatisfação a dizer sobre esse coordenador”, lamentou.
Ouça fala do cacique:
O órgão é responsável pelos cuidados com a saúde da população indígena na Paraíba. Ortiz completa um ano a frente do DSEI no próximo dia 29 de maio, quando substituiu Helena Aguiar Rodrigues.
A área do DSEI Potiguara abrange uma população de quase 16 mil indígenas, dos municípios de Rio Tinto, Marcação e Baía da Traição, totalizando 32 aldeias.
Nesta quinta-feira (20), o cacique Sandro e outras lideranças indígenas viajam a Brasília para cumprir audiência no Ministério da Saúde. Entre as pautas, a solicitação do afastamento do coordenador junto ao DSEI Potiguara.
PBVale


