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terça-feira, 6 outubro 2026
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Paraíba tem 91 casos confirmados de microcefalia, diz Ministério da Saúde

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Redação PB Vale
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O novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde, divulgado nesta terça-feira (22) confirmou que a Paraíba tem 91 casos de microcefalia, ocupando o terceiro lugar no Brasil em número de casos confirmados, ficando atrás apenas de Pernambuco e Bahia. Desde o começo dos estudos, foram notificados 842 casos suspeitos, sendo que 334 já foram descartados e 417 seguem em investigação.

Em todo Brasil, o Ministério da Saúde está investigando 4.293 casos suspeitos. Dos casos já analisados, 907 foram confirmados e 1.471 descartados. Desde o início da investigação, foram notificados 6.671 casos suspeitos de microcefalia.

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Os casos descartados foram classificados por apresentarem exames normais ou apresentarem microcefalias ou alterações no sistema nervoso central por causas não infeciosas. O Ministério da Saúde esclarece que está investigando todos os casos de microcefalia e outras alterações do sistema nervoso central, informados pelos estados, e a possível relação com o vírus da Zika e outras infecções congênitas. A microcefalia pode ter como causa diversos agentes infecciosos além do Zika, como sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes viral.

Até o dia 19 de março, foram registrados 198 mortes suspeitas de microcefalia ou alteração do sistema nervoso central após o parto ou durante a gestação (abortamento ou natimorto). Destes, 46 foram confirmados. Outros 130 continuam em investigação e 22 foram descartados.

Do total de casos de microcefalia confirmados, 122 tiveram resultado positivo para o Zika. Nestes casos, foi utilizado critério laboratorial específico para o vírus da Zika. No entanto, o Ministério da Saúde ressalta que esse dado não representa, adequadamente, a totalidade do número de casos relacionados ao vírus. Ou seja, a pasta considera que houve infecção pelo Zika na maior parte das mães que tiveram bebês com diagnóstico final de microcefalia.

O Ministério da Saúde orienta as gestantes adotarem medidas que possam reduzir a presença do mosquito Aedes aegypti, com a eliminação de criadouros, e proteger-se da exposição de mosquitos, como manter portas e janelas fechadas ou teladas, usar calça e camisa de manga comprida e utilizar repelentes permitidos para gestantes.

Da redação, com assessoria

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