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Marcus Gerbasi deixa Secretaria Institucional do governo Dudu de Brizola

Ex-prefeito de Rio Tinto Marcus Gerbasi deixa governo Dudu de Brizola
Ex-prefeito de Rio Tinto Marcus Gerbasi deixa governo Dudu de Brizola
Ex-prefeito de Rio Tinto Marcus Gerbasi deixa governo Dudu de Brizola

Ex-prefeito de Rio Tinto Marcus Gerbasi não é mais o secretário Institucional de Governo da gestão da prefeita Dudu de Brizola (PMDB). Marcus ocupou a pasta pelo período de dois anos (2013/2014).

A portaria de exoneração nº 148/2014 foi publicada no Diário Oficial do dia 31 de dezembro de 2014, no entanto, a população só tomou conhecimento na última quarta-feira (15/04), quando o jornalista Chico Soares da Correio do Vale teria revelado ‘em primeira mão’ a mudança.

Para ocupar a nova função que tem o caráter estratégico de articular as ações do governo, no sentido de garantir a harmonia entre os Poderes, bem como interação nos órgãos da Administração Municipal e sociedade civil e organizada, a prefeita Dudu de Brizola nomeou o administrador de empresas Tarcísio Guerra Nóbrega, cunhado de Marcus Gerbasi.

A portaria 016/2015 nomeando Tarcísio Guerra Nóbrega para Secretaria Institucional de Governo foi publicada no D.O do dia (15) de janeiro deste ano.

Marcus ocupou o cargo de prefeito de Rio Tinto por dois mandatos, foi secretário chefe da defensoria pública da Paraíba nos governos Maranhão II e III, e atualmente reside na capital do Estado – João Pessoa.

 A seguir, confira as portarias de exoneração e nomeação publicada no Portal da Prefeitura – (clique nas imagens):

Mesmo com retorno dos professores ao trabalho, Cartaxo revela que vai descontar dias parados

Prefeito Luciano Cartaxo
Prefeito Luciano Cartaxo
Prefeito Luciano Cartaxo

Mesmo voltando ao trabalho os professores de João Pessoa terão o ponto cortado e desconto nos salários durante o tempo em que permaneceram em greve. A garantia foi do próprio prefeito Luciano Cartaxo que também mandou outro recado ao guardas municipais que estão parados informando que não vai dialogar enquanto a greve persistir.

Para tomar essa decisão com relação aos professores, o prefeito assegurou que a Prefeitura está acobertada pela Lei para punir os  educadores, que insistiram em ficar fora da sala de aula.

Os trabalhadores da Educação passaram 30 dias em greve. Nesse período, a Justiça decidiu, por duas vezes, pela ilegalidade do movimento.

Em relação aos guardas municipais, o gestor disse que não tem conversa com a categoria.  O movimento grevista também foi considerado ilegal pela Justiça.

De acordo o prefeito Luciano Cartaxo essa greve dos guardas municipais não passa de uma disputa política.

Da redação, com Paraiba.com

Aniversário Elaine Beatriz Conserva

Botafogo joga bem, mas perde para o xará carioca e dá adeus à Copa do Brasil

Botafogo é vaiado, mas supera xará paraibano e avança.
Botafogo é vaiado, mas supera xará paraibano e avança.
Botafogo é vaiado, mas supera xará paraibano e avança.

Com quatro vacilos da defesa, o Botafogo-PB jogou bem, mas acabou eliminado da Copa do Brasil pelo Botafogo-RJ. No Engenhão, Bill e Tomas abriram vantagem para o Glorioso, e Gustavo diminuiu em golaço de falta. No segundo tempo, Wiliam Arão aumentou novamente a vantagem, mas Airton recolocou o Belo na partida. Só que Sassá sacramentou a classificação do alvinegro carioca no finzinho do jogo.

O resultado, entretanto, mente um pouco sobre a partida. Com apenas Élvis inspirado no meio de campo e marcando muito mal, o Alvinegro passou um sufoco em grande parte do jogo. O segundo e o quarto gols saíram enquanto o Belo era superior na partida, em erros individuais da defesa do time paraibano, que apesar da boa linha de frente, viu seus três zagueiros engrossarem e tirarem qualquer chance de classificação do time do Nordeste.

O jogo

A partida começou sem muitas emoções. Se não fosse o chute de Élvis, aos 6, o torcedor que chegasse um pouco atrasado ao Engenhão sequer notaria diferença. Aos 14, o mesmo Elvis obrigou Genivaldo a jogar para escanteio. Era ensaio. Na cobrança, o meia bateu fechado, Jobson raspou e com duas chances, Bill abriu o placar. Terceiro gol do centroavante alvinegro na Copa do Brasil.

Com o meia que se destacou na Tombense comandando o meio de campo, o Botafogo criava bastante, mas pecava no último passe. O problema era o contra-ataque do xará da Paraíba. Com meias rápidos e o time bem armado, o Belo levava perigo. Aos 24 e 26, Rafael Oliveira e Alex Cazumba fizeram Renan trabalhar. O rápido Gustavo, pela direita, era a melhor opção do time paraibano, nas costas de Carleto.

Mesmo mal no jogo, o Fogão ampliou. Elvis fez grande jogada aos 33 e achou Arão, que cruzou para Tomas completar. Com a vantagem, a equipe parecia respirar aliviada para o segundo tempo. Só parecia. Aos 47, Gustavo disparou um chutaço para vencer Renan e marcar um gol de placa no Engenhão.

O segundo tempo se iniciou como o primeiro, modorrento. Dessa vez, entretanto, o Botafogo-PB era mais perigoso. Com isso, René Simões tentou impor velocidade, com Sassá, aos 18. Mas era o Belo que aproveitava. Nas costas de Carleto, Airton esticou para Doda que obrigou Renan a operar milagre aos 23.

Mais uma vez, o panorama se repetiu. Mal no jogo, o Botafogo “achou um gol” três minutos mais tarde, quando Willian Arão roubou a bola e recebeu de Pimpão para, na dividida, bater no canto e aumentar para os cariocas. O 3 a 1 trazia alívio. Mas de novo, durou pouco. Aos 34, Gustavo cruzou na medida e Airton, de voleio, marcou outro golaço para diminuir.

Só parecia o fim. O Botafogo-PB até pressionava bastante, mas mais uma vez, falhou na defesa. Em cruzamento de Arão, a zaga cortou mal e Sassá, livre na área, tocou no contrapé de Genivaldo para aliviar de vez o torcedor e carimbar a vaga do Botafogo para a próxima fase.

Da Equipe @Vozdatorcida com ESPN

Grêmio abusa de chances perdidas, mas elimina Campinense sem sustos

Douglas, que marcou o centésimo gol gremista da história da Arena, e Lincoln garantiram o resultado.
Douglas, que marcou o centésimo gol gremista da história da Arena, e Lincoln garantiram o resultado.
Douglas, que marcou o centésimo gol gremista da história da Arena, e Lincoln garantiram o resultado.

Com a difícil missão de reverter o placar de 2 a 1 a favor do tricolor gaúcho no primeiro jogo, no Amigão, o Campinense acabou sendo derrotado novamente na Arena do Grêmio por 2 a 0.

Pressionado, mas sem sofrer gols no primeiro tempo, a Raposa incomodava a defesa gremista com as jogadas em velocidade de Túlio Renan e Jeferson Recife, sempre pelo lado esquerdo de ataque.

Mesmo sendo superior no primeiro tempo, o Grêmio desperdiçou muitas chances e não conseguiu abrir o placar. Irritado, Felipão viu o zagueiro Joécio impedir, no mesmo lance, Brian Rodriguez de marcar o primeiro gol por duas vezes e Luan acertar a trave de Gledson.

No segundo tempo, a marcação forte exercida pelo Campinense só funcionou até os 18 do primeiro tempo, quando Giuliano furou dentro da área e Douglas bateu no contrapé de Gledson para tirar o zero do placar. Foi o 100º gol do Grêmio marcado em seu novo estádio.

A partir daí, pouco se viu do Campinense no campo de ataque, o Grêmio seguiu dominando as ações do jogo. Aos 34 da etapa final de partida, Douglas deu lugar ao jovem meia Lincoln.

No último minuto, o próprio Lincoln recebeu dentro da área e bateu forte para sacramentar a classificação do tricolor gaúcho à próxima fase da Copa do Brasil. O gol foi o primeiro do garoto de apenas 16 anos.

Com a derrota, o Campinense foi o segundo time paraibano eliminado da Copa do Brasil. Mais cedo o Botafogo-PB foi derrotado pelo xará carioca por 4 a 2 e deu adeus à competição.

Agora, a equipe comandada por Francisco Diá deve se concentrar inteiramente no Campeonato Paraibano, onde é a 4ª colocada, com 21 pontos, mas 3 jogos a menos que o restante dos adversários na briga pelo G-4.

O próximo compromisso do rubro negro de Campina Grande é no Clássico dos Maiorais, diante de seu maior rival, o Treze, que venceu o Atlético de Cajazeiras na noite de hoje e segue na vice-liderança da competição.

Da Equipe @Vozdatorcida

Miramar bate o Lucena e chega à sua primeira vitória no Paraibano

Tubarão do Porto precisou de 14 jogos para conseguir vencer pela primeira vez no estadual. Mas segue como lanterna, enquanto o Tubarão do Norte é vice-lanterna.
Tubarão do Porto precisou de 14 jogos para conseguir vencer pela primeira vez no estadual. Mas segue como lanterna, enquanto o Tubarão do Norte é vice-lanterna.
Tubarão do Porto precisou de 14 jogos para conseguir vencer pela primeira vez no estadual. Mas segue como lanterna, enquanto o Tubarão do Norte é vice-lanterna.

Jogando no Almeidão, CSP e Auto Esporte fizeram uma briga direto pela vaga no G4 do Paraibano. Melhor para o Tigre, que venceu por 1 a 0 e assume a terceira colocação no torneio.

O único gol do jogo saiu aos 37 minutos do primeiro tempo. Caaporã fez boa jogada e cruzou para Hélio Paraiba, que chutou sem chances de defesa para o goleiro Vladimir, do Auto Esporte.

Com o resultado, o CSP chega a 22 pontos, e agora é terceiro na tabela. No fim de semana o Tigre vai ao Amigão enfrentar o Lucena. Já o Auto Esporte permanece com 20 pontos, e agora ocupa a quinta colocação. No domingo (18), o Clube do Povo enfrenta o Botafogo-PB, no clássico Botauto.

Finalmente, Miramar

Após quatorze jogos, enfim o Miramar experimentou o gosto da vitória no Campeonato Paraibano.

Enfrentando o Lucena, seu companheiro de zona de rebaixamento, no Amigão, o Tubarão do Porto venceu por 1 a 0. O gol foi marcado por Tiago, aos 37 minutos do segundo tempo.

Apesar do triunfo, o Miramar segue na última colocação com 4 pontos. No fim de semana, o adversário do Tubarão do Porto será o Santa Cruz. O Lucena também não muda de colocação, e permanece no nono lugar. Seu próximo adversário será o CSP, no Amigão.

Da Equipe @Vozdatorcida

No Perpetão, Treze vence Atlético e encosta no líder

Trovão Azul desperdiça várias chances de gol, o Galo é mais preciso e marca com Maciel e Zotti. Donos da casa ainda descontam com Allan, mas não evitam derrota.
Trovão Azul desperdiça várias chances de gol, o Galo é mais preciso e marca com Maciel e Zotti. Donos da casa ainda descontam com Allan, mas não evitam derrota.
Trovão Azul desperdiça várias chances de gol, o Galo é mais preciso e marca com Maciel e Zotti. Donos da casa ainda descontam com Allan, mas não evitam derrota.

Jogando no Perpetão, o Treze engrenou sua segunda vitória fora de casa seguida no Paraibano. Após vencer o CSP no sábado, a vítima da vez foi o Atlético de Cajazeiras, no Perpetão.

Todos os gols da partida foram marcados no segundo tempo. Marcelo Maciel, aos 28 minutos, e Zotti, aos 35, marcaram os gols do Galo. O Trovão Azul ainda descontou aos 48, com Allan.

Com o resultado, o Treze chega a 26 pontos e encosta no líder Botafogo-PB, que tem três a mais. No domingo (18), o Galo da Borborema disputa o Clássico dos Maiorais contra o Campinense. Já o Atlético de Cajazeiras permanece com 13 pontos na sétima colocação. No fim de semana, o Trovão faz o Clássico do Sertão, no Perpetão, com o Sousa.

Da Equipe @Vozdatorcida

Contra a PEC 215, índios acampam em frente ao Congresso Nacional

Cacique Alcides da Aldeia São Francisco de Baía da Traição. (Foto: Face News Baia)
Cacique Alcides da Aldeia São Francisco de Baía da Traição. (Foto: Face News Baia)
Cacique Alcides da Aldeia São Francisco de Baía da Traição. (Foto: Face News Baia)

“Proposta de Emenda à Constituição transfere do Executivo para o Congresso Nacional o poder de demarcar terras indígenas”

Integrantes da Frente Nacional de Luta Campo e Cidade (FNL) e índios protestam em frente ao Congresso Nacional, nesta quarta-feira (15/4). O grupo é contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 215, que transfere do Poder Executivo para o Congresso Nacional o poder de demarcar terras indígenas. Eles também pedem agilidade na oficialização dos territórios indígenas.

Nesta tarde, uma comissão que representa os manifestantes foi recebida no Congresso Nacional para expor a pauta de reivindicações. Os índios estão acampados desde terça-feira (14/4) no gramado central da Esplanada dos Ministérios.

O movimento espera derrubar a PEC 215. Para os índios, a proposta é um retrocesso na luta pelo território. “A partir do momento em que o Legislativo decidir pela demarcação das terras indígenas, a gente sabe que não haverá mais demarcação”, afirmou um dos coordenadores da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), Lindomar Ferreira.

Desde segunda-feira (13/4), movimentos sociais ligados à reforma agrária também acampam em frente ao Congresso. Entre as medidas reivindicadas pela Frente Nacional de Luta Campo e Cidade, está a reforma agrária, mas a pauta inclui o apoio à causa indígena.

Em reunião nesta tarde, os indígenas ouviram de Eduardo Cunha que não há pressa para a aprovação dessa proposta, e que a tramitação da PEC deve seguir o trâmite normal, a comissão especial deve se pronunciar, e o texto não irá a Plenário antes disso. Cunha recomendou que os manifestantes procurem os líderes partidários. “Quem decide não sou eu, são os parlamentares que disputam no voto; e vence quem tiver maioria no Plenário”, disse.

O cacique Nailton Muniz Pataxo, liderança do sul da Bahia que falou em nome do grupo, disse que os índios devem ocupar o Congresso de forma pacífica e democrática a partir de outubro para protestar contra a PEC. “Vamos nos preparar para o enfrentamento, não vamos recuar. Exigimos a nossa presença, e queríamos uma comissão de índios e deputados para debater a proposta, mas, se não for possível, vamos voltar com 5 ou 6 mil índios a partir de outubro”, disse.

Correio Braziliense

Em dia de protestos, Câmara adia votação de projeto sobre terceirização

Presidente da Câmara debateu com deputados nesta quarta os destaques do projeto da terceirização, mas decidiu adiar a votação para a próxima semana
Presidente da Câmara debateu com deputados nesta quarta os destaques do projeto da terceirização, mas decidiu adiar a votação para a próxima semana
Presidente da Câmara debateu com deputados nesta quarta os destaques do projeto da terceirização, mas decidiu adiar a votação para a próxima semana

Em uma quarta-feira marcada por protestos de centrais sindicais em todo o país, a votação dos destaques do polêmico projeto de lei da terceirização (PL 4330/04) na Câmara dos Deputados foi adiada para a próxima semana, em Brasília.

O texto-base do projeto que regulamenta a terceirização dos contratos de trabalho já foi aprovado, mas os principais destaques dele ainda precisam passar por votação. O presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB) decidiu adiar o pleito para quarta-feira que vem, após anunciar um acordo entre vários partidos (entre eles, PT, PMDB, PRB, PR, DEM, PDT, PPS e PV) que se comprometeram a votar contra qualquer tentativa de retirada de pauta do PL.

“Vamos produzir um acordo para que a votação não seja emperrada”, disse Cunha.

A principal mudança que o projeto traz é a permissão de que empresas terceirizem não só atividades-meio (funções de apoio ao negócio central da empresa, como limpeza e vigilância), mas também as atividades-fim (por exemplo, a fabricação de carros, no caso de uma montadora). Esse é exatamente o ponto que gera divergências entre os partidos na Câmara.

Protestos

Quase 40 cidades de 23 estados tiveram protestos nesta quarta-feira organizados pelas centrais sindicais que se colocaram contra o projeto da terceirização. Ao longo do dia, SP, MG, ES, BA, PA, RS, AM, AP, CE, GO, PB, PI, PR, RO, SE, PE, MA, AL, AC, SC, RJ, MT, RN, e Distrito Federal tiveram manifestações pedindo a não aprovação do PL polêmico.

Protestos em Brasília tiveram faixa com deputados que votaram a favor da lei da terceirização
Protestos em Brasília tiveram faixa com deputados que votaram a favor da lei da terceirização

Em algumas capitais, os protestos ocorreram principalmente em rodovias, que ficaram com o trânsito interditado por algumas horas. Em Porto Alegre e Salvador, houve paralisação dos rodoviários pela manhã, o que afetou o transporte público das duas cidades.

O maior protesto na capital paulista aconteceu no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, onde, segundo a Polícia Militar, 2.500 pessoas se reuniram em um ato organizado pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) – segundo os organizadores, foram 40 mil pessoas.

Em outros pontos da capital, movimentos de luta pela moradia e outros movimentos de trabalhadores também fizeram protestos.

As centrais sindicais alegam que o projeto da tercerização seria um ‘retrocesso’ nas conquistas trabalhistas. Do outro lado, quem argumenta a favor da lei, diz que ela ‘gerará mais empregos’ e que ‘protegerá’ os cerca de 15 milhões de trabalhadores terceirizados que já estão no mercado.

São Paulo

A Avenida Paulista, que era verde e amarela no último domingo, ficou vermelha na tarde desta quarta-feira. O protesto marcado pela CUT (Central Única dos Trabalhadores), no entanto, teve bem menos adesões do que a manifestação do fim de semana, que pedia o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

“Nosso protesto é de trabalhadores e muitos estão trabalhando, não puderam estar aqui”, disse um dos manifestantes à reportagem. “É que não contamos com a mesma divulgação que eles contam na grande mídia, mas todos os trabalhadores deveriam estar aqui”, afirmou uma professora, que não era ligada às entidades organizadoras do protesto, mas foi à manifestação porque é contra a lei da terceirização.

O local escolhido para protestar foi simbólico: o prédio da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo), que é uma das grandes defensoras do projeto de lei. Durante o ato, manifestantes queimaram bonecos do presidente da entidade, Paulo Skaf, do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, e do deputado do partido Solidariedade Paulinho da Força – esse último foi hostilizado pelos manifestantes, que levaram vários cartazes com a mensagem: ‘Paulinho: Solidariedade só se for aos patrões”.

O deputado, que é também presidente da Força Sindical, defende a nova lei. “O projeto regulamenta uma atividade que é realizada há anos no Brasil e dá tranquilidade ao trabalhador”, afirmou.

No entanto, para quem estava no protesto, a lei será ‘um retrocesso’. “Vamos voltar ao período da escravidão. Se isso passar, os trabalhadores que hoje são contratados direto, vão ser demitidos e vão ser contratados como terceirizados”, disse Marli, uma das militantes da CUT, à BBC Brasil.

“A história de que vai ter mais emprego, isso é tudo enrolação do patrão pra pagar menos pro trabalhador, que vai ser demitido e vai trabalhar pra uma cooperativa. Essa lei vai servir pra regulamentar o errado. Não seria mais fácil a empresa contratar o trabalhador direto?”, questiona.

Enquanto o protesto ocorria bem na frente do prédio da Fiesp, as pessoas que trabalham no local precisaram utilizar a outra saída do edifício na hora de deixarem o trabalho. A BBC Brasil conversou com alguns deles, mas a maioria disse que ‘não tinha informações suficientes sobre a lei da terceirização’ ou que ‘não poderia se posicionar’. Um deles, porém, se disse ‘totalmente contra a lei’, reiterando que não poderia dizer seu nome nem onde trabalhava.

O presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que defende o projeto, afirmou em artigo recente no jornal Folha de S.Paulo que “com a regulamentação do trabalho terceirizado, o Brasil irá se alinhar às mais modernas práticas trabalhistas do mundo”.

Com BBC

Ministra do STF garante votação durante reunião com governadores do NE e Ricardo aposta em decisão favorável

Reunião aconteceu na sede do STF
Reunião aconteceu na sede do STF
Reunião aconteceu na sede do STF

A vice-presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Carmem Lúcia, assegurou que a votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade contra lei aprovada no Congresso Nacional, que garante a distribuição dos royalties do pré-sal para estados não produtores, deve sair logo após a posse do novo ministro Luiz Edson Fachin. A afirmação aconteceu durante reunião realizada nesta terça-feira (14), com os governadores nordestinos na sede do STF.

De acordo com o governador Ricardo Coutinho, somente a Paraíba teria direito a receber R$ 350 milhões por ano com a distribuição dos royalties. “É preciso rapidez na votação. Não podemos ficar com um assunto dessa importância na indefinição, na expectativa por algo que se arrasta há tanto tempo”, ressaltou o governador.

Sobre os royalties – Em novembro de 2012, a presidenta Dilma Rousseff vetou itens do projeto de lei que mudou a distribuição dos royalties da exploração de petróleo. A proposta aprovada pelo Congresso reduzia de 26,25% para 20% a arrecadação dos estados produtores e garantiu aos estados e municípios não produtores – que recebiam apenas 1,76% dos royalties do petróleo – uma fatia maior dos recursos. Os royalties são um percentual do lucro obtido pelas empresas e pagos ao estado como forma de compensação pelo uso de recurso natural

Sobre as ADIS – Duas ações diretas de inconstitucionalidade contra a Lei 12.734/2012, que fixa novas regras de distribuição dos royalties do petróleo, foram impetradas no Supremo Tribunal Federal (STF). Uma ação (ADI 4916) foi requerida pelo ex-governador do Espírito Santo, Renato Casagrande, e a (ADI 4917) pelo então governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral. A ministra Cármen Lúcia é a relatora dos dois processos.

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