Rir provoca a liberação de endorfinas, substâncias químicas naturalmente produzidas pelo corpo, promovendo uma sensação geral de bem-estar, que permanece com a pessoa mesmo após a diminuição do riso. Isso leva a uma diminuição do estresse. Aliado a tudo isso, o riso melhora a função do vaso sanguíneo, aumentando a circulação do sangue, que ajuda a proteger contra ataques cardíacos. Pessoas felizes e otimistas têm 22% menor chance de sofrer de problemas cardíacos do que os que têm sentimentos negativos.
Pessoas mal humoradas, impacientes, irritadas, contrariadas, rígidas (inclusive consigo mesmas) e autoritárias vivem num processo de tensão muito maior e esta tensão propicia uma descarga muito maior de adrenalina e consequentemente uma predisposição maior para acidentes vasculares, as anginas e os infartos.
Lucena x Campinense, no Estádio Amigão, pelo Campeonato Paraibano 2015 (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)
Lucena x Campinense, no Estádio Amigão, pelo Campeonato Paraibano 2015 (Foto: Nelsina Vitorino / Jornal da Paraíba)
Em um jogo de início conturbado no Estádio Amigão, onde apenas o primeiro tempo durou 89 minutos, o Campinense finalmente reencontrou a vitória no Campeonato Paraibano ao bater o Lucena por 3 a 0.
A partida teve validade pela atrasada quarta rodada da competição.
Após quatro jogos sem vitória no estadual, o Rubro-Negro voltou a marcar três pontos, chegou aos 12 e assumiu a quinta colocação na tabela, superando o Sousa no saldo de gols.
A vitória empolgou os rubro-negros para o próximo compromisso. Quarta-feira, contra o Bahia, novamente no Amigão, a Raposa tem partida decisiva pela Copa do Nordeste.
Se vencer o Tricolor da Boa Terra, o Campinense se garante nas quartas de final do regional e abocanha mais R$ 250 mil de cota.
Pelo Paraibano, o time de Diá volta a atuar no domingo, outra vez em Campina Grande, no clássico ante o Botafogo-PB.
Atlético x Botafogo-PB
Botafogo-PB domina o jogo, mas sofre gol no fim (Foto: Ângelo Lima / GloboEsporte.com)
O Atlético de Cajazeiras recebeu o Botafogo-PB no Perpetão na noite desde domingo (15) pelo Campeonato Paraibano. Em um jogo fraco tecnicamente, Doda, em boa jogada individual, marcou o gol do Belo, mas Cleiton Cearense, de pênalti, aos 49 do segundo tempo, empatou a partida que terminou com o placar de 1 a 1.
Com o resultado o Atlético de Cajazeiras segue na vice-lanterna do campeonato, agora com 8 pontos ganhos, assim como o Lucena. O próximo compromisso do Trovão Azul será dia 25 contra o Campinense no Perpetão.
Já o Botafogo-PB vai a 14 pontos e segue na vice-liderança do Paraibano, com três pontos a menos que o líder Treze, mas também com dois jogos a menos. No próximo domingo (22), o Belo enfrenta a Raposa no Amigão. Antes, na despedida da Copa do Nordeste, o time pessoense enfrenta o River-PI em Teresina.
Manifestação em João Pessoa ficou concentrada no Busto de Tamandaré (Foto: Diogo Almeida/G1)
Manifestação em João Pessoa ficou concentrada no Busto de Tamandaré (Foto: Diogo Almeida/G1)
“Manifestantes fizeram passeatas contra a corrupção e a presidente. PM diz que 4 mil pessoas passaram pelo protesto na capital”.
Fotos: Hermes de Luna
Cerca de mil pessoas ocuparam a Praça da Bandeira, no Centro de Campina Grande, no início da tarde deste domingo (15) para protestar contra a forma de governo de Dilma Rousseff e pedir o impeachment da presidente. Os manifestantes criticaram os escândalos de corrupção envolvendo pessoas ligadas ao PT, partido de Dilma, e o atual momento da economia brasileira. Dentre as principais queixas, estavam os aumentos dos preços de combustíveis e da tarifa de energia elétrica.
Uma equipe da Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos (STTP) esteve no local para dar suporte à segurança do protesto. Até as 15h, ainda não havia policiais na Praça da Bandeira, mas o Comando da Polícia Militar garantiu que ia enviar profissionais para o local.
Os manifestantes saíram da Praça da Bandeira em passeata, passando pela rua Irineu Joffilly, com destino ao Açude Velho, onde se encerrou a manifestação. Por volta das 18h, os manifestantes começaram a se dispersar. O grupo utilizou bandeiras, faixas e carros de som. A manifestação foi pacífica e nenhum princípio de tumulto foi registrado.
Manifestação em João Pessoa ficou concentrada no Busto de Tamandaré (Foto: Diogo Almeida/G1)
Na Capital
Um grupo de aproximadamente 6 mil pessoas participa do protesto em João Pessoa. O trânsito foi fechado no sentido Centro-praia da Avenida Epitácio Pessoa, um dos principais corredores da cidade. A concentração do protesto é no Busto de Tamandaré, divisa das praias de Tambaú e Cabo Branco. Não houve passeata.
No Busto de Tamandaré, os manifestantes cantaram o hino nacional e esbravejam gritos de “Fora, Dilma”. Além disso, fazem duras críticas à corrupção na Petrobras, utilizando cartazes e bandeiras do Brasil. A previsão é de que a manifestação se estenda até as 20h. Equipes da Polícia Militar e Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) estão no local para garantir a segurança no protesto.
As manifestações contra o governo federal ocorrem em 22 estados do Brasil e no Distrito Federal. O protesto de maior destaque acontece em São Paulo, com cerca de 1 milhão de pessoas reunidas na Avenida Paulista, segundo a Polícia Militar.
Por Amanda Gabriel, Alisson Correia e Rafaella Gomes, via Portal Correio
Manifestação no Rio de Janeiro reúne milhares de manifestantes na orla da Praia de CopacabanaTânia Rêgo/Agência Brasil.
Ao menos 1,5 milhão de pessoas protestaram contra o governo federal neste domingo (15) em todos os Estados do país, além do Distrito Federal. O número de manifestantes em cada Estado foi divulgado pela Polícia Militar local.
São Paulo é o Estado com o maior número. Por volta das 15h40, a PM informou que 1 milhão de pessoas estavam reunidas na região da avenida Paulista, no centro da capital paulista. A cidade foi a única a registrar um incidente até o momento. Cerca de 20 manifestantes de um grupo denominado “Carecas do Subúrbio”, conforme escrito em suas camisetas, foram detidos. Com eles, foram encontrados rojões, bombas caseiras e soco inglês.
Em Ribeirão Preto (SP), outras 40 mil pessoas saíram às ruas. Em Campinas, foram dois atos: 10 mil e 25 mil.
No Paraná, cerca de 80 mil pessoas protestaram no centro de Curitiba. Em Londrina, o ato reuniu entre 35 e 40 mil pessoas.
Em Brasília, o protesto ocupou o Eixo Monumental, com cerca de 45 mil pessoas marchando em direção ao Congresso Nacional. A passeata saiu do Museu da República e se concentrou diante da sede do legislativo. Um cordão de policiais fez isolamento do Congresso para evitar invasões. Um carro de som “proibia” bandeiras vermelhas e de partidos políticos.
No Rio de Janeiro, 15 mil pessoas ocuparam a faixa de areia e a pista da orla de Copacabana e caminharam em direção ao Leme. Em uníssono, eles gritam frases como “Fora Dilma”, “o PT roubou” e “a nossa bandeira jamais será vermelha”.
Na Praça da Liberdade, em Belo Horizonte, 30 mil pessoas lotavam o local. Muitas usavam camisetas da seleção brasileira, enquanto outras pintaram os rostos em verde e amarelo e usavam apitos. O tráfego de veículos no entorno da praça foi fechado.
Em Goiás, cerca de 20 mil pessoas participaram do protesto em Goiânia. A concentração começou na praça Tamandaré e seguiu a avenida 85.
Já em Porto Alegre, por volta das 15h30, a Polícia Militar estimava que cerca de 30 mil pessoas participavam do protesto. Os manifestantes, que se concentraram no parque Moinhos de Vento, marcharam rumo ao parque Farroupilha.
Em Salvador, os manifestantes marcaram encontro no Farol da Barra, onde 4.000 pessoas participaram do protesto pacífico. Boa parte usava cartazes para demonstrar a insatisfação com os rumos políticos do país.
Manifestação no Rio de Janeiro reúne milhares de manifestantes na orla da Praia de CopacabanaTânia Rêgo/Agência Brasil.
No Recife, os manifestantes saíram em passeata pela avenida Boa Viagem. A concentração começou às 9h, e a movimentação seguiu durante toda a manhã e tarde. O clima só esquentou quando algumas pessoas pediam uma intervenção militar, mas não foram bem recebidas. Segundo a PM, cerca de 8.000 pessoas estavam presentes na manifestação por volta das 11h.
Em Fortaleza, cerca de 6.000 pessoas participaram do protesto na praça Portugal. O protesto foi pacífico e contou com a presença de muitas crianças. Manifestantes também usaram bicicletas. O trânsito nas ruas do entorno foram fechadas para evitar problemas.
Ao menos 2.000 manifestantes participaram de ato na avenida Marechal Castelo Branco, na zona central de Teresina.
Em Manaus, cerca de 10 mil pessoas participaram do ato contra a presidente na praça Congresso, no centro da capital amazonense. Os líderes do movimento recolheram assinaturas para enviar aos legislativos cobrando o impeachment.
Em Belém, cerca de 7.000 pessoas se reúnem na praça da República, onde ocorre o protesto contra o governo –o mesmo local onde manifestantes se reuniram na sexta-feira (13) em ato de defesa da Petrobras.
Em Maceió, o protesto reuniu 10 mil no corredor Vera Arruda, na praia de Jatiúca. No local havia faixas com os dizeres “SOS Militares”, defendendo uma nova intervenção armada no país e dizendo que os militares “são os únicos que podem fazer a verdadeira reforma política.”
Em São Luís, cerca de 3.000 pessoas se concentraram na avenida Litorânea e fizeram um percurso de 6 km.
Em Aracaju, a manifestação ocorreu nos Arcos da Orla. As pessoas começaram a chegar por volta das 9h30 apenas, já que choveu no início da manhã na capital. Segundo a Polícia Militar, 600 pessoas participaram do movimento. Um painel foi montado para que as pessoas gravassem as marcas das mãos em verde e amarelo.
Também foram registrados atos em cidades de Rondônia, Espírito Santo, Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Paraíba, Rio Grande do Norte, Amapá, Roraima, Mato Grosso e Acre.
Durante a ditadura militar (1964-1985) o Estado brasileiro restringiu as liberdades individuais e praticou diversas violações de direitos humanos. Pelo menos 434 pessoas foram mortas ou desapareceram por ação dos agentes da repressão. Segundo o relatório final da Comissão Nacional da Verdade, o número não leva em conta os camponeses e indígenas que também sofreram com a ação dos agentes da ditadura. A identificação dessas pessoas deverá aumentar o número de vítimas do regime militar.
Dilma pede manifestações pacíficas: “Sou de uma época em que não era possível se manifestar"
Neste sábado (14), a presidente Dilma Rousseff divulgou em sua página oficial no Facebook um vídeo no qual defende a “livre manifestação”. A livre manifestação é algo que o Brasil tem que defender”, declarou a petista. Dilma pede manifestações ‘sem violência’ neste domingo (15).
O Tiro de Guerra (TG – 07/001) reiniciou suas atividades de instrução na última quinta-feira (12) durante solenidade de abertura as 16h, com as presenças da diretora do órgão militar e prefeita de Rio Tinto Dudu de Brizola, dos vereadores Marcos Moura e Sélida Carvalho, além de representantes da Loja Maçônica, secretários e assessores do município e familiares dos novos atiradores. Os 45 soldados alistados no serviço militar para o ano de 2015, fizeram uma breve apresentação e cantaram o hino nacional juntamente com as autoridades e convidados.
Em seu primeiro ano na cidade de Rio Tinto, o subtenente Pompermayer falou do estilo e metodologia de trabalho que pretende apresentar durante os dois anos que estará a frente dos trabalhos no (TG 07/001).
“É claro que cada um coloca a sua cara, o seu método pessoal de trabalho, mas sempre seguindo as orientações do escalão superior que está previsto em manual. Sempre vai ter uma diferença, mas o objetivo final é sempre o mesmo. Soldados prontos para comporem a reserva do Exército Brasileiro”, afirmou.
Os atiradores também já receberam algumas instruções de Ordem Unida e a primeira parte do fardamento militar. As expectativas de todos são muito boas.
Já no terceiro ano no cargo de diretora do (TG), a prefeita Dudu de Brizola falou da alegria e da satisfação em participar da abertura do ano de instrução. “É uma grande satisfação a gente ter um Tiro de Guerra em nossa cidade, o que pudermos fazer em benefício desse Tiro Guerra estarei pronta para lutar com todas as forças possíveis para mantermos esta casa em nossa cidade”, ressaltou. A prefeita lembrou das dificuldades de logísticas que alguns (TG`s) estão enfrentando em outras regiões do país.
Prefeita Dudu de Brizola e vereadores participaram da solenidade de abertura do serviço militar
“Quando esses atiradores completarem as 40 semanas de serviços, eles serão outras pessoas. Terão uma cultura diferente, uma mentalidade e uma vida totalmente disciplinada”, considerou.
“A Prefeitura de Rio Tinto está de portas abertas para esta conceituada e respeitada instituição, assim, como já temos uma parceria firmada, onde colaboramos dando os apoios necessários a este (TG)”, disse a prefeita.
Em depoimento à CPI da Petrobras, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou que decreto editado pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso permitiu a instituição de esquema de corrupção na estatal.
Segundo Cunha, o decreto que modificou a lei de licitações na empresa foi o “fato motivador” que resultou na formação de cartel e de irregularidades em contratos da estatal.
“No meu ponto de vista pessoal, a razão do esquema de corrupção na Petrobras se deu pela mudança da regra de licitações”, afirmou.
“Foi exclusivamente por decreto da Presidência da República, não foi na Presidência atual, foi ainda na época do governo de Fernando Henrique”, disse o presidente à CPI, acrescentando que o conceito da mudança visava dar agilidade para que a Petrobras pudesse competir internacionalmente.
“(O decreto) foi a porta aberta para que se permitisse instalar uma possível lista de privilegiadas na execução de obras e serviços na Petrobras”, acrescentou.
A CPI, assim como a Justiça, apuram a existência de esquema de corrupção na Petrobras envolvendo pagamento de propina em contratos de três diretorias, em benefício de políticos e partidos.
Cunha, assim como o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), figura em lista de 49 pessoas –47 deles políticos, com ou sem mandato–, que passaram a ser investigadas a partir de autorização do STF após pedido de abertura de inquérito do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, na última semana, para apurar suposto envolvimento em esquema.
Cunha aproveitou seu depoimento para questionar o que considera uma condução política do caso pelo procurador-geral, afirmando que sua inclusão na lista ocorreu de foma “irresponsável e leviana”.
O presidente da Câmara sugeriu ainda que o Legislativo mude as regras para vedar a possibilidade de recondução ao cargo de procurador-geral. Atualmente, o procurador-geral depende do poder Executivo para condução à sua reeleição.
“Caberia a nós, até, mudarmos a legislação para vedar a recondução. Para dar isenção. Para ele, no exercício de sua função, não ter que agradar a quem quer que seja. Seja quem vai reconduzi-lo ou seja quem aprová-lo na Casa competente.”
Embora o clima na CPI fosse de elogios a Cunha –tanto de oposicionistas quanto de governistas –, alguns, como a deputada Maria do Rosário (PT-RS) discordou e disse não acreditar em politização dos atos do procurador.
Já o deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), em coro com os que teciam elogios a Cunha, apresentou requerimento, qua ainda precisa ser votado, pedindo a quebra dos sigilos telefônicos de Janot e do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.
Cunha, por sua vez, afirmou que não colocaria seus sigilos à disposição para não fazer “bravata” ou “constranger” outros investigados, que poderiam sentir-se na obrigação de fazer o mesmo. Ressaltou, no entanto, que sua declaração fiscal já é pública e que se a CPI assim entender, poderá quebrar os sigilos.
Atores fizeram vídeos em apoio aos protestos
Foto: Facebook/VemPraRuaBrasil.org / Reprodução
Atores fizeram vídeos em apoio aos protestos Foto: Facebook/VemPraRuaBrasil.org / Reprodução
“Basta de brigarmos entre nós. Vamos exigir de quem trabalha para a gente!”, diz a atriz Alessandra Maestrini
Não só os políticos da oposição têm convocado a população para ir aos protestos marcados para o próximo domingo (15), em diversas cidades brasileiras. Algumas celebridades também gravaram vídeos convidando seus fãs a comparecerem às ruas, para protestar contra o governo de Dilma Rousseff.
“As pessoas estão insatisfeitas. Não é dizer que a classe rica está insatisfeita, que é a classe média, não, a classe baixa… tá todo mundo insatisfeito”, afirma o ator Marcelo Serrado.
“Basta de brigarmos entre nós. Vamos exigir de quem trabalha para a gente! Aumentar os nossos impostos e, ao mesmo tempo, os próprios salários?”, indaga a atriz Alessandra Maestrini, em vídeo divulgado no Facebook.
Sede do HSBC em Curitiba (PR), mesma cidade onde o juiz Sergio Moro comanda as investigações da Lava-Jato
Foto: Divulgação / Wikipédia
“Donos de veículos de comunicação, jornalistas e até apresentador famoso estão entre os clientes do banco na Suíça”
Sede do HSBC em Curitiba (PR), mesma cidade onde o juiz Sergio Moro comanda as investigações da Lava-Jato Foto: Divulgação / Wikipédia
No escândalo Swissleaks, em que foi divulgada a lista de ditadores, políticos, estrelas de Hollywood, reis e executivos da Lava-Jato que, em 2006 e 2007, tinham contas numeradas no HSBC da Suíça, aparecem ao menos 22 empresários de mídia e comunicação, além de 7 jornalistas. O levantamento foi feito pelo jornal O Globo em parceria com o UOL.
Procurados, os empresários de mídia e jornalistas que aparecem na lista do HSBC negaram a existência das contas numeradas na Suíça ou qualquer irregularidade. Ter uma conta bancária na Suíça ou em qualquer outro país não é ilegal, desde que seja declarada à Receita Federal. Os titulares também devem informar ao Banco Central quando o saldo for superior a US$ 100 mil.
No documento, constam os nomes de proprietários do Grupo Folha, ao qual pertence o portal UOL. Aparecem na lista os empresários Octavio Frias de Oliveira (1912-2007) e Carlos Caldeira Filho (1913-1993). Luiz Frias (atual presidente da Folha e presidente/CEO do UOL) aparece como beneficiário da mesma conta, que foi criada em 1990 e oficialmente encerrada em 1998. Em 2006/2007, os arquivos do banco ainda mantinham os registros, mas, no período, ela estava inativa e zerada.
O Grupo Folha e a família de Octavio Frias de Oliveira informaram “não ter registro da referida conta bancária e manifestam sua convicção de que, se ela existiu, era regular e conforme à lei”.
Lily de Carvalho, viúva de dois jornalistas e donos de jornais, Horácio de Carvalho (1908-1983) e Roberto Marinho (1904-2003), aparece na lista. Horácio de Carvalho foi proprietário do extinto Diário Carioca. Roberto Marinho foi dono das Organizações Globo, hoje Grupo Globo, ao qual pertence O Globo. O nome de Lily surge nos documentos com o sobrenome de Horácio, seu primeiro marido, e o representante legal da conta junto ao HSBC é a Fundação Horácio de Carvalho Jr. Lily morreu em 2011.
Sobre a conta de Lily de Carvalho, viúva dos jornalistas Horácio de Carvalho e Roberto Marinho, o Grupo Globo não comenta.
Quatro integrantes da família Saad, dona da Rede Bandeirantes, também tinham contas no HSBC na época em que os arquivos foram vazados. O Grupo Bandeirantes, de João Jorge Saad, informou, por meio de sua assessoria, que “não vai comentar o assunto”.
O apresentador de TV Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho e dono da “Rede Massa”, afiliada ao SBT no Paraná. O empresário, que tinha uma conta com sua mulher em 2006/2007, acumulava um saldo de US$ 12,5 milhões. O Grupo Massa, de Ratinho, afirmou: “Todos os bens e valores de Carlos Roberto Massa e Solange Martinez Massa foram devidamente declarados”.
Do Grupo Edson Queiroz, dono da TV Verdes Mares e do “Diário do Nordeste”, estão Lenise Queiroz Rocha, Yolanda Vidal Queiroz e Paula Frota Queiroz (membros do conselho de administração). Elas tinham US$ 83,9 milhões em 2006/2007. Pelo Grupo Edson Queiroz, da TV Verdes Mares, Lenise Queiroz Rocha afirmou desconhecer a existência da conta. Luiz Fernando Ferreira Levy, ex-presidente da Gazeta Mercantil disse que não tinha conta:
– Nunca sequer fui correntista do HSBC no Brasil, muito menos na Suíça.
Luiz Fernando Ferreira Levy (1911-2002), que foi proprietário do jornal “Gazeta Mercantil”, que não existe mais, teve conta no HSBC em Genebra entre os anos de 1992 a 1995.
Aloysio de Andrade Faria, do Grupo Alfa (Rede Transamérica), tinha US$ 120,6 milhões. O Grupo Alfa, de Aloysio de Andrade Faria, afirmou que não tinha “nada a declarar”.
Dorival Masci de Abreu (morto em 2004), que era proprietário da Rede CBS de rádios (Scalla, Tupi, Kiss e outras), foi correntista da instituição financeira na Suíça entre 1990 a 1998. A família de Dorival Masci de Abreu, que era proprietário da rede CBS de rádios, disse, por meio de assessoria, que não se manifestará.
João Lydio Seiler Bettega, dono das rádios Curitiba e Ouro Verde FM, no Paraná, tinha conta ativa em 2006/2007. O saldo era de US$ 167,1 mil. Julieta, mulher de João Lydio Seiler Bettega, da Curitiba e Ouro Verde FMs, afirmou que o casal nunca teve conta na Suíça e que é correntista do banco em Curitiba. Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, foi procurado por e-mail enviado para sua diretoria dele, mas não respondeu.
Fernando João Pereira dos Santos, do Grupo João Santos, que tem a TV e a rádio Tribuna (no Espírito Santo e em Pernambuco) e o jornal “A Tribuna” tinha duas contas no período a que se refere os documentos. O saldo delas era de US$ 4,4 milhões e US$ 5,6 milhões.
Anna Bentes, que foi casada com Adolpho Bloch (1908-1995), fundador do antigo Grupo Manchete, fechou sua conta no ano 2000. Anna Bentes, mulher de Adolpho Bloch, não foi encontrada.
Os sete jornalistas que aparecem nos registros do HSBC são Arnaldo Bloch (“O Globo”), José Roberto Guzzo (Editora Abril), Mona Dorf (apresentadora da rádio Jovem Pan), Arnaldo Dines, Alexandre Dines, Debora Dines e Liana Dines, filhos de Alberto Dines. Fernando Luiz Vieira de Mello (1929-2001), ex-rádio Jovem Pan, teve uma conta, que foi encerrada em 1999.
O jornalista Arnaldo Bloch afirmou:
– Nunca tive conta no HSBC, no Brasil ou no exterior. De 1991 a 1994 fui correspondente da Manchete em Paris. Recebia meu salário em remessas enviadas através do Banco do Brasil e depositadas no banco francês Crédit Lyonnais. Quando retornei ao Brasil, em 1994, mantive a conta aberta com saldo irrisório. Quando o recurso findou, em 1999, recebi aviso de que a mesma fora encerrada. Não entendo que relação isso possa ter com a lista de correntistas do HSBC.
Já o jornalista José Roberto Guzzo disse que “nunca teve conta no HSBC da Suíça em qualquer outra época”. Mona Dorf, da Jovem Pan, foi procurada, por meio de sua assessoria, mas não respondeu.
Alberto Dines informou que três dos seus quatro filhos (Arnaldo, Debora e Liana) “moram fora do Brasil há pelo menos 30 anos”. Por essa razão, não declaram imposto de renda no Brasil. O único filho que vive no Brasil (Alexandre) é apenas beneficiário das contas bancárias na Suíça.
O jornalista Fernando Vieira de Mello afirmou que nem ele ou o pai foi titular de conta no HSBC suíço.
Esta foi a terceira reportagem da série. A primeira mostrou envolvidos em escândalos, e a segunda falou a contravenção no Rio.
Manifestantes gritaram palavras de ordem contra 'mídia golpista no Brasil'
Manifestantes gritaram palavras de ordem contra ‘mídia golpista no Brasil’
Mais de 4 mil pessoas participaram na tarde desta sexta-feira (13) do ato em defesa da democracia, direitos trabalhistas, Petrobrás, e contra as manifestações em defesa do impeachment da presidente, organizado para o próximo domingo (15).
“Queremos a Petrobras, nossa soberania; queremos nosso governo, nossa democracia”. Foi com esse verso que os repentistas deram início às manifestações de apoio a presidente Dilma Rousseff na Presidência do Brasil, no anel interno do Parque Solon de Lucena, a Lagoa, no Centro da Capital.
A Polícia Militar estima que 3 mil tenham participado do ato público. Os protestos tiveram exibição de faixas, mensagens, bandeiras e utilizaram um carro de som com repentistas que entoaram versos para conduzir a manifestação.
O evento contou com a participação de militantes do Partido dos Trabalhadores (PT), da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Brasil, Estudantes, (MST), (LGBT), seguimentos religiosos, entre outros. Participantes do levante deixaram claro que não concordam com as alterações trabalhistas implementadas pela presidente.
De acordo o presidente da CUT-PB, Paulo Marcelo, a manifestação foi em defesa da classe trabalhadora, da Petrobras como instituição, da democracia e da reforma política democrática e popular.
“Vamos sair em defesa da Petrobras. Ela é a empresa que mais investe no nosso país e nós não podemos deixar que continue acontecendo o que está acontecendo com ela”, disse.
Segundo a organização do movimento, caravanas de cerca de 20 cidades da Paraíba participaram do manifesto. Eles seguiram com apoio de carros de som pela avenida Presidente Getúlio Vargas, onde fica o Liceu Paraibano, fizeram o retorno à Lagoa, seguiram pelo Anel Externo, rua Diogo Velho, avenida Pedro II, Praça dos Três Poderes e concluíram no Ponto de Cem Réis, por volta das 19h.
Em João Pessoa, a segurança foi feita pela Polícia Militar e pela Guarda Municipal; agentes da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob) reorganizaram o trânsito e orientaram motoristas sobre desvios.
Participantes
A movimentação ocorre em todo o Brasil e é organizada pela CUT, Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST), Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), União Nacional dos Estudantes (UNE), Federação da Agricultura Familiar do Estado de São Paulo (FAF-CUT/SP), Movimentos dos Atingidos por Barragens (MAB), Consulta Popular, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Central de Movimentos Populares (CMP), Levante Popular da Juventude, Campanha do Plebiscito Constituinte, Movimento Nacional das Populações de Rua (MNPR), Fora do Eixo Mídia Ninja (FDE) e Marcha Mundial das Mulheres (MMM).
A Justiça da Paraíba revogou a prisão preventiva do delegado Braz Morroni e de outros investigados na Operação Pérfidus. Eles foram soltos, mas seguem afastados da Polícia Civil e submetidos a medidas cautelares, como restrições de contato e circulação.