Governador anunciou decisão em sua página pessoal no facebook
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O governador Ricardo Coutinho renunciou o aumento do próprio salário e suspendeu reajustes dos vencimentos da vice-governadora, Lígia Feliciano, dos secretários e auxiliares de governo. O reajuste salarial, que deve ser promulgado na próxima terça-feira (20) pela Assembleia Legislativa da Paraíba, concederia um aumento para o chefe do executivo estadual, vice-governadora, secretários de Estado e secretários executivos. A ação faz parte do pacote de medidas para a contenção de gastos e enxugamento da máquina pública.
“Tudo isso faz parte de um conjunto de medidas que estamos tomando e ainda vamos tomar para garantir ao máximo atingir as metas de fazer mais com menos”, ressaltou Ricardo Coutinho.
Ainda como parte das ações para contenção de gastos, o governador anunciou a diminuição de 60% no teto das diárias dos servidores, que antes era de dez diárias por mês e hoje passa a ser de quatro diárias a cada 30 dias.
Desde o final de 2013, o governador Ricardo Coutinho vem anunciando medidas fiscais para reduzir os gastos públicos no Estado. A primeira medida foi a reestruturação das secretarias, redução dos cargos comissionados e corte nos gastos com custeios; a segunda foi a suspensão das despesas relativas ao patrocínio de festividades e eventos para os próximos 60 dias. Na próxima semana, outras medidas para contenção de gastos públicos serão anunciadas pelo governador.
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fala sobre a execução do cidadão brasileiro Marco Archer na Indonésia (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, fala sobre a execução do cidadão brasileiro Marco Archer na Indonésia (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Marcelo Camargo/Agência Brasil
O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, disse hoje (17), em entrevista coletiva, que a execução do brasileiro Marco Archer na indonésia causa uma sombra na relação entre os dois países. O governo determinou que o embaixador em Jacarta, capital da Indonésia, venha ao Brasil para consultas.
“Chamar o embaixador para consulta expressa gravidade, um momento de tensão”, explicou o ministro. Outra atitude tomada pelo Itamaraty foi convocar o embaixador da Indonésia no Brasil e entregar nota formal de protesto para reiterar a inconformidade do governo.
O secretário-geral do Itamaraty, Sérgio Danese, entregou pessoalmente a nota, pouco depois da execução de Archer. Segundo o ministro, foram esgotados todos os recursos para evitar a execução da pena. O argumento usado pelo governo é de que não há pena de morte no Brasil. O ministro ressaltou que, em nenhum momento, foi contestada a gravidade do ato cometido pelo brasileiro.
Mauro Vieira disse que toda a assistência foi dada a Marco Archer e que o mesmo está sendo feito com o outro brasileiro que está no corredor da morte na Indonésia, Rodrigo Gularte.
Archer trabalhava como instrutor de voo livre e foi preso em agosto de 2003, quando tentou entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína escondidos em uma asa-delta desmontada em sete bagagens. Ele conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado após duas semanas, na Ilha de Sumbawa. Archer confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, foi condenado à morte.
Satinah Binti Jumadi Ahmad, é uma cidadã indonésia condenada por assassinar e roubar sua empregadora
Satinah Binti Jumadi Ahmad, é uma cidadã indonésia condenada por assassinar e roubar sua empregadora
“País é intransigente com tráfico de drogas, mas defende mulher que cometeu homicídio e roubo”
RIO – Indonésia pede clemência à Arábia Saudita para evitar a morte de Satinah Binti Jumadi Ahmad, uma cidadã indonésia condenada por assassinar e roubar sua empregadora. De acordo com a Human Rights Watch, a Indonésia fez apelo formal ao rei Abdullah, da Arábia Saudita, para que suspenda a execução. A família de Satinah, com colaboração do governo indonésio, chegou a pagar uma “dívida de sangue” de US$1,9 milhão, no final de 2014, para salvá-la do cumprimento da sentença e, como resultado, ela poderá ser poupada da execução.
Ao mesmo tempo, entretanto, o presidente da Indonésia, Joko Widodo, negou o pedido pessoal da presidente Dilma Rousseff para poupar a vida de Marco Archer e de Rodrigo Gularte, outro brasileiro condenado à morte por tráfico de drogas.
DOIS PESOS E DUAS MEDIDAS
A representante brasileira da organização Human Rights Watch, Maria Laura Canineu, classificou como “incoerente e hipócrita” a negativa do presidente da Indonésia ao governo brasileiro, ao mesmo tempo em que pede clemência à Arábia Saudita. De acordo com ela, o país utiliza “dois pesos e duas medidas” quando a questão é pena de morte.
— É uma hipocrisia da parte dele (do presidente). Ele nega clemência para uma pessoa que cometeu um crime que não é violento, que não envolve morte, e pede clemência a outro país para alguém que cometeu um crime violento. É claro que somos contra a execução em qualquer um dos casos — disse Maria Laura.
De acordo com ela, com a decisão, a Indonésia desrespeita o Pacto Internacional Sobre os Direitos Civis e Políticos, ao qual aderiu em 2006, e deve ser pressionada internacionalmente por isso.
— A Indonésia tem que ser um país que receba cada vez mais pressão internacional. O país precisa sofrer um processo de exposição e ‘envergonhamento’ internacional forte, por estar indo contra os padrões de direitos humanos — argumentou Maria Laura.
Segundo artigo da Human Rights Watch, a legislação internacional de direitos humanos restringe a pena de morte a crimes considerados mais graves que resultam em morte ou lesão corporal.
— Somos contra a pena de morte especialmente por dois motivos: primeiro, a crueldade inerente. E segundo, porque é uma pena irreversível. Não podemos achar que algum sistema de Justiça no mundo é perfeito, de forma que possam ser submetidos à pena de morte indivíduos que sejam inocentes — afirma a representante da instituição.
A Human Rights Watch analisa que as execuções previstas para hoje (pelo horário do Brasil) refletem o apoio do recém-eleito presidente da Indonésia, Joko Widodo, à pena de morte como uma “terapia de choque importante” para os infratores da legislação antidrogas. Para Widodo, os traficantes de drogas que estão no corredor da morte colaboraram para “a destruição do futuro da nação”.
HOLANDA TAMBÉM FAZ APELO
Além do Brasil, o governo holandês também tenta clemência para um preso que será executado hoje. O ministro de Relações Exteriores do país, Bert Koenders, disse ontem à imprensa local que ele e o primeiro-ministro, Mark Ruttle, estão fazendo o possível para impedir a execução de Ang Kiem Soei, de 62 anos, condenado por tráfico de drogas na Indonésia.
Koenders afirmou, segundo o portal DutchNews, que está usando todos o meios para impedir a execução. Ang Kiem Soei foi condenado à morte em 2003 pela participação na produção de ecstasy em um laboratório na Indonésia. O holandês será executado junto com o brasileiro.
Marco Archer Cardoso Moreira foi fuzilado por tráfico de drogas
Marco Archer Cardoso Moreira foi fuzilado por tráfico de drogas
O carioca Marco Archer Cardoso Moreira, de 53 anos, foi fuzilado hoje (17) à tarde na Indonésia por tráfico de drogas. Ele foi primeiro brasileiro executado por crime no exterior. A informação foi confirmada pela Embaixada do Brasil em Jacarta.
Mais cinco pessoas receberam a mesma pena neste sábado na Indonésia.
O clérigo que esteve com cinco dos condenados pouco antes da execução disse ao jornalJakarta Post que eles estavam resignados.
De acordo com as leis da Indonésia, a única forma de reverter uma sentença de morte é o presidente do país aceitar um pedido de clemência. A primeira vez que o governo brasileiro pediu clemência para Archer foi em março de 2005, quando o então presidente Lula enviou carta ao presidente Susilo Bambang Yudhoyono. Apesar de não desconhecer a gravidade do delito cometido, Lula apelou ao sentimento de humanidade e amizade do presidente indonésio.
Em 2012, a presidenta Dilma Rousseff aproveitou um encontro com o presidente Yudhoyono, durante a 67ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York, e entregou nova carta apelando para que o brasileiro não fosse punido com a pena de morte. Yudhoyono, no entanto, não atendeu aos pedidos.
O atual presidente, Joko Widodo, que assumiu o cargo em 2014 e é considerado ainda mais rígido em relação ao combate às drogas, rejeitou novo pedido de clemência feito ontem (17) por telefone pela presidenta Dilma Rousseff. Ele já havia adiantado que negaria clemência às 64 pessoas condenadas à morte no país por crimes relacionados com drogas.
Outro brasileiro, Rodrigo Gularte, de 42 anos, também está no corredor da morte na Indonésia, por tentar entrar no país, em julho de 2004, com seis quilos de cocaína escondidos em uma prancha de surfe. De acordo com o último levantamento do Itamaraty, havia 3.209 brasileiros presos no exterior até o fim de 2013. Ao todo, o presidente Lula enviou duas cartas pedindo clemência para os dois brasileiros condenados, enquanto a presidenta Dilma Rousseff enviou quatro.
Archer trabalhava como instrutor de voo livre e foi preso em agosto de 2003, quando tentou entrar na Indonésia, pelo aeroporto de Jacarta, com 13,4 quilos de cocaína escondidos em uma asa-delta desmontada em sete bagagens. Ele conseguiu fugir do aeroporto, mas foi localizado após duas semanas, na ilha de Sumbawa. Archer confessou o crime e disse que recebeu US$ 10 mil para transportar a cocaína de Lima, no Peru, até Jacarta. No ano seguinte, ele foi condenado à morte.
Por Marinho Mendes: NA PARAÍBA SEGURANÇA NÃO É PRIORIDADE
Marinho Mendes Machado, Promotor de Justiça e Conselheiro Estadual dos Direitos Humanos.
É lamentável chegar-se à real constatação de que segurança na Paraíba não é prioridade de governo e a afirmação encontra arrimo e sólido sustentáculo nos fatos a seguir delineados:
EM 4 ANOS A ÁREA DE SEGURANÇA NÃO FORMATOU QUALQUER PROJETO – Pois bem, durante os quatro anos do primeiro governo, aquele em que esperávamos um verdadeiro choque administrativo, infelizmente não foi gestado nenhum projeto de governo de segurança pública, nada foi feito de concreto para reduzir a criminalidade, até o pacto pela vida é fruto da sociedade civil, não é proposição do governo não, vários Conselheiros Estaduais dos Direitos Humanos e a sociedade civil organizada, a exemplo de Nazaré, Pereira, Pe. Bosco, Guianny, Duciran Farena, Valdênia e outros participaram da elaboração desse plano que nunca foi retirado da gaveta, talvez vá dormitar sono eterno nesse compartimento e por isto afirmamos: segurança pública na Paraíba não é prioridade.
ALGUMAS MEDIDAS COPIADAS DE PERNAMBUCO, UM FIASCO –O que vimos foram cópias vetustas de medidas arcaicas e já ultrapassadas levadas a termo no Estado de Pernambuco há mais de 20 anos, a exemplo da Guarda Militar da Reserva, Serviço Remunerado, medidas ruins para a tropa e para a população, pois uma Guarda da Reserva impede a renovação dos quadros da Polícia Militar, já que essas vagas que deveriam ser oferecidas a jovens são ocupadas por policiais inativos, desestimulados por soldos pequenos que os obrigam a retornar aos quartéis, além do serviço remunerado, que suga as forças desses policiais que cansados dormem dentro das viaturas e a sociedade é a grande perdedora com essa medida.
OS CRIMES CONTRA O PATRIMÔNIO ATERRORIZAM TODO O ESTADO – Esta assertiva é séria e verídica, em qualquer lugar deste Estado as pessoas se sentem imensamente inseguras, na Zona Rural de algumas cidades do interior as famílias abandonaram suas casas e foram embora, pois lá nos grotões todos os dias ocorrem assaltos espetaculares, é a moto, é o dinheirinho da venda de alguma produção agrícola que o marginal vai buscar e o povo não tem para onde apelar, em algumas delegacias não existe sequer uma pessoa para atendê-lo, quer um exemplo: Jacaraú, Curral de Cima, Lagoa de Dentro e Pedro Régis. Uma vergonha que demonstra que segurança na Paraíba não é prioridade.
CENTANAS DE CRIMES SEM AUTORIA – Centenas de crimes de homicídio estão sem autoria, a polícia não consegue apontar quem são os matadores e em alguns casos a própria família da vítima tem ciência, mas não é procurada e nem estimulada a tal, pois o Estado não lhes oferece nenhuma garantia. Há vários dias, fomos procurados por um pai, um professor pedindo socorro, pois haviam chacinado seu filho lá no Bairro do Valentina de Figueiredo, no entanto, os assassinos estavam soltos e bem livres. Esse grupo de matadores já destruiu a vida de vários outros jovens, é o mesmo que ceifou a existência de um atleta de jiu-jitsu na Praia de Intermares, em Cabedelo, omissão que só prova e comprova que segurança na Paraíba não é prioridade.
FECHAMENTO DE 33 DELEGACIAS –Senhoras e Senhores, se segurança fosse prioridade na Paraíba o governo não teria concordado com esse escândalo e mais, teria feito mais, teria exonerado na hora o autor da hedionda idéia, a de que à noite 33 delegacias não mais atenderiam as ocorrências? Esse governo não sabe que essa medida gerou desestímulo na Polícia Militar que é quem geralmente prende em flagrante, uma vez que se prender, o serviço estará prejudicado, pois terá que se deslocar de sua área de atribuições para outra e esperar até o dia amanhecer para ser atendida, geralmente sem nenhuma cordialiidade nessas delegacias de plantão, este é talvez o maior ato comprobatório de que segurança na Paraíba não é prioridade.
FORMAÇÃO DE GRUPOS PRIVILEGIADOS DENTRO DA POLÍCIA CIVIL – Tenho recebido informações documentadas de delegados de polícia inconformados com o tratamento que é dispensado a um grupo de privilegiados, os quais chegam a somar em seus contracheques valores superiores a R% 8.000.00 (oito mil reais) em relação a seus colegas, somente de gratificações, colegas que apesar de laboriosos, não formam nesses grupos de “notáveis”, me informaram que alguns deles dispõem de viaturas descaracterizadas para se deslocarem para onde quiserem, um privilégio somente para os chegados e demonstração inequívoca de que segurança na Paraíba não é prioridade.
NADA DE MUDANÇAS NO COMANDO DA SEGURANÇA PÚBLICA, UM CAMINHO EQUIVOCADO – Esta inércia na atitude de não mudar os chefes da área de segurança pública só demonstra que segurança pública na Paraíba não é prioridade mesmo, se fosse, a cúpula da segurança já teria sido afastada há muito tempo devido ao seu imobilismo, à sua estagnação, inatividade e letargia em combater o crime de forma eficiente, planejada, pensada e com projetos. A permanência do Secretário de Segurança Pública no comando da segurança pública da Paraíba foi um malogro para a população e um fracasso para os que sonham com segurança de verdade e a permanência do titular no cargo não é prova de que a coisa ta boa não, é demonstração incontroversa de que segurança pública na Paraíba não é prioridade, infelizmente.
Por Marinho Mendes Machado, Promotor de Justiça e Conselheiro Estadual dos Direitos Humanos
Por mais que, enquanto imprensa e, paraibano por natureza, saibamos que os índices de violência e outros indicadores sociais não tenha sido dos melhores, enche-me de orgulho ver um “sulista” falando bem da nossa ‘pequena-grandiosa’ Paraíba. Ainda mais, quando palavras elogiosas partem de tão conceituado repórter da Rede Record Ricardo Kotscho.
Em artigo publicado no seu blog Balaio do Kotscho, o jornalista faz referência a capital paraibana e declara que seu sonho é morar em João Pessoa. Paulista, Ricardo Kotscho, 65, é repórter desde 1964. Já trabalhou em praticamente todos os principais veículos da imprensa brasileira, nas funções de repórter, repórter especial, editor, chefe de reportagem, colunista, blogueiro e diretor de jornalismo. É atualmente comentarista do Jornal da Record News e repórter especial da revista Brasileiros. Leia a seguir:
Para onde ir?
Foto: Prefeitura Municipal de João Pessoa
Já tem muita gente pensando nisso, depois de mais uma semana de cão em São Paulo, sem água e sem luz por boa parte do tempo, enchentes diárias e reservatórios secos, trânsito caótico, árvores e postes caídos, obras e consertos intermináveis, mau humor generalizado, as pessoas se tratando mal. E a cidade ainda está meio vazia, com muita gente de férias.
Quem vive aqui sabe bem do que estou falando. Como será quando todo mundo voltar e o inverno chegar? Nem quero pensar nisso, mas ao subir mais uma vez a escadaria do prédio no escuro (a bateria da luz de emergência só dura duas horas), voltei a pensar num sonho antigo e recorrente.
Quando me perguntam qual é o sonho, quais são meus planos nestes anos que me restam de vida, sempre respondo na lata: é ir morar em João Pessoa, a pacata e bela capital da Paraíba. Nem sei explicar quais são os motivos, já que não tenho lá amigos nem parentes, nada em especial que me faça escolher este canto do mundo para viver.
Nas minhas andanças pelo país como repórter, que já me levaram a todos os Estados brasileiros, capitais e interiores, sem exceção _ até a Fernando de Noronha já fui, ficava pensando onde gostaria de ficar de vez quando me aposentasse.
Minhas escolhas mudaram várias vezes ao longo deste último meio século, porque esta nossa terra tem muitas cidades bonitas e acolhedoras. Já conheci também lugares incríveis em boa parte do mundo, mas viver fora do Brasil, nem pensar.
De uns tempos para cá, fixei-me em João Pessoa, onde já tinha ido muitas vezes, sempre a trabalho. Em 2013, finalmente, consegui passar lá dez dias de férias _ e me encantei, definitivamente.
Não descobri lá nenhuma praia do outro mundo, um restaurante espetacular, alguma atração turística imperdível. Acho que o que mais me atraiu foi exatamente isso: a simplicidade do lugar e das pessoas.
É difícil explicar. Parece que é todo mundo igual, não tem gente que quer se mostrar mais importante do que o outro, ninguém quer te enganar e os nativos parecem sempre disponíveis para uma conversa, sorriem de graça. A vida flui mansamente, sem atropelos, cada coisa no seu lugar e no seu tempo certo.
Outro dia, no final de um almoço com amigos da minha idade, o papo era sobre sonhos, planos, projetos de vida. Claro que falei de João Pessoa. Falei até que, ao final do meu contrato, iria pedir à Record minha transferência para a emissora da Paraíba.
Pois não é que um diretor da empresa levou minha conversa a sério? Quando o reencontrei, semanas depois, no mesmo lugar, ele me chamou de lado, e confidenciou: “Já estou encaminhando aquele teu pedido”. Nem me lembrava qual era, mas ele não esqueceu.
Tenho agora um pequeno problema: convencer minha mulher, as filhas, os genros e os netos a irem junto comigo… Já estou aposentado faz mais de dez anos, continuo com dois empregos, o tempo voa cada vez mais rápido, sei que tenho menos tempo pela frente do que para trás. Será que um dia vou conseguir?
Acho que minha única chance é chegar o dia em que todos seremos, simplesmente, obrigados a ir embora daqui. Eu, pelo menos, já sei para onde ir.
Moto foi encontrada no sítio Jangada em Mamanguape
Moto foi encontrada no sítio Jangada em Mamanguape
Homens do serviço de Rádio Patrulha (RP) da 2ª Companhia de Polícia Militar de Mamanguape (CIPM), conseguiram recapturar nesta sexta-feira (16), uma moto com placa de Baía da Traição NPR 7898, que teria sido roubada na noite do último domingo (11), na cidade de Marcação durante os festejos da tradicional festa de Reis do município.
Segundo o capitão Alberto Filho da 2ª Companhia, após a equipe da (RP) realizar rondas na área do açude jangada em Mamanguape, conseguiram localizar a moto que havia sido furtada no último domingo dentro de uma plantação de eucaliptos. Nesta ação a Polícia Militar conseguiu apreender três menores e um outro suspeito conseguiu se evadir do local, informou. “Eles estavam desmanchando a moto”, disse o capitão.
Equipe da (RP) apreenderam três menores suspeitos
A ação que resultou na recuperação do veículo roubado foi comandada pelos sargentos Olegário e Bernardino, além da participação do cabo Sandro.
“Para parlamentar, partidos só se uniram por “oportunismo” por causa da disputa de 2014”
O vereador de João Pessoa Lucas de Brito (DEM) decidiu opinar sobre o impasse subliminar entre o PSB e o PT em João Pessoa. Para o vereador, a aliança dos partidos foi baseada em “oportunismo”e já esta finalizada. Em contato com a imprensa, na tarde desta sexta-feira (16), o parlamentar disse que o PSB deve ter candidato a prefeito da cidade em 2016 e que isso será bom para a disputa.
“Essa aliança já acabou. Está praticamente desfeita e só durou por tempo do oportunismo eleitoral, período necessário para viabilizar as candidaturas”, disse Lucas, lembrando que o PT e o PSB estiveram unidos nas eleições estaduais de 2014.
Afirmando que será “boa” para a disputa uma candidatura socialista na cidade, Brito disse acreditar que os vereadores do PSB devem retornar para à bancada de oposição ainda este ano. “Em 2016 deve haver candidatura por parte do PSB”.
“Advogado Antônio Campos divulgou nota questionando dados revelados. Reportagem publicada pelo ‘Estadão’ aponta falha humana como causa”.
Para o irmão de Eduardo Campos, o advogado Antônio Campos, o laudo da Aeronáutica sobre o acidente aéreo que vitimou o ex-governador de Pernambuco em agosto de 2014 não é conclusivo. Através de nota, ele afirmou que a perícia trata apenas das possibilidades que podem ter provocado a queda do jato Cessna que transportava Campos e sua equipe. A nota foi divulgada nesta sexta-feira (16), dia em que o jornal “O Estado de São Paulo” publicou uma reportagem afirmando que o laudo aponta para uma série de erros do piloto da aeronave. “É prematura a conclusão noticiada, até porque estão pendentes de conclusão relevantes perícias”, ressaltou.
Segundo a reportagem, uma sequência de erros do piloto contribuiu para o acidente, agravado por desentendimentos entre os profissionais que estavam na cabine do jato. O piloto teria se confundido durante o procedimento de pouso e, ao perceber que estava caindo, tentou recuperar a altitude. Ainda de acordo com o “O Estado de São Paulo”, a Aeronáutica chegou a essa conclusão por causa do ângulo de colisão da aeronave com o chão.
No texto, Antônio Campos ainda afirmou que se reuniu com o procurador da República Thiago Nobre, responsável pelas investigações, na quinta-feira (15), um dia antes de a reportagem ser publicada. Na ocasião, o procurador teria garantido que os inquéritos serão concluídos até fevereiro. Segundo o irmão do ex-governador, as autoridades “ainda aguardam a conclusão de perícias e estas poderão ainda não ser definitivas sobre o caso, podendo ter provas complementares”.
Na nota, Antônio Campos também disse achar estranho que a imprensa tenha acesso às investigações da Aeronáutica e divulgue conclusões precipitadas, “antes da divulgação pelo órgão competente”. “Os laudos da Aeronáutica e do Cenipa [Centro de Prevenção de Acidentes Aéreos] tratam de possibilidades quanto à causa de acidentes e não são conclusivos, conforme é a técnica de tais laudos, primando eles por recomendações quanto a procedimentos de prevenção de acidentes aéreos”, afirma.
Na nota, o advogado ainda diz que só só vai se pronunciar sobre as causas do acidente quando forem concluídas tanto as investigações da Aeronáutica quanto os inquéritos civil e criminal do caso.
Confira a íntegra da nota divulgada por Antônio Campos:
“Com referência a matéria publicada no Jornal O Estado de São Paulo, nesta sexta-feira, 16/01/2015, sobre as causas do acidente aéreo que vitimou Eduardo Campos, estando habilitado nos autos como familiar da vítima e advogado, tenho a registrar o seguinte:
1 – É estranho que se tenha acesso às investigações da Aeronáutica e se divulgue conclusões antes da divulgação pelo órgão competente.
2 – Os laudos da Aeronáutica e do Cenipa (Centro de Prevenção de Acidentes Aéreos) tratam de possibilidades quanto a causa de acidentes e não são conclusivos, conforme é a técnica de tais laudos, primando eles por recomendações quanto a procedimentos de prevenção de acidentes aéreos. O Cenipa não está fazendo todas as perícias do caso e não pode ter uma visão global do acidente.
3 – Na data de ontem, 15/01/2015, tive uma audiência com o Procurador da República Thiago Nobre, na cidade de Santos, que prometeu a conclusão, possivelmente, do inquérito policial e civil para fevereiro/2015, pois ainda aguarda a conclusão de perícias e estas poderão ainda não ser definitivas sobre o caso, podendo ter provas complementares. Ele é o Procurador responsável pelo caso, tendo na Polícia Federal o Delegado Rubens Maleiner como a autoridade policial responsável pelo inquérito policial, que ainda não o concluiu.
4 – Após a divulgação oficial das conclusões das investigações da Aeronáutica, bem como a conclusão dos inquéritos civil e criminal em curso, iremos nos pronunciar sobre as causas do acidente. Até lá, é prematura a conclusão noticiada, até porque está pendente de conclusão relevantes perícias.
Muçulmanos de vários países protestaram, nesta sexta-feira (16), contra o jornal francês Charlie Hebdo, que acusam de blasfemar contra o Islã e ridicularizar o profeta Maomé. A sexta-feira é um dia sagrado de oração e descanso para o Islamismo.
Na capital da Jordânia, Amã, o protesto acabou em confronto entre manifestantes e policiais. A polícia usou balas de borracha e cassetetes para dispersar a multidão que tentava chegar a embaixada da França, empunhando cartazes com a frase “insultar o profeta é o terrorismo global”. Várias pessoas foram detidas.
Os protestos mais graves aconteceram na República do Níger, na África Ocidental. Em Zinder, a segunda principal cidade do país, perto da fronteira com a Nigéria, igrejas foram incendiadas, lojas invadidas e um centro cultural francês depredado por manifestantes. De acordo com as autoridades locais, pelo menos quatro pessoas morreram e 45 ficaram feridas durante as manifestações.
Na República Islâmica da Mauritânia, no Noroeste da África, milhares de pessoas caminharam a partir da grande mesquita de Nouakchott, com a presença do presidente Mohamed Ould Abdel Aziz. Em breve discurso, ele disse: “Eu sou muçulmano, somos todos muçulmanos. Nós lutamos contra o terrorismo no nosso próprio país e pagamos um preço elevado”.
Em Dacar, capital do Senegal, a bandeira francesa foi queimada em frente à Embaixada de França por um grupo de manifestantes que gritava slogans em louvor de Maomé e contra oCharlie Hebdo. A polícia usou gás lacrimogênio para dispersar a multidão. Vários manifestantes criticaram o presidente Macky Sall por ter participado na marcha em Paris, no domingo, contra o “terrorismo”.
Também houve protestos na Turquia, no Irã e no Paquistão, onde um fotógrafo da agência France Press, Asif Hassan, foi atingido por um tiro durante uma manifestação reprimida pela polícia da capital, Karachi. Levado ao hospital, Hassan foi submetido a uma cirurgia. Seu estado de saúde ainda não foi informado. Ao menos outras duas pessoas ficaram gravemente feridas.