
A Secretaria Municipal de Saúde da cidade de Rio Tinto realizou durante a última semana no auditório do PSF do Conjunto Eduardo Ferreira, uma Oficina Técnica de Trabalho para unir forças na atuação do combate a tríplice epidemia (Dengue, Chicungunya e Zika Virus) transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti.
Participaram do encontro que contou com a presença do Secretário de Saúde de Rio Tinto, Eraldo Calixto e da coordenadora de vigilância em saúde – Giseli Aversari, os Agentes de endemias, agentes indígenas de saneamento e agentes comunitários de saúde.

“Nós seguimos as orientações do Ministério da Saúde, traçando as ações de enfrentamento ao Aedes Aegypti”, informou o secretário de saúde, Eraldo Calixto. “Com isso tivemos que orientar as pessoas aqui envolvidas, além das visitas do dia-a-dia, a ter um olhar mais voltado para orientação à população em relação à eliminação, identificação, e aos principais sintomas da Dengue, da Chicungunya e da Zika”, considerou.
“Nós consideramos um resultado positivo dessa reunião a partir do momento que compareceram em massa todos os agentes comunitários de saúde, todos os agentes de combate a endemias, e dentro dessa força tarefa todos os agentes da área indígena”, destacou Giseli Aversari.
A coordenadora lembrou que o principal foco foi o Aedes Aegypti, principalmente por se tratar estado de emergência na Paraíba. “A nossa força tarefa hoje é pra definir ações de como nós iremos trabalhar em conjunto e solicitamos também toda população nessa luta contra o Aedes Aegypti porque se não, nós não iremos conseguir vencer essa guerra, tem que ser um somatório de forças”, frisou.

Giseli lembrou que há uma portaria do Ministério da Saúde que determina que todos os imóveis sejam visitados. “Antes nós trabalhávamos por ciclo, hoje nós temos que visitar todos os imóveis, queremos pedir a contribuição da população que realmente, que diante de uma necessidade de armazenar água, que é fonte primordial da vida, que se armazene com responsabilidade”, orientou. Ela lembrou também dos resíduos, a exemplo dos lixos como copos, coco, plásticos, entre outros objetos que permita a acumulação de água.
Casos de microcefalia
Sobre aos casos suspeitos de microcefalia em Rio Tinto, notificado pela Secretaria Estadual de Saúde, Eraldo confirmou três casos existentes no município. “No momento da notificação nós tomamos logo o cuidado de disponibilizar transportes a essas mães juntos com essas crianças para serem levadas para João Pessoa, e fazer os devidos exames”, declarou.
“Demos assistência, observamos o protocolo que deve ser seguido, entramos em contato com o pessoal de epidemiologia do Estado, e nos disponibilizamos para ajudar”, pontuou.
Com relação à microcefalia, o risco maior da infecção pelo Zika se dá na fase de desenvolvimento do córtex cerebral do feto, ou seja, os primeiros quatro meses de gravidez. No início da gestação, o vírus pode causar lesões no cérebro e interferir em fases do desenvolvimento do encéfalo.

O secretário voltou a lembrar que os profissionais de combate a endemias estão seguindo rigoroso cronograma e para isso, estarão nas ruas todos os dias. “As pessoas que identifiquem algum terreno baldio, caixa d´agua sem tampa, algum material que esteja acumulando ou que seja um possível criador de mosquito, liga pra Secretaria de Saúde, pelo número 3291-2701 ou para o celular institucional 98795-5148 que nós iremos mandar uma equipe para este local”, completou.
Da redação
PBVale


